Notas iniciais
Oi meu amores. Cheguei cedo, né? Pois é. Hoje o capítulo é dedicado ao Elder que recomendou a fanfic e a Adriana que fez aniversário semana passada e eu não sabia, além de me ajudar na divulgação da minha próxima fanfic. Obrigado pessoal, a fic cada dia mais cresce e isso é com a ajuda de vocês que comentam, favoritam e recomendam. Vocês fazem de mim um escritor satisfeito ♥ Esse capítulo na minha humilde opinião ficou incrível. Eu consegui escrever uma das melhores frases que já vieram a minha cabeça, então eu estou realmente satisfeito. Boa leitura. Lumos!

O mês de junho havia chegado na Flórida e para algumas pessoas, ele era um mês muito importante. Como Kurt, pois era o mês de seu aniversário. No dia vinte e sete, Kurt estaria completando trinta e seis anos de idade. Coisa que ele escondia te todos.

Blaine não fazia ideia de que o aniversário de Kurt se aproximava, até August acabar dando uma deixa em um dos cafés da manhã.

Flashback

– Pai, ainda não sei o que te dar de presente. Nunca vem nada! – Disse o menino com as mãos nas bochechas e os cotovelos apoiados sobre a mesa.

– August, fique tranquilo, é só um aniversário. Você é uma criança, não trabalha, não aceita dinheiro meu para comprar o presente, eu entendo totalmente. – Disse Kurt enquanto retirava uma caixa de cereal de dentro do armário.

– Seu aniversário está se aproximando, Kurt? Por que não me disse? – Perguntou Blaine. Ele ficou um pouco ofendido.

– Quando você chega até uma certa idade, você não gosta de ficar dizendo ao mundo que está ficando um ano mais velho, pelo contrário, pede com todas as forças que esqueçam. – Brincou ele enquanto servia o cereal.

– Quando é? – Perguntou o moreno.

– Para você inventar de comprar presente? Nem pensar. – Brincou Kurt. – Quando chegar o dia, eu lhe aviso. Blaine olhou para August e ergueu uma sobrancelha.

– É dia vinte e sete. – Disse August antes de colocar uma colher de cereal na boca. Era daqui a duas semanas.

– August! – Kurt o repreendeu, mas já era tarde demais.

– O que? Se ele quer te presentear, deixa ele fazer isso, homem. – O menino rolou os olhos e voltou a comer.

Kurt olhou para Blaine sem graça, mas o homem tinha um sorriso satisfeito. August acabara de conseguir alguém para lhe emprestar dinheiro para o presente.

Flashback

Desde que ficou sabendo do aniversário do vizinho, Blaine se dedicou em como fazer algo especial para Kurt e dar o presente prefeito. O advogado queria algo que realmente impressionasse Kurt, mas algo do meio que ele gostasse, mas ele também gostaria de fazer algo para Kurt.

Já com a festa estava tudo encaminhado. Blaine havia ligado para todos os amigos e parentes de Kurt. Ele havia combinado que Rachel o tiraria de casa, enquanto ele e os outros iriam arrumar a casa. A família de Kurt viria, mas de amigos, apenas os Evans e os Puckermans, os outros estavam de férias e não poderiam comparecer, mas mandariam os presentes do castanho para Blaine e o moreno entregaria quando chegasse a hora.

Blaine mal poderia esperar para que o dia chegasse e que pudesse colocar todas suas ideias em prática.

[...]

Kurt começou a sentir o calor do sol tocando o seu corpo. Minutos depois, o castanho finalmente despertara de uma vez, mas continuou imóvel. Kurt nunca se sentia tão bem em seus aniversários, ele nunca entendia o real motivo, mas ele nunca se sentia tão bem.

Ele parou para analisar. Mais um ano de sua vida havia se passado e ele ainda não tinha planos. Kurt estava vivendo basicamente para onde a vida estava o guiando. Se algo acontecesse com a sua casa, August ou até mesmo ele, ele acabaria esperando para ver qual surpresa aconteceria dessa vez e como seria o desfecho.

O castanho se sentou na cama e se afundou nos travesseiros. Ele olhou em volta pelo quarto e depois para seu lado direito. Ele sentia falta de Sebastian. O castanho fazia muita falta, mas agora Kurt se perguntava se outra pessoa não poderia ocupar aquele lugar. Não que Sebastian fosse ser substituído, mas alguém iria continuar algo que ficou incompleto. O castanho queria alguém estivesse ali para ele, o amor por Sebastian não iria morrer, ele só seria guardado.

