Awake
4 Inocência
Notas iniciais
como estão?! Devo confessar que por pouco não faço att hj! Tô super atolada na facul, e escrevi esse capítulo correndo! Então, perdoem se houve errinhos de digitação e revisão, ok? Eu não tenho uma beta hehehe
Gostaria de agradecer IMENSAMENTE a todos os LINDOS reviews que tenho recebido!! Ainda não respondi todos por conta desses trabalhos, mas a partir de sexta-feira espero desafogar um tiquinho!
Agradecimento especial para cacahf que deixou uma linda recomendação em Awake!! Me senti extremamente lisonjeada com suas lindas palavras, Cacah!!! MUITO OBRIGADA POR ACOMPANHAR E RECOMENDAR Awake!=D
Cada Review e recomendação são mto importantes p mim! São as coisas q me impulsionam a continuar! Bem...já falei demais! hahahaha
Vamos ao capítulo?
"(...)E vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. Então, foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim. E chamou o SENHOR Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás? E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me. E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses? Então, disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi (...) "
Gênesis — 3:6 — 12
Apertei meus polegares contra seus ombros e a empurrei com leve rispidez; Não abri meus olhos para vê-la – a visão poderia desmembrar o meu plano delicado de repeli-la. Eu já estava dedilhando a linha tênue do meu controle, brincando com o fogo que ardia em meu peito. Respirei profundamente, enquanto Isabella soltava ruídos estranhos de sua garganta.
- Isabella, vá para seu quarto agora! Coloque uma roupa e espere por mim.
Eu soltei minhas mãos do seu ombro nu, e esperei enquanto seus pés se enrolavam para longe de mim.
- Mas Ed-
Eu a cortei.
- MAS NADA, ISABELLA! Vá para seu quarto, AGORA! Eu vou lhe dar 5 minutos para estar devidamente vestida! Agora, não irei repetir! Você me decepcionou, Isabella.
Eu bufei. Estava dominado pela raiva que sentia por mim e por ela. Bella não poderia tornar isso um pouco menos doloroso? Amenizar a dor que atormentava minha alma? Eu a amaldiçoei pelo seu comportamento. Estava confuso, excitado, batalhando entre a razão e a perdição. Espremi meus olhos com força, experimentando o gosto de sangue em minha língua. Percebi que o calor do seu corpo não me rodeava, e escutei pequenos soluços dolorosos antes do barulho da porta do seu quarto sendo batida, encontrar meus ouvidos.
- Merda, Bella! Merda, Merda! – Passei os dedos pelos meus cabelos bagunçados, enquanto abria os olhos para encarar a penumbra da sala vazia. Eu sabia que havia sido rude com ela. E que a havia feito chorar — conseguia ouvir seus soluços altos por detrás da porta de seu quarto. Eu feri meu anjo. Machuquei a única criatura no mundo que amava.
Mas eu acreditava, no meu interior, que havia agido corretamente. Tinha imposto limites na nossa delicada relação. Eu não poderia imaginar o que Alice havia feito com a minha garotinha, mas certamente eu a mataria na manhã seguinte. Aquilo só poderia ser obra de Alice, que deveria estar rindo de mim em algum lugar inimaginável.
Eu havia deixado esta casa com uma garotinha à minha espera.
E havia sido recebido por uma mulher sensual e convidativa.
Toda aquela situação era surreal. Eu ainda tinha uma leve esperança de acordar a qualquer instante do meu pesadelo erótico, e descobrir que Isabella dormia angelicalmente ao meu lado. A tortura de ver algo que não poderia ser meu me dilacerava; Saber que aquele anjo era intocável naquele momento, e não podia ser violado por mim. Eu não podia violar sua inocência. Eu não seria esse monstro. Não roubaria seu amor para satisfazer minha fome.
Era como se eu estivesse há anos sem me alimentar, e alguém esfregasse um pedaço de carne contra meu rosto. O monstro estava faminto, ele a queria. Mas o amor casto do garoto de 12 anos, ainda ocupava meu peito. Eu amava da forma mais pura e limpída que um ser humano pode amar outro; Eu a amei sem nunca tocá-la por anos a fio – e sabia que esse sentimento me sustentaria nos meus dias de guerra; A batalha em minha mente era dolorosa, e eu tentava focalizar meus pensamentos em todos os anos que esperei por ela. Você a ama, você não quer machuca-la, eu dizia a mim mesmo.
