Aventuras em Terra Oculta

1 Capítulo 1 - Uma manhã de Primavera


Manhã. Os ventos sopravam levemente para o Norte. Os sois estavam, como em todas as outras manhãs, radiantes e soltos, uma nuvem se quer se atreveria aparecer e estragar aquela linda e ensolarada manhã de Primavera. Na verdade, as nuvens e a chuva já faziam muitos dias que não apareciam. Seria de se esperar que, num dia como aquele, as pessoas descansassem. Era mais um dia comum como todos os outros lembrados. Entretanto para Phido, não era um dia qualquer. Phido, um garoto ruivo e branco, com de 13 anos de idade. Exatamente. Para ele aquela manhã de Primavera seria deveras especial. Muito especial.

Tinta, pena, papel e mesa. Era com isso que Phido estava lidando no momento em sua casa, bem antes de todos acordarem. Sentou-se em uma cadeira antiga de madeira, porém firme e extremamente detalhada com curvaturas e formas a mão. Ascendeu a lamparina de fogo, que sempre está ao lado da mesa e pôs-se a escrever uma breve carta. O garoto estava com presa, mas cauteloso. Queria que ninguém soubesse do que estava fazendo e do que faria a seguir. Pegou então uma pena branca, bem grande aproposito, mergulhou-a em um frasco pequeno de tinta preta e começou a sua carta. Antes mesmo de terminar a primeira fase, rapidamente olhou assustado para a porta do apertado quarto para verificar se ninguém estava vindo. Alarme falso, e continuou. A carta dizia:

— Querida irmã,

Finalmente tenho meus 13 anos e, acredito que você seus 16. Decidi hoje repetir os mesmos passos que fez quando completou seus 11 anos. Legal não é mesmo? Não se preocupe comigo ou com nossos pais, tudo ficará bem. Inicio minha jornada antes do café-da-manhã, e terei como primeiro objetivo te encontrar!

Att. , Phido K. Rosen

O primeiro sol já estava descoberto por completo, porém todos estavam a dormir em suas camas ainda. Phido olhou para baixo e encontrou em uma gaveta alguns envelopes. Sem pensar duas vezes, ele pegou um deles para colocar a sua importantíssima carta. Feito isso, Phido voltou para seu aposento com a maior cautela e calma possíveis para não estragar o seu plano. Ao chegar ao seu guarda-roupas, vestiu-se com a seu melhor “uniforme”, cujo próprio garoto confeccionou. Era simples, uma regata forte, vermelha. Uma bermuda bem grande e bege, e um par de sandálias pretas muito confortáveis. Phido estava pronto para saltar de sua janela e partir definitivamente, quando num salto lembrou-se de que se esqueceu de pegar a parte do traje mais importante, seus óculos. Não que Phido use óculos, mas aqueles eram óculos diferenciados. Tinham a função de binóculos, visão noturna e captação de calor. Voltou então a sua bancada e apanhou os óculos. Assim colocou-os confortavelmente em sua testa e parou por um instante. Olhou para seu quarto e percebeu que não o viria por um longo tempo. Sem desanimar, correu até a janela que já estava escancarada, e deu um salto majestoso por ela. Ao aterrissar no chão, sentiu-se pronto. Iria sair logo depois de levar a carta até a caixa de correio é claro. Caminhou até a frente de casa, mas inesperadamente seu pai estava na porta de entrada, apenas o esperando segundo ele mesmo. Sem ao menos perceber, foi até lá e se deparou com seu pai.

— Então é hoje, não é mesmo Phido? – Disse o pai angustiado.

— Como assim Pai? Não sei do que esta falando! Eu só estava levando o li... Dizia Phido tentado defender-se.

— Veja que horas são. E essas suas roupas. Eu já sei de tudo. – Interrompeu o pai.

— Mas... é que... Não. Não é o que você está pensando... – Disse Phido meio embaraçado.

— Sim. Você quer se tornar um Mago assim como a Emily não é mesmo Phido? – Respondeu o pai já sereno.

— Bom, é algo assim... Mas nem tente me impedir! Já estou decidido! – Anunciou Phido com bravura.

— Tudo bem. Não estava em meus planos fazer isso. – Disse seu pai.

— É mesmo?! Mas por quê? – Admirou-se Phido.

— Acho que você já está pronto para tomar as decisões certas sozinho. Quero que meu filho seja feliz fazendo o que quer. – Explicou seu pai com bastante determinação.

— Nossa, não esperava por isso... Que bom que você compreende. – Respondeu Phido agora calmo e alegre por dentro. – Mas como a mãe...

— Não se preocupe. – Interrompeu o pai mais uma vez.- Ontem a noite eu conversei com ela, e concordou com a sua decisão também. – Terminou o pai.

— Obrigado.- Agradeceu Phido – Já que tudo está bem, acho que já vou indo.

— Certo. Mas me responda só mais uma coisa. – Disse o pai com um ar imponente. – Qual o real motivo para você querer se tornar um Mago e encontrar sua irmã? – Perguntou.

Fez-se um silêncio duradouro. Pai e filho estavam encarando-se em uma manhã de Primavera com o vento fraco e o céu limpo. Até que o pai de Phido resmungou e fechou a porta de casa com força na frente de Phido. Ainda por cima trancou-a. Phido meio constrangido pelo pai, quase sentiu a necessidade de chorar, mas sabia que era a pior decisão a se tomar. Deu meia volta e pôs a carta que escreveu para sua irmã na caixa de correio. Quando terminou, antes que partisse para sempre um pequeno ruído saiu de baixo da porta. Era um bilhete. Logo Phido interpretou como um bilhete de despedida de seu pai. Quando leu se emocionou:

—Meu Phido,

Hoje é um grande dia para você e para nós, seus pais. Estamos orgulhosos por você estar pronto para enfrentar a vida, e ter criado um objetivo próprio para você. Esperamos que seja feliz durante e após toda a sua jornada. Não se esqueça de se agasalhar no frio, alimentar-se bem e não falar com estranhos. Mande um abraço para a minha garotinha, que hoje já deve ser uma mulher, Emily. Adeus Phido, esperaremos você e sua irmã aqui até o dia em que vocês voltarem com sabedoria e saudades. Do seu amado pai, e sua querida mãe, um “boa sorte”.

Att. , Beo C. Kolling

Já era quase a hora do café-da-manhã. E como prometido, Phido enfim partiu de casa para sua incrível jornada que estava prestes a iniciar. Antes de tudo, guardou o bilhete que seu pai lhe-deu no seu bolso da calça, um lugar bem seguro onde nunca o perderia. Depois sacou uma bussola. Phido seguiria para o nordeste, pois era para lá que sua bussola apontava. E foi assim que este garoto, ruivo e branco, de 13 anos de idade conhecido e chamado pelo nome de Phido K. Rosen começou a sua longa jornada para se tornar um incrível Mago.

Notas finais
Olá, meu nome é Gabriel e trouxe hoje a vocês um primeiro capitulo de minha primeira história original. Se gostaram conte-me o que acharam. Sem não gostaram, por favor, comente o por que junto a uma critica construtiva para que possa escrever capítulos cada vez melhores para vocês ;)

Muito Obrigado.