Notas iniciais
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Aproveitem o conto

Era uma manhã calma de outono, sábado. Acordei com meu avô me chamando para tomar café.

— Acorda filha, vem tomar café para nós sairmos, vamos ao shopping
Sorri para ele e respondi:
— Estou indo vovô, o que faremos no shopping?
— Comprar roupas novas para você

Meu rosto se iluminou na hora, e ele saiu do quarto e eu pulei da cama para me preparar, ele sabia que eu adorava fazer compras, fui para o banheiro, me olhei no espelho e vi meus cabelos loiros muito claros e sem vida, e minha pele extremamente branca, traços predominantes da família do meu pai, eu nunca tive problemas com aparência, sempre fui considerada bonita e tive uma adolescência calma. Tomei meu banho, tentei dar um pouco de vida ao meu cabelo e desci para o café.

— Bom Dia vovô, o senhor tem notícias dos meus pais?
disse me sentando na mesa para o café
— Bom dia filha, não tenho, estou ficando preocupado, já fazem duas semanas sem nenhuma notícia
— Entendo. É realmente preocupante, mais tarde tento falar com eles por vídeo chat, mas vovô, qual o motivo para irmos ao shopping, algum motivo em especial?
—Não Ayla, apenas queria passar mais um tempo com você.
— Sério?
eu abri um sorriso de orelha a orelha, sabia que meu avô me amava muito mas normalmente esse amor é pouco expressado, nem sempre morei com ele, mas desde que meus pais decidiram viajar o mundo ele se tornou meu tudo e desde que minha avô se foi, me tornei o tudo dele e sempre busquei fazer o máximo de companhia para ele nunca se sentir só

— Você está pronta minha querida?
— Estou
engoli meu café e fui correndo buscar meus sapatos enquanto meu avô tirava o carro da garagem, entrei no carro enquanto íamos para o shopping tentei ligar para meus país, sem sucesso

— Vovô, você acha que aconteceu alguma coisa com eles?
— Não acho minha filha, seus pais devem estar em alguma savana sem sinal de telefone, fique tranquila, seu pai o tem espirito de aventureiro da família
— Por que a família tem o “espirito de aventureiro’’?
— Por causa das antigas histórias de grandes aventuras da sua pentavô Alice Lidell
— Ela foi realmente uma aventureira?
— Bem, as lendas da família dizem que sim mas também é dito que ela se tornou louca e que tinha alucinações constantes e não sabia mais distinguir o que era real e o que não era

Quando eu ia perguntar mais sobre essa antepassada curiosa que nunca tinha ouvido falar, fui interrompida pois paramos no shopping e acabei me esquecendo do assunto
No shopping eu e meu avô passamos muito tempo juntos, fizemos tudo que podíamos inclusive me pareceu estranho afinal meu avô nunca foi de se aproximar tanto, algo estava acontecendo e ele não queria me dizer o que era, mas eu vou descobrir. Voltamos para casa quando já estava escurecendo, esse horário era o pior para meu avô, o momento que ele se sentia mais sozinho, ao chegar em casa, fui guardar as coisas compradas e tomar banho, percebi que nem havia tocado no celular durante o dia inteiro e havia uma única mensagem de minha amiga Ashley que dizia: “Quando você aparecer, me ligue’’, Bom, se ela não me enviou 326 mensagens mandando eu ligar para ela, significa que não é tão importante, então apenas fui tomar meu banho e guardar a pilha de roupas que compramos, depois de sair do banho liguei finalmente para Ashley, mas ela não me atendeu então apenas deixei uma mensagem escrito: “Tentei te ligar mas não consegui, o que houve?’’ Deixei o celular de lado mais uma vez, coloquei um blusão quente e calças de moletom, afinal estava consideravelmente frio, o Reino Unido não é exatamente um país tropical.

Desci as escadas e encontrei meu avô sentado no tapete da sala em frente a lareira olhando antigas fotos da minha avó, ela teve um infarto e morreu já fazem dez anos, sentei-me ao lado dele e disse apesar de saber a resposta:
— Olá vovô, o que está fazendo?
— Lembrando, minha filha
— Ela te amava, vovô e você não está sozinho

Ele sorriu para mim, me abraçou e se levantou dizendo:
— Vou ir para o meu quarto, o dia foi cheio, vou descansar, guarde as fotos para mim por favor

Assenti e disse:
— Tudo bem vovô, bom descanso

Ele se virou e foi embora e eu fiquei sozinha sentada no tapete da sala.
olhei em volta e vi todos os detalhes daquela antiga casa, ela era realmente velha e grande, feita quase inteira de madeira e simplesmente magnifica, voltei a realidade e olhei no meu colo a antiga caixa de fotos da família, e folheando álbuns e álbuns atrás de traços da nossa história me vi procurando um rosto em especial, um rosto que eu nunca tinha visto antes, e eu sabia perfeitamente quem era e seu nome, eu procurava por Alice e encontrei apenas uma “foto’’, que na verdade era apenas um desenho, um desenho lindíssimo de uma mulher muito branca e loira, os genes dominantes da família e atrás deles havia um pequeno texto escrito atrás...

Notas finais
Tchauzinho

Plágio é crime, seus arrombadinhos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.