B é de Bitch
1 C é de Chuck.
Notas iniciais
N/A: Eu escrevi isso com base num vídeo muito legal que vi da Leghton Messter cantando junto com o Cobra Starship em 2009. Achei o vídeo tão legal que tudo oque eu quis fazer foi escrever essa pequena-grande fic, imaginando como seria se todos os personagens GG estivessem numa situação como aquela. Eu sou apaixonada pelo casal bluck, por isso a historia é em sua maioria em torno deles, com algum desenvolvimento sobre outros casais.
Enfim, isso foi tudo oque saiu. Eu espero que gostem e reviews são sempre bem vindos.
Para os que não acompanham ou conhecem Gossip Girl, eu recomendaria. Me tornei uma viciada apenas no primeiro episódio da primeira temporada.
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Segue abaixo o link para o vídeo e eu aconselharia que vocês o assistissem, não só porque gostei muito da musica, mas porque fica muito mais fácil visualizar as situações da fic assistindo o vídeo.
*youtube.com/watch?v=lx5z1brz4Sc*
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Bem, isso é tudo Isso é suposto ser um pouco grande, mas posso dizer que vale apena. Eu espero que se divirtam.
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Eram 22:00 horas de uma noite de sexta-feira, comum, como todas as outras sextas-feiras que já tiveram no Victor Vitrola Bar’s, com exceção do fato de que o carregamento de bebidas havia chegado meia hora mais tarde e junto com este, veio outro tipo de carregamento. A noite prometia e essa era a noite que mudaria tudo em seus lucros e negócios, uma noite de riscos e apostas. Então era 8 ou 80. Dar certo ou ferrar com tudo. Sim ou não.
Chuck Bass faria ser Sim com toda certeza.
Checando a lista de bebidas para a noite, Chuck sabia que poderia fazer dar certo. Afinal seria como sempre foi. O local já estava lotado e as pessoas já tinha vindo até ele, os mimados e abastados filhos pródigos da elite nova-iorquina já estavam no seu lugar. Para extravasar, para se divertir e encher a cara como se não houvesse amanha, escondidos e protegidos da sociedade e das suas estúpidas condenações morais sobre bebida e jogatina. Tudo isso na parte de baixo do VVB’s, no mais escondido, equipado e customizado subsolo da Ilha de Manhattan. Havia sido construído especificamente para isso, para festas e aventuras, para que não existissem limites. Tudo era permitido. Tudo poderia ser naquele lugar.
É claro que Chuck tinha o mais completo controle sobre o lugar, nada passava longe dele, ele sabia sobre tudo e todos que frequentavam o local. Era sua tarefa, para que nada saísse errado. Ele não poderia deixar nada, nunca, sair do seu eixo, ele tinha que ter sempre o controle. Chuck odiava perder o controle. Ainda mais com sua reputação e dinheiro em jogo.
“Nathaniel como estão os destilados? Há cerejas suficientes?” – Chuck perguntou olhando para Nate que estava empilhando pequenos fardos de Tuborg¹ dentro do freezer.
“Claro homem, afinal é seu amigo Archibald quem faz os pedidos das bebidas ” – Nate piscou para ele causando nele o sorriso de canto de boca, marca-registrada-Chuck-Bass.
Chuck avistou Dan Humphrey saindo pela porta lateral no fundo do corredor da pequena loja de bebidas que servia como disfarce perfeito para suas armações imorais. Porque certamente que Chuck Bass, filho de Bartholomew Bass não poderia ter seu nome ligado a tais imoralidades como uma boate barulhenta, pecaminosa e sem limites. Porém nada o impedia de ser um respeitado homem de negócios do ramo de bebidas alcóolicas finas. Chuck sorriu ainda mais com o pensamento, oque seu pai diria se soubesse qual era toda a porca verdade sobre o VVB’s?
“Cuide da porta Eric, eu tenho que falar com Chuck” – Ele ouviu Dan gritar para Eric Van der Woodsen, outro de seus parceiros desde que toda essa coisa começou. Eric se moveu para frente da porta em seu avental branco e chapéu da mesma cor. Uniforme quase habitual de todos eles quando estavam na parte superior do VVB’s.