Pisei em direção ao seu quarto, sentindo um leve tremor alcançar minhas pernas. O que eu faria naquele momento? Que atitude tomar diante do desconhecido?
Isabella poderia ter sido compelida a me seduzir por Alice. Por mais que aquela possibilidade fosse quase impossível, era a única que eu poderia considerar naquele momento. Isabella não tinha a malícia de uma mulher adulta. Porém, Alice não teria por que fazer isso. Talvez estivesse juntando-se à minha mãe na causa completamente perdida de me afastar de Isabella. Se eu quebrasse o meu próprio acordo e a fizesse minha, aquilo nos destruiria. Ela não sabia o que queria. E eu não poderia obriga-la a satisfazer meus desejos.
Mas por qual outro motivo, ela estaria nua em minha sala? Por qual outro motivo ela me provocaria àquele ponto?
Eu precisava descobrir e arrancar aquela tentadora idéia de sua cabeça.
Busquei todo o controle que possuía, inspirando e soltando o ar de meus pulmões lentamente para recobrar minha paciência. Eu enfrentaria o maior desafio da minha vida – recusar o meu grande amor, fruto da minha obsessão e paixão, se fosse necessário. Por mais que me causasse dor, eu o faria.
Aproximei-me da porta, dedilhando a maçaneta com meu indicador.
- Isabella, posso entrar?
Ouvi alguns gemidos baixos, antes de ouvir uma movimentação ao redor do quarto.
- Sim.
Eu abri a porta lentamente, encontrando Isabella enrolada em uma camiseta grande demais para ela. Eu grunhi, quando vi as lágrimas descendo através do seu rosto perfeito e de seus olhos pequenos e castanhos, que ganhavam um tom levemente avermelhado. Eu havia causado isso a ela. Meu coração pulou de desgraça.
- Por favor, não me castigue – Ela balbuciou rapidamente, enquanto eu me aproximava lentamente de sua cama. Sentei ao seu lado, enquanto seus dedos tremiam violentamente.
- Isabella, eu jamais iria castiga-la. Jamais – Pausei, enquanto Isabella encarava as mãos. – Mas você fez algo muito errado esta noite. Por que você fez isso?
Ela gemeu alto, antes de esconder seu rosto entre as mãos. Seu corpo tremia com mais ferocidade, afetando cada um dos seus membros. A dor que ela sentia me abalava de forma abrasadora. Eu não podia vê-la naquele estado. Minhas mãos correram para tocar seus braços, mas ela desviou-se do toque.
- Isabella, fale comigo, por favor. – Eu implorei, enquanto abaixava minha cabeça para tentar visualizar seu rosto. Suas pequenas mãos trêmulas limparam seu rosto, antes que ela o levantasse. Seus olhos estavam cobertos de dor — Mágoa, ressentimento e agonia em seu olhar infantil.
- Eu...só estava com dor... neles – Ela apontou para os seios, enquanto mais lágrimas desciam dos seus olhos pequenos – Alice me fez usar estes o dia inteiro. Eles dóiam tanto...machucavam tanto. – Eu encarei o sutiã entre suas mãos, e balancei minha cabeça enquanto assimilava as informações. Que tipo de idiota eu tinha sido? Estava tão cego pelo desejo, que não havia considerado a possibilidade de Isabella ser completamente inocente em sua atitude. Ela estava com dor nos seios. Eu me martirizei pelo que havia feito, pela minha completa falta de maturidade para lidar com a situação. Rangi meus dentes, sentindo as consequências do meu erro. Ela estava magoada, ferida; Eu havia cortado a primeira fatia de inocência que ela tinha – a feito perceber o quão doloroso por ser confiar em alguém. Por mais que fosse a primeira vez que eu lidara com qualquer um daqueles sentimentos, eu não poderia justificar o monstro que havia me tornado. As pedras escuras de seus olhos estavam mortas – enquanto ela engolia seus soluços pacientemente. Ela parecia tão assustada e indefesa; Eu deveria protegê-la, cuidar da sua vida. Não causar dor a minha bonequinha.
Eu deveria explicar a ela o que ela estava errada. Não deixar meus sentimentos extra-sensíveis afetarem sua inocência imaculada.
- Me desculpe – Eu disse em meias palavras. Ela piscou várias vezes, antes de encarar-me novamente. – Eu não tenho...isso. Eu não sabia que você estava com dor.