Kurt detestava ter que admitir, mas seu amor por Sebastian deveria mudar. Era como uma linha de conexão que é sustentada por duas pessoas: quando uma das pessoas não está mais lá para sustentar a linha e a conexão se esvai, não tem mais o que fazer além de enrolar o que sobrou, guardando todos os bons momentos e adquirir um novo barbante para se partilhar. Se permitir amar novamente. Kurt não poderia terminar o resto da vida sozinho. Ele não se via assim. E ele estava começando a achar que estava pronto a se permitir a amar mais uma vez.

Duas batidas puderam ser escutadas na porta, antes que o homem respondesse, August entrou no quarto com um carrinho de puxar, com algumas coisas dentro.

– Café na cama para o aniversariante. – Disse o menino sorrindo para o pai. August trouxe o carrinho até a lateral da cama e subiu na cama para abraçar o pai. – Feliz aniversário, papai. – O menino tinha a cabeça na curvatura do pescoço de Kurt.

– August, isso é demais. Sabia que conseguiria encontrar alguma forma de me presentar. – Disse Kurt beijando a têmpora do menino.

– Mas eu comprei seu presente. – O menino foi até o lado de fora do quarto e voltou até a cama com uma pequena caixa. – Para você. Acho que vai gostar.

– August, onde você conseguiu dinheiro? – Kurt encarava o menino severamente.

– Você não me perdoa mesmo, né?! Eu não fiz nada de errado, Blaine me emprestou o dinheiro depois que eu contei quando era seu aniversário. – Disse o menino. – Agora para de desconfiar de mim e abra logo.

– Só quero ver quando é que o Blaine será reembolsado. – Disse Kurt enquanto abria a caixinha. Dentro do pequeno embrulho, havia um broche de uma cabeça de rena. O formato dele parecia bastante com um de rinoceronte que Kurt teve na adolescência. – August, eu adorei! – O castanho havia ficado realmente impressionado.

– Pensei em algo que o senhor pudesse usar no Natal. – Explicou.

– Eu adorei, só por favor não venha começar a me chamar de “senhor” agora e logo hoje. – Brincou Kurt. O castanho puxou o filho para mais perto e beijou o topo de sua cabeça. – Eu adorei. Obrigado. Próximo Natal já tenho que pensar em algo que gire em torno desse broche.

August sorriu.

– Vou te servir. – O menino desceu da cama e pegou a bandeja de madeira para colocar no colo do pai.

– Está até me servindo. August, estou ficando mais velho, mas não tão velho. Ainda tenho forças nas juntas. – Kurt abriu um guardanapo e depositou sobre seu colo. O menino rolou os olhos.

– O que te deu hoje, hein? Daqui a pouco está dizendo que isso no seu rosto é uma ruga. – Disse o menino enquanto pegava os pratos e talheres no carrinho.

– Ruga? August, pelo o amor de Deus, onde você está vendo ruga? – Kurt passava a mão freneticamente no rosto, procurando alguma coisa. Por não encontrar algo tão profundo, pegou o celular no criado mudo e ligou a câmera frontal. Analisou o rosto. – Onde está essa maldita ruga?

– Dentro da sua cabeça. Assim como o “senhor”, a dor nas juntas e todas as outras coisas de velho. O senhor- você, não tem com o que se preocupar, você continua o mesmo Kurt de ontem, com os mesmos ossos e mesmo lindo rosto. A mesma beleza de anos atrás e de anos futuros. Você é o pai mais bonito de todos. O mais carinhoso, o mais atencioso, o mais dedicado e eu te agradeço por se esforçar todos esses meus onze anos para tentar me colocar na linha. Eu te amo e te desejo um feliz aniversário. – O menino sorriu para o pai, que estava se desmanchando em lágrimas.

– Aí garoto, você só apronta comigo. – Kurt se abanou para secar as lágrimas. – Venha me dar mais um beijo e abraço.

[...]

– Já estou indo. – Disse o castanho enquanto corria para atender a porta. Quando abriu, Rachel o encarava. – Rach?!