Aos olhos ignorantes de quem não sabia oque realmente era o VVB’s,Chuck e seus amigos eram bons meninos que cuidavam e mantinham seu pequeno negócio em ordem. Eles eram seus próprios funcionários e as pessoas os respeitavam por isso, pela independência que haviam adquirido. Se elas realmente soubessem ...
Dan foi para traz do balcão de cigarros e Jhonnie Walker’se apoiou os antebraços sobre ele. “Acabei de checar o carregamento, esta tudo certo e empilhado a esquerda da mesa de som. Como Carter não veio, eu vou ter que ser o Dj da noite ”- Dan informou a Chuck tocando nos grandes fones em roda do próprio pescoço.
Chuck reprimiu a expressão de desgosto. O irresponsável Baizen.
“Certo Humphrey, comece a desembalar o produto então. Dez fardos para agora, distribua os pacotes apenas para os V.I.P’s da lista que te mostrei mais cedo e então você pode desembalar mais dez fardos quando estes acabarem.” – Chuck informou a Dan enquanto se virava para guardar a lista de bebidas na gaveta do balcão. “E Humphrey” – Chuck virou-se para Dan – “Tire as porcarias dos óculos brancos e os fones do pescoço enquanto esta aqui em cima!”- ele esbravejou, erros estúpidos como este poderiam definir o delicado equilíbrio entre a moral e imoralidade de seu bar.
“Ta bom!” – Dan levantou as mãos em defesa, retirando os fones do pescoço e os óculos logo em seguida.
Como os fones de Dan foram baixados para a parte inferior do balcão, Chuck observou duas mulheres entrarem no bar. Uma pequena, com o cabelo louro e comprido e usando uma maquiagem escura e pesada e a outra morena e alta, com brilhantes olhos verdes e pele marrom.
Olhando em seu relógio ele verificou que já eram 22:32. Sorriu, duas mulheres bonitas como aquelas não viriam ao seu bar a essa hora somente para comprar bebidas, ele tinha certeza. Chuck observou-as moverem-se para o freezer e agarrarem um fardo cada uma de tuborg para em seguida irem até ele no balcão.
“Boa Noite garotas, no que posso ajuda-las?” – perguntou-lhes no seu mais encantador e sedutor tom-de-voz-Chuck-Bass enquanto podia ver pelo canto do olho Dan e Nate as observando com interesse.
“Bom, você pode começar me dizendo quanto custa isso.” – a loura apontou para as cervejas sobre o balcão – “E então você também pode me ajudar resolvendo isso.” – ela disse entregando-lhe um pequeno cartão vermelho com letras impressas em preto escritas nele.
Chuck observou o pequeno cartão em suas mãos satisfeito. Elas realmente não tinham vindo só pela bebida. Ele sorriu para elas.
“Como conseguiram isso?”- perguntou.
“Bem posso apenas dizer-lhe que um amigo conseguiu.” – A loura informou.
“E como são seus nomes?”- Chuck quis saber.
“Eu sou J e esta é V”- ela respondeu apontando para a outra garota.
“J e V? Que tipo de nomes são esses?”
“São nossos nomes .” – ela piscou – “Agora Chuk Bass, podemos resolver isso logo para que eu possa ir me divertir, ou esta difícil para você?”- J arqueou uma sobrancelha para ele.
“Certo. Quanto a isso...” – Chuck levantou o pequeno cartão vermelho para logo em seguida virar-se de costas e apanhar um outro cartão na gaveta com chave do balcão, do mesmo tamanho e formato do outro porém preto e embalado em um plástico duro, com letras douradas impressas. Colocou-o sobre as cervejas – “Levem esse para o Eric que esta lá atrás em frente a porta e estarão liberadas. ”– Chuck apontou para o louro no fim do corredor que deu um pequeno sorriso “ E quanto a isso..” – Chuck apontou para as cervejas – “Considerem cortesia da casa ”- ele sorriu de canto como elas apanharam as cervejas e começaram a caminhar em direção ao corredor.
“Um momento, só mais uma coisa.” – Chuck interrompeu fazendo-as dar meia-volta – “Como vocês sabem meu nome?” – Perguntou.
