Aventura Dos Mares
1 Capítulo 1
A ilha estava um imenso caos. Incêndios em cabanas, sangue, roubos... Piratas. Eu os odiava. Eles eram pessoas que rodeavam o mundo nos seus navios e saqueavam cidades. Eu nunca vou ser um pirata, por mais que eu pense que existem piratas “bons”, eu não quero ser um, pois de qualquer forma todos são criminosos para a marinha. Mas eu também não quero ser da marinha. Eu só quero ter uma vida normal, assim como meus pais, uma vida de vendedor de peixes. É, não é aquela coisa, mas até que rende onde eu moro. Certo, você pode não está entendendo muito bem o que eu estou dizendo, então vamos pelo começo.
Olá, eu sou Frederick Hoobsvield, e sou um homem de dezessete anos de idade. Sou filho único, meus pais são bem legais e tudo mais. Tenho amigos igualmente legais e só faltam alguns meses para finalmente terminar a escola. Eu não comecei tão cedo assim, admito. Enfim... Eu sou um razoável na escola e não tenho namorada, se você se interessar por mim... Brincadeira, brincadeira. Espero a hora certa, mas já namorei e fiquei com poucas meninas, e não sei se isso é uma informação útil para agora. Me considero um cara bem legal, calmo, divertido e bem ajudante. Não me irrito facilmente assim como muitas das pessoas. Tenho cabelos castanhos claros e curtos, olhos azuis cristalinos. Tenho um bom porte físico, e sou alto. É... É isso. Não tenho nada de especial na minha vida. Como tudo isso é um resumo de mim, vamos voltar à história em si.
Acordei com minha mãe me chamando de manhã cedo, onde vendo na janela atrás da minha cama, o sol ainda estava para nascer. Por sorte, a ilha onde eu morava tem um clima quente, assim eu não sinto frio de madrugada como muitas pessoas. Dou um sorriso para a minha mãe, e então me levanto. Depois de um rápido banho e ter feito minhas necessidades, eu me arrumo com uma camisa de manga bem curta marrom, uma bermuda também da mesma cor, e uma sandália também. Dei um suspiro de alívio, lembrando que era fim de semana, então poderia passar o dia inteiro vendendo peixes. Sei lá, eu gostava de fazer aquilo. Dei um bom dia aos meus pais, e começamos a tomar o café da manhã, e sempre era muita comida para aguentarmos até o almoço. No café, eu sempre comia frutas, pães, carnes e leite. Enfim, eu e meus pais terminamos de comer, e saímos de casa. Rapidamente eu e minha mãe armamos a barraquinha, enquanto meu pai ia pegar uns peixes, o que era fácil, já que o mar que rodeava a ilha tinha muitos peixes diversos. Uns trinta a quarenta minutos, meu pai volta com a rede completamente cheia de peixes, que, falando sério, tem vezes que eu acho que meu pai faz algum feitiço para os peixes pularem na rede, sei lá. E tem vezes que ele ainda diz que pega poucos, por favor. Alguns peixes ainda se mexiam, mas rapidamente morriam. Eu sentia pena, mas ao mesmo tempo eu gostava bastante desse comércio e de me alimentar de peixes. Muitas vezes as pessoas perguntam como é que os peixes somem tão rápido da nossa cabana, mas é porque a nossa cabana é bem... Famosa. A grande maioria da população (e acredite, tem poucas pessoas) ama peixes, e somos uma das únicas barracas que vendem. Pouco tempo depois começamos a ouvir passos, portas se abrindo e outras barracas sendo montadas. O dia começou para a ilha. Em menos de dez minutos, as ruas já estavam bem cheias, e movimentadas. E já começou a ida de pessoas para a cabana dos meus pais. Cada um tinha uma função, minha mãe apresentava, dizia os preços, meu pai dizia a espécie de cada peixe e eu embrulhava para a pessoa caso ela comprasse. E assim foi indo, eu não me cansava, pois fazia isso há muito tempo, e também isso ajudava em eu passar um tempo com a família, o que era bom. Eu me importava com eles, assim como eles se importavam comigo. Passavam muitas pessoas por ali, inclusive umas eu reconhecia, como meus amigos e amigas, e conhecidos dos meus pais.
Tudo estava funcionando perfeitamente, paramos um tempo para almoçar, depois meu pai pegou mais peixes e os vendeu, e finalmente estávamos de noite. Comecei a ouvir gritos, o que era estranho para uma vila calma. E depois mais gritos. Eu comecei a ficar bem preocupado com aquilo, e rapidamente eu escuto uma explosão. Sério, o que era aquilo?
-“PIRATAAAAAAAAS!”