– Quem é meu melhor amigo que está presenteando o mundo por existir mais um ano? – Disse Rachel de braços abertos. A morena entrou na casa do amigo para abraça-lo. – Feliz aniversário, meu querido. Eu sei que não estamos tão próximos quanto um dia fomos, mas meu amor e admiração por você ainda continuam fortes. Obrigado por estar comigo para qualquer coisa que eu precisar, me apoiar em minhas decisões e ainda me aturar. Você é um presente para mim. Levanto as mãos todos os dias aos céus e agradeço por ter a sorte de ter uma pessoa com coração igual ao seu em minha família. Se algum dia eu for metade do que você é, me sentirei feliz. – Dizia Rachel enquanto abraçava o homem. Kurt novamente estava chorando.

– Meu Deus, o que deu em vocês hoje? Não é meio dia e já é segunda vez que eu estou me desmontando. – Eles se separaram do abraço e Rachel limpou as lágrimas que caiam do rosto homem, depois limpou as suas próprias. – Obrigado minha querida, mas não se diminua, você também tem um lindo coração. – Garantiu Kurt a abraçando novamente.

– Oi, tia Ach. – Disse August depois de observar os dois. A judia foi até o sobrinho e beijou na bochecha.

– Oi, meu pequeno. Está tudo bem? – O menino concordou. Quando o pai se aproximou, depois de fechar a porta, os três caminharam até a cozinha.

– Onde está meu irmão e Barbra? – Perguntou Kurt, enquanto voltava a cortar os legumes do almoço.

– Já estão vindo. Viemos em voos diferentes. Ele tinha uma reunião com o presidente do time e Barbra tem aula de ballet as manhã e tardes, então vim mais cedo porque eu preciso da sua ajuda para uma coisa. – Kurt olhou para ela com o cenho franzido. – Burt estava certo, eu vou ter um menino. – Kurt na hora largou a faca.

– Mentira. – Rachel negou com a cabeça. – Oh meu Deus, Rach! – Kurt foi abraça-la. Quando se separaram, ele colocou a mão na barriga de quatro meses da cunhada. – Finn deve estar eufórico. Como ele reagiu? – Perguntou Kurt.

– Ele não sabe, é por isso que eu preciso de sua ajuda. Eu quero ir em algum shopping aqui e ver se encontro uma chuteira para bebes e uma bola de futebol de crochê. – Mentiu. Finn e Barbra estavam escondidos na casa de Blaine e o grandão já estava sabendo sobre o sexo do filho. Aquilo era para ela disfarçar e comprar um presente para Kurt, enquanto os homens arrumavam a casa.

– Tudo bem. Podemos comer no shopping. – O castanho começou a guardar a cenouras dentro de um pote qualquer. – August vá colocar um tênis, filho. – Disse o homem.

– Posso ficar em casa? – August também sabia da surpresa. – Eu quero passar uma fase do novo jogo com Ian. E se tio Inn chegar, pelo menos estarei em casa, mas acho que vocês não vão demorar certo? – Perguntou o menino olhando para a tia, que entendeu a deixa.

– Não, vai ser coisa rápida. – Falou a morena. – Levaremos uns quarenta minutos no shopping, certo? – Disse ela olhando para Kurt, que deu os ombros. – Se for rápido, também coloco a mão na massa e te ajudo a cozinhar.

– Tudo bem. Vou no andar de cima pegar os meus sapatos. Volto em um minuto. – O castanho correu para as escadas.

August e Rachel se encararam. A morena piscou para ele, enquanto um sorriso travesso surgia em seu rosto.

[...]

– Rach, Finn não veio com você porque ele está em uma reunião mesmo, né? Ou vocês continuam brigando? – Perguntou Kurt enquanto os dois passavam em frente a algumas vitrines.

– Não. Está tudo bem entre nós. Eu juro. – Rachel o olhou nos olhos para garantir. – Mas já que você tocou nesse assunto de casal. Como anda as coisas com você e Blaine? – Os dois andavam preguiçosamente pelo shopping de braços dados.

– Ah, está indo. – Disse com uma risada em seguida. – Nós estamos indo de vagar. Há algumas semanas eu disse que via futuro em nós dois. – Rachel o encarou com as sobrancelhas erguidas, Kurt riu novamente. – Ele ficou todo bobo com isso. – Kurt ficou em silencio por alguns instantes, até que voltou a falar. – Hoje eu fiquei pensando sobre dar finalmente uma chance para ele. Ele está tão empenhado em me conquistar, que fico com uma pontada de pena.