“Todos sabem o nome de Chuck Bass.” – a morena respondeu simplesmente virando-se para continuar andando.
Chuck torceu os lábios em diversão – “Então boa diversão senhoritas.”
As garotas agradeceram e seguiram pelo corredor, entregando o cartão preto a Eric e adentrando a grande porta que leva ao subsolo, mas não antes de a morena passar por Nate no corredor e enroscar um dedo brincalhão na gola da sua camiseta ou da loira parar na porta e passar um dedo sobre os lábios de Eric, girando sobre seu próprio eixo um instante antes de entrar pela porta.
Chuck pode ouvir um “Cara!” saindo dos lábios de Eric seguido de um comentário. Algo como “Esta noite vai ser boa” – Frisando o “boa” descaradamente.
Chuck teria comentado sobre isso também, ele teria falado alguma coisa espirituosa sobre mulheres, como só ele sabe fazer, porém não teve tempo para mais nada quando ela entrou.
Tudo parou por um segundo, estático, irreversível. Então ele não podia ver ou ouvir por todo aquele segundo. Ele não podia respirar.
Ela era miúda e pequena e completamente magnifica. Em seu cabelo castanho claro, saia acentuada marcando a cintura e expondo as belas pernas cremosas até a metade da coxa bem torneadas, blazer preto que dava a ela um ar de mulher composta e dona de si. Com uma maquiagem provocante, bochechas coradas e lábios cobertos por um brilho tentador. Com sapatos de salto alto laranjados e um atrevido nariz empinado e orgulhoso que o fez completa e simplesmente... interessado. A mulher resumia-se em apenas uma palavra. Fogo.
Ela veio desfilandoe invadindo ele em cheio, como um soco no estomago. Ela entrou em toda sua gloria em seu bar passando direto por ele com apenas um pequeno sorriso e tudo que Chuck pode fazer foi observar sem realmente absorver a presença dela.
Quem diabos era essa mulher?
Com seus saltos fazendo clicks sobre o piso, seus quadris arredondados rebolando a cada passo e com seu delicioso nariz empinado ela se encaminhou para onde Eric estava em frente a porta e entregou-lhe o cartão preto-dourado embalado.
Chuck olhou surpreso. Como e onde ela tinha conseguido ele não sabia, mas que era realmente uma surpresa, já que ele nunca tinha visto ela por aqui antes e eram raros os frequentadores de seu bar que realmente possuíam um preto-dourado, geralmente eles chegavam aqui com um vermelho-brancoe retiravam um preto-dourado no balcão e mesmo os que tinham os vermelho-brancos eram sempre selecionados com base em suas fortunas e nomes. Somente a elite de Manhattan. Chuck nunca tinha visto ou ouvido falar de uma miúda morena — com lábios tão tentadores que ele só conseguia pensar em morder — pertencente a essa elite e isso só serviu para deixa-lo ainda mais intrigado sobre ela e como chegou até aqui, sobre toda essa noite em si e todas essas pessoas misteriosas que surgiram de repente.
Chuck voltou a realidade com esse pensamento e focou seu olhar sobre a bela morena estendendo o cartão para Eric. Seus olhos foram para Nate e ele viu como o amigo estava observando-a como se quisesse come-la com os olhos quando ela entrou pela porta para o subsolo. Ele não sabe e teve medo de descobrir o porque da irritação súbita que o dominou naquele momento em que viu Nate olhando daquela forma para ela.
“Wooow!”- Eric simplesmente suspirou quando a porta bateu fechada atrás da pequena morena. Irritando Chuck além dos limites.
Porra! Oque sobre aquela mulher o fez ficar assim? Irritado e raivoso sobre seus amigos? Dava graças por pelo menos Humphrey ter ficado de boca fechada, não sabia se poderia conter uma explosão ao ouvir mais um comentário sobre sua misteriosa miss-nariz-empinado-lábios-carnudos-e-quadris-arredondados.
