Awake

7 Descobertas


Notas iniciais
AVISO: Esse capítulo contém cenas para maiores de 18 anos

N/A: Olá meninas!!
Hj realmente eu estou atrasada!! São 06:30 da manhã, e só agora consegui postar! Infelizmente, eu cheguei super tarde em casa e tive q escrever o cap! SORRY, SORRY, SORRY!
Pra compensar, ele é bem grande! HAHAHAHA
GOstaria MUIIIIITOOO de agradecer as reviews maravilhosas que recebi! MENINAS, VCS SÃO MINHA GASOLINA! SEM VCS EU NÃO ANDO, OK?! Não sumam, por favor! Tô tentando me redimir com o Edward, vcs vão ver! kkkkkk
Agradecimento especial para Lety_00 que deixou uma review muiiito linda para "Awake"! ^^ Obrigadaaaaaa linda! Vc fez uma autora e um Edward mto felizes!!! :D
Sobre as Reviews, eu já respondi uma parte do cap passado...não respondi o resto pq ou respondia ou postava e optei por escrever pra postar...(vida fogo essa minha) mas amanhã eu termino! ^^ com certeza :DD
Falamos mais embaixo...espero q gostem!

Meus olhos lutavam contra o ardor da ira, enquanto eu via Isabella desaparecer entre os casebres com aquele maldito cachorro.

Eu precisava de um plano.

Um plano para arrancar Isabella dos braços daquele verme.

Engatei a ré no meu volvo, estacionando meu carro em um local de menor visibilidade. Não queria assustar minha presa.

Meus pulsos bateram contra minhas pernas, enquanto minhas mãos trêmulas lutavam para abrirem a porta do carro. Eu tomei uma longa e profunda respiração, antes de caminhar cuidadosamente ao redor. Eu precisava encontra-los. Precisava ver quais eram as reações de Bella ao lado do meu inimigo.

Eu o odiava. Odiava o fato da minha bonequinha nutrir algo por ele, por mais inocente que fosse. Odiava a forma desejosa que ele a tocava; Sentia a amarga dor do ciúme e da fúria invadindo cada mínima parte do meu ser.

Eu ainda estava extasiado com sua declaração surpreendente; Alguma parte dela – mesmo que ainda adormecida – me queria. Isabella sentia algo por mim, e aquelas palavras que ela havia dito, incentivavam minha atitude possessiva.

Eu iria impedi-la; Eu já havia reclamado meu direito por ela, e assim seria para sempre.

Não, eu não iria obriga-la. Mas a faria ver a quem ela pertencia.

Caminhei em passos rápidos entre as casas pequenas implorando intimamente, para que Billy Black não me flagrasse. Definitivamente, o resultado não seria nada bom se aquilo acontecesse. De alguma forma inexplicável, Billy desconfiava das minhas intenções com Bella. Ele não precisou dizer-me sequer uma palavra – sua desconfiança e desdém estavam estampados em seu rosto marcado pelo tempo.

Olhei ao redor inúmeras vezes – sem nenhum tipo de rastro de Bella. Meu plano estava arruinado. Ela havia desaparecido. Eu não fazia idéia de onde ela estava, e aquilo me alarmou. Pela primeira vez, em dez anos, eu não tinha conhecimento do paradeiro da mulher que amava.

Sua liberdade me causava dor; Eu não a queria com mais ninguém. Ela nasceu para pertencer unicamente a mim, e eu não estava pronto para deixa-la livre. Recostei-me sob uma árvore, socando-a inúmeras vezes, extravasando meu sofrimento e frustração. Meus dedos sangraram levemente pelo atrito.

Eu nunca deveria ter permitido...nunca. Eu não poderia protegê-la se algo lhe acontecesse. Se ele a tocasse, eu não poderia impedi-lo. Inúmeros pensamentos descontrolados surgiam em minha mente, enquanto eu lutava contra o desejo de gritar de desespero; Eu precisava dela. Eu precisava dela agora.

