Notas iniciais
Olá! Bem, passei duas semanas de bloqueio criativo. Então me entendam. Nesse capítulo, eu só coloquei esse título, por causa de um trecho que eu coloquei. Todos os direitos reservados a Nickelback.

Era uma verdadeira alegria no navio dos piratas mais conhecidos do mar. Finalmente tinha encontrado a ilha e logo em seguida, o tesouro. Sabiam que não seria tão difícil achá-lo, pois o lugar não era tão distante.

Acharam um baú grande e pesado; tinha vários detalhes dourados. Estava coberto por um pano vermelho-vivo. Tiraram-lhe o tecido fofo e a alegria acabou; o baú estava com um cadeado. O chefe dos dois disse que ele não tinha nenhum obstáculo, poderia ser aberto facilmente. Tiveram logo raiva do chefe Sting Eucliffe.

— E agora? Como é que vocês vão abrir isso? – Perguntou a jovem sentada na areia fofa. – Qual é o plano que vocês têm?

Happy respirou e respondeu: Natsu, você tem aquele machado super afiado e pode quebrar o baú não?

— Eu não vou quebrar esse... – Pensou um pouco e logo olhou para outra coisa dourada. – Mas eu posso quebrar o cadeado. Traga para mim, Happy. Está nos equipamentos.

— Aye! – E saiu voando atrás do objeto.

— O que pretende fazer com esse tesouro todo? – Lucy perguntou olhando para o mar tranquilo.

— Melhorar minha vida. Dar várias coisas a Erza minha irmã e também a minha namorada Lis. Tenho vários planos, mas agora só penso nisso. – A loira murmurou um “Ah, tá”. – E você o que faria?

— Bem, eu iria comprar uma casa para mim. – Ficou pensando mais um pouco e por fim, falou: — Com certeza, se minha família ainda estiver viva, eu iria atrás dela. Aliás, você nunca contou nada sobre sua família. Só tem sua irmã?

Natsu se arrependeu de ter perguntado. Nunca ninguém em sua vida quis saber de seus pais, nem mesmo seus amigos e sua namorada. Não saberia como falar o que havia acontecido. Parecia que sua voz havia sumido, não saia nada da sua garganta. Deu graças a Deus por Happy chegar todo suado carregando o machado.

— N-Não me faça mais c-carregar isso. É-É muito p-pesado. – Suas patinhas pareciam que iam se arrancar. Aguentava o peso de uma pessoa, mas não aguentava de um machado que é mais leve.

O pirata começou a tentar quebrar o cadeado enquanto o gato descansava. Logo um barulho forte veio. O cadeado tinha quebrado. Os outros observaram atentamente Natsu abrindo o baú lentamente.

— Nossa! Tem muita coisa aqui, nem sei o que faço. – Lucy e o filhote correram tropeçando até chegar ao lado do monte de joias, moedas de ouro, vestidos caros e pesados, cédulas de dinheiro, espadas e armas brilhosas. – Vou dividir para cada um; Happy você pode ficar com as espadas que são pequenas então dão certo para você. Lucy você pode ficar com esses dois vestidos; o verde e o branco. E eu fico com as moedas, as cédulas e...

O jovem paralisou na hora. Eram as armas. Começou a ficar pálido e seus olhos perderam a cor verde. Os outros dois estranharam e ficaram preocupados.

— Natsu? Você está bem? – Perguntou o gato. – Você está pálido!

O pirata correu dali e entrou no navio deixando eles ali com o tesouro. Trancou-se no quarto e se deitou. Suava frio e engolia seco.

— Você sabe por que ele ficou assim? – A loira indagou para o bichano, mas esse nem respondeu apenas abaixou a cabeça. – Happy? Happy! Que saco! Deixa que eu mesma pergunto para ele! – Saiu estressada pisando forte na areia.

Caminhou até o quarto do pirata e abriu sem permissão, o que deixou o jovem irritado.

— Bela educação, nem bater na porta você bate! Eu poderia estar nu! – Sentou-se.

Lucy ficou pensando um pouco e deduziu que nunca tinha ouvido falar naquela palavra: educação. Aliás, num navio como aquele que vivia não existia palavras bonitas. Deixou isso para lá e se sentou na beirada da cama, do lado dele.

— Por que você ficou daquele jeito? – De primeira Natsu não respondeu, continuou chorando. Ela não aguentou e o abraçou, deixando-o chorar nos seus ombros.

Fotos e mais fotos vinham na cabeça do rapaz. Armas. Essa palavra o causava terror. Não por que ela disparava e poderia causar morte. E sim, por outra coisa muito mais importante. Depois que ele desfez o abraço, limpou os olhos que estavam vermelhos e respondeu a pergunta feita:

— Minha mãe traiu meu pai quando me teve. Eles se separaram. Depois Igneel conheceu uma mulher chamada Annie que tinha uma filha também, a Erza. – Depois disso, Lucy começou a se interessar mais na conversa e assentiu para dizer que estava entendendo. – Eles se casaram, mas a vida de casado não durou por muito tempo. Foram assassinados. Atiraram várias vezes neles quando estavam dormindo, eu apenas escutei os tiros e continuei dormindo. – Limpou uma lágrima para continuar. – Eu não tinha nem três anos direito, por isso não me lembro dos meus pais. Depois disso, Erza trabalhou muito para nos sustentar. Passamos uma miséria, nenhuma criança merecia aquilo. Por isso que eu tenho esse trauma com armas. Só de pensar que vários tiros... – Não conseguiu terminar a frase, pois o choro voltou. – D-Desculpe... Não se chora na frente de uma mulher, você vai pensar que eu só um fraco. – Escondeu o rosto.

— Todos nós temos medo de alguma coisa. Todos nós temos um ponto fraco. Todos nós temos saudade. Todos nós temos... – Natsu a encarou. – sentimentos.

O jovem se levantou e saiu do quarto deixando uma moça triste também. Ficou pensando em como estaria seus pais agora, nesse momento? Estariam se lamentando por sua filha? Ou estariam mortos? Ou não estavam nem aí pela filha? Fazia tantos anos que... Era melhor ver o que fariam com o tesouro.

“Superar é preciso. Seguir em frente é essencial. Olhar pra trás é perda de tempo. Passado se fosse bom era presente.” – Clarice Lispector.

So just give it one more try

With a lullaby

And turn this up on the radio

If you can hear me now

I'm reaching out

To let you know that you're not alone

And if you can't tell

And you scare yourself

Cause I can't get you on the telephone

So just close your eyes

Oh, honey here comes a lullaby

Your very own lullaby

Notas finais
Erros? Já sabem o que fazer. Até o próximo e comentem, por favor!