Inferno! Nem a conhecia e suas calças já estavam começando a ficar apertadas! Como isso era possível. Nunca em sua vida tinha se sentido assim sobre uma mulher, nunca experimentou essa atração fatal á primeira vista com nenhum de seus casos, e ele já havia tido muitos em seu passado condenado. No entanto a mulher em questão era pura tentação e tudo que queria fazer era ir atrás dela e descobrir seus mistérios e encontrar respostas para as perguntas que estavam explodindo em sua cabeça.
Ele sabia que não era saudável nem respeitoso deixar uma mulher ter esse tipo de efeito sobre ele, muito menos uma que mal conhecia, era assustador e vergonhoso na verdade, ainda assim, tudo que ele queria era ir atrás dela. Além, é claro, de agarra-la e prende-la sobre a superfície plana mais próxima que encontrasse e saber se realmente ela era tão macia como parecia...
Concentre-se Chuck! Ordenou-se ele. De onde é que vontades como esta surgiram?
Desde o momento em que ele olhou para ela, é claro!
Ele irritou-se com o pensamento e rosnou baixo balançando a cabeça e olhando sem ver, limpando sua mente. Aquela mulher era problema, ele podia dizer, porque sentia isso nela, em si mesmo, por simplesmente se sentir perdido quando olhou para ela.
Ainda assim queria ir atrás dela e... Fuck! Ele praguejou internamente, não conseguia parar de pensar naquela mulher. Então de repente bate-lhe, a compreensão, de que ele poderia fazer exatamente oque precisava, ele poderia ir atrás dela e descobrir oque tanto o estava intrigando com relação a ela, descobrir oque que é que essa droga de mulher tinha que a fazia parecer diferente das demais, descobrir porque ele se sentiu assim em apenas olhar para ela, descobrir o cheiro dela, e o gosto dela, e como seria sentir ela sob as mãos... Ele rosnou novamente. Pelo menos agora ele tinha um plano de ação para acabar com sua pequena obsessão sobre ela.
“Eric! Recolha esse balde e esse esfregão! Nathaniel! Guarde essas bebidas de uma vez! E você Humphrey, pegue seus fones de volta!” – Ele ordenou – “Senhores, coloquem seus trajes, nós vamos descer.”- Avisou Chuck com um olhar caracterizado como diabólico no rosto.
A dois níveis abaixo de onde estava Chuck, no mesmo bar, B sentiu seu blackberry vibrar logo que a porta se fechou atrás dela e a musica alta invadiu seus ouvidos. Era uma nova mensagem e era de S, perguntando se ela já tinha conseguido entrar. Como resposta ela enviou apenas um *Nós entramos* e sorriu para o celular antes de descer as escadas e desmanchar seu cabelo preso e respeitável em cachos soltos e desordenados sobre sua cabeça.
Ela deu alguns passo afastada da escada antes de olhar em volta. Realmente, o dono do lugar tinha bom gosto e sabia como fazer dinheiro. Tudo era decorado para parecer um lugar de perdição e pecado. Os sofás de couro preto expostos nos cantos, as pessoas nas sobre pistas sorrindo e descabeladas em meio ao barulho. Os jogos de azar. A bebida em excesso.
O local já estava lotado, a jogatina rolava solta em varias mesas espalhadas por todos os lados. Ela conseguiu observar pôquer, dados e Rulet’s² conforme olhava pelas mesas. A musica alta tomava conta de todo o lugar e as pessoas dançavam animadas e espalhadas com copos de bebida nas mãos, completamente soltas e muito relaxadas. Ela sorriu para si mesma ao pensar que esse era um lugar que frequentaria em suas folgas, S seria apenas completamente excitada sobre essa ideia se B a proclamasse.
B sacudiu a cabeça. Não! Não podia, nem em suas folgas e muito menos agora! Mesmo assim ela não conseguia deixar de pensar que seria deprimente não poder desfrutar desse lugar novamente depois de hoje. Tudo isso estava para acabar. Essa noite.
Ela suspirou e se encaminhou para o meio da multidão tirando seu blazer preto e jogando-o em qualquer canto, ela o pegaria depois e estava um calor do inferno com tanta gente em sua volta. B parou perto de uma pilastra próxima ao meio do grande salão e pegou seu celular, ela precisava ficar a par de como as coisas estavam indo para garantir que seu plano de ação ainda estava de pé.
