Aventuras em Sharn - Interativa!

4 Inicio Da Jornada! Conhecendo Um Novo Parceiro De Viagem!


Notas iniciais
Fala galera! Está ai o quarto capítulo! Achei que ele ficou meio grande, por isso decide parar por ai e continuar no próximo! HolyNight, seu personagem já se faz presente neste capítulo. Espero que goste de como ele foi introduzido. Não deixe de expressar sua opinião nos comentários, amigo! Quanto aos asteriscos "*" (que palavra feia '--'), eles servem para indicar onde houve alterações em relação ao Pokémon original (Lança-chamas e Absorção de Gelo de Zweilous, para ser mais específico). Além do mais, o tipo de Zweilous (Deino, Hydreigon) foi alterado, [SPOILER] aqui ele passa a ser do tipo Dragão/Fantasma, pelo fato de, ao meu ver, ser um pouco fantasmagórico (O.O), além de existir apenas Giratina com os mesmos tipos [FIM DO SPOILER]. Boa leitura! Um abraço! PS: As vagas para personagens do time principal já foram preenchidas. Mas não deixe de fazer sua ficha. Seu personagem pode aparecer a qualquer momento e subir de nível (em importância) no enredo!

– Ei garoto. Acorde.

A voz, para Joe, parecia vir de todas as direções. Sem dúvida alguma, estava confuso. Mesmo de olhos fechados sentia o mundo girar. Sentia que tudo a sua volta estava preste a desmoronar. E então outra vez a voz:

– Ei garoto. Vamos. Levanta dai. Larga de ser molenga.

– Hm...? — gemeu o pequeno ao abrir seus olhos.

Olhou em volta e percebeu que ao seu lado havia um homem. Jovem, de cabelos brancos, olhos verdes. Vestia uma espécie de toga azul bem clara próxima ao branco. Além disso, utilizava botas de pelo branco, bem grossas típicas de "esquimós".

– Ainda bem! Como se sente?

– Hm. Bem... Ma-mas pera ai! Quem é você?! — indagou o garoto assustado.

– Ah, me desculpe! Você não deve tá se lembrando de mim. Chamo-me Freaz, Freaz Manchiro. Mas então, você sente alguma coisa, Joe? — perguntou o homem preocupado.

– Só uma dorzinha de cabeça, mas... Como assim lembrar-se de você?! Você me conhece?!- gritou Joe curioso.

– Conheci você quando era bem pequeno. Você tinha uns três anos, se não me engando. Sou um antigo amigo de seu pai.

– Amigo de papai? Não tô me lembrando de você, desculpe.

– Tudo bem, tudo bem. Você era bem novinho. Realmente não deve se lembrar. — respondeu o homem com um sorriso ameno no rosto.

– Onde tá o Professor Hansei? Ele tá bem?! -

– Tá sim! Graças a você, segundo ele! Você foi bem corajoso, sabia? — retrucou Freaz.

– Onde ele tá? Preciso falar com ele. É urgente!

– Ele já tá voltando. Só foi ali buscar uma encomenda que chegou ao correio da cidade.

Os dois conversaram por um bom tempo. Freaz contou de suas aventuras com o pai de Joe, Daniel Murdock. Eram realmente parceiros. Na verdade, por um bom tempo, Daniel havia sido aprendiz de Freaz. Joe descobriu que Manchiro era um poderoso Mestre do Gelo e que vivia nas montanhas ao norte da cidade de Eldonstone, onde treinava.

– Cheguei! Freaz, o Joe já acordou? — perguntou o pesquisador abrindo a porta — Ah! Joe! Como é bom te ver acordado. Você me preocupou muito. Que burrice foi aquela de enfrentar aquele cara?

– Primeiramente, olá professor! — disse o garoto rindo — Estou bem, obrigado. Que pacote é esse ai?

– Ah! Esse aqui? São as pokébolas e as pokédex's dos treinadores iniciantes desse ano.

– Serio?! Era justamente sobre isso que eu queria lhe falar! Professor, quero seguir em minha jornada! Quero treinar, ficar mais forte e enfrentar aquele cara de novo. Quero vingar a morte de mamãe e o desaparecimento de papai! Com certeza eles têm alguma coisa a ver com isso! — dizia o pequeno agitado e empolgado — Por favor, me registre como treinador! Dê-me uma pokédex, por favor!

– Ei calma, calma. Respira — disse Freaz rindo da agitação do garoto.

