Avengers-next generation
7 Capitulo 7- Morgan
Notas iniciais
Capitulo 7- Morgan H. Stark
—Morgan, podemos conversar antes de irmos treinar? —Nate bateu na porta do cômodo que eu estava me trocando e eu apenas me assustei.
—Claro. O que houve? —Ele se aproximou de mim, segurando minha mão. Nossos rostos estavam extremamente pertos.
—Eu preciso falar uma coisa. Lembra quando éramos crianças e havíamos prometido que, um dia, iríamos nos casar?
—Sim, eu lembro.
—Então...
—Nate, isso foi promessa de criança. Você achou mesmo que isso iria acontecer?
—Esse é o ponto, Gan.. eu sempre ria disso, pensava que não passaria de algo infantil, uma mera brincadeira. Mas esses meses me fez notar a mulher que você se tornou. Cara! Você tem 18 anos e é um mulherão da porra, determinada, decidida, e linda. —Ele sorriu e eu senti meu rosto corar. —Será que eu poderia fazer uma coisa?
—O que?
Nesse exato momento ele selou nossos lábios. Senti meu corpo paralisar com o toque dele. Nate havia se transformado em uma pessoa extremamente importante para mim desde que ele voltou, alguém importante até demais. Resolvi apenas retribuir o beijo que virou algo extremamente intenso. Ele levou as mãos até a minha cintura e me puxou para mais perto dele, foi quando senti o enorme volume que crescia entre suas pernas. Me separei as pressas e o olhei, o empurrando.
—O que pensa que está fazendo? — Disse já me afastando.
—Desculpa, é algo involuntário. —Ele disse com extrema vergonha.
—Que isso não se repita, Nathaniel. Um beijo é uma coisa, isso é outra. E eu não estou preparada pra isso.
—Morgan, me desculpe... não foi por querer.
—Ow cabeção! —Voltei a realidade com meu irmão me chamando. —Terra chamando Morgan. Se não responder em 3 segundos o seu computador será meu.
—Bela tentativa, perdedor. —Disse, balançando o cabelo impecável dele.
—Você estava longe, aconteceu algo?
—Depois eu te conto, prometo. Nós já chegamos?
—Sim, todos já estão lá fora.
—Ótimo, vamos então! —Me levantei de onde estava sentada e passei por ele.
—Irmã? —Ele me chamou, o que me fez virar meu corpo e encontrar um Anthony parado, receoso.
—O que foi?
—Você acha que ele vai gostar de mim?
—Ele quem?
—O nosso pai. Eu quero dizer, não tenho certeza se isso vai dar certo, mas se der. Será que vou ser um bom filho? Será que seremos amigos? Será que...
—Xiu. —Coloquei a mão na boca dele e sorri. —Ele vai te amar muito, muito mesmo. O nosso pai é o homem mais gentil, inteligente e paizão que existe. Você e ele serão melhores amigos, pode ter certeza.
Fui impedida de continuar falando quando ele me abraçou. Seu corpo estava tenso, ele estava tenso. Aquilo estava mexendo com ele, e me deixou de coração partido saber que ele não está bem e eu não estava lá por ele. Beijei o topo de sua cabeça, enquanto ele ainda não ficou mais alto que eu, e caminhei com ele para fora da nave. Quando descemos, vi um lugar extremamente deserto e cheio de túmulos. Todos estavam em um lugar alto, uma elevação do terreno. Lá tinha um único túmulo.
—Deve ser do tal pantera negra... —Meu irmão disse e eu apenas concordei.
Quando nos aproximamos, notei que Azari e Torunn estavam tensos por terem que abrir o portal.
—Vocês estão prontos? —T’Challa disse.
—Não. —Azari respondeu.
—Ótimo. Segundo a profecia, é necessário um pantera legitimo, um amaldiçoado com o conhecimento e um portador da espada. Um pantera nós temos e um portador da espada também, mas e o conhecimento?
—Isso é fácil, tio. —Tony começou a falar. —Se não fosse pelo Azari nós não saberíamos do portal. Ele teve a visão, ele é o amaldiçoado pelo conhecimento.
—Tem certeza, jovem Stark? —Uma voz desconhecida surgiu atrás de nós, fazendo todos nos virarmos rapidamente.
—Quem é esse? —Torunn questionou, olhando para nós.
—Esse é o Bashenga! O primeiro pantera negra. —Azari disse, com um sorriso nos lábios.
—Fico feliz que tenham vindo e....
—Espera! Por que ele não teria certeza sobre o Azari? —Questionei, não me importando pelo fato de cortar o homem que apareceu do nada lá. Ele apenas olhou para o meu irmão. Levei meu olhar até o mais novo e notei que ele estava pálido, com os olhos arregalados. —Tonico?
