Aventuras no Acampamento Panapaná
10 Capítulo 10
Notas iniciais
TIMES:
AMARELO: Marcelina, Jorge, Daniel, Bibi, Valéria, Abelardo, Jaime e Alícia.
ROXO: Paulo, Margarida, João, Carmen, Davi, Kokimoto, Maria Joaquina e Mário.
Retomando...
— E qual será essa prova, senhor Campos?- Daniel perguntou.
— Será assim: uma simples que de braço, porém com algumas modificações.
— Que modificações?- Kokimoto questionou, revirando os olhos. Dependendo de com quem caísse, suas chances de vitórias eram mínimas.
— Boa pergunta, aprendiz. Vocês estarão com os olhos vendados, além de estarem sobre uma esteira.- o avô de Alícia explicou.- Desejo uma boa sorte para todos vocês.- complementou, sentando-se em bancos que tinham lá.
— Poderemos escolher quem enfrentará quem?- Valéria indagou.
— Poderão. Sendo assim, que os jogos comecem.
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O time amarelo reuniu-se em uma rodinha e passou a planejar estratégias de jogo contra o time roxo.
— Precisamos de quatro concorrentes!- exclamou Daniel, a fim de que todos soubessem.
— Mas quem?- questionou Marcelina, arrumando sua bandana no cabelo.
— Eu posso ir!- falou Valéria, sorrindo. Em seguida, Jorge e Abelardo fizeram o mesmo. Ao notar que o último havia se disposto a ajudar o time, a Ferreira sorriu, porém este acabou não percebendo.
— Falta mais um, pessoal!- Bibi lembrou-os, tentando achar o último representante do time amarelo.- Que tal você, Daniel?- perguntou, fitando o garoto.
— E-eu?- este surpreendeu-se ao ver que a maioria tinha concordado com a garota ruiva.- M-mas eu n-não tenho tanta força!- completou, a fim de não prejudicar a equipe.
— Mas tem inteligência, e é disso que precisamos.- Alícia contrariou-o.- Está decidido!- logo todos juntaram as mãos e as levantaram, fazendo o típico grito de equipe.
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— Mas você me parece muito fraca, Carmen.- Davi opinou, sendo seguido pelo resto do time.- Não me leve à mal..- completou, com um sorriso torto. A garota o encarou, mortalmente.
— E daí? Acho que ela tem inteligência o suficiente para ganhar da maioria das pessoas do outro grupo.- rebateu Mário, recebendo um sorriso da morena em resposta. De longe, Marcelina observava a troca de olhares entre os dois, pensativa. No entanto, Jorge a chamou de volta para a realidade.
— Obrigada, Mário.- a Carrilho agradeceu, sorrindo para ele novamente. Paulo, ao notar a proximidade dos dois, sorriu vitorioso. Quem sabe assim Marcelina percebia que seu melhor amigo não era o cara certo para ela.
— Que fofinho vocês dois, mas não podemos perder o foco do jogo!- Maria Joaquina exclamou, irritada com os dois.- Mais quem, além da Carmen?- indagou.
— Eu posso ir.- Davi voluntariou-se.
— Não pode não. Se você for, com certeza nosso time irá perder.- João disse, levando um cutucão de Margarida.- Ai, garota!
— Que pena que caímos no mesmo time. Queria ter a honra de competir contra você.- o Rabinovich entrou no jogo do amigo e sorriu, sarcástico.
— Claro! Iria perder!- o moreno assegurou, fazendo o judeu encher-se de raiva. Se não fosse por Maria Joaquina, ambos já estariam brigando.
— Chega gente! Desse jeito não iremos chegar a lugar nenhum!- Carmen reclamou da briga entre os dois.
— Está combinado! Mário, você vai competir!- Paulo falou, seguro de sua resposta.- Juntamente com a Carmen, com o João e com o Davi. complementou.
— Mas por que não vai você?- Kokimoto questionou. Até estranhou o fato do garoto não ter se candidatado, nem nada.
— Não quero correr o risco de ter que competir essa prova contra a minha irmã.- respondeu.
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Os primeiros a competir já estavam posicionados perto do local em que se realizaria a prova. O time amarelo resolveu escolher Daniel para ir primeiro, deixando os favoritos para irem por último. Ao ver quem seria seu adversário, João prontamente correu até o local da competição.
