Avon

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Originalmente essa fanfic era para fazer parte da "BNHA Rarapair Week", mas ela não ficou pronta dentro do prazo. Vida que segue e vocês estão lendo certo, é TodoShin/ ShinTodo, Todoroki e Shinsou. Todo mundo adulto e heróis profissionais.
Boa leitura!

Hitoshi Shinsou e Shouto Todoroki eram como champanhe e uísque, tinham várias coisas em comum, porém ainda eram opostos.

Shoto, codinome de Todoroki, era um herói popular, estava sempre no top 5 de heróis mais populares, porém ele próprio não ligava muito para toda a badalação em cima do seu nome. Preferia apenas fazer seu trabalho como herói profissional direito e era bem discreto com sua vida pessoal. Controller, codinome de Shinsou, compartilhava com Todoroki o mesmo “foda-se” para toda a agitação sobre os heróis profissionais e a preferência em fazer o seu trabalho, mas, ao contrário de Shouto, ele era totalmente avesso a aparições na mídia como herói. Mesmo assim, ele sempre aparecia no top 20 de heróis mais populares. Contudo, nada sabia-se sobre quem era, de fato, Hitoshi Shinsou.

Shinsou poderia andar na rua tranquilamente sem ser cercado por um monte de fãs, Todoroki desconhecia o que era isso — somente conseguia esse tipo de privacidade caso andasse disfarçado, por exemplo. Isso aplicava-se também aos momentos de diversão nas suas raras folgas.

Naquela sexta, feriado emendado com dia de folga, Hitoshi curtia sozinho uma banda cover de Queens of the Stone Age, uma das suas bandas favoritas, em um rock bar LGBT+ friendly perto do apartamento onde morava. Sentado no sofá de uma das mesas do bar, ele agradeceu o barman por trazer mais uma dose de uísque e tomou o destilado com gosto, desfrutando do peculiar amargo mais a sensação de “queimar de garganta” dele. Shinsou estava bêbado — devido as várias cervejas, saquê e uísque que já tinha tomado antes desse último copo —, contudo não estava a ponto de mal conseguir levantar-se do sofá; mesmo porque comeu vários aperitivos enquanto bebia, pois até uns cinco minutos atrás estava com ex-colegas da U.A, a renomada escola para heróis que Hitoshi estudou no colegial, os quais também eram colegas de profissão.

Enquanto a banda continuava a tocar, veio mais uma porção de takoyaki mais uma caneca com uma quantidade generosa de cerveja para a mesa de Hitoshi — era a saideira dele. Deliciava-se com a fofura dos bolinhos recheados com carne de polvo, ao mesmo tempo em que sorvia alguns goles de cerveja, porém quando ia comer o último takoyaki, um homem bem peculiar, segurando um copo meio cheio de saquê, parou ao seu lado, aproximou o rosto dele até a boca ficar próxima do seu ouvido e perguntou:

— Posso sentar ao seu lado… Shinsou? Aliás, há quanto tempo.

Hitoshi reconheceu na hora a voz do homem, olhou para ele, entendeu perfeitamente a situação e fez apenas um sinal de positivo para ele. O homem sentou-se ao lado de Shinsou, que comentou:

— Não faz tanto tempo, vai. Acho que foi uns cinco meses desde a sua última visita no meu apê, mas e aí, como vai indo? — cochichou Hitoshi de volta

— Bem, cara. Não posso falar normal como a gente fala quando estamos só com a galera por motivos óbvios, mas estou bem. — explicou o homem com uma voz já meio embargada, cochichando no ouvido de Shinsou. Ele notou isso.

— Relaxa! Mudando de assunto, você vai querer alguma coisa? — perguntou Hitoshi.

— Não, obrigado. Só vim pedir essa dose de saquê mesmo e ouvir um bom rock’n’ roll. Essa banda é uma das melhores bandas cover de Queens of the Stone Age da região, o vocalista tem até um timbre de voz parecido com o Josh Homme.

— Sim, os caras mandam muito bem. Er… desculpa perguntar, mas você veio de outro lugar para cá? — perguntou Hitoshi, estranhamente curioso. Era efeito da bebida.

