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Notas iniciais
O dia de São Valentim costumava ser como um festival para Francis. Ele comprou seu primeiro navio, o Zelda, para comemorar seu primeiro ano junto à sua esposa. Fogos de artifício que escreviam no céu os seus mais verdadeiros sentimentos por ela, e os melhores chef's do mundo contratados para servi-los o jantar. O quarto adornado com as românticas pétalas de rosas vermelhas proporcionou uma noite maravilhosa para eles.
No ano seguinte, mandou fazer o colar com mais jóias que já existira. No subsequente, comprou o atêlie preferido de Zelda e organizou um desfile com roupas que seriam dela.
Com o passar dos anos, os presentes se tornaram cada vez mais exuberantes. Fitzgerald nunca se importou com o que teria que fazer, quanto precisaria gastar, para fazer sua esposa feliz. Porque quanto mais caro o presente, mais Zelda gostava, e para ele, nada era mais significativo do que o sorriso da sua esposa.
Ele pensava que não. Achava também que seu dia dos namorados seria infeliz sem sua esposa, não ganhar sequer um chocolate seria deprimente.
Entretanto, com muito esforço, Louisa se prestou à fazer chocolates para ele, por consideração. E ela não era a melhor pessoa na cozinha.
Se Francis não tivesse comprado livros de culinária junto aos tantos utensílios de cozinha, eles estariam há mais de quatro meses se alimentando de comida por entrega ou em restaurantes. Para Louisa, parecia que apenas café importava. Ao menos, ela sabia fazer café, porém, não se pode viver apenas de café.
A sua cozinha acabou um caos, e só após a quinta tentativa — de chocolates à brownies e tortas -, ela finalmente teve sucesso em fazer chocolates. 20 pequenos corações de chocolates.
O trabalho braçal na cozinha parecia tê-la deixado exausta, mas Francis não estava melhor. Provar todas as fornadas anteriores tinham lhe dado um enorme dor de barriga e um péssimo gosto na boca.
Louisa respirou profundamente próximo à sua nuca.
Ela estava deitava no sofá, completamente adormecida quando ele se aproximou, com os doces e uma tigela com calda de de morango, pronto para comer ao lado e com ela.
Sem sua companhia, Fitzgerald se pôs a comer sozinho, enquanto a via dormir. Acariciou os cabelos claros, a maça rosada do seu rosto, encarando os lábios com um forte cheiro de manteiga de cacau.
Não havia nada de caro nos chocolates, não era belga, e os ingredientes haviam sido comprados em um supermercado comum à duas quadras de distância do apartamento, e Louisa simplesmente o deixou por si só após todo o trabalho na cozinha.
Realmente, não era nada demais, e ainda assim, aquele simples dia, as ações unusuais, porém sinceras, de Louisa, pareciam mais significativas do que todos os seus dia dos namorados com Zelda.
Em um lapso de felicidade, Francis desejou que, no ano seguinte, eles pudessem estar juntos também.
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