— Se eu soubesse que poderiamos escolher quem compete contra quem, eu teria me voluntariado.- Paulo bufou, falando sozinho. De repente, Alícia surgiu atrás dele.
— Se prepara, Guerra! Iremos ganhar!- exclamou, com toda segurança possível em suas palavras.
— Vai sonhando, Gusman.- contrariou-a.- Escolhemos os melhores do nosso time.
— Agora eu entendi o motivo de você não estar lá.- a morena gargalhou, deixando o garoto com cara de paisagem.- Boa sorte, que você irá precisar.- completou, saindo de perto dele.
Perto da mesa em que se realizaria a prova...
— Preparado, Sr. Certinho?- João Guiherme indagou, tirando sarro da cara do adversário. Daniel, porém, nada disse, pois preferiu concentrar-se na partida que, segundo ele, seria difícil. E as previsões de Daniel nunca falhavam...
Ambos os times vibravam e torciam por seus representantes. Porém, não bastou muito tempo para Daniel cair e bater a cabeça no chão. Maria Joaquina, apesar de estar no time adversário, preocupou-se com o garoto e pensou em correr até ele para ter certeza que tudo estava bem. Entretanto, Margarida pensou mais rápido e foi antes, deixando todos confusos, até mesmo Jorge.
— Você não vai falar nada?- Jaime indagou para Jorge, que assistia a cena com uma sobrancelha arqueada.
— O que você quer que eu faça? Ir até lá e gritar com ela?- o loiro questionou.
— Não, cara. Podia pelo menos conversar com ela. Afinal, ela é sua namorada.
— Quero ver quando todos souberem que isso é uma mentira.- o Cavalieri gargalhou, mas não esperava que alguém estivesse escutando-o: Valéria. Esta, todavia, resolveu não falar nada, pois talvez isso interferisse no desempenho do time.
Depois de algum tempo, Daniel recuperou-se, mas teve que ficar ausente até o final da prova. Havia sido levado para a enfermaria, deixando o restante do seu time desmotivado. Sua queda havia resultado em um leve corte no queixo, um na testa e outros dois no braço, mas nada que fosse muito grave. E, para seu desgosto, a vitória havia ficado para o seu rival.
— Quem vem agora?- Sr. Campos, perguntou. Logo, Abelardo e Davi levantaram as mãos e se direcionaram até a mesa.
— Se prepare pra perder, Budista.- o primeiro falou. Ao lembrar-se do caso dele com Valéria, sua raiva aumentou mais ainda.
— Sou judeu, só pra deixar claro.- respondeu Davi, revirando os olhos.
— Mesma coisa!
— Não, não é! Budistas são ateístas, e Judeus são monoteístas.- o loiro explicou, calmamente. Abelardo tinha ficado mais impaciente ainda.
— Tá bom, que seja! Vamos acabar logo com isso!
Logo Sr. Campos caminhou até eles e os vendou. Sendo assim, a "partida" começou.
Valéria era a mais nervosa dali, em disparado. Torcia para Abelardo, por ser de seu time. Porém, ao mesmo tempo também desejava poder torcer para o ex-namorado. Algo estranho, pois mais cedo estava o tratando super mal.
Cerca de um minuto depois, o "combate" terminou, dando a vitória para Abelardo e igualando o placar.
— Parabéns!- Valéria exclamou, assim que voltou a ficar calma.- Sabia que iria conseguir.- finalizou, abraçando o amigo. O gesto durou por aproximadamente dez segundos, até que alguém os interrompeu, para a (in)felicidade de ambos.
— É a sua vez, amiga.- Margarida lembrou-a.- Opa, atrapalho algo?- perguntou, assim que notou a melhor amiga abraçada a Abelardo.
— Não!- os dois disseram ao mesmo tempo, desfazendo-se do abraço. De longe, Davi observava tudo, muito enciumado.
No lado do time roxo..
— Poxa, Davi!- Carmen reclamou.- Achei que iria ganhar essa pra gente.- completou. O Rabinovich queixava-se de dor no braço.
— Vai lá. Sua vez.- Paulo falou, referindo-se à Carrilho.
— Boa sorte!- Mário gritou, quando o garota já estava mais longe. Esta, quando escutou, virou-se para ele e sorriu. Paulo observou e sorriu, ao ver que seria mais uma prova para sua irmã e ele não ficarem juntos.