Os minutos foram arrastando-se penosamente, enquanto eu caminhava sem rumo. Adentrei a floresta, em uma tentativa falha de encontra-los. Não poderiam estar longe. Não em uma reserva pequena como aquela. Tateei meu celular, puxando-o para verificar as horas. 17:26. Já faziam 50 minutos que Bella havia partido. Eu havia negociado com Billy Black uma visita rápida – entre 1 hora e meia e duas horas – mas não saberia dizer se minha mente aguentaria sua ausência por mais um segundo.

Eu estava prestes a entregar os pontos – invadir a casa do velho homem, e exigir a presença de Bella. Eu seria um lunático? Sim. Mas seria um lunático feliz. Eu a teria ao meu lado, e estancaria a dor que sua ausência me causava.

Virei-me em direção à casa dos Black, decidido a encontrar Bella. Eu poderia mentir – inventar uma emergência e arranca-la dali o mais rápido possível. Antes que eu pudesse afastar-me da floresta por completo, o som de uma risada conhecida invadiu meus ouvidos. Eu reconheceria aquele som em qualquer lugar. Era minha pequena, minha preciosa, meu anjo. Meu coração explodiu de esperança e ansiedade, e eu segui os ruídos habilidosamente. Meus pés funcionaram com uma rapidez impressionante, enquanto eu adentrava uma parte da floresta completamente isolada. Meus olhos piscaram com a cena, e eu rangi meus dentes. Vi o delicado corpo de Isabella, deitado sob as coxas do calhorda. Ele brincava distraidamente com seus fios, e os enrolava em seus dedos grosseiros. O olhar dele era faminto – ele a desejava; Eu conseguia enxergar a luxuria em seus olhos castanhos. Minha ira explodiu, e eu choraminguei com a dor que me abateu.

O mais doloroso era ver o rosto de Bella – tão sereno e realizado. Feliz. Plena. Tudo que eu sempre havia desejado que ela sentisse ao meu lado.

Meu lado racional me mandava fugir. Correr o mais rápido que pudesse, e deixa-la voar encontro à sua felicidade. Se afogar na dor, e deixar-me padecer até que meu coração desistisse da tortura.

Mas eu era um babaca egoísta.

O obsessivo não aceitaria perde-la.

Sem hesitar sequer um segundo a mais, eu invadi o espaço pequeno onde estavam. Era um combinado de vários rochedos, cobertos por um extenso caminho de folhas fofas. O imbecil estava tão estumecido por Bella, que não me ouviu chegar. Mas minha pequena boneca levantou seus olhos no instante em que eu saí detrás das árvores. Eu vi alarde em seus olhos. Ela estava com medo de mim. Medo da minha reação. Eu me culpei completamente por isso.

O quão alucinado eu estava sendo com aquela garota? O quão longe havia deixado minha obsessão me levar?

Engoli em seco, vendo o garoto mover-se erraticamente em minha direção. Eu paralisei. Pisei adiante, abrindo um sorriso desgostoso. Jacob me encarou com o mesmo desgosto, repetindo a face de moléstia do seu pai.

- O que você está fazendo aqui? – Jacob disse para mim, enquanto Isabella movia-se para longe dele. Suas pequenas mãos tremiam, enquanto ela corria em minha direção. Sua cabeça baixou-se em minha frente, enquanto ela escondia os olhos entre os cabelos negros. – Bella, o que você está fazendo? Volte aqui! – Ele a compeliu, enquanto Bella corria para trás do meu corpo.

- Nós estamos indo embora, Jacob. Eu disse que seria uma visita rápida.

Eu vi os olhos dele crescerem, enquanto ele arfava indignação.

- O que diabos você estava fazendo? Estava nos vigiando? – Eu ouvia pequenos soluços saindo da garganta de Bella, enquanto o garoto caminhava em minha direção. Ele inflou seu peito em forma ameaçadora, e eu ri ironicamente.

- Eu não estava vigiando ninguém, Jacob. Sua visita simplesmente acabou. Vamos, Isabella. Temos que ir. – Eu virei-me de costas, puxando a mão de Isabella possesivamente. Jacob grunhiu e cutucou minhas costas com seus dedos.