— Vim, sim. Vim da Burning Desire … — o homem foi interrompido por Shinsou

— Peraí, mas lá geralmente toca um som da hora e o ambiente é até bem bacana… É que hoje é noite de pop alternativo e, para mim, não rola, mas até onde eu me lembro, você curte pop alternativo.

— Sim, porém eu esqueci de ver que hoje não era a noite Debaser edição Sugar, que toca indie pop mais indie rock. Era a Debaser edição Soup, que é a de indie pop com pop. Aí quando eles tacaram o primeiro remix da Taylor Swift na pista, caí fora.

Hitoshi sentiu empatia pelo homem, entendeu perfeitamente o posicionamento dele. Se ele também curtisse a maioria das músicas pop atuais e quisesse só dançar ao som de Beyoncé, por exemplo, era só ele ligar o rádio em vez de gastar dinheiro na balada. Tanto que comentou, cochichando no ouvido do homem:

— Entendo você, pois essas músicas pop aí tocam em todo lugar. Não precisa ir para balada para dançar essas músicas.

— Além disso, também tem o fato de eu não curtir muito as músicas pop, pop mesmo, atuais. Meu negócio com pop é indie pop mesmo. — Os dois deram uma pequena risada para, logo em seguida, Hitoshi comentar:

— Aí você lembrou que comentaram sobre hoje ter cover de Queens of the Stone Age aqui e você veio para cá para curtir sua saideira de boa, e ver se dava a sorte de encontrar o povo, não é?! — O homem ficou espantado em como Shinsou praticamente leu a mente dele, porém deixou essa impressão para lá assim que lembrou que eram parecidos nesse sentido e comentou.

— Na mosca, hein! Mas e aí, você vai ficar mais um pouco ou…

— Não, essa também é a minha saideira. Bora pagar nossa conta no caixa? — O homem aceitou a proposta de Hitoshi, foram até o caixa conversando sobre bandas que já apresentaram no rock bar anteriormente, pagaram suas respectivas contas e saíram do local.

Já do lado de fora, o homem perguntou, ainda com a voz embargada:

— Shinsou… o prédio onde você mora é perto daqui, né?!

— Sim, é o prédio ali virando a esquina. Não dá nem cinco minutos de pé. Por que… deixa ver se eu adivinho: teu carro está no estacionamento conveniado com a Burning Desire, por motivos óbvios não dá para você pegá-lo, você não está a fim de gastar com serviço de motorista particular e quer perguntar se pode dormir de novo no meu apê, né?! Igual quando a gente foi com a galera na Drowning, a balada de nu metal, ano passado e você dormiu no meu apê.

— Quase, porque fui de serviço de motorista particular para Burning Desire e de lá para cá também. No resto, você acertou na mosca! E então, posso dormir no seu apê hoje?

— Sim, pode. — Hitoshi respondeu.

Eles caminharam até o prédio onde Shinsou morava, entraram dentro dele, cumprimentaram o porteiro, pegaram o elevador até o vigésimo andar. Ao chegarem lá, a porta do elevador abriu, eles saíram de lá e andaram pelo corredor até o último apartamento.

Hitoshi abriu a porta do apartamento, eles tiraram os coturnos mais as meias, entraram para colocá-los no lugar de guardar sapatos, calçaram as pantufas domésticas e o homem foi para o sofá da sala, enquanto o dono da residência fechava e trancava a porta. Ato terminado, Shinsou falou:

— Olha, fique à vontade e se você quiser, eu ainda tenho cerveja e pizza na geladeira, é só esquentá-la. Ah, e tem uísque no armário também! — O homem fez um sinal de positivo para Hitoshi, que lembrou — Outra coisa, o meu apê não tem problema de paparazzo enchendo o saco, portanto, pode tirar essa peruca preta aí, suas lentes de contato, a maquiagem que esconde sua cicatriz, falar normal e ficar de boa, tá, Todoroki. — O homem deu um sorriso discreto para o anfitrião da casa e perguntou onde ficava o banheiro para ele tomar banho. Hitoshi respondeu:

— No fundo da cozinha à esquerda e lá dentro tem toalha reserva limpa mais escova de dente nova que eu nunca usei, mas antes de entrar no banheiro… peraí que eu vou pegar para você cueca nova nunca usada antes, um short e uma regata velha. — Todoroki respondeu que tudo bem e enquanto o outro estava no quarto, perguntou:

— Posso conectar meu celular nas suas caixas de som wi-fi?