Um sorriso fraco surgiu em seus lábios.
- Eles doem tanto. Eu não sabia que ia deixar você tão bravo por não ficar com minha blusa. Eu só tirei depois que Alice saiu, ela brigaria comigo por isso. – Ela choramingou, e tocou-os pela blusa. Meus olhos transportaram para seus seios presos à camiseta grande e cor-de-rosa. A imagem do seu corpo nú reapareceu, e eu senti novamente meus músculos da virilha se contraírem. Eu puxei meus cabelos, tentando apagar a imagem. Ela estava gravada em mim, testando meus limites.
– Sabe, mamãe nunca brigou comigo por andar sem blusa em casa... eu não queria te chatear. Não quero ser castigada. – Ela fez um biquinho, e eu suspirei pesadamente, tentando, pela primeira vez, ser o pai que Isabella necessitava. Ela precisava de um pai, não de um pervertido. Sentia-me sujo, putrificado por dentro por ter tais desejos. Mas eu sabia que deveria abdicar da minha confusão interna, e suprir as necessidades da minha garotinha. Eu sabia que em algum momento, teríamos uma conversa constrangedora. Só não poderia prever que aquilo aconteceria tão cedo e de forma tão repentina e perturbadora.
- Isabella, eu quero que você saiba que eu jamais te castigaria. Eu nunca, jamais irei machucar você de qualquer maneira.
Ela sorriu amplamente.
- Sério? Você promete?
Eu lhe devolvi um sorriso pequeno, enquanto ela mordiscava os lábios levemente.
— Sim. Mas, você precisa se comportar direitinho, ok? Você acha que pode fazer isso?
Isabella sorriu, deixando uma ponta de excitação surgir em seus olhos tristes.
- Sim. Eu prometo. Eu não queria ser má, eu não sabia que não podia... – Ela resmungou. Eu respirei profundamente, sabendo que o momento chegara.
- Bella, eu sei que você não quis me aborrecer. Mas você deve entender que seu corpo não é mais de uma garotinha. Agora, existem algumas partes...especiais. – Os olhos dela saltaram levemente, e eu dei uma risadinha.
- Especiais?
Eu assenti, vendo as bochechas dela corarem levemente.
- Sim, bonequinha. Uma dessas partes são os seus seios. Você notou que eles estão diferentes, certo?
Eu senti um calor começar a me dominar, e ignorei a tentativa do demônio de ressurgir.
- Sim...eles estão maiores, redondos e pontudos. E dói.
Eu gemi com a descrição dos seus seios, sentindo a imagem recobrar novamente à minha memória. Isabella corou violentamente, tornando-se uma cor vermelho vivo. Eu sorri, bagunçando os fios dos meus cabelos acobreados.
- Então, bonequinha, estes são os sinais de que agora você já tem o corpo de uma mulher. Seus seios são uma das suas partes especiais e secretas. Você não pode mostrar para ninguém, entendeu? Só você pode ver. Você só pode mostrar para alguém muito especial, quando você estiver mais velha. Você entende, Bella? Entende que deve guardar isso para você?
Ela mordia os lábios, seus dedos puxando os cachos firmemente.
- Sim...Mas nem você pode ver?
Eu paralisei. A razão sabia resposta daquela pergunta, porém o obcecado estava ali, lutando fortemente por espaço. Desviei meus olhos dos dela, encarando a parede em minha frente.
-Não, bonequinha. Você é uma garota, e eu sou um garoto. Isso só pode acontecer quando duas pessoas se amam de uma forma diferente para fazerem coisas especiais. — Eu sorri, sentindo meu próprio embaraço me afetar. O próximo passo seria muito mais complicado. Eu dei uma pequena risada, e ela me acompanhou seu rosto coberto pela vergonha. — E tem mais outras partes especiais. A sua...você sabe... onde você faz xixi...
Bella pareceu ainda mais surpresa, cobrindo o peito com seus braços curtos.
- Sim...a minha...tita – Seu rosto corou ainda mais, e ela escondeu-se atrás dos cabelos. Eu desviei o olhar, minhas bochechas esquentando com o conteúdo completamente constrangedor de nossa conversa. Tita? Seria um apelido para sua vagina? Deus, Alice deveria estar fazendo isso por mim. Mas eu não poderia cobrar nada de Alice – eu havia escolhido cuidar de Isabella. E aquelas situações eram inevitáveis para uma menina que acabara de descobrir seu corpo.