Ouço uma voz. Mas... Ah não. Desgraçados! Eu odeio piratas. Odeio, odeio, odeio! Eles são uma peste que o diabo mandou para a terra, só pode. Passos foram iniciados, o que significa que muita gente vinha correndo, e piratas possivelmente. Meus pais começaram a querer me levar para dentro de casa, mas eu falei:
-Não! Eles invadem as propriedades.
-Não temos escolha, não há esconderijos nenhum aqui – meu pai fala. Não tinha argumentos, e minha escolha foi ir. Ficamos ali parados, escutando os gritos, e lacrimejei só de pensar se meus amigos poderiam ou não estar feridos. Comecei a ficar muito nervoso. Se eu pudesse exterminar todos os pirata... ARGH!
Então eu ouvi passos se aproximando da porta. Lascou.
Com um arrombamento, aparecem cinco piratas de uma vez ali. Todos com aparência peculiar, cabelos desarrumados e muitos despenteados, alguns dentes de prata, trajes pesados e espadas. Eu e meus pais nos abraçamos, quando um pirata disse:
-Não vamos matar-vos. Ou vamos... Se impedirem que roubemos, vamos matar vocês três, então fiquem quietos!
Falou tá falado, e assim ficamos. Sentamos na cama dos meus pais e ficamos lá, minha mãe chorando, meu pai firme e forte, porém nervoso, e eu da mesma maneira, mas lacrimejando um pouco por causa dos meus amigos. Vi que meu pai estava bem concentrado. Concentrado até demais, e mexia o pé, e quando eu olhei, algumas joias ele tentava esconder debaixo da cama, o que não podia ser bom.
-VOCÊ! – um pirata apontou para meu pai. Ah não. Não, não, não, não, não. – O que nós falamos?! Você não ouviu? Vem cá, desgraçado!
-NÃO! POR FAVOR! – fala minha mãe. Aquilo só podia ser um pesadelo. Tinha quer ser mentira.
-Cala a boca, vadia! – Eu olhei para os piratas com um olhar completamente de ódio. Eu queria fazê-los sofrer aqui e agora, mas sabia que não podia. Eram cinco, e eu seria um, sem contar que eles tinha sabres para me atacar. – Você também vai morrer por querer proteger ele!
-Não... – sussurrei. Eles a pegaram também, e então, antes de mais alguma coisa, meus pais me disseram de uma vez:
-Te amamos, filho! No fundo do coração.
-EU TAMBÉM AMO MUITO VOCÊS! – gritei. A cama já tinha uma parte molhada com lágrimas, eu fechava os olhos para não ver aquilo, e a última coisa que eu escutei foi um breve grito dos dois. Deus, o que podia ser aquilo? Não podia ser real, por favor, me digam que aquilo não era real! Então eu sinto uma mão sobre minha cabeça, como se tivesse bagunçando meu cabelo, e um dos piratas disse:
-O capitão Arezath vai ficar feliz em saber que trouxemos algumas coisas daqui. Sua casa não é aquela coisa, mas vale a pena. Não vou te matar, garoto, você ficou na sua, sem tentar ajudar seus pais... Que covarde, hein? HAHA!
Então foram embora. Eu não sabia mais o que fazer, simplesmente não sabia. Eu só estava com as mãos sobre os olhos, chorando muito. Então abro a porta, achando que é mais algum pirata, e aparece um marinheiro.
-Ah, Deus. Sinto muito, mas você tem que sair agora! Vá para o navio da marinha e rápido!
E assim eu fui, ainda chorando. Não encontrei nenhum amigo meu o que me fez chorar mais, ou será que eles não chegaram, não sei. Então o navio partiu, imaginei que ninguém eles resgataram todos os sobreviventes, que foram poucos, e nos levaram, mas não parou por aí. O tal navio do capitão Azerath soou canhões que bateram contra o navio da marinha. Agora era qe não ia ter sobreviventes. Aquilo era uma chacina. E depois de muitos, mas muitos canhões, o navio não resistiu, e desabou no mar. Para o azar de todos, as ondas estavam violentas, e um pedaço grande o suficiente de madeira foi localizado por mim, e fui até ele, nadando. Minhas lágrimas se misturavam com a água salgada, mas eu tinha que prosseguir, eu queria sobreviver, eu sou muito novo para morrer. Nossa, que frase clichê. De qualquer forma, eu consegui pegar, e deixei me levar pelas ondas, me equilibrando ao máximo ali.
-Por que, meu Deus? Por quê? Por quê? – eu perguntava para mim mesmo, ainda chorando. Quem não ia ficar assim após ter seus pais mortos e seus amigos? Ninguém aguentaria aquilo tudo de uma vez. Rapidamente eu me distanciei da ilha, minha despedida, e adormeci, esperando alguma coisa chegar.
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