Aventuras na Terra de Aaa Marshall Lee x Leitor
1 Capítulo 1 - Hey, garotinha!
Notas iniciais
Your P.O.V
Eu estava andando pela floresta perto da minha nova casa, buscando por um lugar tranquilo para relaxar.
Eu, minha mãe, meu pai, e meu irmão mais velho tínhamos acabado de nos mudar para uma casa longe do barulho e correria da cidade grande, para vir pra cá onde somos rodeados pela natureza que sempre é calma de serena.
Eu e meus pais quase nunca nos demos bem, brigávamos por qualquer besteira, e eu sempre ameaçava fugir de casa para nunca mais voltar. Eles nem ligavam, pois achavam que eu era muito medrosa para sair por aí sozinha...
Eu levava uma mochila comigo, já que não sabia quanto tempo iria levar para achar um lugar tranquilo, e no caso me perder eu estava preparada. Estava levando minha guitarra [sua cor favorita], bastante comida e água (a maioria da comida era besteira como chocolate e salgadinhos), meu celular, fones de ouvido, um lençol, minha jaqueta de frio, dois pares de roupas, um tênis extra, e uma adaga do meu pai (nunca se sabe, né?). Fazer o quê? Sou prevenida!
Se eu me perdesse na floresta, meus pais não iam mexer um músculo para vir me procurar, pois eles sabiam que qualquer dia eu poderia sair de casa e não voltar mais.
– Como se eu fosse me perder! Eu tenho um ótimo senso de direção! — Me gabei enquanto andava tranquilamente.
Perdida em meus pensamentos, eu não notei para onde estava indo. Quando de repente...
BAAAM!
Bati minha cabeça em uma árvore, o que me vez voltar a mim. Olhei ao redor e não via nada além de um pequeno lago com uma cachoeira, uns arbustos de morangos e várias macieiras. Apenas árvores. Eu não sabia onde estava. Dei um suspiro profundo e tentei me acalmar.
– Parece que meu "ótimo senso de direção" falhou comigo... — Sussurrei para mim mesma.
"Nota mental: nunca ficar viajando nos pensamentos enquanto anda por uma floresta sem um GPS!" Pensei para mim mesma.
E como eu sou esquecida, me esqueci de marcar as árvores que dariam o caminho de volta pra casa... Ótimo!
Começou a escurecer, a Lua aparecendo no céu, a luz da Lua e das estrelas pintava o lago de um belo tom de prateado brilhante. Vários vaga-lumes começaram a sair das folhas e brilhavam ao meu redor, eu tinha que admitir: Aquilo era lindo!
Depois de um tempo observando a natureza noturna ao meu redor, comecei a ficar com sono, minha pálpebras ficaram pesadas, e eu bocejava mais frequentemente. Estava morrendo de sono.
Então, entrei em uma pequena gruta que encontrei por trás da cachoeira. Me cobri com o cobertor e usei minha jaqueta como travesseiro. Lentamente eu caí no sono.
Acordei com o brilho do Sol passando pela água da cachoeira, e o canto de algum passarinho aqui perto.
Juntei minhas coisas na minha mochila, coloquei um pouco de água da cachoeira nas minhas garrafas e juntei alguns morangos e maçãs para comer mais tarde.
Fui tomar banho no lago.
"Espero que não tenha ninguém por perto..." Pensei comigo mesma, mas me tranquilizei pensando o quanto as chances de haver mais alguém na floresta me observando eram minúsculas.
Senti um calafrio na minha espinha, como se estivesse sendo observada. Olhei ao redor. Não havia ninguém. Deve ter sido só impressão, mas mesmo assim terminei o banho e me vesti o mais rápido possível, por precaução.
Fiz uma marca de nota musical em uma árvore ali perto, para saber que já passei por aqui.
Continuei minha caminhada, na esperança de achar um caminho para fora da floresta, e sair em um lugar sem tantas árvores.
Depois de muito tempo de caminhada, não achei um caminho para fora dessa floresta sem fim.... Mas ainda não desisti! Vou continuar andando até minhas pernas não aguentarem mais!
Continuei andando, quando senti aquela sensação desagradável de estar sendo observada de novo... Ignorei totalmente aquilo e continuei andando. Um tempinho passou...
– Hey, garotinha... — Ouvi uma voz sombria dizer, quase um sussurro, mas que ecoou por toda a floresta a minha volta. Era uma voz rouca, mas percebi que se tratava da voz de um garoto.
Ignorei mais uma vez, com um pouco de medo, porém tirei minha adaga do bolso vagarosamente, olhei ao redor em posição de defesa. Tirei minha franja [cor do cabelo] da frente dos meus olhos enquanto meus cabelos se moviam com o vento fraco que passava pelos galhos das árvores, não havia ninguém por perto. Abaixei a adaga sem guardá-la e continuei andando.
Depois passaram-se uns 10 minutos de caminhada.
Senti uma respiração fria na minha nuca. Me virei rapidamente para ver o que, ou quem estava me seguindo...
– Boo.
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