- Então, Isabella...a sua...err...”tita” é uma outra parte especial.
Ela encarou-me com um meio sorriso.
- Ela também está diferente e tem uns pelinhos que-
Eu a interrompi, corando completamente. Eu não precisava de mais detalhes para minha imaginação doentia. Eu já estava enrascado o suficiente para um homem que tentava manter sua sanidade.
- Não precisa contar os detalhes, meu amor. Você só deve deixar bem guardado, como seu mais precioso tesouro. Isso também inclui seu bumbum...Essas são as partes que você não deve deixar ninguém ver ou tocar, entendeu? Eles vão ficar guardados, até você ser grande o suficiente para usa-los. E só quando você tiver um namorado, um marido, que te ame muito e que você ame também. — E que com esperança, seria eu, pensei intimamente.
Ela afirmou positivamente, puxando seus cachos com mais avidez.
- Mas eu já sou grande, não sou? Por que não posso ter um namorado para fazer coisas especiais?
Eu sorri docemente, tocando uma das suas mechas.
- Sim, você é grande apenas no seu corpo, bonequinha. Mas aqui na sua cabecinha, você ainda não é. Ainda não pode ter um namorado.
Ela pensou por alguns segundos, antes de mover-se lentamente para perto de mim.
- Quando for grande na cabeça, eu vou poder beijar meu namorado?
Eu sorri fraco, começando a sentir uma ponta de ciúmes. E se eu não fosse o escolhido para ela? E se todo esse processo, a fizesse ter uma imagem paternal de mim? O medo me assombrou, e eu soprei meus pensamentos. Teria de me concentrar nisso mais tarde. As coisas entre nós evoluíam rápido demais – Isabella era um foco de emoções extremamente intensas. Já havíamos desenvolvido esse laço extremamente profundo que contrastava com o pouco que nos conhecíamos realmente; Eu a havia amado por toda minha vida, mas sabia que ela não me conhecia e me amava da mesma maneira. Ela apenas necessitava de mim.
- Você poderá sim. Mas não pense nisso ainda. Isso é conversa para um outro dia. Tudo será no tempo certo. Quando for a hora, com a pessoa certa, você saberá. Você tem alguma dúvida ainda? Pode me perguntar o que quiser.
Torci internamente para que a resposta fosse negativa. Já havíamos tido muitas emoções para uma única noite.
- Não...quer dizer, sim...mas acho que essas vou deixar pra outro dia.
Eu agradeci aos deuses pela calmaria que alcançou o ambiente. Sorri para ela.
- Pronta para dormir?
Ela fez um pequeno bico, e tocou minhas mãos contra as suas.
- Não estou com sono. Podemos assistir a um filme no seu quarto? Alice me deu vários! – Ela pulou, e eu segurei suas mãos.
- Eu posso pensar, mas você não está esquecendo nada?
Eu imitei sua expressão inocente, e fiz um bico em meus lábios. Bella encarou-me confusa.
- O que eu esqueci?! Eu fiz algo errado de novo? Merda!
Eu a encarei com uma expressão de falsa indignação.
- Ei, menina! Que boca é essa? Nada de palavras feias!
Ela sorriu timidamente, e amassou seus lábios.
- Desculpe.
Eu enruguei minha testa, puxando-a para perto de mim.
- Eu posso te perdoar...mas você esqueceu algo muito, muito importante.
Senti os pêlos de sua pele se arrepiarem, quando a puxei para cima de mim.
- O que...foi?
Eu abri um sorriso amarelo, acariciando seus dedos.
- Meu abraço de pazes.
Bella gemeu, antes de enrolar suas mãos quentes ao redor do meu pescoço. Eletricidade passou por mim – me alimentando como uma droga sacia seu viciado. Eu a envolvi completamente, enquanto ela descansava seu bumbum sob minha coxa. Eu ignorei meus instintos, e apreciei o paraíso de tê-la entre meus braços. Eu era tão imperfeito para aquele pequeno anjo; Ela merecia algo melhor do que sempre seria. Ela merecia um homem que a amasse como a menina que ela era, e não alimentasse um desejo libidinoso, prestes a explodir a qualquer momento. Inalei seu cheiro único de morangos e avelãs e a apertei forte, antes de nos separar com pesar. Eu precisava daquele abraço. Precisava saber que tudo estava bem entre nós. Juntei meu olhar com o seu, e notei algo diferente em sua expressão. Bella não estava relaxada e naturalmente inocente como em nossos outros abraços – ela estava corada, com uma expressão tensa e tímida em seu rosto.
