Notas iniciais
Espero que gostem! Tentei me assemelhar ao maximo ao jeito de cada personajem, com a complexidade que formam cada um deles. Sempre achei muito fofo Ciel X Lizzy, mas nao encontrava nenhuma fic legal sobre eles, então resolvi eu mesma escrever uma. Divirtão-se.
Primeiro cap, visão da Lizzy.

Ah... Aquela dança... Nunca esperava isso de Ciel, foi tão romântico, girava de felicidade pelas escadarias que levam ao meu quarto, dei um grande salto caindo em minha cama, estava tão feliz! Olhei para a minha escrivaninha e para a minha surpresa eu vi uma caixa de presente preta com um lindo laço branco a envolvendo, será que era algum presente de Ciel? Pensei. Jurava que não o tinha visto ao entrar no quarto segundos antes. Fui ansiosamente abrindo o pacote, que revelava nada mais nada menos do que uma carta.

- Não pode ser !!!!! — Eu não podia acreditar no que estava lendo, ver aquelas mentiras impressas no papel! Não podia ser! Eu tinha ficado apenas um dia fora! Estava voltando da mansão dos Phantomhive e parei num bonito vilarejo apenas para passar a noite e assim que volto a minha casa me deparo com isso! Impossível, pensei, não o meu Ciel, ele nunca poderia estar morto, minhas emoções explodiram em fúria em meu peito, tanto quanto as lágrimas que escorriam em meus olhos.

A menos de vinte e quatro horas, eu estava lá, dançando aquela estranha melodia, eu vi aquele seu sorriso de canto de boca, mas não era sarcasmo, parecia uma expressão feliz, aquela a qual tanto batalhara para ver em seu rosto desde aquele dia, o dia daquela terrível tragédia que levou tudo do que era o meu lindo Ciel. Tirou os seus pais, sua casa, um de seus olhos, e sua felicidade, aquilo que mais me prezava. Sendo tudo queimado pelo fogo. Ele foi um sobrevivente das chamas da tristeza, esse Ciel que eu conhecia nunca poderia ter sido morto tão facilmente. E aquele simples sorriso de canto de boca, foi a pequena oportunidade que me agarrei com toda a esperança de que se eu me esforçar-se, eu conseguiria o fazer se sentir feliz novamente. Não poderia o perder justo nesse momento.

Meu melhor amigo, meu prometido noivo, se fosse qualquer outra pessoa... mas não conseguia acreditar naquela sombria carta que acabara de abalar meu mundo. Nela se lia em luxuosas Letras Negras ,num glorioso cartão as seguintes palavras:

Em memória de:

Ciel Phantomhive

Morto em 26 de agosto de 1889

Aos 13 anos.

Meu choro estava encharcando a bainha do meu vestido, a negação continuava, não podia ser, eu precisava comprovar isso com os meus próprios olhos, precisava voltar a mansão. Nunca o caminho até o jardim foi tão longo, subi as pressas na carruagem, não tinha tempo a perder, meu coração ainda não tinha voltado a funcionar.

-De volta a mansão Phantomhive- Gritei com o meu máximo de força, a carruagem foi lentamente ganhando velocidade, estava voltando a mansão.

Aquela longa viagem, por que não poderiam existir carruagens mais rápidas? Pensei. Minutos se transformavam lentamente em horas, e os vastos campos que levavam a mansão pareciam os mesmo do início. Meu corpo estava cansado mas a minha mente estava em alerta, imersa em profunda dor, tristeza, agonia, será que foi assim para o meu Ciel quando seus pais faleceram? Será que é essa a dor de perder alguém amado? Não poderia pensar isso agora, tinha que me concentrar na possibilidade do meu Ciel estar vivo. Minha mente ficou entorpecida entre perguntas mentais e lágrimas. Não sei quanto tempo fiquei nesse estado, me perdi em minha própria mente.

