Aventuras entre 4 Patas - INTERATIVA
5 Capítulo 5
Notas iniciais
P.O.V. Nick
Assim que caí, me levantei rapidamente para ver com quem eu esbarrei. Quando vi era um cão, ou melhor, uma cadela. Seu cheiro afirmava que era uma fêmea.
Ela me encarava com a cauda levantada, caninos amostra e sua pelagem negra toda arrepiada. Sua postura era ameaçadora, como se ela fosse me atacar a qualquer momento.
Rapidamente me coloquei em posição de fuga.
— Porque pulou em cima de mim? — ela perguntou enfurecida.
— Não pulei em cima de você. Você entrou na minha frente no exato momento em que eu ia pular na caixa. Foi sem querer, eu estava fugindo. — eu me expliquei. Quando eu falei que eu estava em fuga, sua expressão de raiva sumiu e ela abaixou a cauda.
— Hm... 'tá mas olha na próxima vez que sair correndo por aí, pelo menos preste atenção! — Ela ladrou, se virou e saiu do beco.
Fiquei calado. Se eu estou correndo desesperadamente, como ela quer que eu preste atenção por onde eu estou correndo ou passando? Bufei e rolei os olhos.
— Fêmeas... — murmurei irritadiço.
Olhei ao meu redor e o beco começou a ficar silencioso e escuro. Eu estava sozinho e só se ouviam gotas d'água que caiam sobre o chão. Aquilo 'tava dando medo.
—Hey, me espere! — Lati saindo correndo atrás dela, olhei para os lados e não a encontrei. Farejei o ar tentando localizar seu cheiro, mas uma nuvem de fumaça vindo dos carros o cobriu e me desconcentrou.
—Eca! — Lati e espirrei.
Olhei para o outro lado da rua e lá estava ela entrando em um outro beco. Atravessei correndo e quase fui atropelado.
— 'tá maluco?! Que morrer, vira-lata?! — Gritou o motorista.
Ignorei o comentário idiota do humano. Desviei de algumas pessoas, cheguei em frente ao beco, olhei para o beco e a vi deitada na sombra. Entrei no beco e caminhei em sua direção. Me aproximei e instintivamente farejei o ar.
E eu não reconheci o cheiro.
Esse cheiro não é de fêmea e sim de macho. Droga, esse ai não é ela, é ele!
Recuei em silêncio até que eu encostei em algo. Olhei para trás e vi um cão de pelagem marrom rosnando para mim. Aparentava ser um pastor alemão ou algo do tipo.
—'tá fazendo o que no nosso beco, baixinho? — Ele ladrou.
—Foi mal, eu não sabia que esse beco era seu, eu vim aqui por engano... Desculpa, não queria invadir seu território — Ao mesmo tempo em que eu falava eu recuava, o cão negro se levantou e se juntou a ele, os dois se aproximavam cada vez mais.
— É, não queria invadir mas invadiu, pra um nanico você é muito ousado de entrar aqui. — Ele rosnou.
—É, pra um filhotinho doméstico ele é, e essa coleirinha aí, que gracinha! — Ele zombava de mim, os dois idiotas começaram a zombar de minha coleira.. aff. Isso já tava me irritando, entrei aqui sem querer e eles querem arrumar briga!
— Olha entrei aqui por engano, to indo embora não se preocup...
— Ir embora? Mais você acabou de chegar, não vai embora antes de uma briga 'né? — Ele me atacou mas eu fui mais veloz e desviei. Corri para a saída do beco porém o cão de pelagem negra saltou na minha frente e me pegou.
Eu gani, ele me pegou pelo pescoço e me arremessou em cima de umas caixas que havia no beco, cai já fraco, insisti em me levantar e consegui. O cão de pelagem marrom veio até mim e me atacou, eu recuei para trás e avancei mordendo seu focinho.
Cravei meus dentes com toda força, comecei a sentir gosto de sangue, pelo visto eu devia tê-lo machucado. Ele ganiu de dor me jogando no chão. Caí mas imediatamente me levantei, logo vi aquele cão negro correndo furioso em minha direção enquanto o cão marrom ainda gania de dor e espirrava sangue. O cão negro me alcançou e não deu tempo de desviar, então me pegou pela garganta e me prendeu contra a parede mordendo meu pescoço com toda sua força.
Eu gania e me debatia em desespero tentando me soltar mais não conseguia, comecei a desistir de lutar por conta própria, minhas pálpebras foram se fechando, eu insistia para que meus olhos permanecessem abertos mas não consegui, até que ele me jogou no chão.
Ouvi uma voz feminina, tentei latir por ajuda mas já não tinha mais voz alguma saindo de minha boca, dei uma ultima piscadela, eu vi tudo girando, como se estivessem apagando e acendendo as luzes, eu estava tonto, não tinha nem força em minhas patas, consegui ver o cão negro indo em direção a saída do beco, e eu apaguei.
P.O.V ???
Eu estava passando em frente ao beco dos valentões Willian e Rufus, até que eu dou uma rápida olhada e vejo Willian espirrando sangue e Rufus atacando alguém. Forcei a vista e reconheci o cão que estava sendo atacado, e aquele cão que tombou comigo no beco da padaria.
Ele não vai sobreviver ao ataque de Rufus, pois Rufus é várias vezes maior e mais forte que ele! Até que Rufus o prendeu contra a parede e ele começou a se debater e a latir em desespero. Aquilo realmente mexeu comigo e me deixou revoltada e eu não iria ficar parada assistindo ele ser morto.
