Aventuras de um Viajante do Tempo
1 Androides
Era mais um dia de reconstruções perto da gigantesca sede da Corporação Cápsula. Era incrível que mesmo dez anos após a derrota dos androides a destruição que eles causaram ainda não tinha sido reparada totalmente.
Trunks, agora tricampeão de Tenkaichi Budokai, agora dedicava seu tempo para viajar com a Máquina do Tempo criando linhas temporais livres de androides.
— Desista idiota! —Falava arrogantemente a máquina de cabelos negros que enforcava Trunks.
Nessa linha do tempo (ou universo alternativo) Dr. Maki melhorou os androides com base na luta entre Trunks e Cold, tornando os três ainda mais fortes que o Super Saiyajin tão aprimorado de Trunks.
Após Piccolo se fundir com Kami, Trunks foi ajudá-lo. Mas eles estavam perdendo feio. A Número 18 nem sequer dava espaço e tempo suficientes para que o namekuseijin regenerasse seu braço arrancado.Quando o Saiyajin achava que essa linha temporal não tinha mais solução, eis que um grito ressuscita sua esperança.
—Sentiram minha falta, máquinas estúpidas?!—Vegeta perguntou sonoramente do alto de uma montanha.
Sem esperar resposta, o príncipe dispara contra a androide loira, e desfere um soco no seu rosto. Ela é pega de surpresa e se desequilibra, mas se recompõe rapidamente e aplica um chute no abdômen do Saiyajin.
Enquanto isso, Piccolo regenera seu braço e sabendo que Vegeta não aceitaria sua ajuda, livra Trunks de 17 com uma esfera de energia que explode nas costas do androide. De costas para seu inimigo, o homem de cabelo lilás atinge a cabeça dele com uma cotovelada. Juntos, o viajante do tempo e o homem esverdeado lutam com a criação de Gero.
Existia ali, porém, um indivíduo que não estava lutando mesmo que fosse o mais forte dos presentes ali. Era o Número 16, que apenas observava. Mas, subitamente, o seu radar capta um poder de luta que vinha até o local com uma velocidade supersônica.
Era Cell, a melhor criação de Maki Gero, em uma versão melhorada com células de Rei Cold e Trunks, mas que ainda não alcançava o pode dos androides. 16, entretanto, percebendo que o ser não era uma grande ameaça, nada falou aos outros androides.
Os guerreiros alienígenas, porém, já haviam percebido o ki de Cell. Eles já conheciam esse ki e estavam receosos, mas continuaram focados em sua luta.
17 continuava lutando contra dois, que eram juntos capazes de derrotá-lo.Algo,então,passa por sua mente metade eletrônica.
—Sabe o que eu não entendo Homem Verde?—questionou
— Você tenta matar Goku e está tudo bem, não é? Mas quando nós tentamos matar Goku, vocês ficam com raiva!
Piccolo pensou por um momento, mas sem deixar de golpear o androide furiosamente.
—Isso é verdade, mas quando eu tentei matar Goku era por vingança. Vocês só querem fazer isso por diversão.
—Você nos conhece tão bem!— respondeu o androide, que se aproveitando a distração do namekuseijin, o chutou na face.
Piccolo rolou por vários metros, mas se recompôs rapidamente e partiu para cima do assassino. Ao ser afastado novamente, ele parou. Trunks continuou atacando, mas o guerreiro fusionado concentrou o seu Ki por alguns segundos.
Ele levou as garras de dois dedos à testa e concentrou sua energia nelas. Ao se concentrar no ki por tanto tempo, ele percebeu algumas coisas, enquanto carregava sua esfera energética.
Percebeu que só faltavam alguns segundos até Cell chegar ao local da batalha. E também que Vegeta parecia um pouco mais forte e estava dando trabalho para Número 18(o Saiyajin havia sido atraído pela batalha e só havia permanecido por cinco minutos na Sala do Templo, o que equivale a trinta horas de treino).
Foi então que Piccolo teve uma ideia. Ele levou outros dois dedos á cabeça, concentrando outra bolinha de ki. Finalmente, apontou as esferas para seu alvo. Avisou para Trunks sair da frente e disparou.
Raios espirais saíram das esferas indo em direção a máquina da morte a sua frente.
— Duplo Makankosapo!
Os raios explodiram no corpo metade humano de 17, levantando uma grande cortina de fumaça.
— Venha comigo, Trunks!— gritou Piccolo para o guerreiro de cabelo roxo.
Os dois lutadores se posicionaram voando uns ao lado do outro horizontalmente ao alcançar o ciborgue, e eles o chutaram um de cada lado do peitoral o jogando para cima.
Ao pousarem no chão, Trunks fez vários movimentos velozes com as mãos e Piccolo concentrou sua energia nos braços. E então dispararam seus ataques.
— Buster Cannon!— disse o viajante do tempo.
Piccolo, porém, não havia disparado nenhum ataque em especial, apenas disparou uma energia em forma de laser cilíndrico. Quando os dois raios atingiram 17, os lutadores esperaram pela explosão.
Mas ela não veio. O que veio foi um grito seguido de um raio azulado enorme que rebateu os ataques combinados. Era ninguém menos que a criatura verde conhecida como Cell.
Surpreendido, mas pensando rápido, Trunks deixou de sustentar o seu Buster Cannon e usou sua velocidade para aparecer ao lado de Cell e golpeá-lo com força o jogando contra a explosão entre os três ataques.
Vítima não só dos ataques dos dois lutadores, mas também de seu próprio Kamehameha, Cell caiu desacordado no chão.
Naquele momento, o príncipe Saiyajin havia se distraído, e 18 aproveitou para prendê-lo em um estrangulamento.
Para os dois loiros, a luta estava recomeçada. Piccolo disse para Trunks ajudar seu pai.
O guerreiro verde continuava encarando 17.
—Quer saber por que essa criatura o salvou?—questionou Piccolo
O androide assentiu em silêncio. Ele estava olhando fixamente o corpo de Cell desmaiado no chão.
—Ele era um androide, como vocês. Criado por Gero com as células de Goku, Vegeta, Ten Shin Han, Trunks e as minhas também. Ele foi feito para ser o mais poderoso indivíduo da Terra. Mas, para isso ele precisava absorver você e sua companheira ali.
—Por isso me salvou, não é?Precisava de mim para obter mais poder.
Sem nenhum aviso prévio, Piccolo disparou contra 17,aplicando uma infinidade de socos e chutes nele.O ciborgue,porém,parou Piccolo com um soco.
O estado de 17 era deplorável. Suas roupas estavam rasgadas, a flanela laranja que ele usava já não existia. Seu cabelo havia sido cortado. Havia arranhões por todo o seu corpo. Seu peitoral sangrava e sua respiração ofegante denunciava seu cansaço.
Piccolo, então, aplicou um chute em seu rosto o enviando para o céu. O alienígena começou a disparar pequenos ataques dourados em sua direção. Nem era preciso esquivar, pois o homem verde não mirava em 17.
Sem entender o que acontecia, o ciborgue olhou a sua volta, e viu centenas de pontos dourados brilhantes suspensos no ar.
—Hellzone Grenade!
Os pontos emitiram um enorme brilho, que chegava a ser ofuscante. E explodiram.
A luz da explosão foi enorme. Enquanto o corpo parcialmente humano caía do céu envolto em fumaça, 17 só teve tempo de pensar em uma coisa antes de perder a consciência.
— Hellzone Grenade...Que nome legal...
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