Aventura Em Alto Mar - O Colar Perdido
15 Capítulo 14 - Promessa
Notas iniciais
Estranha. Era assim que se sentia naquele lugar. Eram luzes para todos os lados, pessoas bebendo, dançando e se beijando e o mais irritante era aquela música alta. Até que achava a voz da mulher que cantava bonita, mas... Não sabia que língua era aquela.
A loira havia insistido para Natsu que não ia naquele lugar, como ele chamava de balada. Nunca tinha saído para locais assim, pois sempre estava presa naquele navio. Mas sempre teve vontade de sair para outros lugares e, finalmente, conhecer o mundo.
Era de noite, mais ou menos oito horas. Tentou passar por aquela multidão de pessoas se mexendo de um lado para outro, mas infelizmente, alguém a empurrou e ela quase – quase mesmo – não dava de cara com o chão. Natsu que já ia mais à frente não notou a situação e seguiu direto para o bar.
— Oh, desculpe. – Falou quem a empurrou. – Eu juro como eu não te vi.
Lucy o olhou e sentiu seu coração parar por um momento. O homem, que parecia ter 20 anos, tinha olhos azuis e um cabelo loiro bagunçado um pouco parecido com o de Natsu. Ficou olhando ele por um bom tempo, quando ouviu uma voz animada ao seu lado.
— Sting! Está aqui de novo tentando desencalhar, não é mesmo? – Os dois se abraçaram, mas depois o loiro deu-lhe um soco no ombro. – Que foi?
— Isso é jeito de falar, garoto! — Diminuiu o tom de voz. – Eu sou seu chefe, me respeite!
— Ué?! Estamos numa balada, não temos que ter toda aquela formalidade. – Natsu deu de ombros e olhou para a garota ao seu lado. – Essa é minha amiga Lucy. Ele é meu chefe de trabalho Sting.
— É um prazer conhecê-la, e me desculpe pelo acontecido de agora. – O jovem de cabelos rosa nem quis saber o que aconteceu e a puxou pelo braço até o bar novamente.
A loira sentou em um dos banquinhos e tentou se acalmar. Olhou para as roupas que estava vestindo; um vestido preto que ia até o joelho, cabelo amarrado em coque alto e uma sapatilha branca. Isso tudo era da irmã de Natsu que havia esquecido o nome.
Uns minutos depois uma mulher de cabelos longos brancos, apareceu e abraçou o jovem. Ela tinha uma voz doce e uma pele branca. Eles pareciam ser amigos há bastante tempo.
— Não vai trabalhar hoje, Mira?
— Não, a Cana irá ficar no meu lugar. E onde está a moça de que você estava falando? – Ela perguntou olhando para todos os lados, menos para trás. — Está atrás de você. – Ele disse sentando-se também.
— Ah! Então você é a tal Lucy? – A loira assentiu. – Muito prazer, sou Mirajane, mas pode me chamar só de Mira. Sou cunhada do Natsu, irmã da Lisannna. – Falou sorrindo, ela parecia ser uma pessoa animada e sorridente.
— Ela não é muito de falar não. Então eu falo. – Mira sentou-se em um banquinho no meio dos dois. – Encontrei-a no mar, parecia que seu navio havia sido destruído. Disse que queria achar o seu colar bastante precioso, então, fiz um acordo; ela me ajudava a procurar o meu tesouro e eu a ajudava a procurar seu colar. – Quando terminou de falar, tomou um gole de sua cerveja.
— Ah, já sei! Quer que eu ajude também, não é? – Ele assentiu de leve e a albina riu. – Sabia, sempre pensou em mim, não é, cunhadinho? – E apertou a bochecha do jovem. – ‘Tá! Vou fazer o impossível para encontrar esse colar, mas uma pergunta; por que marcou o encontro aqui?
— É isso que eu também queria saber. – Lucy disse pela primeira vez que Mira chegou ali.
— Bom, achei que era uma forma melhor da Lucy conhecer a cidade. – Riu sem graça.
— Em uma balada? – A albina perguntou incrédula. – Ai, Natsu, você não sabe nada sobre apresentação. Por que não vão à praça? É um ótimo lugar! Local de turismo aqui em Magnólia.
♥
A praça estava toda enfeitada; piscas-piscas enrolados nas pequenas árvores, perto dos bancos havia caixas azuis enroladas com um laço vermelho – mas dentro não tinham nada -, no chão estavam espelhados alguns confetes, e mais algumas outras coisas.
Lucy estava impressionada com tanta beleza, passou até seus dezoitos anos naquele barco que nunca comemoravam nada. Aliás, ele sempre estava sujo ou algumas tábuas das escadas estavam podres.
— Por que esse lugar está tão enfeitado? – Perguntou a loira olhando admirada para as árvores.
— Está chegando a grande data; o Natal! – Ela o olhou.
— Então, já estamos perto dessa data.
A jovem se lembrou dos momentos que passou com Wendy e as outras. Em silêncio, no dia 25 de dezembro, escondiam-se em algum lugar e começavam a contar coisas engraçadas. Lucy só sentia-se feliz nesse momento, quando estava reunida com as amigas.
— No dia 24, as folhas daquela árvore, — apontou para a maior árvore que havia na praça. – irão ficar todas coloridas, todas de cores diferentes. É o Hanami. Em alguns lugares acontece em outros meses, mas aqui acontece logo no Natal. – Riu e abaixou a cabeça.
Devagar, Natsu começou a olhar para a loira. Ficou impressionado com tanta beleza. Seus olhos achocolatados olhando para as estrelas no céu, os cabelos loiros se mexendo com a brisa da noite, aquela roupa que parece que foi feita para ela, a pele branquinha e ainda tinha aquela boca que tanto queria...
— Nat-kun! – Ouviu uma voz doce lhe chamar, era Lisanna. – Ainda bem que te encontrei aqui, estava com saudades. – A albina lhe abraçou, mas por um momento, Natsu pensou em não retribuir. – Oi Lucy-san! – A loira apenas sorriu e saiu andando pela praça, mas não foi muito longe, já que não conhecia a cidade. – Não vai nem me dar um beijinho, amor? – Perguntou manhosa e ele atendeu ao pedido.
Ela disse que iria pegar alguma coisa para comer. Enquanto isso, ele se sentou em um banco e olhou para Lucy que já estava perto da árvore Sakura. O jovem pensou:
“Eu juro que irei fazer de tudo para achar seu colar.”
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