BLOOD - 1ª Temporada - Bullying
12 Terminará onde tudo começou
Notas iniciais
Sobral, 31 de Outubro de 2015
O carro da promotora Marta Brandão parou em frente a sua própria residência. Mais um carro da polícia parou logo atrás. Eles estavam ali pois houve uma denúncia formal contra Fábio acerca de um sequestro na capital e pela morte de pelo menos 4 pessoas e na tentativa de homicídio de mais duas. Quando a promotora, que também é prima dele, soube dos possíveis crimes ficou chocada.
Fábio era gentil e amável com todos.
A mulher permitiu que os policiais entrassem na sua casa. A mãe dela ficou achando estranho aquela visita da polícia.
─ Calma, mamãe. Recebemos uma denúncia da capital. Eles afirmam que Fábio sequestrou uma criança.
─ Não, não é possível. Conheço o meu sobrinho muito bem. Por que ele faria um absurdo desse?
─ É o que veremos.
Marta entrou no quarto do rapaz. Para isso teve que destrancar, já que Fábio nunca deixava a porta aberta. Assim que entraram, não viram nada de suspeito. Apenas um segundo guarda-roupa, mais velho. A promotora abriu esse guarda-roupa e teve uma surpresa.
─ Meu Deus!
Um altar satânico com vários símbolos demoníacos, bonecos de vodu, fotografias dos cinco jovens e muitas velas negras. Marta e sua mãe ficaram chocadas.
TERMINARÁ ONDE TUDO COMEÇOU
Special Guest Stars:
Promotora Marta Brandão
Detetive Alex
Fernando estava no hospital observando o Pastor Isaque. Ele se recuperava muito bem do ferimento e já não corria mais riscos. Na verdade o rapaz passou o dia todo com ele no hospital e agora precisava voltar. A aflição por conta do sumiço da sua irmã lhe tomou conta, mas ele era mais forte que a sua mãe.
Lucas teve alta naquele dia mesmo. Fernando o ajudou a se levantar e com a ajuda de Jonas, eles o colocaram no carro do policial.
─ Amigo, meu pai já vai cuidar de mim. E também a Nandinha foi sequestrada, sua mãe precisa da sua ajuda agora ─ disse o jovem.
─ Jonas, pode me levar pra casa?
─ É claro, Fernando. Coloquem o cinto. A proposito, eu irei mais tarde para a sua casa assim que levar meu filho pra casa dele.
─ Tudo bem ─ assentiu Fernando.
Lambert levou o filho para a casa da ex-esposa. Depois foi deixar Fernando em casa e ficaria por lá mesmo para dar apoio à mãe dele.
─ Isso tudo é por minha culpa. Se eu não tivesse levado o Fábio para uma armadilha, isso nunca teria acontecido.
─ Realmente o que você fez não tem nome. Mas conseguiu se regenerar. E também isso não é desculpa para o Fábio fazer o que fez. Ninguém pode fazer justiça com as próprias mãos.
Assim que chegou em casa, Angela abraçou o filho. Gastou muitos lenços de papel enxugando as lágrimas. Ela deixou todos os telefones e celulares ligados caso o sequestrador volte a ligar.
O detetive Alex ainda estava se recuperando, mas decidiu ajudar o seu chefe. Também foi para a casa de Fernando.
─ Alex, que bom te ver melhor.
─ Chefinho, eu disse que vou sobreviver.
─ Preciso de você para seguir o Fernando caso o Fábio ligue e peça para ele ir só.
Angela não queria saber de ser confortada, ela queria a sua filha de volta. Mesmo com a ajuda de Fernando, ela insistia em querer a filha caçula.
─ Por favor policial, traga a minha filha de volta.
─ Estamos fazendo todo o possível para trazê-la. Peço que fique calma ─ disse Lambert.
─ Calma nada! A minha filha pode estar sendo estuprada ou já deve estar morta. O que será que está acontecendo com a Nandinha?
...
Nandinha estava amarrada numa cadeira e com a boca tampada por uma fita. Fábio chegou até ela e se sentou na frente dela. A garota ficou com medo.
─ Fique calma. Eu não vou fazer nenhum mal para você. Se se comportar bem, eu a deixarei viver. O único que não terá final feliz será o Fernando. Aquele maldito nazista acabou com a minha vida e agora pretendo me vingar ─ Fábio pegou um celular descartável.
Angela praticamente voou quando o telefone de casa tocou. Ela esbravejava querendo saber da filha, mas Fábio apenas pediu para que Fernando atendesse. A mulher entregou para o filho.
─ Alô?
─ Ora, ora, ora se não é o meu melhor amigo Fernando. Como vai o meu nazista favorito?
─ Cara, você é louco. Me chama de nazista e olha o que você fez. Matou quatro pessoas, tentou matar mais duas e agora sequestra um inocente.
─ Estou louco sim. Foi você quem me deixou assim, lembra-se? Quero que venha para o local que estou, e não traga ninguém ou juro que mato a sua maninha.
─ Me diz onde está.
─ No mesmo local onde a minha família morreu ─ desligou.
Fernando pegou a chave do carro de sua mãe e decidiu ir sozinho. Pediu para que ninguém fosse. Lambert não acatou e mandou Alex seguir o rapaz.
Fernando chegou ao depósito abandonado por volta das dezoito horas. O lugar estava do mesmo jeito depois de cinco anos. A porta estava um pouquinho aberta. O loiro entrou no lugar e levou uma coronhada na cabeça.
─ Acorda, donzela em perigo.
─ Fábio, o que fez com a minha irmã?
─ Nada, ela está bem ao seu lado ─ Fernando viu Nandinha desmaiada na cadeira.
─ Seu desgraçado, o que vai fazer com a gente?
─ Ué? A mesma coisa com o que você fez comigo. É uma questão de reciprocidade. Sabe, quando eu saí vivo daquela situação, eu pensei que nunca mais encontrasse o rumo da minha vida. Passai por dezenas de procedimentos psiquiátricos e várias consultas ao psicólogo. Só que a minha ira nunca se apagou. Tentei de tudo, mas encontrei na Magia Negra o meu refúgio. Foi quando eu invoquei Lúcifer para fazer um pacto com ele. O Diabo me deu poderes inimagináveis e em troca eu daria as cinco almas que me atormentaram para ele. Foi quando ele me deu a capacidade de materializar quatro demônios em forma de crianças para me ajuda. Quero que conheça os meus quatro amiguinhos: Ió, Ganimedes, Calixto e Caronte.
Quatros sombras surgiram na frente de Fernando e logo se tornaram como crianças totalmente pretas. Fernando levou um baita susto ao ver o sobrenatural. Duas das sombras saíram e apenas duas ficaram.
─ Vamos começar o ritual de sacrifício?
─ Fábio, pensa bem. Isso não vai te levar a lugar algum...
─ Cala a boca!
Fábio começou a esmurrar a cara de Fernando. Este começou a sangrar pelo nariz. O moreno retirou o celular do bolso da calça e falou para o loiro.
─ Terminará onde tudo começou. Quero a sua mãe aqui. Ligarei para ela e você atenderá.
O sequestrador ligou para Angela.
─ Agora é a sua vez. Convença-a a vir.
Continua...
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