- E quem disse que você tem algum direito sobre ela?! Você nem a conhece! Nunca conheceu Bella ou seus pais, é um estranho para todos nós. Inclusive para ela – Ele jogou suas palavras contra mim, e eu senti o meu limite se esvaindo através do meu corpo. Puxei uma longa respiração, e busquei no toque de Isabella forças para não partir para a agressão física. Eu sabia que suas palavras eram parcialmente verdade – mas ele não fazia idéia do quanto eu havia lutado para tê-la ao meu lado. Virei para ele, lançando-lhe um olhar firme.

- Eu tenho responsabilidade médica sobre Isabella, Jacob. Eu tenho direito de zelar por sua saúde física e mental, isso está explicito no laudo médico de Isabella. Creio que essa experiência de hoje não tenha sido boa para ela. Seu descontrole prova que foi um erro trazê-la aqui tão cedo.

Jacob me encarou, soltando uma gargalhada intensa. Eu o encarei confuso, e ele engoliu a risada, encarando-me com ojeriza.

- Você não vale nada, Cullen. É um riquinho metido que nos considera um bando de índios ignorantes. Você não pode me impedir de ver Bella. E eu irei até um tribunal para fazer isso se for necessário. Por Charlie e Renée, que não criaram Bella para vê-la nas mãos...de um qualquer.

Bella gemeu.

- Jacob, não-

Ele a interrompeu.

- Não fale nada, Bells. Você não consegue entender o que esse sanguessuga quer de você. – Eu fechei meus olhos firmemente, puxando Isabella com vigor para longe dali. Nos virei de costas, abrindo passos largos e rápidos. Eu estava prestes a perder o controle. Eu não queria ouvir aquilo, eu não poderia. Era a verdade nua e crua diretamente contra mim.

- Isso vai ter volta, Cullen! Eu juro!

A voz de Jacob soou ao fundo, enquanto eu puxava o braço de Isabella com mais força para apressar seu passo. Eu estava alterado – sabia que tudo, absolutamente, tudo que ele havia dito era verdade. Suas ameaças me amedrontaram profundamente; Eu tinha um intenso receio de perder minha bonequinha. Eu havia esperado tanto tempo para tê-la comigo, havia sonhado inúmeras vezes com o momento que eu viveria ao seu lado; Mas a realidade era tão distante dos meus sonhos. Era dolorosa, turva e cruel. Eu senti o choro baixo de Bella se tornar mais audível, quando chegamos em frente ao carro. Eu soltei o aperto de seu braço, abrindo a porta para que ela entrasse. Eu adentrei em seguida, arrancando rapidamente, enquanto a imagem Jacob surgia atrás do carro pelo retrovisor. Seu olhar maligno enviou arrepios para minha espinha. Eu lamentei, pisando no acelerador o mais rápido que pude. Precisava estar longe dali, o mais rápido possível. Queria apaga-lo dos meus pensamentos, apagar aquele dia e aquela dor.

Por longos momentos, o choro de Bella fora o único ruído do carro. Eu segurei o volante com violência, acelerando descontroladamente. Eu a encarei, enquanto uma abundância de lágrimas escorregava de seus olhos pequenos. Nós já estávamos nos aproximando de Port Angeles, quando estacionei o carro em uma rua deserta. Isabella escondeu o rosto entre os dedos. Eu toquei suas pequenas mãos, puxando-as para olhar em seus olhos.

- Não chore. Por favor, minha bonequinha...

Ela arfou, respirando rapidamente.

- Me...desculpe...

Eu senti uma lágrima escapar do meu próprio rosto, e a limpei com o polegar de Bella. Seus olhos encontraram os meus, e eu vi a tristeza estampada em seu rosto perfeito.

- Não se desculpe, meu amor. Você não teve culpa de nada.

Bella fez um bico em seus lábios, e eu abri um grande sorriso. Havia sentido falta daquilo – da sua fragilidade, da sua insegurança, da sua meiguice. Deus, eu a amava tanto.

- Eu pedi para que você me levasse lá.

Ela murmurou, deitando-se de costas contra o meu peito. Eu a embalei em meus braços, tocando seus ombros, cabelos e bochechas. Eu me sentia seguro, estranhamente protegido em seu abraço. Ali era onde eu pertencia, onde eu sabia que nada poderia me destruir. Bella me dava forças, me nutria de uma forma inexplicável.

Aquele pequeno ser causava efeitos devastadores e milagrosos em mim.

