Aventuras de Um Mestre

2 Capítulo 2 - Você aceita?


Depois de completar dez anos, Ash finalmente escolheu seu primeiro pokémon. Squirtle, um tipo aquático. Mas ainda no laboratório do prof. Carvalho, uma garota chamada Misty apareceu, querendo começar uma jornada com um tipo água. Após uma discussão com a garota, que sugerira que Ash deixasse squirtle para ela e levasse bulbasaur, Ash sai irritado com squirtle e segue rumo a sua jornada. Rumo a grandes aventuras...

Capítulo 2 - Você aceita?

Ash andava pela floresta de Pallet um pouco irritado. Ainda em sua cabeça o modo irritando que aquela garota, Misty, havia lhe proposto trocar de pokémon. Na verdade ele não se importaria de ficar com bulbasaur, mas o modo como Misty havia lhe proposto aquilo, fez com que o ato parecesse... imoral. Sem mencionar que ele tinha todo o direito de ficar com squirtle. Havia chegado primeiro, por tanto, tinha o direito de ficar com o pokémon que quisesse.

Parou de andar um pouco e puxou o ar para os pulmões com força, tentando se acalmar. Segurou a respiração por alguns segundos, até liberá-la lentamente. Sorriu, já mais calmo. Pegou a pokébola de squirtle de seu cinto e o soltou.

Quando saiu, squirtle olhou para os lado um pouco confuso, até que viu Ash atrás de si e correu ao seu encontro. Ash sorriu, pegando o pokémon no colo, antes de continuar a caminhar. Era mais confortável caminhar ao lado dele.

Andaram mais um pouco pela floresta, até que chegaram em um rio de água calmas. Assim que viu o rio, squirtle saltou dos braços de Ash, correndo em direção a água. Ash não pode deixar de rir, enquanto via o modo como squirtle brincava na água do rio.

Sem pressa, Ash estendeu uma toalha no chão e arrumou as coisas para o almoço. Uma tigela cheia de ração para pokémon, alguns sanduíches e o chocolate quente que Delia havia feito. Assim que arrumou tudo, chamou squirtle, que saiu da água sentando-se ao lado de Ash e comendo de forma esfomeada a ração em seu prato.

“Está gostoso, squirtle?” perguntou sorrindo, com um sanduíche a meio caminho de sua boca.

Squirtle! Exclamou o pequeno pokémon, com a boca cheia de ração, enquanto segurava mais com as mãos.

Ash não conseguiu conter uma risada com aquela cena. Olhou para o céu, sentindo-se relaxado. Era uma sensação totalmente diferente aquela de estar em meio a floresta. Era quase como se estivesse, finalmente, livre de qualquer amarra que o prendia.

Os pensamentos de Ash foram interrompidos por um grito, fazendo com que tanto squirtle como Ash se assustassem. De repente, um garoto sai correndo de trás dos arbustos, carregando um ovo contra o peito, passando correndo por Ash. Instantes depois, surgiu um um pokémon que parecia ter quase dois metros e, definitivamente, não parecia de bom humor, correndo atrás do garoto que fugia.

“Mas... que pokémon é esse?” indagou Ash para si mesmo, puxando a pokédex de seu bolso e apontando-a para o pokémon que já se afastava.

Kangaskhan, um Pokémon pai. Depois de se aproximarem de extinção, estão agora protegidos por lei e habitam a Zona do Safári. É recomendada uma aproximação com extrema cautela. O kangaskhan é um Pokémon raro que levanta suas crianças em seu bolso. Eles vão atacar violentamente e sem aviso se sentem seus filhotes ameaçados de alguma forma.

“Ah... então aquilo é um kangaskhan... não sei porque, mas ele lembra a minha mãe” comentou Ash, com o pequeno squirtle que estava inclinado para olhar a pokédex. “Mas... aqui diz que eles só atacam se forem ameaçados... por que aquele kangaskhan estava perseguindo o garoto?”

Squirtle... resmungou squirtle, encolhendo os ombros como se dissesse que não sabia.

Ash pensou um momento se deveria ir atrás e tentar ajudar aquele garoto, mas achou melhor não. Afinal, se aquele kangaskhan o estava perseguindo, algum motivo haveria de ter. E, de qualquer forma, squirtle era muito pequeno e não poderia lidar com um pokémon do porte daquele kangaskhan.

Terminaram de comer e arrumaram as coisas. Depois de guardar tudo Ash olhou para squirtle, que parecia ter a intenção de voltar para dentro da água.