– Kurt, você não pode fazer isso. Não pode ficar com ele por pena, seria terrível. – Kurt analisou as palavras da morena. Não era exatamente assim. – Você gosta dele, não? – Kurt concordou. – Então fique com ele porque você gosta dele. Eu não sei o quão difícil pode ser esquecer um amor de uma vida, mas você não estará traindo ou se esquecendo de Sebastian. Não pense que algo que vai afetar ele, porque você pode ter certeza que se tivesse algum modo de ele se comunicar com você, ele diria que gostaria de te ver feliz novamente, seguindo sua vida. – Kurt olhou para ela. – É difícil? Sim, mas Blaine é atraente, é inteligente, é um bom pai, não é de má índole, gosta muito de você e você gosta dele. – Kurt concordou em silêncio. – Pergunte a sim mesmo: qual é o erro nisso? Qual é o erro em amar novamente? A quem você está prejudicando ou fazendo mal? Porque se você pelo menos se cogita a ficar com ele, é porque você já está pronto, só basta deixar as coisas acontecerem. – Kurt olhou para ela.

– Você poderia ser minha vizinha, não? – O castanho abraçou ela. Os dois continuaram andando por alguns corredores, até que pararam em frente à uma loja da Gucci. Kurt ficou encarando uma camisa vermelha. – O que você acha? Ficará boa em mim?

– Vermelho sempre ficou bom em você. Vamos entrar, será meu presente de aniversário. – Disse a morena sorrindo para ele.

– Você enlouqueceu? Olha o preço disso! Logo você terá um filho, não pode ficar gastando comigo. Vamos voltar para o foco. – O castanho tentou arrasta-la.

– Deixe disso. Eu tenho dinheiro suficiente para lhe comprar uma camisa. – A morena começou a entrar na loja com ele. – Sem contar que você é irmão de um dos jogadores mais famosos do mundo. Ele pode comprar a loja para você. – Brincou a morena, mas Kurt sabia que era verdade.

[...]

– Rachel, olha o que você me fez fazer. Passei meu aniversário inteiro longe do meu filho. – Disse Kurt. Já era cinco horas quando os dois chegaram.

– Afinal, o aniversário é seu ou dele? Se acalme homem, ainda temos tempo. Vamos pedir uma pizza e fica tudo certo. Eu aposto que ele nem viu o tempo passar, depois de ficar tanto tempo enfurnado naquele vídeo game. – O castanho virara a chave para entrar em casa.

Quando os dois entraram, estava tudo apagado. O castanho acendeu e começou a entrar em casa.

– Ele não está na sala. – Kurt ficou em silêncio por um momento e olhou para a escada, com a orelha na direção da escada. – Nem no quarto dele. – O castanho foi entrando mais em casa, chegando na cozinha, que tinha a porta dos fundos aberta. Kurt foi até a porta para ver se o filho estava no jardim.

Surpresa! – Gritaram todos.

Finn, Barbra, de algum modo Rachel, Carole, Mercedes, Sam, Aretha, Donald, Puck, Quinn, Taylor, Anne, Ian, August e Blaine. Estavam todos com chapéus de festa. O jardim estava todo decorado. Haviam bandeirinhas por todos os lugares, luminárias japonesas, comida e bebida.

Kurt um pouco chocado e surpreso cumprimentou a todos, recebeu os parabéns e presentes. Depois de algum tempo que a festa tinha de fato começado, Finn se aproximou do irmão com algo atrás dele.

– O que foi agora? Vai me dizer que tem mais. – Brincou Kurt. Finn concordou.

– Não tinha muita ideia do que te dar, mas sabia o que queria te dar. – Kurt franziu o cenho e os lábios. – Melhor eu mostrar. – O grandão revelou um envelope laranja e entregou para Kurt. – Isso são duas passagens para qualquer lugar. Eu queria te dar algo para que você pudesse relaxar, então achei que talvez pudesse usar com alguém...

– Não banque o espertinho, meu irmão. Ainda tenho um filho. – Kurt bateu o envelope no ombro de Finn. – Estarei levando August, cupido. Mas obrigado. – Kurt abraçou o irmão com toda sua força.