- Você pediu, mas não contava que isso fosse acontecer. – Eu disse, enquanto percebia a respiração de Bella se estabilizar. Ela estava começando a recuperar o fôlego e o controle. Eu fiz uma pequena carícia em seu pescoço, e ela sorriu contra mim. Eu adorava vê-la sorrir, e abriria mão da minha própria vida para vê-la daquela maneira por toda a eternidade.

- Mas eu – Eu a interrompi, fazendo círculos em suas mãos. Eu queria dar algo a ela – algo bom, uma lembrança boa sobre nós. Desde que havíamos estado juntos, tudo havia sido tão confuso e devastador. Se eu fosse perdê-la, gostaria que ela lembrasse de algo feliz, algo que a fizesse ter ao menos uma boa lembrança de mim. Gemi com a idéia de perde-la – e decidi ignorar meu sofrimento pelo resto da noite. Eu queria proporcionar algo especial para ela – e certamente, infeliz, eu não poderia.

- Não fale mais nada, doce anjo. Já passou. Esqueça isso. Você não fez nada para lamentar. Os adultos sempre fazem isso. Não é sua culpa. – Eu coloquei dois dedos em seus lábios, e ela sorriu levemente. – Já que estamos em Port Angeles, eu gostaria de leva-la para um passeio. Você quer?

Ela pulou em meu abraço, movendo-se de volta para o banco carona.

- Um passeio? – Seus olhos estavam brilhando de excitação.

- Sim, bonequinha. Podemos tomar um sorvete e ir ao cinema. O que você acha?

Ela abriu um enorme sorriso, agarrando-se em meu pescoço.

-SIM! – Ela gritou, beijando minhas bochechas. Seu contato queimou minha pele, e eu senti-me completamente deslumbrado por sua beleza; A afastei levemente, colocando-a sobre seu assento.

- Então, você precisa colocar o cinto de segurança, mocinha. Vamos passear. – Eu dei um sorriso torto para ela, que parecia completamente encantada com as novas possibilidades. Eu liguei o som do carro, deixando Debussy banhar o silêncio reconfortante que se criaria entre nós. Eu dedilhava as notas da música contra o volante, enquanto Bella parecia completamente imersa em seus pensamentos. Estacionamos em frente à sorveteria, e eu preparei meus pertences para descermos. Antes que eu pudesse abrir a porta, a mão de Bella segurou meu braço.

- Edward?

Eu voltei-me para ela, seus olhos cobertos por uma expressão enigmática.

- Sim?

Ela corou levemente, e mordiscou os lábios com firmeza.

- Eu cumpri minha promessa.

Eu juntei minhas sobrancelhas em dúvida, encarando-a com completa confusão. Do que ela estaria falando?

- Não entendo, Bella.

Ela desviou o olhar para seus dedos, com um sorriso pequeno.

- Eu não deixei...ninguém...tocar...beijar... – Ela pausou e eu engoli em seco. Meu coração batia descompassadamente em meu peito, e eu senti-me completamente constrangido com suas palavras. Com a verdade sendo desnudada diante de mim por Jacob, eu considerava aquela atitude desprezível. Como eu pude suja-la com minha loucura? Ela murmurou novamente, fazendo-me acordar dos meus devaneios. – ...seu...

- Como? – Minhas palavras saíram agudas, enquanto eu tentava mascarar o asco que sentia por mim mesmo.

Ela levantou seu olhar, olhando-me por debaixo dos cabelos. Suas bochechas estavam extremamente vermelhas – um vermelho sangue, invadindo-a de forma árdega.

- É seu...só deixaria você fazer.

Eu flutuei acima de nós, tocando o céu. Se eu morresse naquele instante, poderia dizer que fui feliz. Meus olhos se esquentaram, e eu sorri tolo; como o garoto de doze anos que havia recebido seu primeiro beijo.

Juntei nossos olhares – e meus olhos a beijaram com a intensidade do amor que meu corpo conseguia exprimir; Naquele pequeno momento – o mundo parou para nós. Naquele pequeno momento, tudo fizera sentido. Naquele momento, meus olhos amaram os seus como os amantes se amam.