Ela andou até um canto escuro e rodeado de pilastras do salão, onde não havia ninguém e observou ao redor para ver se alguém estava próximo o suficiente para tentar checar seu celular quando ela estivesse concentrada buscando informações com as garotas, ela tinha que se certificar de manter o sigilo absoluto sobre suas comunicações com as meninas, ela observou a pista cheia de pessoas por um instante e constatou que todos estavam ocupados demais para notar os movimentos dela. Quando ela foi para voltar seu olhar em direção ao celular ela teve certeza que estava errada. Alguém tinha notado ela. B soube disso quando seus olhos se apegaram em brilhantes e quentes olhos escuros que a estavam devorando a apenas alguns metros de distancia.
B puxou uma respiração. Seus pelos se eriçaram por todo seu corpo e seu coração começou a palpitar freneticamente, ela puxou o ar em grandes golfadas tentando estabilizar sua respiração diante daquele olhar perturbador.
Oque em nome de Deus ou do diabo foi isso? Ela se perguntou. Ela fechou os olhos por um segundo e então os abriu, somente para encontrar ele ainda olhando para ela daquela maneira. Com aqueles olhos pretos derretendo em algo que ela compreendeu ser uma mistura de interesse com ... luxuria, sim, luxuria, ela poderia dizer pela forma como os olhos dele estavam esquadrinhando cada centímetro dela como se quisesse despi-la diante dele só com seu olhar. B parou por um instante observando-o com igual interesse.
Ele sentado no braço de um dos sofás de couro, estava vestido impecavelmente em um terno preto com as lapelas que possuíam uma listra branca em cada lateral, sua camisa por baixo do paletó era branca e uma gravata preta em formato de borboleta adornava seu pescoço forte e másculo, seu rosto era forte e anguloso, seu maxilar reto, travado e seus lábios levemente retorcidos enquanto bebericava oque parecia ser um whisky, davam a ele um ar de extrema arrogância, seu cabelo bem cortado de fios negros tinha um estilo homem-de-negócios que fez B imediatamente querer correr os dedos por eles e desarruma-los porque tinha certeza que ele só ficaria mais sexy desse modo . E então tinha os olhos. Que foram a primeira coisa que chamaram a atenção para ela, seu olhar estava duro sobre ela, correndo por seu corpo, vendo, inspecionando e procurando, registrando oque ela tinha oferecer, subindo descaradamente através das suas curvas e fazendo-a sentir-se nua. Deus! Aquele olhar poderia derrete-la. Ela sabia disso no momento em que os olhos dele encontraram os seus e o brilho dobrou de intensidade na compreensão de que eles estavam se encarando. Em meio a um lugar lotado de pessoas se movimentando B e C estavam parados cada um olhando para o outro como se quisessem correr e agarrar-se em frente a todos com tanta força que nada poderia desgrudar seus corpos. Nesse momento ao que pareceu que ele também havia chegado a alguma conclusão sobre o modo como os dois estavam se olhando, Chuck Bass apenas sorriu para B, um pequeno e simples sorriso no canto dos lábios que fez o olhar de B fixar-se sobre a boca dele, os lábios vermelhos e carnudos, ela prendeu seu próprio lábio inferior sob seus dentes.
Deus! Ele era quente. Ela percebeu. Ela sabia quem ele era. Ela o tinha visto com o canto do olho quando passou pelo corredor no andar de cima, mas não o tinha realmente visto.
Ela tinha ouvido falar sobre a reputação de Chuck Bass, mas ninguém avisou a ela que ele era tão... irresistível.
B forçou-se a tirar os olhos de cima dele. Porra! Estava aqui para uma missão e nada nem ninguém iria tirar a atenção dela, nem mesmo um lindo, sexy, quente Chuck Bass com reputação de ser um deus dos orgasmos múltiplos... ela olhou mais uma vez para ele e ele estava olhando para ela e correndo a ponta da língua pela borda do lábio inferior.
Oh porra! Seria possível ela começar a molhar sua La Perla apenas com um olhar quente de Chuck Bass. Ela podia sentir a quentura bem no meio de suas pernas. Porra, porra! Era possível sim.