— Eu já falei, cara, fique à vontade! Relaxa, não é como se fosse a primeira vez que você dorme aqui.— respondeu o outro.

— Sim, mas vir para o seu apê fazer uma visita, como eu venho quando dá e preferencialmente sóbrio, é uma coisa. Vir para cá dormir, ainda dormir de favor e bêbado, como estou agora, é outra.

— Véi, você já dormiu aqui muito mais louco do que isso, assim como eu já dormi na sua casa para lá de Bagdá. Então, relaxa e… Ei, é “Regular John” que tá tocando aí, né?!

Shouto confirmou o acerto do outro e Shinsou elogiou muito a música que abria o álbum homônimo de estreia do Queens of the Stone Age. Após os elogios, eles continuaram a conversar sobre outros assuntos até o anfitrião voltar para a sala e entregar a muda de roupa para o colega, além de orientá-lo a colocar a roupa suja mais a peruca no cesto de roupas sujas, mas também a jogar as lentes de contato descartáveis no lixo. Todoroki agradeceu o outro, pediu licença e foi para o banheiro tomar banho e escovar os dentes.

Enquanto ele tomava banho, Hitoshi foi até a cozinha tomar água e lá ficou, sentado na cadeira, com uma toalha mais uma muda de roupas composta por uma camiseta velha mais calça moletom, curtindo as músicas do álbum até Shouto sair do banho já enxugado e com roupas trocadas. Embora o shorts tenha ficado um pouco apertado, pois Todoroki tinha as coxas e a bunda maiores do que as de Shinsou, ele gostou de ver o colega ficar tão bem com suas roupas. Bem até demais.

— Vou tomar banho. Se você já estiver com fome e quiser esquentar a pizza, come aí porque ela é para nós. — Ele preferiu esperar Hitoshi sair do banho devidamente enxugado e trocado de roupa para fazer isso. Enquanto comiam pizza e tomavam uma lata de cerveja, eles conversavam sobre vários assuntos aleatórios, os quais geralmente não conversariam com tanta facilidade sóbrios. A certa timidez também era uma das várias coisas em comum. A conversa continuou até Shinsou perguntar com a voz embargada pela bebedeira:

— E aí, tá a fim de assistir uma série ou um filme… no meu quarto ou você prefere na sala?

— Tanto faz, mas acho que vou preferir no teu quarto. Lá tem o PC, mais opções, sabe?! — respondeu Todoroki também com o tom de voz típico de gente bêbada.

Os dois levantaram-se da cozinha e, carregando uma lata de cerveja, foram até o quarto. Entretanto na sala, durante o caminho, Shouto parou para pegar o celular e desligar o som. Com celular de volta no bolso, voltaram a caminhar até o quarto.

Lá dentro, eles desistiram da ideia de assistir a um filme ou série; preferiram ligar o PC e deixar o álbum homônimo do Queens of the Stone Age rolar. Latas de cerveja devidamente jogadas no lixo pequeno do quarto, naquele momento eles estavam deitados na cama de Shinsou, cantarolando um trecho de “Avon”, a segunda faixa do álbum, quando ambos sentiram a porta ser aberta. Shouto ficou imediatamente em alerta, abriu os olhos, porém quando ia levantar, o outro tocou em seu ombro e tratou de relaxá-lo:

— Relaxa, Todoroki, é só a Hula, o John e o Bronze que voltaram da varanda. — Deu razão ao outro quando ouviu os miados e viu os gatos pularem na cama. Especificamente, Hula e John no colo do seu dono mais Bronze no seu colo. Ao vê-lo, Shouto teve que comentar, enquanto o aninhava nos seus braços:

— Shinsou, como o Bronze cresceu! Quando eu vim aqui pela última vez, ele era um bebezinho. Nem parece aquele gatinho abandonado que você achou na rua há uns sete meses. E não só o Bronze, a Hula e o John também cresceram. — O rapaz concordou com o outro e ficaram um bom tempo brincando com os gatos, ao mesmo tempo em que conversavam também. Brincarem bêbados com gatos era algo peculiarmente divertido até os bichanos resolverem sair do quarto para ir comer.