Eu a amei com meus olhos. Os olhos que sempre a veneraram, viam amor refletido nas suas pedras cor de chocolate.

Apesar de tudo estar se destroçando ao meu redor, eu estava realizado.

Ela me amava de volta. Ela esperava por mim, da sua forma particular. Ela se guardava para mim, guardava todas suas experiências para entrega-las para mim. Bella guardava seu corpo – seu maior tesouro – para mim.

Eu senti meu peito disparar descontroladamente.

Os lábios dela se umedeceram, e eu poderia toma-los se quisesse. Eram tão convidativos...

Mas eu sabia que ela não estava pronta.

E pela primeira vez, eu não amaldiçoei seu estado.

Pela primeira vez, eu quis esperar o tempo que fosse necessário para que eu pudesse ama-la.

Porque desta vez, eu sabia que ela era minha. Não porque eu havia feito algo por ela, ou porque o obsessivo estava controlando sua posse. Ela era minha unicamente, porque havia decidido me amar. Amar e guardar todo seu amor para mim.

Eu lhe dei um casto beijo em suas mãos, deixando minhas narinas exalarem seu cheiro límpido. Morangos, cravos e amêndoas. Meu pedaço do céu.

Eu saí do carro, entrelaçando suas mãos entre as minhas, enquanto caminhávamos lado a lado pela noite que nos banhava.

Naquele momento, não existia presa e caçador. Naquele momento, não existia pecado ou redenção, pudico e desertor. Éramos apenas duas pessoas desfrutando do sobrenatural fenômeno de amar e ser amado de volta.

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Eu girei as chaves na maçaneta, enquanto minha mão direita apoiava as coxas de Bella para não deixa-la escorregar. Nossos risos eram contagiantes e estridentes – e aquela fora a noite mais perfeita de toda minha vida. Tudo sido mágico – tomamos sorvete como duas crianças famintas, e assistimos a um filme em 3D que fez Bella soltar longas gargalhadas. Ela ficara encantada e entusiasmada com a nova tecnologia, e eu estava feliz apenas por vê-la daquela maneira. Estávamos despreocupados – descobrindo, explorando, apreciando o fato de estarmos juntos.

Tudo incrivelmente perfeito.

No momento em que paramos em frente a meu apartamento, Bella montara em minhas costas, fazendo-me correr com ela por todo o prédio. Nos divertíamos como duas crianças. Ela ainda estava montada em mim, coçando minha nuca com suas unhas curtas. Eu sorri, correndo até o quarto, enquanto ela protestava entre risadas. Eu a despejei contra a cama, arrancando gargalhadas altas de sua garganta.

- Meu macaco-aranha... – Eu disse a ela, jogando-me ao seu lado no colchão. Ela deu um sorriso doce, acariciando a barba que começara a crescer discretamente em meu queixo.

- Obrigada por tudo...eu nunca tive uma noite tão boa como esta...Foi a melhor noite da minha vida.

Eu suspirei, dando um rápido beijo em seus dedos.

- Foi a melhor noite da minha vida. É a primeira entre os dez melhores momentos da minha vida.

Isabella fez uma careta, deixando um bico pequeno em seus lábios. Eu dei uma risadinha da sua expressão.

- O que houve?

Ela suspirou.

- Só me perguntei se Victoria está incluída em uma dessas “melhores noites”. Ela gosta de você...eu vejo como ela olha pra você.

Eu gargalhei alto, fazendo Bella bufar. Ela deu um tapinha em mim, choramingando como uma garota mimada. Eu segurei seus braços, e beijei suas mãos.

- Victoria é só sua professora, Bella. Nunca seria outra coisa. – Jamais seria. Todas as dez noites incluíam Bella direta ou indiretamente. Algo que ela ainda não estava pronta para saber.

Ela rodou os olhos, encarando o teto do quarto.

- Mas você gosta dela, certo?

Eu sorri, deitando-a sob meu braço. Bella encarou-me, arranhando seus lábios com os dentes nervosamente.

- Sim, eu gosto dela. Mas não da maneira que eu gosto de você – Eu pausei, sabendo que estava começando a adentrar um terreno perigoso.

- Não entendo – Bella disse, movendo seus dedos ansiosamente. Eu sorri.

