Awakening

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Boa leitura a todos, espero que estejam gostando da história. (^w^)

— Esses idiotas... Eles são totalmente incapazes de fazer qualquer coisa... Não sei por que ainda permito eles ficarem nesta maldita casa...Essa casa... me sinto tão presa, como um verdadeiro animal.

Resmungava a mulher, o clima estava pesado dentro daquele cômodo, dava para perceber ao longe. O ar ao redor e dentro do quarto fedia a veneno, a ira ainda aguçava a mente de Cassiopeia. Queria se livrar daquelas pessoas, cada uma delas. Não eram úteis para seu bem estar, estavam mais a incomodando do que servindo, eram completamente imprestáveis ao seu ver. Não eram dignos nem de serem sua presa. Ela havia destruído completamente aquele aposento, seu próprio aposento... Os enfeites, vasos, flores, lençol... tudo estava as ruínas, rasgados e quebrados, deixando os cacos ao chão.

O ambiente estava em um completo breu dentro daquela casa, Katarina mal conseguia ver a frente no corredor, mas foi seguindo os barulhos, ela conhecia o lugar, era seu lar afinal de contas, sabia além de tudo que os sons vinham do quarto de sua irmã, e não demorou para chegar la. Tudo o que pode ver quando chegou a beira do quarto fora a escuridão, e mais adiante os olhos amarelados da mulher serpente, brilhando conforme avistava a luz de um dos candelabros, ao menos esse ela ainda não havia detonado como fizera com todos os outros. Estava um caos andar naquele lugar.

Cassiopeia ainda estava rastejando de um lado para o outro, resmungando alguns xingamentos bem pesados quando Katarina chegou. Cassiopeia nem sequer chegou a sentir sua presença, estava distraída, ocupada com a própria mente. A assassina ficou a beira da porta, escorada com os braços cruzados. Os olhos verdes focados em sua irmã, sua cara, hmm, nada boa. Ficou parada a cerca de alguns longos segundos, mas ao perceber que ela não iria reparar em sua presença ali, proclamou, para assim chamar a sua atenção.

— Você pode por favor calar-se Cassie... Assim você irá assustar o último servo que ainda restou nesta casa...

Cassiopeia virou-se em direção a porta, pronta para atacar quem havia falado tal coisa para si. Seus olhos demonstravam pura irá, queria sangue de alguma forma, como os demais cidadãos insatisfeitos com as ordens da Liga. Suas garras estavam ainda retraídas, mas parou ao perceber que era apenas Katarina. Esboçando um longo sorriso carismático, porém, ainda desafiador, enquanto se arrastava lentamente até ela.

— Ahh, é você Kat... Como é raro ver você por perto...

— As coisas vão mudar aqui... — Respondera Katarina, lançando um olhar mais do que mortal para a sua irmã. – PARE DE JOGAR ESTE JOGO COMIGO, CASSIE. – Estava na cara de que a assassina não estava com um bom temperamento, erguera a voz, demonstrando ali toda a sua frustração, estava mais do que irritada por conta de tudo que havia passado, e por conta de que Cassiopeia não parecia colaborar com nada, a não ser apenas pelo próprio benefício. – Você não tem vergonha da maneira que se comporta? Você pode me desafiar na Liga, mas aqui, sou eu quem dita as regras. E você não esta livre para fazer o que bem entender, não mais. O que o papai pensaria de nós agora?

Cassiopeia ficou paralisada naquele momento, jamais havia visto Katarina agir daquela forma consigo. Seus olhos até ficaram levemente arregalados, mas logo se suavizaram até ficarem mais sérios. Aquilo não poderia estar acontecendo. Ficou em silencio por alguns segundos, antes de se rastejar para mais perto dela.

— ... Hehehe... Então você esta tomando o lugar do papai, só por que é a mais velha?... Quer tanto assim me dar uma lição?... Pobre garota, você deve ter sido levada as profundezas, deixada para ser mordida pela cobra mais venenosa...

Katarina manteve sua face séria, não estava ali para brincadeiras, já havia tolerado demais tais atitudes, seus lábios se contraíram levemente, ficou em silencio. Um curto flashback passou diante de seus olhos, e nele, Cassiopeia e ela brincavam felizes de mãos dadas, seus cabelos esvoaçando com o vento gélido da manhã de inverno. Cassiopeia ainda com as duas pernas, rindo de algo que a ruiva disse para um soldado da guarda real, Katarina sempre tentara cuidar de sua irmã depois da morte de sua mãe, foi difícil para elas, mais para Cassie, que era a filha mais apegada, já que Katarina passava a maior parte do tempo com seu pai.

Era tão estranho lembrar daquilo agora, a época de inocência, onde tudo o que importava era a felicidade de sua irmã e a paz de sua família, como era a mais velha, Katarina havia colocado isso em sua mente, cuidar da mais nova, ensiná-la, protegê-la... Agora, parecia que aqueles momentos tão preciosos, não haviam acontecido naquela vida, mas sim em outra. A milhares de anos de distância do presente, em outro tempo, em outra época. Cassiopeia não era mais a mesma desda aquela terrível maldição, desde aquele dia que resolveu sair em busca de poder, em busca de um artefato no vasto deserto de Shurima.

Ela queria poder, queria ser forte como seus irmãos, como Talon, como Katarina e como seu pai, ela queria lutar, estava cansada de ser da nobreza, e não ser reconhecida pelos seus feitos. Abandonara sua vida com os homens, sua vida luxuosa. Aqueles feitos naquele templo, naquele deserto, haviam a mudado, mas Katarina não queria aceitar este fato, ficara chocada demais para perceber em cada detalhe em que sua irmã mais nova havia mudado, que estava mudando.

Mas sabia que estava mais do que na hora de colocar sua família de volta no topo. Por conta do desaparecimento de seu pai, vários segredos haviam sido revelados sobre sua família, sobre a desgraça que seu pai escondia de todos. Agora ela deveria mudar aquela situação, iria trazer sua irmã de volta, mas, sabia que era impossível desfazer tal maldição, era poderosa demais e não havia nenhuma informação naquele templo, mas ao menos, iria restaurar a sua personalidade forte, a trazer de volta para a realidade, fazê-la acordar, nem que para isso, ela teria que ser bruta e extremamente fria, e foi exatamente isso que fez. Seus olhos estavam frios ao encontrarem os da sua irmã, seus lábios tremularam por um momento, ela suspirou, não poderia mais hesitar.

— Para mim... você não faz mais parte da família. Você é um incômodo. A partir de agora vai ter as minhas palavras como ordens. Vai ficar escondida... Eu não quero te ver andando por aí! E todas as malditas pessoas que trabalham aqui não são suas presas. Você tem que respeitá-las como iguais... – Ela deu uma breve pausa, antes de continuar, precisava recobrar o fôlego. — Tudo o que disser, tudo o que fizer, onde quer que você vá... EU VOU SABER.

As palavras ainda ecoavam na mente da mulher serpente após a saída de Katarina daquele cômodo. Estava completamente desemparada, não conseguindo acreditar no que acabara de ouvir de sua irmã, seus lábios estavam entre abertos, seu corpo completamente imóvel, sei peito doía... mas sua fúria apenas crescia.

— Eu.... Eu.... desgraçada..... – Resmungava ela, deixando algumas lágrimas caírem inconscientemente. Mas não demorou muito para sua voz se alterar e ela berrar no quarto agora vazio. – EU VOU MATAR VOCÊ.... VOCÊ ESTA MORTA.... VADIA.... EU VOU MATAR VOCÊ....

Notas finais
Algo a dizer desse capítulo? Turn Down for What Katarina XD