- Vamos para o filme? – Ela pulou para longe de mim, interrompendo meus pensamentos. Eu a vi apanhar um DVD entre as mãos, colocando sob o meu rosto.
- Bela e a Fera? – Eu sorri divertidamente, e ela me virou-se em direção a porta.
- É o meu preferido. Vamos logo! – Eu a segui, chegando a meu quarto com rapidez. Logo, eu ligara o DVD para ela, ensinando-a como usar o aparelho. Havia deixado Isabella livre para usar o DVD do meu quarto quando quisesse pela ausência de um aparelho em seu próprio quarto. Aparentemente, Alice havia deixado passar esse pequeno detalhe. Deitamo-nos, cada um em uma ponta da cama – e senti falta da garotinha que gostava de se aninhar contra mim, e usar de sua inocência para me encantar.
Será que a havia assustado? Ou será que a noite de hoje havia iniciado o despertar da malícia em meu anjo?
Durante todo o filme eu ficara inquieto – percebendo o quão focada e madura Bella parecia enquanto assistíamos o filme; Apesar de ser um desenho, ela agira de forma diferente. Sorria envergonhada para mim, rindo baixinho nas cenas que lhe traziam prazer; Poucos minutos antes do desfecho final, ela adormecera profundamente ao meu lado. Eu a embrulhei, depositando um beijo casto em seus cabelos.
Naquela noite, diferentemente da anterior, eu adormecera rapidamente. Entrei em um sonho que passeava entre a escuridão e o excesso de cores; Eu apenas reconhecia o rosto de Isabella quando a conheci pela primeira vez, aos 8 anos. Eu também me via pequeno, e nós brincávamos livremente em um parque infantil durante a noite. Eu sentia o gosto da água da chuva que caía contra nós, o cheiro de ferrugem dos brinquedos do parque e a pequena palma de Bella contra a minha. Era tão reconfortante imaginar um mundo onde éramos iguais. Um sonho. Eu estava no ápice do meu paraíso, quando um grito estridente me trouxe de volta à realidade.
- EDWARD! EDWARD! – As mãos de Bella me empurravam violentamente, enquanto meus cílios abriam-se rapidamente. O seu rosto estava coberto por pânico e aflição. Eu levantei-me, forçando meu corpo de volta para a realidade. Encarei-a com terror em meus olhos, temendo o que poderia ter acontecido.
- O que houve, Bella? O que houve, bonequinha? – Toquei suas bochechas, que queimavam contra minhas palmas – Você está bem?
Eu vi as lágrimas desceram do seu rosto, enquanto seus lábios começavam a tremer levemente.
- Eu vou morrer, Edward. Me leva no médico, estou morrendo!
Eu olhei para seu peito, enquanto sua respiração parecia irregular. Suas palavras estavam me desesperando, me trazendo à beira da loucura.
- O QUE HOUVE, BELLA? PELO AMOR DE DEUS, ME CONTE!
Seus dedos apontaram para baixo, e meu queixo desabou do próprio rosto. Uma grande poça de sangue nos cercava. Eu conseguia sentir a umidez leve em minhas pernas, percebendo que as de Bella estavam completamente tomadas pelo sangue. A segurei com mais força entre minhas mãos, em uma tentativa de mantê-la perto de mim.
- Fique calma, minha menina. Respire. Não chore, vai ficar tudo bem. Me diga, onde você está sentindo sangrar?
Ela gaguejou levemente, mordendo os lábios. Eu a percebi corar e toquei seus cabelos.
- No meu lugar especial.
Meus olhos cresceram, e eu sorri amarelo.
Oh, Merda. Isabella tinha recebido seu primeiro período. Onde estava Alice quando se precisava dela?
Notas finais
Espero q tenham gostado! hahahaha
Foi bom que os dois tenham essa conversinha para evitar novos problemas pro Ed? O q acham?
Não deixem de dar sua opiniãoooooooo!
Mereço review?! Espero q sim! Continuo logo se vcs quiserem, prometo!
Leitoras fantasmas, leitoras ativas e queridas espero vcs nos comentários! =D
beeijos e ótima quinta!
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