– Digamos, que eu goste da Victoria como eu gosto de hot-dogs.

Seus olhos se arregalaram, e ela pareceu magoada com meu comentário. Eu apliquei carinhos em sua bochecha para acalma-la.

- Como hot-dogs? Eu gosto de hot-dogs...Gosto muito! – Ela resmungou, aumentando o bico em seus lábios.

- Pois é, mas eles acabam certo? Você come e acaba. É por pouco tempo – Eu ponderei, e ela assentiu – Eu gosto de hot dogs, mas não preciso deles todos os dias. Se eu não comer, nem me fazem falta, bonequinha. Porém, eu gosto de você como o melhor presente que eu poderia receber numa manhã de natal.

Ela piscou confusa, e eu acariciei seus cabelos.

- É aquele presente que você mais deseja, mais espera. É aquele presente que você cuida com bastante carinho e faz de tudo para que ele não quebre. É o que eu vou ficar todos os dias, o que vou querer comigo por muito, muito tempo. São formas diferentes de gostar. — Bella sorriu largamente, suas bochechas ganhando o tom cor-de-rosa sublime. – Você entende?

- Sim. – Ela respondeu, tocando em meus cabelos desajeitados – Eu gosto do Jake como hot-dog, mas gosto de você como uma surpresa.

Eu senti pequenas lágrimas se formarem em meus olhos, e escondi meu rosto contra o estofado. Bella acariciou meus cabelos, puxando-os e massageando-os docemente.

- Você é tudo para mim, Bella. Eu amo você.

Eu não a vi, mas podia imaginar o sorriso em seu rosto. Ela beijou meus cabelos, inspirando o perfume que eles possuíam.

- Eu também amo você.

Ela sussurrou, antes de deitar-se ao meu lado. Eu percebi que ela lutava com seu sono para manter-se acordada, e cantarolei uma canção de ninar para que ela se rendesse ao cansaço. Retirei seus sapatos delicadamente, e cobri seu corpo com o lençol cuidadosamente. Juntei-me a ela após poucos segundos, deixando a exaustão me levar para um sonho que jamais poderia se comparar com o paraíso que eu começara a experimentar.

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Eu abri meus olhos em meio à escuridão, sentindo gotas de suor escorregarem contra minha testa. Tentei mover-me na cama, sentindo o peso do corpo de Isabella atar-me ali. Ela estava completamente sob mim, seu rosto apoiado contra a parte esquerda do meu ombro.

- Edward... – Um gemido errôneo saia de sua garganta, enquanto suas mãos passeavam livremente contra meu peito. Eu gemi com a periculosidade do seu toque, meu corpo completamente desperto e ardente. Forcei meus olhos, tentando descobrir se havia algo de errado. Eram 4 da manhã, por que Bella estaria me chamando daquela maneira? Tocando em mim de forma tão provocativa?

- Edward...Edward... – Ela disse novamente, e antes que eu pudesse responder a vi mover-se novamente, dizendo coisas incompreensíveis. Apertei meus olhos para observa-la e apesar da clareza de suas palavras, eu percebi que ela estava dormindo. Seus olhos estavam fechados, e em seu rosto morava um semblante completamente sereno. Sua respiração era constante e profunda, sinalizando seu sono intenso. Ela estava sonhando comigo. Eu dei um sorriso bobo com a idéia. Ela estava sonhando. Comigo. Eu toquei suas costas, fazendo carinhos pequenos em sua omoplata.

- Huum...Edward... – Bella gemeu rouca, voltando a acariciar meu peito. Suas mãos rolaram perigosamente, tateando o espaço entre minha barriga e meu pênis. Eu choraminguei, sentindo meu membro latejar através da calça. Suas mãos brincavam inconscientemente com a beirada da minha blusa, raspando de leve contra minha ereção dolorida. Eu senti um choque me invadir, quando suas mãos tocaram a pele nua da minha barriga. Seus dedos brincaram com meu umbigo, e eu gemi alto.

Ela estava dormindo, dormindo.

Eu precisava sair daqui. Eu não poderia estragar tudo agora. Afastei seu corpo do meu cuidadosamente para não acorda-la, deitando-a contra o colchão. Ela resmungou, abraçando um travesseiro. Eu corri para o banheiro, deixando a porta ligeiramente encostada.