“Não squirtle, você não pode nadar agora” falou Ash, impedindo que o pokémon fosse para a água o pegando no colo. Como resposta, teve o olhar choroso de squirtle, que parecia querer convence-lo. “Desculpa, mas não dá. Nós temos de seguir viagem, mas também temos de achar um pokémon.”

Squirtle? O pokémon o olhou intrigado com aquela resposta.

“Ora squirtle, se quisermos ser fortes, também precisamos formar um time forte! Isso significa que temos de achar um pokémon e capturá-lo, entendeu?” perguntou Ash, pegando squirtle no colo, recebendo um aceno afirmativo.

Ash sorriu e começou a andar para dentro da floresta. Conforme entrava mais na floresta, alguns pokémon começavam a surgir nas arvores e próximos a elas. Ash estava espantado com todos aqueles pokémon, haviam insetos como: caterpie, weedle e nincada; tipos pássaros como: pidgey, taillow e starly. Nunca havia imaginado encontrar tantos pokémon assim... tão fácil.

“Nossa...” sussurrou Ash espantado, recebendo um aceno afirmativo de squirtle que também olhava todos aqueles pokémon admirado.

“Ei garoto, um pokémon não vai entrar na sua pokébola se você não se mexer.”

Ash se assustou com aquela voz e se virou, deparando-se com o mesmo garoto que vira fugindo do kangaskhan. Agora, sem o tumulto, podia reparar mais nele. Tinha os cabelos castanhos curtos, assim como os olhos, e usava uma calça jeans e uma camisa azul petróleo, em suas mãos ainda estava o ovo que Ash havia visto de relance.

“Quem é você?” perguntou Ash, curioso.

“Meu nome é Kenny, e você seria...?” perguntou, se aproximando.

“Sou Ash, da cidade Pallet e esse aqui é o meu squirtle” disse, apresentando a si mesmo e ao pokémon em seus braços.

“Hunf... então você foi o idiota que me viu ser perseguido por um kangaskhan furioso e não me ajudou” comentou Kenny, fazendo Ash se assustar.

“Eu... er... se ele estava te perseguindo, deveria ter motivo. Um kangaskhan não ataca se não houver motivo” disse, lembrando-se das palavras da pokédex.

“Hunf... entendi. Você é um completo novato” comentou Kenny, em um tom de zombaria. “Pois saiba que eu não fiz nada demais, e que um pokémon selvagem pode sim atacar sem motivo.”

A expressão de Ash se fechou rapidamente com aquele comentário. Sim ele era um novato, e o pequeno squirtle em seus braços era prova disso. Mas isso não queria dizer que ele não sabia nada sobre pokémon, e de uma coisa ele tinha certeza: pokémon não atacam sem motivo!

“Então você diz que roubar um ovo de uma mãe kangaskhan não é um motivo para ela te atacar?”

Ash se surpreendeu com a voz a suas costas, e quando se virou, viu Gary parado com o corpo encostado em uma arvore. Ao seu lado estava o pequeno charmander que havia escolhido, mas uma coisa chamou a atenção de Ash. Aquele charmander não era normal. Ele tinha uma cor diferente. Normalmente, um charmander era vermelho, mas aquele tinha o corpo dourado.

“V-você não sabe de nada...” balbuciou Kenny, aparentemente assustado com a acusação de Gary.

“Eu sei o bastante para saber que esse ovo em seus braços, é um ovo de kangaskhan. Você o pegou, e como um kangaskhan é super-protetor com relação aos filhotes, ele o está perseguindo.” deduziu Gary, se aproximando com uma expressão de poucos amigos.

“Hunf... você está engando, afinal, se estivesse certo, aquele kangaskhan ainda estaria me perseguindo!” exclamou Kenny, recuando um passo.

“Você deve ter conseguido despistá-lo, apenas isso. Mas se eu fosse você, devolveria esse ovo, porque se ele kangaskhan te achar, ele certamente vai te matar” alertou Gary, mas depois se virou para Ash, depois olhando para o pequeno squirtle em seus braços. “E você é o garoto que eu vi chagando lá no laboratório do vovô.”

“Sim, sou eu mesmo! Meu nome é Ash” apresentou-se, sorrindo.

Não sabia o porque, mas havia gostado do jeito de Gary. Ele parecia saber o que dizia, diferente de qualquer pessoa que era dada como iniciante. O charmander ao seu lado também parecia confiar plenamente em Gary.

“Bem, como somos da mesma cidade, Ash, eu vou te dar um conselho” disse Gary, sorrindo de forma amistosa, antes de lançar um olhar irritado para Kenny. “Não faça amizade com treinadores como ele, que só sabem sujar o nome dos treinadores pokémon. Nenhum treinador que se prese, rouba um ovo pokémon!”