Eles voltaram a deitar-se na cama, porém eles estavam tão cansados que acabaram dormindo. Shinsou acordou primeiro, com uma senhora dor de cabeça típica mais estômago ruim típicos de ressaca. Primeiro, foi até o PC para parar a música.

Depois, saiu do quarto, caminhou até o banheiro, tomou banho, fez sua higiene íntima completa, enxugou-se, enrolou-se na toalha e foi até a cozinha fazer um bom chá anti ressaca, mas também fazer o café da manhã, com direito a deixar um pouco dos dois para Todoroki.

Em seguida, foi até a sala dar “bom dia” para os gatos, trocar a água e dar comida para eles. Após isso, ele voltou para o quarto, colocou uma cueca limpa mais uma regata velha e voltou a deitar-se na cama.

Logo em seguida, Shouto acordou também com uma tremenda ressaca e fez praticamente as mesmas coisas que o outro: tomou banho, fez sua higiene completa, tomou café da manhã, acarinhou os gatos e voltou para o quarto, com a única diferença que preferiu tomar os remédios anti ressaca guardados no banheiro em vez do chá.

Novamente dentro do quarto, Todoroki caminhou até Shinsou, abaixou-se para observar o colega e chegou a conclusão de que ele estava dormindo. Por causa dela, Shouto foi até o armário de Hitoshi para pegar uma cueca limpa mais uma camiseta e uma calça, conforme o próprio dono do apartamento falou para ele ontem onde guardava isso. Assim que achou as peças de roupa, retirou a toalha, pendurou-a ao lado da toalha do anfitrião e colocou as roupas; entretanto o que Todoroki não imaginava era que o outro estava apenas de olhos fechados, ou seja, ele ficou observando cada detalhe da nudez do colega que a meia-luz do sol na janela deixava ver, enquanto ele trocava de roupa e, olha, Hitoshi gostou muito do que viu — principalmente as costas, a bunda e as coxas bem torneadas do outro, devido aos anos de trabalho como herói.

Em seguida, Shouto reparou que o PC estava ligado, porém com a música pausada. Ajustou o volume para um nível bem baixo, daqueles que não incomodam o sono de ninguém, clicou no play e “Avon” voltou a ser trilha sonora local. Depois, pensou em voltar para a cama que Hitoshi fez para ele, porém:

“Não é como se fosse grande coisa dividir a mesma cama com ele, afinal, no passado, já fizemos coisas muito mais íntimas nesta cama do que dormir… E com todo o respeito, mas a cada ano o Shinsou está mais gostoso. Mesmo com as olheiras ainda remanescentes da batalha dele contra os problemas de sono desde a adolescência, mesmo com as cicatrizes que ele tem na parte de cima do braço direito por causa da luta dele contra o Dabi… Agora que estou reparando, ele tatuou a capa do Unknown Pleasures do Joy Division para cobri-las e que linda! Para ela estar tão vívida e sem o plástico, deve ser recém-cicatrizada; se tiver dois meses é muito.”

Todoroki deitou-se na cama de Hitoshi e passou a admirá-lo desde o rosto com menos olheiras do que o “normal dele”, passando pelos braços torneados, abdômen e pernas torneadas por causa da profissão até mirar sua atenção fixamente nas coxas do outro. Shouto tinha uma certa “tara” por coxas e, para ele, as de Shinsou eram uma perdição e tanto: firmes, malhadas, mas sem exageros, com algumas estrias perto dos quadris e um pouco de celulite. Não demorou muito para ele começar a “viajar” nas coxas de Hitoshi e começar a mentalizar suas mãos acariciando, pegando novamente elas, sua língua provando de novo da pele macia da parte interna das coxas dele, relembrar a vez em que os dedos dos seus pés foram utilizados para acarinhá-las. Lembranças que puxaram lembranças ainda mais quentes do que aquelas, por isso, não demorou muito para Shouto ficar de pau duro.

“Shinsou, me desculpa usar o seu banheiro para me masturbar pensando em você, mas é que não estou aguentando mais de tanto tesão.” — pensou Todoroki, porém quando ia fazer os primeiros movimentos para levantar-se da cama, Hitoshi colocou seu braço em volta do colega, fazendo-os ficar bem próximos. O homem entrou em uma espécie de desespero, afinal estava excitado por causa do colega e seria bem constrangedor ele acordar sentindo o pênis rijo alheio. A sensação piorou quando Shinsou aproximou seus lábios dos lábios de Todoroki e começou a dar selinhos bem tenros no homem.