— Nossa, essa eu quero ver!- Davi exclamou, passando a torcer para a companheira de time.
Na mesa de competição..
— Escuta Valéria, isso é por tudo que você está me fazendo passar!- Carmen falou, com um olhar vingativo.
— Do que você está falando?- perguntou a Ferreira, tentando entender a garota.
— Se você realmente é minha amiga, peço que se afaste do Abelardo.
— Mas achei que você gostasse do..
— Chega Valéria!- Carmen a interrompeu.- É ele ou a nossa amizade.- finalizou, deixando-a pensativa.
Rapidamente, a partida entre as duas iniciou. Não foi preciso nada de esforço da parte de Valéria para vencer a prova, pois encerrou-se em menos de 10 segundos.
— Próximos!- Alan gritou, desta vez. Então os únicos restantes direcionaram-se para a mesa.
— Você foi muito bem.- Abelardo parabenizou a amiga, mas logo notou que algo não estava certo com ela, pois nem se mexia.- Está tudo bem?- indagou, franzindo a testa.
— Está, sim.- a mesma respondeu. Logo, notou Carmen a encarando com uma cara emburrada. Logo, lembrou-se do que a amiga havia lhe dito e foi para longe de Abelardo, deixando-o sem entender. Porém este nada disse.
— Espero que teha treinado bastante, Mário.- de todos os garotos, ele era o que Jorge mais odiava. Tudo por causa de Marcelina. Sabia que os dois tinham uma conexão muito forte, desde aquele dia no shopping, quando saiu escondido do cinema com os dois e Alícia. Isso o deixava muito triste e, por causa disso, inventou o falso namoro com Margarida, com o objetivo de deixar a irmã de Paulo enciumada. Só esperava que isso funcionasse e que nada desse errado.
— Pra competir com você, não preciso de treinamento.- o Ayala rebateu, deixando o loiro sem respostas.- Achei que já soubesse disso.- completou, gargalhando.
— Vamos acabar com isso logo!- exclamou, totalmente irritado com as palavras do moreno que, de alguma forma, acabaram lhe afetando.
Enfim, o combate começou segundos depois. Fora a partida mais acirrada até o momento. Depois de muita torcida por parte das duas equipes, Mário acabou ficando com a vitória. Marcelina sorriue comemorou internamente, apesar de ser da equipe adversária do vencedor. Por sorte, Jorge não viu.
— Isso aí, filhão!- Paulo deu um tapa leve nas costas do garoto, comemorando a vitória do melhor amiga.
— Espera, gente. Temos um problema!- Carmen alertou.- O jogo ficou empatado!
— Exato, pequena aprendiz!- Sr. Campos concordou com a garota.- Ambos os times terão que escolher mais um representante.
Equipe amarela...
— Vai você, Alícia.- Valéria falou, apontando para a amiga.
— Concordo!- exclamou Abelardo, olhando para a mesma. Nesse instante, seus olhares se encontraram. A morena logo desviou, deixando o garoto sem entender, mas desolado. O que mais queria era saber o motivo daquilo ter acontecido de uma hora para outra. Teria feito algo de errado?
Equipe roxa...
— Eu posso ir.- Paulo falou, sem mesmo saber quem seria seu oponente.
— Todos concordam?- João indagou. Todos concordaram com ele.- Então vai lá, Paulo.- completou. Assim, o Guerra levantou-se e correu até a mesa, tendo uma grande surpresa.
— Impressionado?- Alícia, a escolhida do time amarelo, já estava lá.
— Espera.. você vai ser minha adversária?- perguntou, apavorado. O fato é que não estava com medo, apenas surpreso por ser permitido disputar uma partida com uma garota.
— Medo de perder de mim, Guerra?- a morena indagou, com um sorriso sarcástico nos lábios.
— Não, Gusman. Só não queria que saísse machucada.- explicou-a.- Já sabe né, meio impossível você ganhar de mim.- acrescentou.
— Se fosse você, não estaria tão seguro assim.- esta falou, preparando-se para o combate.
Logo, a partida iniciou. Paulo tomou o controle da maior parte da prova, porém, foi mais surpreendido ainda mais quando viu que Alícia tomou o controle e venceu a prova. Todos ficaram abismados, menos ela, que comemorava.
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