– Joe, você ainda é muito jovem. Pode até não aparentar, mas você tem apenas seis anos de idade. — dizia o senhor — Além do mais, a idade mínima para se tornar um treinador certificado é de dez anos!

– Mas professor...

– E também, é muito perigoso. Olhe só! Tem uma organização criminosa atrás de você! Já imaginou o quanto isso é perigoso? — continuou o professor — mesmo que pudesse, não deixaria você partir em jornada.

– Por favor, professor. Entenda o que eu tô sentindo!

– Sinto muito Joe, mas a resposta final é nã...

– Tive um ideia! — interrompeu o homem de cabelos brancos — Que tal você vir comigo para a Montanha Eldon? Você pode treinar lá! Assim como fez seu pai. O que acha?

– Tá falando sério?! — os olhos do pequeno brilhavam — É claro que eu quero! Já que o Professor não me deixa partir... Vamos!

– Confesso que é uma boa ideia — comentou o pesquisador — Além disso, com Manchiro certamente você estará mais seguro.

– Ihuuul! Vamos Freaz, vamos! Não podemos perder tempo!

– Ei! Calma ai garoto. Já tá tarde. Não adianta nada partirmos agora. Chegaríamos lá depois só da meia noite.

– Aaah... Mas partimos amanhã, certo? — indagou Joe.

– Tudo bem!

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Naquela noite, não consegui pregar o olho. A ideia de ir treinar com um mestre era realmente empolgante. Além do mais, era lá que papai, há muito, havia treinado e aperfeiçoado suas técnicas com Mestre de Dragões. Eu não via a hora de partir.

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Joe e Freaz seguiram para a Montanha Eldon, onde o garoto faria um treinamento intensivo. Lá havia uma pequena cabana de madeira. Rústica, simples, porém muito aconchegante.

– Bem, chegamos! Vou preparar o almoço. Já tá com fome? — perguntou Freaz.

– Muita! — respondeu o garoto rindo e tremendo, por causa do frio.

– Vou lá dentro buscar roupas apropriadas para você e preparar o nosso almoço.

Os dois almoçaram calados. Joe, com suas novas vestimentas estilo "esquimó", foi o primeiro a terminar. Não via a hora de iniciar o treinamento. Manchiro, no entanto, se alimentou com bastante calma, parecia estar em um dia normal.

Ao terminar, ele chamou o garoto e o levou para uma imensa arena de batalhas logo atrás da casa.

– E ai?! Vamos começar garoto?! — perguntou o mestre do gelo de um lado do campo.

– Não vejo a hora! — gritou o garoto do outro lado.

– Pois bem! Beartic, vai! — o Pokémon foi liberado de sua pokébola – Joe, use seu Deino!

– Ah, qual é! Todo mundo sabe que Pokémons do tipo Dragão são fracos contra o tipo Gelo! — gritou o garoto irritado.

– Sim! Mas qual o propósito do treinamento senão vencer as dificuldades?! — retrucou Manchiro — Além do mais, foi esse o motivo do treinamento de seu pai sabia?!

– Tudo bem... Deino, vai! Use o Lança-chamas*.

– Beartic! Evasiva e Raio de Gelo!

Beartic era um Pokémon semelhante aos ursos polares. Branco, com grandes garras e presas. No entanto, possuía peculiares estruturas abaixo de seu queixo. Eram semelhantes à estalactites de gelo. O Pokémon, ao receber o comando, desviou facilmente do ataque de seu oponente. Quando parou em um lugar seguro, começou a concentrar energia em sua boca e lançou um poderoso raio congelante contra o pequeno Dragão, que foi totalmente envolvido pelo gelo.

– Ah! Não! Deinooo!

– Regra número um, nunca se desespere em uma batalha. Incentive seu Pokémon a vencer dos obstáculos — disse o mestre.

– Certo! Deino! Saia dai! Você consegue — gritou o aprendiz.

O cubo de gelo em que estava preso o Dragão começou a se agitar e trincar. Logo depois, o Pokémon já estava livre.

– Deino, Lança-Chamas outra vez!

O pequeno o fez, mas desta vez as chamas foram muito mais intensas.

– Olha só! Parece que seu Deino tem a habilidade Absorção de Gelo*! — gritou Manchiro.

– Absorção de Gelo?! Como assim?! Que habilidade é essa?! — retrucou o garoto intrigado.

– Quando ele é atacado por um golpe do tipo Gelo, seu poder é aumentado e sua defesa cai drasticamente!