“Será que ele está tendo aquelas crises de sonambulismo de novo?” — indagou Shouto. Logo em seguida, começou a ter um debate consigo próprio em sua mente sobre como acordá-lo sem traumatizá-lo, afinal sabia dos riscos de acordar repentinamente uma pessoa com sonambulismo. O debate ficou mais intenso quando ouviu Shinsou sussurrar seu nome durante os selinhos. — “Caramba, ele praticamente, não, ele está tendo um sonho erótico comigo. O que eu faço? O mais óbvio, acordar ele sem ser de supetão e ver o que a gente faz.” — Cuidadosamente, Todoroki moveu o braço do colega de volta para ele, levou sua mão direita até o rosto dele, sacudiu as bochechas dele somente para acordá-lo e falou:

— Shinsou! Ei, acorda, cara! — imediatamente os olhos de Hitoshi abriram, mas quando Shouto ia falar qualquer coisa, teve os lábios tomados pelos lábios do outro, cujo resultado foi um demorado selinho com direito as línguas moverem rapidamente uma contra outra durante o ato. Após o término do beijo, ele percebeu a expressão facial de confusão no rosto de Shouto e falou:

— Eu estou acordado, Todoroki. Desde que você acordou, só estava de olhos fechados, descansando.

— Safadinho você, hein… Mas mesmo assim, me deixou preocupado. Pensei que estava tendo crise de sonambulismo.

— O tratamento ajudou bastante nelas, é raro eu tê-las atualmente. Enfim… foi mal aí por ter te assustado e meio que ter te agarrado.

— Se desculpar pelo quê, se estamos na mesma sintonia. — Após isso, Todoroki e Shinsou voltaram a se beijar, porém naquele instante o beijo passou a ser de língua e as batidas dos corações deles eram aceleradas, devido a gostosa adrenalina que aquele momento dava.

Hitoshi aproveitou a posição para passar as mãos por baixo da camiseta de Shouto, exatamente pelas costas dele, dando uma sensação muito boa para o outro, ao mesmo tempo em que abria mais pernas para os pênis continuarem a se roçarem gostoso. Já Todoroki aproveitou a posição para alisar a cintura mais os quadris de Shinsou por baixo de toda a roupa. Sem parar os beijos e com a ousadia do outro homem em afastar-se um pouco para poder acariciar-lhe a barriga, peitoral mais pênis, Hitoshi tomou a liberdade de colocar sua mão por baixo da cueca que o outro usava e começar a acariciar a bunda dele.

Todoroki gostou muito do ato ousado alheio, tanto que deu uma rebolada para incentivá-lo a continuar assim. Recebeu como resposta as mãos de Shinsou agarrando bem forte a sua bunda.

Eles mudaram a posição, naquele momento Shouto estava por baixo. Ajeitaram-se, retornaram aos beijos quentes e carícias íntimas por baixo das roupas, entretanto chegou uma hora em que as roupas passaram a ser incômodas e o que eles mais queriam era apenas sentir o contato das peles um do outro. Primeiro, a regata de Shinsou foi retirada com a ajuda de Todoroki. Depois, foi-se a camiseta mais a calça usados por Shouto naquela ocasião.

Apenas de cuecas, Todoroki pediu para o outro dar um pouco de espaço e poder ficar sentado na cama. Pedido atendido, Hitoshi voltou a sentar-se no colo do outro e Shouto parou de beijar a boca do colega para passar a deixar um rastro de beijos, mordidas e chupadas pelo pescoço, peitoral mais a barriga dele.

Shinsou apenas conseguia pensar no tesão imenso que o outro conseguia dar com o seu corpo, ao mesmo tempo em que queria também criar mais novas velhas sensações para ele.

