Avril a SemiDeusa herdeira de Atena
1 Descubro ser uma SemiDeusa.
Notas iniciais
Trilha sonora do capítulo: Part of me, Katy Perry. Link: https://www.youtube.com/watch?v=uuwfgXD8qV8
Cara, como eu odeio ser filha de uma Deusa.
Sim, você ouviu direito. Eu sou filha de uma Deusa, Atena. Sou uma SemiDeusa. As vezes, os Deuses tem filhos com mortais, ou seja, pessoas como eu. Meu nome é Avril Chase. Eu sou loira, magra, de altura mediana e olhos cinzas. Tenho muitos irmãos por parte de mãe, mas, minha irmã mesmo é Annabeth Chase. Mas, bem, não sei porque estou escrevendo isto, talvez pra ajudar outras “pessoas”. Vou contar como cheguei até aqui. NÃO CONTAREI DETALHES, eu simplismente odeio falar sobre meu passado. Quando era pequena, meu pai me abandonou. Não me lembro direito, era muito pequena. Ele me deixou na rua e nunca veio me buscar. Não que ele seja mal mas, eu não sei porquê. Uma senhora me achou e me levou a uma escola. Conheci duas crianças lá: Nico e Bianca Di Angelo. Nós fazíamos tudo juntos. Sempre sofri bullying na escola por ser inteligente até demais, como uma nerd. As pessoas batiam em mim e me agrediam de muitas outras formas. Até os sete anos.
–Crianças! Alguma de vocês sabem quanto é 56 x 17 : 8? –Disse sr. Burns.
Ninguém levantou a mão.
–Avril! Vamos lá, eu sei que você sabe! –E sabia mesmo. Fazia as contas na minha cabeça, por conta da minha dislexia e TDAH.
–A resposta é 119.
–É isso mesmo! –Todos se espantaram.
–Nerd!- Um garoto disse.
–Não fale assim dela!- Disse Nico. Ele sempre me defendia.
–Isso aqui não é problema seu, Di Angelo.- O garoto disse, ameaçando dar- lhe um soco.
–Crianças! Parem com isso! – O sinal tocou. Já no recreio, encontramos Bianca, a irmã mais velha de Nico. Nem conseguimos nos falar, pois o mesmo garoto que me chamou de nerd chegou.
–Aí está a nerd da turma!- Disse, me empurrando.
–Eu não sou nerd!- Nessa hora, o garoto se transformou num morcego gigante.
–NÃO!VOCÊ É FILHA DE ATENA! VAMOS TE MATAR!
–Socorro!
–Avril!- Disseram meus amigos. Na hora em que ele ia prender suas garras em meu pescoço, ele se transformou em pó.
–Mas o quê...- Eu disse, assustada. Nesse instante, um homem, advogado, chegou e disse:
– Vamos, mocinha. – Disse o homem.
– Mas... E meus amigos? – Eu disse.
– Entre no carro, se não quiser levar uma surra, pirralha.
Entrei, claro. Só vendo meus amigos na janela. Claro, levando surras, de um modo ou de outro. Foi horrível. Ele me batia MUITO. Como faziam minha vida toda.
Quando finalmente chegamos, ele simplesmente me largou lá e se foi. Comecei a chorar.Até uma menina, não muito mais velha do que eu, de olhos cinzas e cabelos loiros me perguntar:
–Você está bem? Qual é o seu nome? Ah, o meu é Annabeth.
–M- Meu no- no-nome é Avril Cha... Antes de terminar, caí no chão. Tenho hipotermia, e das fortes. A única coisa que ouvi foi Annabeth pedindo socorro. Quando acordei, estava numa maca, com algumas pessoas me rodeando. Annabeth me dava uma coisa que pareciam brownies, só que líquidos.
Ela acariciava minha cabeça.
– Que susto! Achei que você tivesse morrido, pelos Deuses, você parece um freezer!
–É que tenho hipotermia. Minha temperatura é muito baixa para a minha idade.
– Como você sabe disso?
–Não sei. Dizem que sou inteligente.
–E muito maltratada, por sinal. Por acaso algum monstro já te caçou?- Não entendia, mas depois ela me explicou que eu não era muito normal. Eu era filha de algum Deus, que logo descobriria. Ninguém fica sem saber quem é sua mãe ou pai olimpiano. Na hora do jantar pulei da cadeira quando um homem de meia- idade com uma parte do corpo de cavalo disse a todos:
– Crianças! Gostaria que dessem boas vindas para Avril Chase.
–O quê? O SOBRENOME DELA É CHASE?- Aquilo fez Annabeth pirar.
–Sim, Annabeth. Ela é sua irmã, tanto de mãe, quanto de pai, portanto deve ser...
Antes de o homem-cavalo terminar, uma coisa brilhou em minha cabeça: uma coruja, muito brilhante, um sinal de que eu era filha de ATENA, SIM, ATENA. Uma brilhou em Annabeth. Éramos ligadas uma com a outra, irmãs. Nós nos entreolhamos e ela me me abraçou forte. Me senti segura pela primeira vez na vida. Logo depois, uma harpa pequenininha brilhou: Benção de Apolo (por isso que adoro cantar e tocar!!).
Após tudo isso, tive que fazer um teste de inteligência, as perguntas eu não me lembro, só sei que foi fácil. Muito, muito fácil.
Segui para o meu chalé junto com Annabeth e ela me disse:
–Eu vou te mostrar tudo o que tem aqui! Vamos nos divertir juntas! Você vai ser minha pequena!
–É, tomara.- Eu disse, desanimada.
–Aconteceu alguma coisa?
–Nada de mais.
–Conta! Conta! Nós filhos de Atena somos curiosos!- Uma lágrima escorreu da minha bochecha
–É que eles me maltrataram muito, e me tiraram de perto das únicas pessoas que se importavam comigo.
–Agora você não vai precisar se preocupar com isso, Avie. Muitas pessoas gostam e gostarão de você.
–Isso significa muito, Annie.- Fui dormir.
No dia seguinte, tive aulas de canto, música, grego e matemática. O engraçado foi que consegui fazer todas as aulas, e eram avançadas. Santa mãe Atena!
–Avie, preciso te apresentar a uma pessoa.-Annabeth disse. Ela me levou para conhecer um garoto... Um garoto- bode.
–Você...
–Sim, sou meio bode! Mas, bem, oi, meu nome é Augustus, porém, pode me chamar de Gus. Eu sou seu sátiro protetor!
–Quando você me protegeu ?
–Quando aquela fúria ( garoto- morcego ) ia te matar.
–Nossa! Grande ajuda! Já sofri muito mais do que isso!
–Me desculpe, mas não consegui saber que você era semideusa!
–Tá bom, eu desculpo você, mas só porque sou boazinha!
–A partir de agora, vou te proteger até o fim da minha vida!Eu juro pelo Rio Estige!
–Tudo bem.- Sorri.
Depois disso, minha vida realmente começou! Mas, essas histórias, bem, eu contarei depois.
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