— Ei Rufus, deixe ele em paz ! Porque não mexe com alguém do seu tamanho? — Eu entrei no beco e rosnei para ele, Rufus o soltou e veio em minha direção
— Não se meta onde não é chamada, sua cadela de rua, eu mexo com quem eu quiser, e se você se meter nisso vai sobrar pra você — Disse ele me rodeando...
— Não se preocupe Rufus eu adoro me meter em uma briga, e vai ser um prazer acabar com você! — Disse abrindo um sorriso debochado
Ele começou a se aproximar de mim e quando saltou para me atacar eu corri em sua direção e saltei e o mordi diretamente em sua garganta, ele ganiu de dor e seu sangue jorrou em meu focinho, nem liguei e continuei o ataque, o joguei com toda minha força no chão e o ataquei novamente.
Willian veio por trás e me atacou. Caímos, mas eu me levantei e o ataquei até que Rufus se levantou e mordeu minha pata, aquilo doeu muito mas eu continuei lutando com Willian e logo voltei minha atenção para Rufus, dando uma patada em seu olho direito. Os dois recuaram e se afastaram de mim. Willian estava ferido e sangrando e Rufus estava sangrando e ferido também, notei que o olho direito de Rufus estava com um enorme arranhão.
Eu continuava disposta a lutar mas pelo visto eles desistiram
— Não se preocupe, vai ter revanche, e na próxima fique esperta pois se eu tiver uma chance irei te matar. — Disse Rufus saindo do beco e Willian indo logo atrás. Me sentei e dei um forte suspiro, lutar com eles dois não foi fácil.
Depois de pegar fôlego e me recuperar da briga me levantei e fui ver o cão. Ele estava desacordado, verifiquei seus ferimentos e vi que ele estava com alguns arranhões na barriga e no focinho mais não parecia ser grave, por sorte não foram cortes profundos. Coloquei minha pata em frente ao seu focinho e senti sua respiração. Por sorte ele estava vivo, achei melhor tira-ló de lá e leva-ló para um lugar seguro até ele acordar.
[....]
P.O.V. Nick
Abri meus olhos e tentei me levantar, na primeira vez não consegui, tentei novamente e consegui.
—Ai minha cabeça — Eu disse ao bater com a cabeça no.. teto?
Olhei ao meu redor e notei que eu estava dentro de uma caixa de papelão... saí de dentro da caixa e olhei ao meu redor. Eu estava em um beco! Fiquei atento, pois aqueles dois cães deveriam estar por ali, até que vejo o cão de pelagem negra entrar no beco.
Entrei de novo dentro da caixa e fiquei torcendo para que ele não tivesse me visto. Ouvi passos vindo em direção a caixa.
E logo uma cara surgiu do lado de fora da caixa.
—Ah, você já acordou. Até que enfim, achei que você estivesse morto. — Disse ele mas espera aí, dessa vez não era ele e sim ela, reconheci aquela voz.
É aquela fêmea que esbarrou comigo naquele beco, dei um suspiro de alívio e saí da caixa.
— Você? Como vim parar aqui?- perguntei
—Você você não se lembra?
— Da briga me lembro, mas eu quero saber como eu vim parar aqui, e o que aconteceu depois — Disse.
—Ok, senta aí que eu vou te contar — A mesma se sentou e começou a me contar o que aconteceu depois que eu desmaiei. Fiquei meio pasmo pelo modo que ela lutou com aqueles cães para me defender, ou melhor, salvar minha vida
— E foi isso o que aconteceu. — ela completou.
— Muito obrigado por ter salvado a minha vida... como se chama? — Exclamei.
— Me chamo Wolfy, e você como se chama? — Ela perguntou
— Me chamo Nick, você foi muito corajosa. — Disse.
— Obrigado, mais o que deu em você pra entrar naquele beco? Você não sabe que Rufus e Willian são os cães mais territoriais aqui dessa rua?- ela disse
— Não eu não sabia, nem sei quem são esses loucos, eu não sou daqui, entrei lá por engano porque te confundi com aquele de pelagem negra, pelagem de vocês é parecida, como eu ia saber? — Eespondi.
— Está bem, está bem, só tome mais cuidado na próxima. Não vai ser sempre que algum cão vai dar uma de herói ou heroína para salvar um desconhecido — Ela latiu.
É, ela tem razão, não são todos que vão entrar em uma briga para salvar alguém que você nem conhece.
Ela me explicou que se entrar no beco do Rufus e do Willian você está entrando em confusão, ela também me contou que dois cães já foram mortos por eles, Rufus e Willian devem ser doentes nunca vi cães tão territoriais em toda minha vida.
Rufus e o de pelagem negra e é o "chefe" e Willian e o irmão otário dele, é o que tem a pelagem marrom.
Depois de conversarmos sobre mais algumas coisas, ela me falou que é de raça misturada de pastor belga com pastor alemão.
Contei a ela que sou de raça mestiça, ela pareceu ter me ignorado um pouco, então me calei.
Ficamos calados, ela de repente se levantou e uivou, não sei porque ela estava uivando mais o uivo dizia várias coisas: "Onde vocês estão? Andem logo preciso falar com vocês, Não demorem."
Pelo visto ela não vive por aqui sozinha.
— Wolfy, para quem foi esse uivo? — perguntei.
—Foi para Billy e Hus, eles já devem ter ouvido meu uivo já devem estar a caminho.- a mesma latiu.
—Ah, 'tá. — Lati.
Fiquei levemente ansioso para conhecê-los. Gosto de encontrar focinhos novos.
Abanei a cauda animado e ansioso, Wolfy me olhou como se eu tivesse problemas mentais.
—'tá, 'né. — Ouvi ela murmurar.
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