Eles mudaram a posição, Shouto estava novamente deitado e pronto para receber o deleite de Hitoshi pelo seu corpo. Primeiro, beijos tenros alternados com chupadas moderadas pelo pescoço, ao mesmo tempo em que as pontas dos dedos indicador e médio de Shinsou circulavam nos mamilos do outro. O homem gemia ainda mais de prazer, pois os mamilos era uma de suas zonas erógenas mais sensíveis. Depois, Hitoshi passou a utilizar a boca também para desfrutá-los de forma ainda mais intensa. Uma safada lambida no mamilo esquerdo de início, depois uma mordida fraca e para finalizar uma chupada lá. O ato repetiu-se no mamilo direito para em seguida, Shinsou passou a usar a boca simultaneamente com as mãos para desfrutar do abdômen, pernas e coxas de Todoroki, porém ele queria mais. Na verdade, ambos queriam muito mais:

— Shinsou, você ficaria incomodado se eu pedisse para você tirar minha cueca e chupar meu pau?

— Ué, por que você está sendo tão formal assim, se a gente já transou várias vezes? Nas outras vezes você não era assim… — questionou Hitoshi intrigado com o tratamento alheio.

— Ó quem fala, o ser que está me chamando pelo sobrenome nas preliminares, sendo que em várias transas passadas você me chamava apenas pelo nome.

— Todoroki, existe um abismo de diferença da gente transar bêbado ou muito louco e transar sóbrio. Pela primeira vez, estamos ficando sem uma gota de nada na boca (embora os remédios que você tomou sejam drogas também, elas não alteram estado de consciência, como o álcool ou a nicotina). É normal as nossas “chatices” virem junto.

— Às vezes eu esqueço que você é formado em Psicologia.

— Da mesma forma que, às vezes, esqueço que você é formado em Química… porém, ao contrário de mim, você sempre dá um jeito de me lembrar isso.

Todoroki provocou o outro:

— Ah, é… Como?

— Agora… você com as mãos dentro da minha cueca, uma passando o dedo no meu cu e a outra pegando bem forte na minha bunda. Nem é preciso dizer que você está me deixando louco! — Shinsou logo em seguida deu um gemido devido ao prazer sentido naquele ato. Pediu — Para de enrolar e tira minha cueca logo para gente se chupar gostoso!

Hitoshi teve o pedido atendido, depois Shouto teve o dele, porém ambos veladamente concordavam que era chato demais partir para o sexo sem aproveitar ao máximo a nudez um do outro. Portanto, através de cada parte do próprio corpo eles fizeram o corpo alheio seu parque de diversões íntimo: desde Todoroki lamber desejosamente a tatuagem de Shinsou, passando por Hitoshi chupar cada dedo dos pés do colega, até Shouto consumar todo seu fetiche de saborear ao máximo as coxas alheias.

Eles também exploravam todas as possibilidades sensoriais que a combinação tato mais individualidade permitia a eles, e isso incluía Todoroki usar sua individualidade para esfriar ou esquentar seu corpo de forma involuntária ou não, desta forma fazendo Shinsou ter sensações únicas com a mistura de temperaturas. Ao mesmo tempo, Shouto também permitia Hitoshi usar um pouco da sua individualidade para fazer coisas que, geralmente, somente conseguiria fazer muito louco. Não era segredo para eles que Shinsou amava os momentos exibicionistas de Shouto bêbado, por exemplo.

Depois de um bom tempo, entre jogos eróticos das individualidades combinados com beijos cheios de tesão, carícias atrevidas — como masturbarem um ao outro — e muito sexo oral, com direito a prepararem-se simultaneamente durante um 69, porém sem chegarem ao ponto de gozar. Eles interromperam o ato para Shouto pegar a camisinha de alta resistência, feita especialmente para pessoas com individualidades como a dele, escondida debaixo do travesseiro e colocou-a no próprio pênis. Depois, provocou:

— Vem, Hitoshi! Faz daquele jeito que só você sabe.

— Ah, não, estou com preguiça. Levanta você e me fode bem forte. De me fazer gemer alto e berrar só nas primeiras bombadas.

— Mas… e os vizinhos? — perguntou Shouto preocupado.

Hitoshi deu um suspiro e reforçou para o outro.

— Pelo amor… agora dá para entender o porquê você e o Iida são tão amigos. Vocês levam tudo ao pé da letra. Relaxa, só fode gostoso agora!

A última frase tão direta de Hitoshi fez Todoroki ajoelhar-se em frente ao outro, segurar os quadris dele, puxá-lo para próximo de si, penetrá-lo com tudo e a fazer movimentos de vai e vem com o pênis dentro da intimidade de Shinsou.