– Ahn, acho que tem alguém que quer falar com você. – Disse Finn ao pé do ouvido do irmão. Os dois se separaram e Kurt se virou para ver Blaine com um violão em suas costas e duas taças de champanhe em mãos. Finn começou a se afastar e deixou os dois sozinhos.

– Você que armou todo isso, não foi? – Kurt aceitou a taça e seguida bateu no braço de Blaine, que não aguentou e deixou um sorrisinho escapar.

– Não podia deixar uma data tão especial passar em branco, principalmente quando se trata de uma pessoa tão especial. – Kurt abaixou a cabeça para sorrir. – Eu gostaria de fazer um brinde ao Kurt. – Disse Blaine para todos. As pessoas começaram a pegar as taças e as crianças seus copos.

Kurt estava corado. Ele segurava a taça, enquanto olhava para Blaine de uma forma encantadora, que qualquer um que estava presente, conseguia perceber o carinho que ele tinha pelo Anderson. O moreno não era diferente, o sorriso que era direcionado a Kurt, era mais honesto do que qualquer jura de amor.

– Blaine, quando quiser. – Disse Puck depois de limpar a garganta e mandar um sorriso para os dois. O homem saiu do transe e olhou em volta.

– Antes do brinde, eu queria desejar feliz aniversário a Kurt. – O moreno ficou de frente para Kurt. – Quando eu escolhi esse lugar, jamais imaginei que estaria fazendo uma das melhores decisões da minha vida. Jamais imaginei que encontraria uma pessoa de tamanha importância quanto você. Quando preciso de ajuda você é a primeira pessoa que me vem à cabeça, pois posso confiar em você e sei que estará lá para mim. Você talvez não tenha noção, mas te conhecer, fez uma diferença enorme vida da minha família. – Kurt e Blaine olharam para Ian e depois um para o outro. – Mas principalmente para mim. Eu não tenho vergonha de assumir o que sinto aqui na frente de todos, na verdade a maioria já sabe. – August e Ian se encaram sem entender. – Eu disse que usaria todas minhas chaves e uma delas é a da felicidade, aquela que eu espero poder usar todos os dias enquanto ainda estou ao seu lado. – Kurt não tirou os olhos de Blaine. Os dois tinham algumas lágrimas nos olhos. Kurt não conseguia reagir a uma declaração e Blaine se sentia emocionado ao se declarar na frente de tantas pessoas. – Obrigado por ser esse Kurt. Esse Kurt que eu gosto cada dia mais de conhecer, saber sobre, ter ao meu lado. Você é perfeito exatamente assim e eu adoro isso. Meus dias, literalmente, ao seu lado são mais felizes. Não sei como foram seus anos de vida antes de eu te conhecer, mas espero poder compartilhar com você os que estão para vir e a cada ano poder te lembrar o quão especial você é. Para a prefeitura somos vizinhos, para nossa rua somos amigos, para nossos filhos e amigos somos melhores amigos, para mim você é essencial. Feliz aniversário. – Blaine ergueu a taça sem tirar os olhos dos de Kurt. O castanho deixava suas lágrimas caírem, enquanto tentava reagir a última frase de Blaine.

Uma salva de palmas e alguns gritos puderam ser escutados ao fundo. Todos fizeram os brindes e beberam o liquido. Carole acedeu as velas do bolo e o levou até Kurt em seus braços. Como havia sido combinado, Blaine começou a tocar violão enquanto todos cantavam “Parabéns”.

Quando assoprou as velas, Kurt desejou que seus próximos aniversários se parecessem com esse.

[...]

Depois que todos haviam ido embora, só sobraram Kurt e Blaine na cozinha. Enquanto o moreno ia limpando os pratos na pia com todo o cuidado, o Hummel comia mais um pedaço de bolo. Os meninos estavam na sala jogando vídeo game.

– Como se sente com mais um ano de vida? – O moreno ainda estava de costas para Kurt.

– Não sei. Não tive a oportunidade de realizar o maior sonho da minha vida ainda, então não posso dizer que estou completo e realizado. – O castanho olhou para a direção de Blaine. – Quando era adolescente, sempre imaginei como seria meu futuro; e ele se parece com o que tenho agora. Bom, a única diferença é que ainda estou casado, estou em Nova Iorque e atuando na Broadway. – Kurt se levantou e colocou o prato dentro da pia, em seguida pegou um pano e começou a secar os outros pratos.

