Azar no jogo, e no amor
5 Marroquim
Fechou os olhos quando no banheiro, as mãos molhadas ainda, fechou a torneira e mirou-se no espelho. Afastou-se para se sentar na poltrona estofada com marroquim, macio e confortável. Passou as mãos no rosto e cabelo, inclinou-se a frente deixando que a recordação bombardeasse sua mente sobre aquele dia que, agora, parecia ter sido em outra vida.
As mãos puxando-o pelo uniforme, a cara fechada, o punho cerrado como se Bakugo fosse lhe socar, mas mudando de ideia no último instante quando os lábios prensaram-se aos seus naquele beijo tortuoso e mordido.
Estaria muito ferrado se continuasse pensando no passado.
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