Senti a carruagem parando, com isso sai rapidamente de meu transe, meu coração ficou frenético, meus pés se atrapalharam de tão rápido que me movi, tropecei caindo contra a porta da carruagem que se abriu, me deixando cair dolorosamente sobre o asfalto, dor não era um privilégio que poderia sentir agora, levantei rápido, dispensando a ajuda do meu empregado que continuava sentado calmamente em quanto tomava conta dos cavalos. Sai correndo sem nem olhar para ver se o Finny estava no jardim. Passei direto até chegar a porta da mansão, dei três batidas impacientes, meu coração parou pensando em quem que iria abrir a porta para mim. A porta se abriu e excitantemente eu olhei, para minha surpresa vi Meirin em seu jeito desajeitada de sempre segurando uma vassoura.

-Oi, senhorita Elizabeth — Ela falou roucamente. Entrei em colapso nervoso, além do jeito de Meirin de falar como se nada tivesse acontecido, só teria um motivo para Meirin abrir a porta, isso significa que o Sebastian não está. Um péssimo sinal para mim, já que todo lugar que Ciel vai, seu valente mordomo vai atrás. Nunca consegui entender direito essa relação entre eles, Sebastian nunca pareceu um mordomo normal para mim, é como se ele fosse algo mais do que humano, e sempre está a proteger Ciel com sua vida, mas sua expressão parecia que ele estava eternamente ansioso, esperando por uma recompensa. Sempre fez parecer que ele estava querendo o bem de Ciel, mas algo sussurrava suavemente em meu ouvido dizendo completamente o oposto. Mas de qualquer jeito, eu nunca me importei com isso.

Ah, tinha esquecido, eu não avisei a minha babá, Paula, nem que eu tinha voltado e muito menos que sai de novo. Ela ficará preocupada, mas não podia parar essa visita agora. Por enquanto, Paula teria que se virar sozinha, só seria um problema se ela falasse com os meus pais.

Percebi que Meirin ainda olhava para mim da batente da porta com uma cara confusa, eu precisava pergunta-la. Fechei os olhos, tomei coragem para a pergunta e a falei rapidamente.

- Meirin, onde está Ciel?- Perguntei nervosa.

-Eh eh eh...- falava em quanto batia as pontas dos seus dois dedos indicadores.- Ciel... ele saiu da mansão um pouco depois de você.

Não, isso não podia ser bom sinal, Meirin estava estranha.

-Ele foi para onde Meirin? Diga-me, por favor.

-Lizzy... eu, eu não sei, o mestre partiu hoje de manhã numa carruagem com Sebastian, Sinto muito Lizzy.

-Como assim? Quando ele volta?

-Eu não sei... acho que o jovem mestre não pretende voltar, ele pediu para queimarmos a mansão mas eu, Finny e Bard preferimos continuar cuidando dela. Talvez o jovem mestre volte.

Meirin então estava me dizendo que Ciel estava vivo? Então, por que que ele quer que as pessoas pensem que ele está morto? Será que ele está numa missão da rainha de novo? Soube que ele era o cão de guarda da rainha, mas por que ela iria querer a morte falsa dele? Ciel teria concordado com isso por obediência a rainha? Ele teria concordado em sair da mansão? A rainha o teria ameaçado? Perguntas vinham e iam na minha mente, essa parecia a única possibilidade plausível no momento.

-Meirin... jura para mim que você está falando a verdade?

-Ju...juro sim senhorita Elizabeth, a senhorita parece preocupada com o jovem mestre... eu não ficaria se fosse você... o jovem mestre é forte, e o Sebastian está com ele!- Os olhos dela brilharam de alegria nessa última parte. Sinto que alguém está apaixonada, pensei. O estranho é que Meirin não parecia saber de nada, muito menos ela deveria saber da misteriosa carta que me foi enviada. Eu confio nela, sei que ela não está mentindo, ela é boa mas tem uma capacidade tão profunda quanto um prato raso.

-Meirin, sei que você disse que não sabe onde eles foram, mas você deve ter visto o caminho que eles seguiram, você viu?

-An...aham

-Eles foram para onde?- Falei histérica.

-Eu vi eles pegando a estrada do leste.

-Obrigada Meirin, você me serviu de grande ajuda.- Falei já caminhando lentamente para a minha carruagem. Eu tinha uma viagem a fazer.