BAD GIRL: Selvagem
18 Viagem inesperada!
Marina se lamentou pelo que houve com Wendy. Se sentia mal por não ter percebido sobre isso. Estava chateada com os primos, mas estava mais chateada com sigo mesmo. Aquele dia já havia começado mal. Primeiro se atrasou, não tomou um café da manhã reforçado, ganhou uma suspensão (de um dia), teve um bela visão da pegação de André com Naomi e agora a história chocante da Wendy. Não era atoa que a menina era retraída.
Marina fez questão de ficar o mais quieta possível durante o resto da aula, tão quieta que até a sua respiração soava mais baixo, não que alguém pudesse ouvir, mas ela estava quieta, mas não tão calma quanto aparentava. A aula passou mais devagar do que ela conseguia contar, casa segundo era uma tortura. Queria ir logo pra casa e enfrentar o Dragão. Finalmente o sinal bate, Marina dá um breve tchau pra Wendy e Gabriel e vai apressadamente até a saída. Encontra o carro que Dante dirige, abre a porta e se surpreende com a visão da pessoa sentada no banco de trás.
– Oi Mar.
Aloira de cachos rebeldes estava sentada no banco de trás. Ela radiava alegria, o que fez Mar ficar um pouco enojada.
– Oi. Sabe acho que esse é o carro da minha vó. Você deve ter confundido.
– Não confundi nada. Vou pra casa do André hoje. — Ela ressaltou o nome do André, Marina se sentia mais enjoada que nunca. Marina levantou a sobrancelha, não acreditava no quão possessiva a garota estava parecendo.
– Você não tem casa não? — Perguntou Mar, já impaciente com toda a situação da manhã, e mais uma coisa irritante pra ter que lidar.
– Minha casa fica no Park Way, em direção contrária da escola.
– E o que isso tem haver?
– Isso tem a haver com o fato de que eu e seus primos temos treino na escola na parte da tarde. — Disse ela com um leve sorriso triunfante, Mar deu um sorriso torto em resposta.
– Hum. Treino de quê?
– Eu tenho treino de vôlei e os gêmeos de futebol.
– Eles sempre foram bons nessa dro... — Mar foi interrompida com um empurrão, jogando-a em cima da loira de cachos rebeldes. Marina bateu a testa no vidro do carro, era André. Ela viu o reflexo no vidro do carro. Liam abriu a porta da frente no mesmo momento.
– Você tá louco? Seu idiota! — Gritou Marina, enquanto a loira colocava os dedos nos ouvidos tentando impedir o alto som da voz da garota.
– Isso não teria acontecido se não ficasse de conversa com a Juma.
– Quem é Juma? — Pergunta Marina confusa.
– É um apelido que esse idiota me deu, agora será que dá pra sair de cima de mim?
– Com todo prazer, Juma. — Ressaltou Marina no apelido da moça dando um sorriso triunfante e levantando as sobrancelhas, que a deixou mais furiosa do que quando Marina estava em cima dela.
Marina se ajeita no banco entre os dois. Dante liga o som do carro e Liam lhe da seu celular. Ele seleciona uma música, Major Lazer-Bubble Butt. A música era um tanto dançante. Marina nunca tinha escutado ela, mas havia gostado. Ela encostou a cabeça no apoio e relaxou ao sem dançante e batidas da música, depois houve uma mudança drástica no repertório musical do primo de uma música super dançante pra outra super depressiva, ela riu quando ouviu a música, All by myself — Céline Dion.
– Tá de brincadeira né? — Perguntou Marina.
– Em homenagem a você, priminha. — Ele olhou pra ela com cara de que estava se divertindo.
– Isso é sério? — Mar olhou pra Liam, depois pra André e Naomi. Naomi parecia alheia a situação ou fingia estar. Liam e André trocaram olhares maliciosos e começaram a cantar olhando finalmente pra Marina.
"Vivo solitária
Eu penso em todos os amigos que conheci
Quando disco o telefone
Ninguém está em casa
Totalmente sozinha
Não quero ficar
Totalmente sozinha
Não mais
Difícil ter que admitir
Ás vezes me sinto tão insegura
E o amor está tão distante e obscuro
Permanece a cura"
Liam abaixou a música e disse: — Gabriel falou pra gente que você levou suspensão.
– Bom trabalho né seu primeiro dia. — Disse André.
– Não acredito que estão fazendo isso. Bando de idiotas.
– Bom, por sua causa dona Antônia vai ficar irritada por um tempo. Acho que você nos deve isso. — Liam tentava justificar o porque de ter colocado a música que Maria mais odeia.
– E francamente Marina, dizer que está com dor de barriga pra matar aula pode acabar com a sua reputação. Já pensou nisso? — Disse André tentando parecer preocupado, na verdade ele estava, principalmente com o fato de que sua avó iria escorraçar a menina, mas não podia demonstrar aquilo, então só fingia o resto.
