Azul Letícia

1 Unicórnios bêbados


Notas iniciais
Hey, pessoas. Após tantos anos lendo fanfics, eu resolvi escrever a minha. Haha Espero que gostem. ♥

Capítulo 1

“De todas as coisas que ele odiava, nenhuma comparava-se ao amor.”

—Azul Letícia

Davi

Existem dois tipos de pessoas. As que prezam o correto e o cômodo, e as que aparecem nas casas alheias durante a madrugada vestidas de unicórnio.

— Desde quando ela está aqui? – Carlos caminha de um lado para o outro na sala. Ele realmente não se preocupa com a garota?

— Desde ás 2:00 da manhã. – Eu respondo.

—Por que deixou ela entrar? – Ele se exalta, acordando a garota no sofá.

— Talvez o fato de eu ser sua filha tenha ajudado. – De olhos ainda fechados, ela suspira, acomodando-se ainda mais no sofá. Ela havia crescido tanto...

— Não banque a rebelde comigo, Elis! – Ele vai até ela, para puxá-la pelos ombros.

— Isso é sério? Você vai bancar o papaizinho preocupado agora? Acho que vou vomitar! – Ela ri, sem humor. Sua voz arrastada denuncia seu porre. – Eu só preciso de um lugar para dormir... Sou ridícula o suficiente para pedir isso a você. – Eles se encaram por minutos a fio. Como conseguiam se odiar tanto?

—Onde diabos a Diana se meteu? – Carlos parece não ouvir a garota. – Ela sabe que você está aqui? Ainda por cima bêbada?

—Foi mal. Achei que você não fosse mais alcoólatra! – Ela sopra no rosto de Carlos, sorrindo.

— Sua filha de uma...–

— Carlos, eu levo ela para minha casa. – Eu intervenho. – Minha irmã foi dormir na cidade. Tenho certeza que o papai não irá se incomodar.

— Leve essa garota daqui! – Ele grita. – Vou ligar para Diana. Assim que ela vier buscá-la, não hesite em por as duas para fora!

— Ele é um amor, não é? – Elis sorri, irônica, enquanto eu a puxo pelo braço.

— Na verdade, não. – Ela assente.

— As coisas não mudaram muito por aqui. – Eu comento, encolhendo-me quando o ar frio nos encontra. A grama farfalha sobre nossos pés.

— Que decepcionante! – Ela faz bico, me fazendo revirar os olhos. – Achei que tudo iria mudar quando eu fosse embora. – Estamos caminhando lado a lado agora. Ela me olha pela primeira vez durante toda a noite. Seus olhos parecem tristes, com razão.

— Sempre modesta! – Eu a empurro com o ombro e ela sorri.

— Você ainda dança? – Ela muda de assunto, ainda me encarando. Não vou desviar...

— Sim.

— Só isso? – Ela me belisca.

— O quê? Você é quem foi embora, lembra?

— Eu não quero falar sobre isso...

— Você nunca quer. – Eu resmungo.

— Não seja insuportável, só por hoje! – Ela junta as mãos, como quem implora.

— Você é ridícula. – Estamos quase perto de casa, quando avistamos meu pai. De botas sujas e camisa xadrez surrada, ele acena para nós.

— Quem é a garota bonita com o meu Davi? – Ele pergunta, assim que eu o abraço.

— Oi, tio Dan! – Elis sorri, indo abraçá-lo, mas papai se esquiva.

— Tire essa garota daqui! Agora, Davi! – Ele ordena. Nós nos entreolhamos e Elis se encolhe.

Lá vamos nós de novo...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.