– Sério?! Que legal! — gritou o garoto animando.

– Nem tanto! Saiba que a defesa do Pokémon é primordial em uma batalha!

E assim se iniciou o treinamento.

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Fiquei ali, por quatro longos anos. A cada dia eu ficava mais forte. No início a derrota era inevitável. Deino e Riolu perdiam feio para o Beartic de Freaz. Foi só a partir do segundo ano que as vitórias começaram a brotar. No terceiro, as vitórias se tornaram mais frequente. Já no último, me encontrava em uma onda delas consecutivas.

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– É Joe. Você já está muito poderoso. Até diria que mais do que eu. — disse Freaz ao final de mais uma batalha de treinamento.

– Acho que ainda não é o suficiente, mestre.

– O quê? Essa é sua quadricentésima vigésima quinta vitória consecutiva contra mim! Já tá na hora de buscar novos desafios.

– Como assim? — perguntou o garoto, que agora tinha dez anos e estava muito mais maduro e sensato comparado àquele do início do treinamento.

– Lembra que você queria seguir em jornada? Pois bem! Sugiro que vá! Afinal, você já tem dez anos. — continuou o mestre — Ficar aqui não vai somar novos conhecimentos e técnicas. Olha para sues Pokémons. Zweilous e Riolu estão muito poderosos.

– É... Pensando bem nisso... Ok! Vou retornar a Eldonstone pra iniciar minha jornada. Mas antes preciso descansar.

Joe se dirigia até a cabana quando um helicóptero passou veloz em com baixa altitude. Pousou no meio da arena de batalha. O garoto pôde ver um grande "K" desenhado na aeronave.

– O que será isso?! — indagou Freaz.

– Não faço ideia! Mas não parece ser coisa boa!

Logo que terminou a frase, dois indivíduos saltaram da aeronave e se posicionaram frente à frente com o garoto.

– Você é o Joe?! — perguntou a moça que possuía cabelos roxos e trajava um belo vestido negro com o mesmo "K" do helicóptero desenhado no busto.

– Sim, sou! O que vocês querem comigo?! — indagou o garoto intrigado.

– O que queremos?! Sua morte é o que queremos! — disse a segunda moça trajada da mesma forma que sua parceira, eram gêmeas — Vocês podem ter derrotado o Zaron. Mas com a gente será diferente! Não somos incompetentes como ele! Somos assassinas profissionais da Equipe Kramos!

– Zaron?! Aquele cara do Gengar?! Hm... Acho que me lembro dele! Ele matou minha mãe! E já que vocês estão aqui para substituí-lo... Vocês pagarão por ele! Zweilous, vamos lá!

O pequeno Deino de Joe havia em fim evoluído depois de intenso treinamento. Se transformara em um Zweilous, possuindo, agora, duas cabeças e um par de estreitas asas, que não servem para voar.

– Krookodile! Vamos acabar com eles! — disse a primeira moça liberando seu Pokémon.

Krookodile, um Pokémon do tipo Solo e Escuridão. Semelhante a um grande crocodilo, é bípede coloração vermelha com manchas negras em seu dorso e cabeça.

– Glaceon, venha ajudar o Krookodile! — disse a segunda.

Glaceon, uma pequena raposa azul, com cristais de gelo em seu dorso, cauda e franja.

– Joe, vou te ajudar! — gritou Freaz ao longe.

– Não! Isso é comigo, Freaz! É uma questão pessoal!

– Você pensa que poderá nos derrotar sozinho? Com um único Pokémon, que, ainda por cima, leva desvantagem com ambos os nossos? — disse a treinador do Glaceon — Faz-me rir!

– Isso mesmo! Zweilous, apenas desvie dos ataques e espere eles se cansarem! — disse o garoto ao Pokémon.

O Pokémons rivais realizaram sucessivos ataques a mando de seus treinadores, Raio de Gelo, Sombra Noturna*, dentre vários outros. Zweilous, no entanto, conseguiu desviar de todos os ataques. Ao final, Krookodile e Glaceon estavam visivelmente cansados.

– O que?! Como essa coisa pode ser tão rápida?! — gritou indignada a treinadora do Pokémon Escuridão.

– Vocês ainda não viram nada! Agora! Use a Pulsação do Dragão!

O pequeno Dragão concentrou energia em sua boca e a lançou na forma de um raio elétrico de coloração branca. Os rivais foram derrotados, em grande parte por estarem esgotados.

