Aventuras em Vermecia

2 Capítulo 1: Um Reino Protegido


Há muitos anos atrás, no princípio, existiam somente dois continentes na terra, Vermecia e Ellia. Em Vermecia, habitava felicidade entre os humanos e elfos. Viviam ambas as raças em lugares separados. Enquanto havia tanta harmonia em Vermecia, em Ellia habitavam sombras de um lugar sem memórias, um lugar que causava sofrimento e discórdia.

Vermecia estava construindo sua base contra as forças de Cazeaje, fazendo do princípio, o centro. O reino à ser construído precisava de protetores para guardarem o continente de invasões indesejadas. Então um velho guerreiro levantou-se da multidão escondida em seus lares e mostrou ter poder de liderança sobre aquele reino. Sua prova era navegar sobre os mares de Patusei, enfrentou sombras para chegar ao castelo de Cazeaje, aprisioná-la e voltar com vida.

O grande e corajoso guerreiro recebeu diplomacia como criador de Canaban, em honra a seu pai que se chamava Canaban Erudon. Téphiles Erudon, o criador de Canaban, promovera testes para novos protetores da terra. Vários cidadãos se candidataram, mas poucos tiveram a coragem e a força adequada para um verdadeiro protetor de Canaban. Entre eles, Chaos, um jovem guerreiro especialista em manusear e lutar com espadas, Lass, um jovem ladrão de Vermecia que se candidatara por ser ágil e ter bom manuseio com adagas.

A tropa de protetores de Vermecia aumentava e criava uma proteção nunca vista antes. Eles esperavam algo incerto, que não tinham completa certeza se iria se realizar ou não. Numa bela noite chuvosa, ao relampejar de mais uma tempestade, pisava um visitante em Vermecia. Era Calisto, a constelação que se fez humana novamente por magia.

Calisto era uma corajosa alquimista que herdou poderes mágicos de seus antepassados mitológicos. Como na lenda dizia, seu filho ainda iria caça-la, mas ela ainda era jovem, pois seu passado não foi totalmente consumido pela solidão do universo. Talvez esse fosse a revelação que Vermecia tanto temia, mas todos guardavam segredo. Téphiles foi cumprimentá-la ao reconhece-la e ofereceu abrigo em Vermecia.

Mas a sua vinda para Vermecia causou fúria em elfos, pois suas culturas estavam para serem contraditas à mágicas e feitiços. Magos e elfos nunca poderiam fazer trato de conciliação, pois eram marcados por culturas de seus antepassados e isso os afetava. Téphiles sabia que era um erro abrigá-la numa cidade que contradizia o resto de seu povo.Mas ele não queria deixa-la desamparada pois mancharia seu nome. Então a abrigou no reino de Canaban.

Calisto convivia agora com grandes titulares de honra de Vermecia e, para ela era uma honra maior ainda. Ela fazia amizade com os guerreiros e com os protetores contando sua triste e sofrida história. Hera à transforma-la em um urso, que era instinto de caça de seu filho, Arcas. Mas Zeus, tentando evitar o pior, transformá-la em uma constelação junto à seu filho. Mas, ao passar dos séculos, até os planetas se alinharem numa órbita perfeita, ela aproveitou a chance que sua alma estava livre e atingiu a terra como um cometa sem fogo.

Sua alma vagava em um triste mundo solitário e amaldiçoado, então resolvei caminhar com o objetivo de encontrar um corpo para habitar. Mas não haviam corpos mortos de guerras, não havia sinal de vida, então seguiu para o continente de Ellia e lá encontrou o corpo desejado, jovem, bonito. Ela reencarnou em seu velho corpo.

Os guerreiros admiravam sua coragem e perseverança, então a honraram como "A alma da constelação". Calisto, ao dormir, teve um breve pesadelo. Cazeaje aproximava-se dela e pedia para que se juntasse ao seu mundo, ao mundo das trevas, que lhe daria em recompensa tudo o que queria, seu filho. Calisto, em seu novo corpo, ainda não tivera um filho e o seu verdadeiro foi levado pelo buraco negro aberto no universo.

Seu olhos fechados lacrimejavam sangue e então ela aceitou servir à Cazeaje, mas Cazeaje queria uma prova de sua fidelidade. Então, aproveitando que Calisto estava em Canaban, Cazeaje pediu-a que insistisse à Téphiles a criar um reino somente seu, que ela pudesse abrigar novas gerações de magos presentes na cidade. Téphiles recusou ao pedido, mas não à Calisto, então ambos personificou a paixão em um ato teatral. Téphiles, ao olhar para seus olhos, não via mais uma garotinha indefesa, mas sim uma mulher malévola e perversa, mas que queria o seu bem.

Téphiles havia se apaixonado verdadeiramente por Calisto, mas pena ele não ter seu amor retribuído como devido, mas, louco de paixão, voltou atrás em sua escolha e decidiu reunir todos em Vermecia para afirmar a construção de um segundo reinado para os deleitosos magos. Para evitar serias guerras entre os elfos e os magos.

Cazeaje estava conseguindo o que queria, mas sabia que tinha de ir com calma, então, após Calisto ter conseguido um reino de exclusividade dela, Cazeaje, iria matá-la e assumir seu lugar, mas preferiu ausentar em seus planos, então ordenou que quando sua fortaleza estivesse pronta, passasse o reino para um amigo confiável de Téphiles. Calisto não entendia o motivo de ter de entregar seu reino para outro.

Calisto então percebeu que Téphiles tinha muita confiança em Lass, o ladrão. Lass havia mudado após ser um protetor, estava mais responsável, mais corajoso e mais forte. Lass era sempre muito animado em proteger o seu reino, mas trevas se aproximavam e iriam deixar marcas profundas. Téphiles olhou da varanda de seu quarto para o céu e derramou lágrimas ao soprar da brisa.

Seu coração estava iludido, mas sabia que aquele belo rosto, fiel, perfeito era mais uma tática de enganá-lo, mas ele queria não precisar sentir mais seu coração, pois só de pensar em Calisto, ele já sofria de dores sentimentais. Não era de costume o rei de Canaban derramar lágrimas de amor, pois o amor o enfraquecia e o tornava vulnerável às trevas.

Téphiles desceu para caminhar e tentar tirar os pensamentos de Calisto de sua cabeça, mas ao descer, encontra Lass, seu melhor amigo, beijando Calisto. O rei ficou parado, sem palavras, apenas lágrimas que caiam à frente daquela cena, mas permaneceu forte e perguntou à Lass se ele não queria treinar, mas Lass recusou e afirmou que Calisto havia pedido para ser o rei do novo reino construído.

Notas finais
Comecei criando uma história, justificando a criação dos reinos Canaban e Serdin!

espero que tenham gostado.
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