– Não enche André. E Liam, tira essa droga de música. -Liam troca a música e coloca outra música que Mar não conhecia, outra desse tal Major Lazer, Wind Up, essa era melhor que a outra, na opinião dela.
– Liam, me passa essas músicas depois. Essa cara é realmente muito bom.
– Não é?! -Disse Liam todo alegre com o seu gosto musical.
Chegaram na casa, almoçaram e os garotos mais a loira de cachos rebeldes foram para o treino. Marina dormiu durante uma hora e meia depois do almoço, quando Sara acordou ela com um telefone móvel preto na mão. Ela botou a mão no fone e disse:
– É a sua vó. — Marina pegou o telefone temendo a bronca antecipada que levaria, essa era só a entrada, o prato principal viria a noite.
– Oi vó.
– Marina, o que exatamente você fez pra levar uma suspensão no seu primeiro dia?
– Eu fui ajudar um colega. O professor era todo esquisito e abusado, não aguentei ficar calada vó.
– Marina, você já foi expulsa quatro vezes, se levar outra suspensão eu mesma vou te levar para a Escócia. Tá me ouvindo?
– Tô vó.
– Você não pode ficar respondendo os professores desse jeito quando tem uma reputação terrível. Você veio pra cá pra limpar ela, lembre-se disso.
– Aham.
– Escuta, eu tive que fazer uma viagem de emergência com o Ministro da fazenda, só volto em cinco dias. A Sara vai ficar no comando da casa enquanto eu estiver fora.
– Hum. Mas quem vai cuidar do problema duplo que temos em casa.
– Você quis dizer triplo né, já que também é um.
– Vou confiar em vocês três, se não os três vão pra um reformatório em cada canto diferente da Europa.
– Okay.
– Tchau .
– Tchau vó. -Marina sentia sua avó seca. Sem muitas emoções a demonstrar. Isso a deixou chateada, mas ela achava que merecia. Resolveu se levantar e ir pra piscina relaxar um pouco. Pegou o biquíni novo branco, o que nunca tinha usado, vestiu ele e uma saída de praia por cima e foi pra cozinha. Sara estava passando pano nos armários.
– Sara, você pode preparar um misto quente pra mim e levar pra piscina por favor? E algo pra beber também.
– Okay, vai querer com ou sem tomate?
– Com tomate. — Disse Marina sorrindo.
– É pra já.
Marina foi pra piscina, ficou fazendo exercícios para melhorar o seu condicionamento físico. O sol irradiava vida aquele dia, Mar via os pássaros voando céu a fora, sentia inveja deles. Eles seguiam seus instintos e ninguém os julgava. Sara trouxe seu lanche. O misto quente e suco de laranja com mamão. Devorou tudo rapidamente, depois ficou um tempo na espreguiçadeira tomado um pouco de sol enquanto a comida fazia digestão. Acabou cochilando. Ouviu barulhos na casa. Olhou pela porta de blindex que separava a sala da varanda dos fundos, os primos haviam chegado. E haviam trago visitas. Marina pulou de volta na piscina. Não iria sair dali. Não agora que a casa comportava um monte de homens com uniforme de futebol e suas fãs.
– Aqueles idiotas estão dando uma festa? -Marina pensou alto. De jeito nenhum que ela sairia da piscina agora, não estava nem um pouco a fim de confusão, com toda certeza algum idiota iria dar uma cantada nela e ela daria uma surra nele estragando a mobília da casa de sua avó que já estava furiosa com ela.
Marina voltou a sua prática, o sol estava perto de se pôr e a água da piscina estava morna. De repente notou que entrou alguém na água, viu um short preto e pernas brancas com cabelos escuros, pés grandes e brancos sob a água. Marina emergiu na água, olhou em choque para a pessoa que estava na sua frente. André tinha os fios molhados, seus cílios se juntaram o deixando mais bonito do que já era, ele tinha o corpo construído, tudo em seu devido lugar, e um tanquinho de dar inveja. Marina queria ter um pano pra limpar a baba. André também parecia chocado, Marina notou que ele depositou seus olhos em seus seios. Ela olhou para o biquíni e percebeu que os bicos estavam duros, cobriu-os com o braço.
– O que tá olhando? Pervertido.
– Seu biquíni transparente.
– Transparente?
– Sério, o seu biquíni está transparente. Da pra ver tudo. — Ele respirou fundo e terminou — Aí em cima. — Marina tirou os braços de cima dos seios e deu uma boa olhada pra ver se era verdade. E era. O maldito biquíni de dez reais era transparente. Não é a toa que era tão barato.
Fale com o autor