“Ora seu...” mas Kenny não conseguiu terminar de dizer o que iria falar.

Um barulho de passos pesados contra o chão, fizeram com que os três garotos ficassem atentos. Ash conseguia sentir que o chão tremia levemente, enquanto o barulho os passos se aproximando aumentavam cada vez mais.

Foi no momento em que Kenny pareceu pensar em sair correndo, que a figura gigantesca de kangaskhan surgiu de trás das arvores. Assim que o gigantesco pokémon avistou Kenny, rugiu alto, em sinal de fúria, começando a correr na direção dos garotos.

Em um reflexo rápido, Gary agarrou Ash pelos ombros, juntamente com charmander, e empurrou-os para o chão, caindo junto deles, se livrando de serem esmagados pelo pokémon enfurecido.

Quando caiu de encontro ao chão, Ash viu Gary ao seu lado por a mão no cinto, puxando uma pokébola.

“Beautifly, vai!” gritou, lançando a pokébola.

Assim que foi lançada, a pokébola se abriu, liberando um pokémon inseto, semelhante a uma borboleta. As asas coloridas, brilharam ao abrir para manterem voo.

Ash não conseguiu deixar de se surpreender ao ver que Gary já tinha um segundo pokémon.

“Beautifly, use o pó do sono no kangaskhan!” mandou Gary, em um tom decidido que exalava segurança em sua ordem.

Ash viu deslumbrando o pokémon obedecer a ordem dada, voando na direção do kangaskhan enfurecido e agitando as asas, fazendo com que um pó azul brilhando se desprendesse delas. Não precisou mais do que alguns segundos, para que o kangaskhan sentisse os efeitos do ataque, parando de correr em direção a Kenny, adormecendo de pé.

Kenny ainda ficou paralisado alguns instantes, até que percebeu que o pokémon estava realmente adormecido. Suspirou profundamente e sorriu.

“Valeu, você pensou rápido” disse, olhando para Gary, mas desmanchou o sorriso ao ver a expressão do outro.

Sério, Gary caminhou a passos decididos em direção a Kenny, tão rápido que o garoto mal pode acreditar. Quando já estava próximo, arrancou o ovo que Kenny segurava dos braços do treinador, virando-se de costas.

“Ei! Esse ovo é meu!” exclamou Kenny irritado, fazendo menção de tentar recuperar o ovo.

“Não é seu! É dela” disse, apontando para o pokémon adormecido, se aproximando e colocando o ovo dentro da bolsa que o pokémon possuía na barriga. “Se você quiser morrer, pode tentar roubar novamente. Mas te recomendo ficar bem longe de kangaskhans.”

Ash tentou, mas não conseguiu conter uma risada com aquela atitude. Realmente, Gary era alguém que sabia o que fazia, e Ash percebeu isso desde o primeiro momento.

Vendo que o outro estava começando a se afastar com charmander em seu encalço, e beautifly pousada em sua cabeça, Ash se apressou em correr para alcança-lo.

“Ei” chamou, fazendo com que Gary parasse e se virasse para olhá-lo.

“Ah... achei que você já tinha ido.” comentou Gary, parecendo realmente surpreso por ver Ash ali ainda.

“É... eu estava pensando em pegar um pokémon, mas com toda essa correria, acho que acabei perdendo a chance” falou com um sorriso envergonhado.

“Pegar pokémon não é um prioridade, Ash. Você treiná-los e cuidar deles corretamente é que é a verdadeira prioridade” disse Gary, sorrindo amigavelmente. “Você pretende ir para onde daqui?”

“Veridian, minha mãe disse que tem um ginásio lá” falou, sorrindo.

“Já saquei, você quer ser mestre pokémon, e vai entrar na liga Índigo, não é?” perguntou Gary, sorrindo de lado.

“Isso mesmo. Quero ser o melhor treinador do mundo!” confirmou Ash, com entusiasmo em sua voz.

“Se é assim, vamos juntos” sugeriu Gary, vendo o espanto surgir na face de Ash. “Eu quero ser um observador pokémon, assim como o meu avó. E acho que nós dois podemos nos ajudar. Eu te auxilio no que você precisar sobre pokémon. E viajando com você, eu poderei ver muitos pokémon diferentes, e isso vai me beneficiar em relação ao meu desejo de ser observador. O que me diz Ash? Me aceita como parceiro de viagem?”

Ash sorriu com aquela proposta, e estendeu a mão para Gary.

“Claro, vai ser prazer, Gary” aceitou, tendo sua mão apertada pelo outro.

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.