– E você pensa em finalmente conquistar seu sonho? – Blaine agora olhava nos olhos de Kurt. O castanho parecia estar um pouco sem noção.

– Mais uma coisa que eu não sei. Eu pensei que me mudaria para lá daqui a um ano ou algo assim, mas depois da morte do meu pai... eu prefiro ficar aqui por mais um tempo. – Blaine concordou com a cabeça. – E você, já se sente realizado? – O Hummel agora organizava os pratos no armário.

– Quase. Tenho o emprego que sempre quis, meu filho, uma casa, não tenho muito do que reclamar. Tirando o fato de não ter conseguido realizar o sonho que tenho desde criança. – Kurt o encarou. – Ter um amor verdadeiro. – Kurt sentiu um pequeno tremor nas pernas. O castanho não estava conseguindo desviar o olhar de Blaine, pois o moreno tinha um olhar tão penetrante naquele momento, que praticamente o fez congelar. – Quando tiver um amor verdadeiro, da forma correta, aquele que é correspondido; aí sim, serei o homem mais feliz e realizado do mundo. – Kurt precisou desviar o olhar para o chão. Blaine estava provocando com ele novamente.

– Falando em mundo, estou pensando sobre o presente de Finn. Acho que irei para Londres com August. – O castanho voltou a atenção aos pratos. – Sempre gostei da cultura inglesa e do sotaque. – Kurt soltou um risinho. Blaine ergueu uma das sobrancelhas sutilmente.

– Você poderia ir para a França. A cultura teatral lá é muito rica. Quem sabe seu sonho não volta a acender em seu coração. – Blaine cruzou os braços e observou a delicadeza de Kurt enquanto arrumava o resto dos pratos.

– Não tenho tanta certeza. Eu sei falar francês e amo as cidades, mas ela me lembra Sebastian. – Kurt olhou para Blaine, mas dessa vez tomando cuidado e desviando o olhar enquanto explicava. – Ele sempre quis fotografa-la, dizia que nos levaria quando completássemos vinte e cinco anos de casados, além de sempre me assegurar que Paris era a cidade mais romântica do mundo. – Kurt deu os ombros. – Ir para lá só iria desperdiçar o presente, pois ficaria mais focado nisso do que na viagem de fato. Preciso de um lugar que eu realmente queira ir e posso me divertir.

– Se pensa assim, Inglaterra será uma boa escolha. – Blaine mandou um sorriso e Kurt concordou brevemente com a cabeça. – Sabe Kurt, todo mundo lhe presenteou, menos eu.

– Você sabe que não quero que fique gastando ou se preocupando comigo. Está tudo bem, afinal, você me preparou uma festa e emprestou dinheiro para meu filho, o que eu acho estranho, já que não tem como ele te devolver esse dinheiro. – O Hummel foi até o balcão e começou a limpa-lo com um pano.

O moreno observou Kurt mais uma vez, antes de sair da cozinha e ir até a sala. Segundos depois, ele estava de volta com as mãos ocupadas.

– Eu tenho três presentes para você. – Blaine mostrou as sacolas para Kurt, que ficou em choque.

– Blaine! – Kurt estava com as bochechas coradas. O castanho começou a rir de vergonha, chegando até tampar o sorriso com as costas da mão. – Você não precisava comprar um e me comprou três? Anda rasgando dinheiro? – O moreno deu os ombros e sorriu.

– O primeiro é o presente certo. – Kurt ergueu uma sobrancelha e Blaine estendeu uma sacola preta. – Espero que goste.

O castanho meio incerto, pegou a enorme sacola. Kurt a abriu e quando tirou a caixa de dentro, mal acreditou.

– Você não fez isso... Blaine! – Kurt conseguira ficar mais corado. Era uma caixa da marca de Marc Jacobs, o estilista favorito de Kurt. O castanho abriu a caixa com cuidado, removeu o papel que cobria e tirou a peça. Era um casaco de botões preto, que cobria até alguns centímetros acima do joelho. – É lindo. – Kurt observou melhor. – É maravilhoso, mas deve ter-te custado uma fortuna. Ian ainda vai precisar ir para faculdade, sabia? – Brincou Kurt. O homem deixou o casaco em cima da caixa e foi abraçar Blaine. – Obrigado.

