Avrora - Wellspring

14 Na Estrada Para o Destino


— Feliz Aniversário, Haru! – As duas famílias comemoram juntas.

— Obrigado, gente. – O garoto agradece.

Era o aniversário de 10 anos do jovem mago. Estava muito mais alto, seu cabelo havia crescido significativamente mesmo com cortes, e sua força, tanto física quanto mágica, havia crescido.

Apesar de sua nova altura, ainda era menor que Chise, que agora tinha 11 anos. A garota mantinha seu corte de cabelo, curto com uma parte encaracolada maior no seu lado esquerdo.

— Poxa, você cresceu tanto, Haru. – Chiyo admira. – Você realmente se parece com seus pais. – O garoto fica meio sem graça com o elogio.

— Parece que não vai adiantar o quanto que você cresça, Hakkun , eu sempre serei mais alta. – Chise ri de modo meio maldoso.

— O mesmo vale pra você, Chise. – Agora a mãe de Haru entra na conversa.

— Ei, isso é pra ser um elogio? – A mulher de cabelos castanhos pergunta, de modo brincalhão.

— Essas duas, hein. – Hiro suspira. – Feliz aniversário, filho. Eu e sua mãe temos um presente para você. – Ele chama a atenção do garoto, o entregando um pacote.

Abrindo tal pacote, Haru vê um blazer, um suéter, uma calça e sapatos; um uniforme. Acima de tudo, havia uma carta.

“Parabéns, Haru Tallore.

Você foi aceito na Escola de Magia Kaida. Agradecemos por poder receber alguém com um futuro tão brilhante quanto você em nossa escola.”

— Espera, Escola de Magia?! Isso existe mesmo? – O garoto exclama.

— Sim, querido. – Saki diz. – Onde é que você acha que seu pai era professor? –

— Poxa... – O garoto recupera o seu fôlego. – Obrigado, pai. -

— Sabe, eu não estava pensando em colocar você na Kaida, mas a Mari me convenceu. –

— Falando na Mari, cadê ela? – Chise pergunta.

Como se fosse um passo de mágica, logo após o nome ser mencionado, algumas batidas na porta soaram.

Haru foi atender a visita inesperada.

— Boa noite, Haru! – A bruxa vermelha estava ali a sua frente. – Desculpe-me pelo meu atraso, eu não estava achando o seu presente. – Ela diz, com um sorriso.

— Ah, tudo bem Mari. Por favor, entre. –

— Boa noite, pessoal! Festa animada, hein? –

— Hey, Mari! – Chise a cumprimenta com um abraço.

— Bem estranho pra bruxinha que sempre estava na sala antes de todo mundo demorar. – O Tallore brinca, consertando seus óculos. – Seja bem-vinda, Mari. –

— Faz um tempinho, Mari – Diz Chiyo.

— Faz sim, senhorita Dayflower. -

— É hora do meu presente! – Chise chama a atenção de todos. – Aqui, Hakkun. – Ela entrega o pacote nas mãos do garoto. –

— Obrigado, Chise. – Ele dá um sorriso.

Abrindo o presente, Haru sorri com os objetos ali dentro. Um novo manto azul, luvas pretas e um chapéu de mago com uma fita azul.

— Awn, que fofo. – Saki diz.

— Ela fez tudo sozinha pra ele. – Chiyo complementa.

— E eu achei que casais tão fofos só existiam nos livros. – Mari comenta.

— Mal posso esperar pelos meus netos. – Hiro não perde a oportunidade.

Os comentários dos mais velhos deixam os dois envergonhados, completamente vermelhos.

— Bem, agora é a vez do meu presente. – Mari anuncia. – Aqui, Haru. Isso é seu. –

Ela puxa de seu manto vermelho um cajado. Era prateado, com escrituras em seu todo em uma linguagem desconhecida por todos ali. Na ponta superior, tinha um grande minério de safira.

— U-uau... – O garoto se assusta. O cajado brilha fortemente por alguns segundos ao entrar em contato com as mãos do garoto. – Não sei o que dizer. –

— Agora você seguirá o caminho que tornará seu sonho em realidade. –

— Muito obrigado, Mari. –

— Não há de que. – Ela sorri.

— Bem, hora de comer o bolo! – Chise anuncia mais uma vez. –

— Eba! – A bruxinha comemora.

...

Uma carruagem podia ser vista no horizonte, se aproximando da pequena vila de Wellspring.

— Você já está indo. – Saki diz, limpando algumas lágrimas de seu rosto.

— Estou sim. – Haru diz, antes de abraçar sua mãe mais uma vez.

— Mesmo sabendo que você vai ficar bem, eu me sinto preocupado. – Hiro diz, se juntando ao abraço.

— Eu vou ficar bem, eu não preciso repetir, né? – Haru olha para o portão da vila por alguns segundos. – A Chise não vem? –

Os dois adultos se olham, com um sorriso escondido.

— Oh, ela deve ter ir dormido tarde ontem a noite, sabe, é difícil dormir quando o amor de sua vida está partindo – A mulher diz, despreocupada.

— M-mãe! –

— Bem, não se preocupe, ah, dessa vez foi o meu turno. – Hiro ri de si mesmo. – Ela ainda vai estar com você em todo lugar. – Ele pisca.

— Se você diz... –

A carruagem logo chega ao seu destino, parando em frente ao portão.

— Viemos buscar Haru Tallore. – O homem que guiava o cavalo diz, ao ver os três.

— Sou eu aqui. – O garoto diz pegando suas malas. – Tchau, pai, mãe. –

— Tchau, filho! – Ambos dizem.

Logo, após o garoto entrar na carruagem, a mesma da a meia volta e começa a partir.

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