Merda.

Eu tinha que estragar tudo? Eu precisava contaminar nossos sentimentos com meu descontrole? Encarei minha face no espelho. Eu estava corado, com pequenos círculos cinza embaixo dos olhos, sinalizando minha insônia ainda recente. Meu membro implorava libertação – latejando dolorosamente, minhas bolas pulsando em completa exaustão. Eu precisava fazer algo sobre meu pênis – ou tinha medo das consequências.

Já faziam três semanas. Três semanas de tortura e fome.

Em algum momento eu teria que alimentar o monstro que vivia em mim. Ou eu enlouqueceria.

Em um pensamento rápido, retirei minhas calças, encostando-me sob a parede. Minhas mãos tocaram meu membro maltratado, e eu acariciei o comprimento, deixando-me levar pelos meus instintos mais primitivos; Apesar da culpa que eu sentia por me masturbar para Bella, era completamente inevitável que aquilo acontecesse.

Eu era um homem. Era melhor que eu me satisfizesse com as mãos, do que cruzasse um limite com ela por desejo irracional. Eu iria bater uma, ela jamais saberia, e isso iria ajudar a nós dois.

Era tão fácil pensar nela... Ela era minha perdição.

Era tão fácil se render as suas curvas, seus seios, sua cintura, imagina-la completamente desnuda para mim.

Minhas mãos começaram um ritmo preciso contra meu membro, enquanto minha imaginação se deixava levar pelo corpo de Bella. Quase ejaculei ao imaginar seus peitinhos cor-de-rosa em meus lábios. Deus, eu a queria. Queria provar o gosto que sua intimidade tinha, ser acomodado pelo espaço pequeno das suas dobras; Ser recebido por ela em sua boca. Minha língua rodear cada um dos seus mamilos, provar cada pequeno pedaço provocador do seu corpo.

- Bella...Bella... – Eu gemi repetidamente, enquanto aumentava meus movimentos. Eu me bati contra a parede, enquanto sentia a liberação se aproximar. Gemi alto, enquanto era levado ao prazer, derramando-me contra meus dedos. Respirei profundamente – apreciando a sensação de liberação e alívio que me invadira. Eu ainda estava preso às minhas fantasias, quando a voz característica invadiu meus ouvidos.

- O que você está fazendo, Edward?

Bella estava parada diante de mim, seus pequenos olhos presos no membro entre minhas mãos. Ela estava fascinada, completamente curiosa com minha ereção que despertara novamente com seu olhar.

Merda, o quanto ela tinha visto? Por que eu sempre estrago tudo?


Notas finais
Então, o que acharam?!?!
Tô doida pra saber se vcs querem me matar, me bater, matar o Ed, a Bella, o Jake...POR FAVOR, ME CONTEM!!
Acharam o Ed tarado, pervetido...? Quero saber de tudo, ok? HAHAHAHA fiz o possível pra não deixar mto pesado...eu gosto de escrever Lemon muito detalhada, mas nessa cena eu amenizei pra não ficar muito forte...enfim...quero saber!
Ah, gostaria de agradecer as 93 pessoas que acompanham essa fic! Fantasmas apareçam!!Façam uma autora feliz, PLEASE! hehehehe
Espero todas nos comentários! Se tiver reviews, eu posto logo logo!!! o/
beijos meus amores...
ótima quarta =D

PS- SOBRE O POV DA BELLA... SEM PREVISÃO GNT...Por enquanto será só o Ed mesmo, ok? Mas qnd for ter o da Bella, prometo fazer um bem grande...ou qm sabe dois, neh? ^^
Qm deixou review do cap 4 já tem uma parte respondida...tem uns ate q eu fiz perguntas...olhem lá! O resto amanhã sem falta...tive aula hj, ai tava respondendo de boa e tive q sair =/ desculpem mesmo! Amanhã, é certeza! ;)
Sobre Hear Me - Ela tá em hiatus no momento por total falta de tempo! Eu creio q semana q vem, eu to att! Obrigada por acompanharem tmb!! ^^ eu prometo q vou me redimir lah! :)
beijoss
=*