– Ainda tem mais. – Blaine tinha uma sacola pequena em mãos. – O segundo é o presente com carinho. – Kurt novamente ergueu a sobrancelha. Ele não estava entendendo esses nomes. Blaine tirou de dentro da sacola um pote grande de vidro, com uma tampa vermelha e várias chaves em seu interior. – Não quero parecer prepotente ou narcisista, mas esse presente é para quando se sentir mal e eu não estiver por perto. Simplesmente abra o pote, tire uma das chaves e leia uma das frases que eu escrevi para você. – Blaine entregou o pote e Kurt pode analisa-lo melhor.

– Blaine, isso foi lindo. – Kurt olhou para ele e sorriu. Blaine se aproximou e abriu o pote. Kurt olhou para ele, que indicou o pote com a cabeça. Kurt retirou uma chave, enquanto Blaine colocou o pote em cima do balcão. O castanho desenrolou o pequeno papel que envolvia a chave. – “Não sei o que está acontecendo e sinto muito por não estar perto, mas lembre-se: meu espírito está tão conectado ao seu, como meu coração a você”. – Kurt o olhou corado. – Você é... urg, você só é. – Kurt sorriu para ele.

– O último é o presente sincero.

– Sincero? Vai me cantar uma música? – Kurt sorriu para Blaine.

– Não. Minha sinceramente para com você vem de outra forma.

Blaine não esperou e se aproximou lentamente de Kurt, até tocar seus lábios. Kurt não teve tempo para ficar surpreso, só confuso. Em um momento ele estava tentando identificar as palavras de Blaine, no outro as palavras já estavam fazendo total sentido.

A língua de Blaine passava cuidadosamente pelos lábios de Kurt. O moreno procurava sentir a textura de cada pedaço de Kurt: dos lábios, dos dentes e da língua. Kurt tinha um gosto maravilhoso na concepção de Blaine. E sentir que Kurt estava correspondendo e querendo mais, só deixava Blaine mais sedento.

As mãos do Anderson seguravam firmemente a cintura de Kurt, enquanto as mãos do outro começaram a se mover em direção ao pescoço de Blaine, deixando seus polegares na mandíbula do moreno. Blaine puxava o corpo de Kurt para o seu. Ele gostava da sensação quente que o corpo de Kurt tinha.

Depois de alguns poucos minutos, eles gemeram de prazer e se afastaram, junto a um suspiro de deleite. Blaine ainda manteve os lábios de Kurt entre os dentes por poucos instantes, até que largou, deixando o castanho passar a língua sobre a região e sentir ainda mais do gosto do moreno.

Os dois juntaram as testas. Blaine agora tinha os dois braços envolta da cintura de Kurt, abraçando-o, enquanto o castanho fazia um cafuné no cabelo perto da nuca de Blaine. A respiração era forte e a necessidade de ar era muita, mas não chegava a ser ofegante.

O castanho se sentia como se aquilo fosse um sonho. Ele não queria abrir os olhos, nem ao menos deixá-los cerrados, ele só queria aproveitar a proximidade de Blaine enquanto podia. Se as estrelas, quando explodissem fizessem pequenos sons, Blaine saberia reconhecer, pois estava escutando naquele exato momento. Ele não se sentia mais como um apaixonado bobo.

Kurt escutou um barulho, algo com um sorriso. Blaine estava sorrindo sozinho. Kurt abriu os olhos e viu os olhos brilhantes e o sorriso convidativo do moreno. Kurt não aguentou e sorriu também. Os dois tinham sorrisos nos rostos, mas olhares intensos, como se uma amêndoa tivesse caído do topo de uma árvore para dentro de um rio azulado e tivesse submergido até o fundo.

Eles só queriam aproveitar aquilo; aproveitar aquela sensação de que o mundo poderia estar caindo, mas Blaine não deixaria Kurt cair e de que Kurt não deixaria Blaine sozinho. Eles se sentiam como Charlie: infinitos.

Notas finais
Me expliquem esse "Parabéns" do August. Me expliquem esse "Para mim você é essencial". Me expliquem esse beijo que vocês tanto encheram meu saco que agora até quero mais. Faltam mais 9 capítulos para vocês ficaram com os Domingos/Segundas um pouco menos açucarados. ): Espero que tenham gostado. Nox!