Bem, eu preciso tomar o controle, eu não posso ficar aqui comendo o cara com os olhos e molhando minhas calcinhas, quando eu tenho algo importante a fazer que envolve o cara em questão e que faz minhas probabilidades de terminar minha noite com ele provando a teoria deus-dos-orgasmos-múltiplos cair para zero. – B disse a si mesma dando as costas a ele.
Ela decidiu que precisava se por em movimento, agitar as coisas e começar com isso de uma vez, para que pudesse terminar com isso de uma vez, ela já estava ficando chateada com a situação e completamente irritada com as probabilidades negativas com relação a Bass, uma vez que o meio das pernas dela só fazia pulsar como que berrando para ela fazer algo a respeito.
Inferno! Isso não esta ajudando!
B voltou sua atenção para seu blackberry e digitou uma mensagem para S então. *Onde você esta?*
S respondeu. *Estou numa mesa de dados com um deles. Onde você esta?*
B apenas digitou *Estou dentro. Se afaste da mesa porque vou fazer uma janela com você e as outras no e-mail, preciso saber como estão as coisas e não espero que alguém além de nós veja isso.*
S respondeu. *Certo.*
B montou uma janela de mensagens no e-mail com os contatos de S, J e V.
*S como estão as coisas?* – B perguntou.
*Estou na mesa de pôquer número 5 e tenho Humphrey.*- S respondeu.
*Ótimo S. E você V?*- B quis saber.
*Nate Archibald* – V digitou apenas.
*J?*
*Bem .. Eu tenho Van der Woodsen*-J respondeu hesitante.
*Como é que é? Vocês não estão mexendo com meu irmão, estão?!*- S falou quente.
*S acalme-se! Isso é serio! Temos que fazer isso e se seu pequeno irmão esta metido no meio eu só posso lamentar por você, porém isso é nosso trabalho e NADA esta colocando-o em risco, se Eric se meteu nisso ele devia saber como as coisas eram, então seja forte porque temos que fazer isso e VAMOS fazer isso!* – B discursou antes que S pudesse ter uma nova explosão.
*É claro que vamos! Olhe S eu fiquei sabendo que meu irmão que não vejo a mais de 15 anos também esta metido nisso e eu estou mentindo e enganando uma das pessoas mais importantes para mim, mas é para o bem dele. É oque nós temos que fazer.*- J consolou S.
*Tudo bem* – S respirou com nova força. Sentia muito pelo irmão, mas ela precisava fazer isso para o bem de todos, para o bem dele próprio.
*Espere um pouco B. Se J tem Van der Woodsen, S tem Humphrey e eu tenho Archibald, você...?* – V começou.
B parou por um momento com a compreensão do que V estava dizendo. Bem, isso era curioso, ela não esperava acabar tendo que ir justamente até ele. Mas quem melhor do que ela para lidar com alguém como ele afinal?
*Chuck Bass é meu.*- B respondeu olhando por cima do ombro para o local onde ele continuava a olhar para ela com aqueles olhos quentes.*Ele esta a uns três metros de mim, me comendo com os olhos de qualquer maneira.* - B digitou e todas as garotas sorriram para seus celulares.
B virou o olhar rapidamente e no caminho avistou S parada ao lado de um moreno que jogava dados sobre a mesa. S estava irreconhecível com o rosto maquiado por uma brilhante mancha de gliter na área da maçã da bochecha e uma peruca de cabelos curtos e negros que em nada se pareciam com sua cascata de cachos louros. B quase não poderia reconhece-la não fosse seu porte esguio e sua inconfundível pinta marrom sobre o lado direito dos lábios. Logo B pode avistar mais dois rapazes se aproximando da mesa, um louro forte e atlético com lindos olhos azuis e outro lourinho bonitinho que B poderia dizer ser o irmão mais novo de S visto como ela evitou o garoto quando este chegou perto. Elas não poderiam ser descobertas, por isso S teve que ir disfarçada. B observou os garotos-alvo da missão delas se acomodarem ao redor da mesa de dados. Acompanhando os recém chegados, B reconheceu J e V e arqueou uma sobrancelha nervosa em direção a elas pelo modo como os rapazes pousavam as mãos sinuosamente em suas cinturas. Eles eram bonitos, eles eram ricos, eles eram encrenca. E B sabia que eles eram o tipo que todas as garotas queriam por mais profissionais que fossem. Ela retorceu os lábios em preocupação, talvez isso seja um pouco mais difícil que o esperado. Como se pegasse o pensamento de B, S olhou diretamente para onde B estava e leu a preocupação em seu olhar, tudo que S fez foi dar a B uma expressão de “Acalme-se, sabemos oque estamos fazendo.” – Brealmente esperava que sim.
