Azul Na Escuridão
1 O Caso Fitz
Notas iniciais
Ei leitor :) você aqui de novo... bom, gostaria de pedir perdão, para você que estava lendo Azul Na Escuridão e se deparou com a fic deletada :o Eu apenas a reescrevi :) detalhes a mais, detalhes a menos. Ainda espero que goste e que continue lendo!
E leitores fantasmas, apareçam :3 eu não mordo!
E leitores fantasmas, apareçam :3 eu não mordo!
-Então paramos por aqui, Laura! Ótima a consulta de hoje, e vi que você teve uma considerável melhora à consulta da semana passada. Você ficará bem logo e superará isso, acredite! Eu acredito. — falou a psicóloga Rebeca Johnson, eram suas palavras finais antes de se despedir da paciente Laura Iolanda após uma consulta de uma hora.
-Obrigada por tudo Rebeca, até semana que vem. — respondeu Laura saindo pela porta da sala de Johnson.Rebeca sentou na cadeira giratória localizada no canto esquerdo da sala e se arrastou até a mesa. Pegou a prancheta com os pacientes de sexta-feira e olhe quem era a próxima! Mariana Fitz. Rebeca deu um suspiro um tanto cansado, interfonou para a recepcionista que ficava no andar de baixo e pediu para que ela deixasse Fitz entrar para sua consulta. Desligou o interfone, abriu a gaveta da escrivaninha e tirou a ficha de Mariana. "Não queria mandá-la para um psiquiatra... mas eu tentei de tudo, já fazem quatro anos! Se ela continuar assim, acho que vai ser o necessário" — pensou.Fitz era, literalmente, a pior paciente de Johnson. Ela era a que tinha mais problemas acumulados em um curto período de tempo e com mais dificuldade para curá-los, e o pior: Rebeca nunca soube a causa. O que acontecia era que Mariana sofria de uma depressão profunda desenvolvida a quatro anos — quando começou a frequentar a psicóloga, ao ver que estava se debilitando — e aos poucos foi desenvolvendo gravíssimos problemas, como baixa autoestima, bulimia, automutilação, anorexia, pensamentos suicidas, isolamento da sociedade (antisocial). Mariana tinha uma causa para todos esses problemas, mas ela, em quatro anos, nunca revelara. Ela chamava isto de "segredo". As consultas dela duravam duas horas devido ao problema grandíssimo, e Rebeca precisara de muito tempo para conseguir deixá-la pelo menos fora da cama. Então Rebeca vira o elevador parar na sua sala, e sorriu falsamente para incentivar a paciente, que saíra devagar do elevador e viera andando em passos curtos e lentos, como sempre. Observou a branquinha baixinha dos olhos castanhos escuros e lábios avermelhados. Magreza extrema por causa da anorexia. Ela costumava ser linda, corpo bonito. Ela nunca fora a mais "encorpada" do mundo, mas ela tinha um corpo agradável, tinha coxas consideráveis e bunda grande, não tinha muito peito, mas estava bom assim. Pelo menos eles eram maiores do que agora, que nem apareciam mais, de tão magra. Ela estava vestida, naquele dia, com um sobretudo e saltos pretos. Não esquecendo do companheiro guarda-chuva — também preto — que todos os dias a acompanhava, pois ela não queria que um mínimo raio solar encostasse em sua pele e tirasse sua palidez extrema que ela gostava tanto.A consulta já tinha dado uma hora e meia quando Mariana se revirava no divã onde estava encostada sem dizer palavra alguma após ter dito uns textos enormes sobre garotas que expõem o corpo no Shopping e namorados que a deixam frustrada por tamanho carinho que trocam. Também contara o que fez na semana (limpou seu apartamento e trabalhou muito, além disso, fora às aulas). Ainda bateram um papo longo sobre a vida. Mariana contara o que sentia.Disse que estava satisfeita pois podia estudar pela manhã e trabalhar na biblioteca pela tarde, mas que sentia fome o dia todo e não conseguia engolir um único pedaço de pão. Vez ou outra, quando sentia que ia morrer se não comesse alguma coisa, até ingeria uns carboidratos — e às vezes os vomitava -, mas quase sempre ficava sem comer.Rebeca suspirava em silêncio, cansada de ver a paciente que já havia se tornado sua amiga daquele jeito. Rebeca, totalmente nervosa por não conseguir curá-la (sendo que era a melhor psicóloga do estado), disse a frase que marcara a consulta:-Fitz, vou te dizer a realidade agora. -Coloque as cartas na mesa, Johnson — retrucou Mariana, impetulante.-Estamos aqui nesse consultório a quatro anos. -Exatamente.-Tenho te visto de semana em semana e às vezes com mais frequência devido às suas crises. -Sim, é o seu trabalho.-E você sempre escondeu o motivo disso tudo de mim. -Ah, Rebeca! Não vá discutir isto comigo agora! Sabe que nunca diria algo que me faria tirar tanta dor de uma vez.-Eu sei te acalmar! Sou uma psicóloga, estou aqui pra isso!-Não acho.-A verdade é que se você não dissé-lo, terei de te mandar a um psiquiatra, porque você não vai ter outra cura senão tomar antidepressivos e antipsicóticos, e nunca vai conseguir ficar feliz se não estiver os tomando. Quando deixar de tomá-los vai ficar ansiosa e desesperada e a felicidade nunca vai ser verdadeira, somente passageira. Mariana se calou.-Então ou você me conta de uma vez esse seu "segredo", terei que dizer adeus a você. — Rebeca concluiu.O maior medo de Mariana era um psiquiatra, não queria tomar remédios pois sabia que sua felicidade seria pra sempre passageira. Como Rebeca disse: uma vez sem tomar um antipsicótico e ela já entraria em crise outra vez.Mariana simplesmente respirou fundo, levantou, pegou suas coisas e sem dizer mais nada, foi embora. Rebeca pensou que pudesse ter sido arrogante demais e ficou se sentindo culpada o resto do dia. Mas nada de mais acontecera, somente uma grande bagunça na cabeça de Mariana que por um acaso, a ajudaria.
A consulta acabara às 19h, como sempre. Às 21h35min, aproximadamente, Rebeca recebera um telefonema de Mariana.-Rebeca Johnson, quem fala?-Olá, é a Mariana Fitz.-Diga, Fitz — falou Rebeca com calma, mas dureza.-Espero que na próxima sexta-feira você cancele um horário, pois vai precisar de um pouco mais que duas horas comigo.-Por quais motivos?-Apenas cancele-as. — Mariana desligara o telefone nesse instante.Rebeca jogou-se com força no sofá de sua casa e pensou com ela mesma. Então pegou o telefone e ligou para Laura Iolanda — que vinha antes de Fitz — e para Paula Renata que vinha depois de Mariana — e cancelou as duas. Então, mais uma vez, ligou para Mariana e disse que sua consulta adiantaria uma hora e duraria mais uma. Ou seja, elas tinham quatro horas para conversar.Fitz agradeceu e desligou.
Notas finais
Espero que todos estejam gostando :) comentem ou façam uma review, qualquer coisa *-* obrigada :3
Fale com o autor