– Não acredito que ele nos venceu com apenas um ataque! — Gritou as duas em ao mesmo tempo.

– Não acreditam?! Pois farei mais! Zweilous, Fúria do Dragão!

Ao ouvirem aquilo as assassinas se desesperaram. Não tinha nenhum Pokémon para protegê-las. A única saída seria fugir. Correram para a aeronave e decolaram quase que instantaneamente. O ataque de Zweilous errou por pouco.

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“Que má sorte!”, foi o que pensei naquele momento por ter errado o ataque. Se tivesse sido um pouco mais preciso teria acabado com a raça delas.

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O garoto foi para a cabana em silêncio, sem nem ao menos olhar para Freaz. Estava notavelmente abalado. Deitou-se em sua cama e ali ficou por alguns momentos relembrando o acontecido na Mansão Murdock há quatro anos, até que adormeceu.

Acordou, o almoço já estava pronto. Ele se alimentou e se despediu de Manchiro, o agradeceu por todo o treinamento e seguiu viagem rumo à cidade de Eldonstone.

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Realmente acho que fui muito rude com Freaz. Ele havia cuidado de mim por pouco mais de quatro anos. E o que eu fiz? Sai de lá de cara fechada. Nem mesmo um abraço fui capaz de dar para demonstrar minha gratidão. Meus sentimentos estavam, novamente, tomados pelo ódio, eles estava me dominando outra vez. Não consegui parar de pensar em mamãe e papai.

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Quando chegou ao laboratório do Professor Hansei, Joe parou, pensativo, e decidiu ficar sentado ali na frente até que aquele ódio passasse. Não queria, de forma alguma, descontar aquilo na pessoa que o socorreu. Não queria feria mais alguém. Depois de alguns minutos ele decide, afinal, entrar.

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O pesquisador abriu a porta logo e ao ver Joe parado ali se exaltou de alegria.

– Joe! Há quanto tempo meu filho! Não sabe quanta saudade senti de você — disse o senhor alegre.

– Olá Professor! Também senti muito sua falta! Desculpe-me por não ter vindo te visitar durante esses quatro anos, — continuou o garoto — mas é que eu estava fascinado demais com o treinamento e não conseguia pensar em outra coisa.

– Não tem problema! Agora venha cá e me deu um bom abraço.

Os dois ficaram ali, abraçados. Fazia tempo, muito tempo, que Joe não recebia um abraço. Já havia até esquecido da sensação.

– Pois então, me diga! A que devo a honra de sua visita! — disse Hansei brincando.

– Bem eu vim aqui para que o senhor me cadastrasse como Treinador!

– Eu sabia que um dia voltaria com essa ideia! Você realmente é bastante determinado! Entre, entre. — retrucou o professor.

Joe entrou, se sentou e aguardou até que o Professor retornasse com os equipamentos.

– Bem, aqui estão algumas pokébolas e uma pokédex! Crio que você não precise de um Pokémon inicial, não é mesmo?

– Acho que não. — disse rindo.

– Creio também que você não vai se demorar por aqui, né? — indagou o pesquisador.

– Acertou! Quero ir logo! Quanto mais cedo melhor! — disse o garoto empolgado.

– Certo, está tudo certo então. Sua ficha pode deixar que eu mesmo faço.

– Ok, muito obrigado Professor. O senhor não sabe o quanto sou grato por tudo que fez por mim. Vou sentir saudades.

– Ah que isso! A gente se fala pelos videofones dos Centros Pokémons.

– Certo. Então vou indo. Adeus Professor!

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O rosto do Professor Hansei quando me despedi foi de partir o coração. De alguma forma eu sentia que ele me considerava como um filho. O filho que ele nunca pudera ter.

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Joe seguia para a saída sul da cidade quando se depara com uma cena inusitada. Logo a frente, na calçada, estava um garoto com agachado perto de um poste. Curioso, Joe se aproxima e percebe que ele estava puxando um Pokémon verde e amarelo para que se soltasse do poste.

– Ei! Cara! Que é que tá acontecendo? — perguntou Joe.

– Aaaah! — gritou o garoto caindo no chão — Que susto cara! Tô tentando fazer o Servine largar esse poste! Não faço ideia do que deu nele! Ele nunca foi assim!