*São seus amigos próximos?* – B digitou na mensagem, para ninguém especificamente.
S sorriu de onde estava. *Sim* – S digitou – *Calma B, e tenha cuidado com o Bass, eu ouvi dizer que ele é problema.. basta ter calma e tudo vai dar certo.* – B sorriu, S sempre sabia faze-la sentir como se tudo realmente fosse dar certo, mas a julgar pelo modo como se sentiu sob o olhar de Chuck Bass, essa era a primeira vez que B não poderia ter certeza. B sentiu vontade de rir, S ouviu dizer que Bass era problema? B sabia que ele era.
“Oque tem nesse celular que prende tanto sua atenção?” — Uma voz extremamente sedutora sussurrou ao ouvido de B, fazendo-a dar um pequeno salto e esconder o celular rapidamente atrás de si. Os pelos do corpo se arrepiaram mais ainda como ela se viu cara-a-cara com o próprio diabo, que nesse momento atendia pelo nome de Chuck Bass. Sua voz causando pequenos espasmos no corpo dela.
Como uma voz poderia ser tão perfeitamente sedutora? A mente dela vagou para caminhos onde imaginava essa mesma voz prometendo o céu e o inferno a ela em meio a lençóis brancos. O pensamento a fez corar e quando ele novamente passou a ponta da língua pelo lábio inferior, as calcinhas dela molharam um pouco mais.
B ficou estática por um momento tentando se lembrar de como respirava e tentando manter suas pernas firmes o suficiente para sustentarem seu corpo, aquela maldita língua, que ela podia imaginar perfeitamente em todos os lugares sobre ela. Foco B! Ela fechou e abriu os olhos rapidamente tentando ganhar um pouco de racionalidade. Ela era BW. e nada poderia faze-la perder a mente.
B retorceu seus lábios em orgulho e arqueou uma sobrancelha atrevida para Chuck.
“Eu não consigo ver como isso possa ser da sua conta Bass.” – B respondeu venenosa. Suas vozes podendo ser quase que perfeitamente ouvidas, uma vez que estavam localizados um pouco afastados do meio da festa, onde os pilares continham a maioria dos ruídos e a luz se resumia em apenas poucos pontos disparados pelos holofotes acima da mesa de som.
Chuck sorriu “Ora ora, o little cat tem garras!” – B estreitou os olhos para ele – “E sabe meu nome também!” – Chuck zombou mais um pouco – “Devo dizer-lhe little cat, que aprecio a dor selvagem, porém tente não ser demasiado forte na pele das minhas costas.”- ele sussurrou fortemente para ela naquela voz sensual de Chuck-Basstardo-molha-calcinhas.
B estreitou ainda mais os olhos para ele e correu-os de cima abaixo em Chuck forçando uma expressão de asco sobre ele, como se pudesse ter repulsa de Chuck Bass. O homem era sexy, quente, perigosamente delicioso. Mas ele não precisava saber disso, embora B sentisse que ele sabia exatamente como ele parecia para as pessoas. Bem, ele não precisava saber que parecia assim para ela também.
B deu um passo em direção a ele ficando perigosamente perto, meio centímetro era oque separava seus corpos agora.
“Devo-lhe dizer Basstardo, que não faço ideia do que você esta tentando insinuar, mas aprecio você de boca fechada”- B sorriu falsamente para ele.
O meio sorriso que Chuck tinha no canto dos lábios desapareceu e dessa vez foram os seus olhos que se estreitaram. Quem ela pensava que era para tentar tirar Chuck Bass de sua mente?
O movimento seguinte foi rápido.
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Continua...
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