O rapaz de individualidade de lavagem cerebral começou a gemer. Achava ótimo Todoroki desfrutando do ato sexual sóbrio de maneira tão intensa quanto bêbado: beijos, carícias pelas suas coxas, brincadeiras com a individualidade durante ele lambidas no pescoço ou sopros leves no ouvido.

— Está frio… ah… está mais quente! Frio de novo! — comentava Shinsou, enquanto Shouto fazia a tão conhecida “brincadeira de temperatura” no seu pescoço.

Todoroki também sentia-se ótimo com a entrega do outro no sexo, pois justamente por ambos concordarem que aquele era um dos poucos momentos em que eles poderiam ser eles mesmos, o ato sexual de penetração entre eles era de uma grande variedade de posições e possibilidades, e isso incluía também eles diversificarem quem dava e quem recebia prazer ali.

Não demorou muito para Shouto pedir para o outro inverter as posições e teve o pedido atendido de imediato. Todoroki saiu de dentro do colega, retirou o preservativo do próprio pênis, amarrou-o forte e jogou no lixo ao lado da cama. Depois, pegou outra camisinha, abriu-a, colocou-a no pênis do colega. Logo em seguida, ajeitou-se de forma a ficar sentado no colo e no pênis de Shinsou. Quando sentiu o falo do colega dentro de si, começou a fazer movimentos de vai e vem, enquanto o outro beijava sua boca.

Hitoshi parou os beijos na boca para lamber o pescoço e os mamilos do colega. Em seguida, parou os carinhos para admirar a beleza de Todoroki em um momento tão íntimo. Era lindo ele tão entregue assim, porém queria mais. Recomeçaram a exploração máxima da variedade de posições sexuais, não até um nível Kamasutra da coisa, mas ainda assim não ficaram apenas em uma posição. Depois disso, eles deram um tempo para fazer o que tinha que ser feito para Shinsou voltar a ser penetrado e após isso, Todoroki pediu:

— Usa sua individualidade de novo em mim?

— Tudo bem. Shouto?

— Sim. — Após a resposta, Hitoshi ativou sua individualidade e ordenou:

— Aproveite que eu estou agora de quatro para você e me fode com força, puxando meus cabelos. — Todoroki puxou os cabelos roxos alheios e recomeçou a penetrar o outro com a força que Hitoshi controlou nas duas ações. Logo em seguida, deixou os instintos físicos que não conseguia controlar do outro fazer o resto.

“Isso, Shouto, me fode com tudo!”

Com “Avon” de trilha sonora, o sexo continuou de forma selvagem e forte até Shinsou começar a sentir um prazer acima do normal, o corpo tremer mais todas as outras sensações típicas de um forte orgasmo. Por causa disso, sua individualidade foi quebrada, Todoroki voltou a consciência e ele percebeu isso. Entretanto, também percebeu que o colega voltou perto de ter seu prazer máximo; por isso, mesmo cansado do orgasmo recém-tido, ele aguentou firme até Shouto ser dominado pelo prazer máximo do ato sexual, gemendo alto o seu nome, o corpo tremendo um pouco em uma conexão bem peculiar.

Após o orgasmo, Todoroki retirou o pênis dentro do ânus do colega, retirou, enrolou o preservativo, jogou-o no lixo e deitou-se ao lado de Shinsou, abraçando o rapaz. Não precisavam dizer nada, o sorriso de satisfação entre os colegas junto aos olhares cúmplices eram mais do que suficientes para indicar que, sim, aquele seria mais um dia onde eles coloririam sua peculiar amizade.

Hitoshi Shinsou e Shouto Todoroki eram como champanhe e uísque, tinham várias coisas em comum, porém ainda eram opostos e era justamente isso um dos principais pilares da forte atração sexual entre eles. Algo simplesmente irresistível.

Notas finais
Link das músicas do Queens of the Stone Age citadas na fanfic:
Avon - https://www.youtube.com/watch?v=9bekjJoGl5k
Regular John - https://www.youtube.com/watch?v=gf6qnX4rmDU
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Link da fanfic no Spirit (em breve)
Link da fanfic em inglês no AO3 - https://archiveofourown.org/works/12345780
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Espero que tenham gostado e até a próxima.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!