O garoto tinha cabelos negros, na altura dos ombros, olhos avermelhados e estatura mediana, cerca de um metro e sessenta e cinco. Trajava uma camiseta bege, coberta por uma camisa preta com detalhes (bolso, gola e magas) em vermelho. Usava um bermudão também preto com detalhes (bolsos) em vermelho. Seu tênis era da mesma coloração do restante. Usava, também, um colar uma pokébola.

Joe pegou a pokédex e a aproximou de Servine. "Servine, o Pokémon Cobra de Grama. Ela se move pelo chão deslizando. Seus movimentos rápidos são para confundir seus inimigos e, então, atacá-los com o chicote de vinha.”.

– Serio? Que estranho. Pera ai. — disse agachando e se aproximando do Pokémon — Ei cara! Que foi com você?

– Serr, servine, vine, vine, servinee! — gritava o Pokémon.

– Então é isso? Tudo bem eu vou falar com ele — disse Joe ao Pokémon.

– Vine!

Servine é um Pokémon verde com alguns detalhes em amarelo, se assemelhando a um lagarto.

– Ele tá dizendo que você esqueceu sua mochila no barco... — disse o garoto segurando uma risada.

– O que? Claro que não! Minha mochila tá bem aq... — parou ao notar que não estava em suas costas — MINHA MOCHILA!

Joe não conseguia parar de rir, aquela situação era realmente muito embaraçosa e engraçada. O garoto não pensou duas vezes, correu em direção ao porto da cidade seguido de seu Pokémon. Chegando lá:

– Cadê? Cadê? — disse ele ofegante olhando para todos os lados — CA-CADÊ AQUELE BARCO!

– Como ele é? — perguntou Joe.

– É um barco pesqueiro. Bem pequeno. Ali! Achei!

E lá se foram os dois, treinador e Pokémon, em disparada novamente. Correram para um pequeno barco que estava atracado ali.

– Ei, senhor! Lembra-se de mim? — perguntou o garoto a um homem no barco.

– Hm? Ah, você! O que foi? — indagou o marinheiro.

– É que eu esqueci minha mochila no barco! Você poderia pegá-la pra mim?

– Sua mochila? Ah, sim! Eu a guardei ali! Pera ai...

– Tudo bem! — confirmou o garoto.

– Aqui está! — disse o marujo entregando uma mochila preta para o garoto.

– Muito obrigado! Muito obrigado, mesmo!

– Ainda bem, hein? — disse Joe.

– Ainda bem, mesmo! Meus pertences estão tudo aqui... Mas como você entendeu o que o Servine tava falando?

– Bem, eu consigo sentir seus sonhos, desejos e pensamentos. É uma coisa de famíl... — engasgando.

– Hm! Que interessante! Muito prazer, meu nome é Kenshin, Kenshin Honnou. Mas pode me chamar de Ken.

– Ah! O prazer é todo meu. Me chamo John Murdock, mas pode me chamar de Joe. Você não é daqui, né?

– Não. Eu vim da região da Cidade de Vermilion, na Região de Kanto. — respondeu o Ken animado.

– Puxa! Serio? Uma vez eu visitei Kanto durante um Concurso de Coordenadores que teve em Celadon... Mas espera um pouco, Servine pode ser capturado em Kanto?!

– Ah, não, não! Meu pai o capturou em Unova em um viagem quando ainda era um Snivy. Ele me deu de presente de aniversário de dez anos. — respondeu o garoto sorrindo.

– Entendo. Foi bom te conhecer Ken, mas tenho que ir. Até a próxima! — disse se virando.

– Ei, espera! Para onde você tá indo Joe? — indagou curioso.

– Pra falar a verdade... Não faço a mínima ideia. — respondeu rindo — Tô começando minha jornada hoje. Acho que vou por ai, andando, treinando...

– Hm... Eh... Posso perguntar? — disse Ken sem graça.

– Claro!

– Você se importaria se eu te acompanhasse? É que eu não conheço nada sobre Sharn, exceto aquilo que li no poucos livros sobre ela.

– Puxa! Que legal! É claro que eu não me importo! Vai ser bom ter uma companhia!

Notas finais
Gosto de dar os créditos aos participantes através das fichas para mostrar o meu agradecimento! Então aqui vai: Crédito do novo personagem (Kenshin Honnou): HolyNight [ http://fanfiction.com.br/u/97637/ ] Bom pessoal, é isso ai! Não tenho muito para falar no momento Julia Sasaki, [SPOILER] pretendo inserir sua personagem já no próximo capítulo! [FIM DO SPOILER]. Não deixe de Conferir! Um abraço! Até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.