—Ele tem razão, não é o Azari o amaldiçoado.
—Então quem é, Anthony?
—Sou eu... —Notei o espírito sorrir e todos lá, inclusive eu, estavam extremamente confusos. —Os meus sonhos não são por acasos, não é?
—Nada é por acaso quando se trata do mundo das almas.
—Alguém pode me explicar o que está acontecendo? —Minha mãe perguntou aquilo que todos nós queríamos saber.
—Aconteceu, senhora Stark, que ele é a terceira chave pro portal. —Torunn disse.
Todos ficaram em silêncio por longos e incansáveis minutos. Minha mãe não tirava os olhos do meu irmão e, quando eu o olhei, pude notar a feição dele retraída em total preocupação. Ele era muito parecido com meu pai, as poucas lembranças que eu tinha com ele sempre faziam lembrar-me disso, e tenho certeza que minha mãe também pensava o mesmo.
‘’ –Papai! Papai! Abre a portaaaaaaa!
—Maguna... —A voz de meu pai soou do lado oposto a porta trancada. —O que está havendo? Pra que todo esse escândalo? —Finalmente pude ver o rosto de meu pai aparecer do outro lado.
—Você me prometeu.
—Prometi? O que?
—Que ia ensaiar lago dos cisnes comigo! —Cruzei meus braços e fiz um biquinho, afim de mostrar minha indignação pela possível quebra de promessa.
—Céus! Acabei me estendendo no trabalho... —Ele trancou a porta atrás de si e me pegou no colo, subindo as escadas que daria na sala da nossa casa. —Ainda bem que você veio me salvar. Eu estava com muitas coisas na cabeça.
—Uma delas seria um picolé? —Meu pai ficou em silêncio por um tempo, como se estivesse pensando em algo ou alguém.
—Não, mas agora estou. Que tal depois do balé eu e você tomarmos um belo sorvete?
—Com quantas bolas?
— Quatro! Uma para cada idade sua! —Sorri em completa animação enquanto abraçava meu pai pelo pescoço.
—Eu te amo muitão! ‘’
—Tudo bem. Como fazemos para abrir o portal? —Voltei a realidade com o questionamento de Azari. Anthony já havia mudado sua cara de puro choque para uma aceitação corajosa.
—As três chaves juntas devem abrir o portal, ao mesmo tempo, e com o mesmo pensamento. — o homem que havia surgido disse.
—Cara, por que ele simplesmente não fala como pessoa normal? —Torunn disse, completamente irritada. Garanto que se Azari não tivesse a cutucado ela teria feito alguma loucura.
—Porque pessoas mortas falam assim. —Tony disse. —Mas a resposta é simples. Nós três, ao mesmo tempo, vamos abrir o portal. Onde fica a porta?
O homem que usava uma cabeça de pantera para cobrir sua própria cabeça apontou para uma lápide desgastada pelo tempo. Lá tinha três espaços que poderia ser interpretado como o espaço para as ‘’chaves’’. Os três se entreolharam e depois olharam para nós. Azari estava com a fisionomia tranquila, até mesmo um pequeno sorriso existia em seus lábios. Torunn era a que parecia mais ansiosa para aquilo. Anthony mantinha sua postura ereta de sempre, se eu não o conhecesse poderia descrever aquela postura como a de alguém soberbo e arrogante.
Eles se afastaram de nós e foram ao encontro da lápide. Eles cochicham algo entre si e meu coração estava em completa agonia ao ver o meu irmãozinho caminhando até lá, mas ao mesmo ele estava em uma paz muito grande, só de imaginar que logo poderia estar nos braços do meu pai.
Eles se entreolharam novamente.
—Prontos? —Anthony perguntou e recebeu um aceno positivo de resposta dos dois. —Lembrem-se. Devemos juntos desejar que o portal se abra e que Adam venha até nós.
Novamente eles concordaram e, juntos, levaram as mãos até os três espaços que tinham na lápide, fechando os olhos em seguida. Demorou um pouco para algo começar a acontecer, estava até imaginando que tudo isso tinha sido em vão quando, de repente, uma enorme ventania começou no local. O cabelo dos três começaram a balançar conforme o movimento do ar, enquanto eles ainda mantinham os olhos fechados em total concentração. Minha mãe me abraçou e tentou proteger meu rosto contra o dela, já que a areia subia com o vento. T’Challa levou o braço até os olhos, protegendo-os. Três gritos começaram a ganhar vida. Quando abri os olhos, via uma forte energia subindo pelos braços dos três e o grito era de agonia.
Tentei me soltar da minha mãe para ir até lá, mas ela me prendeu com mais força em seus braços. Pelo braço de Azari subia uma energia azul, pelo de Tony uma energia amarela e, pelo de Torunn, uma energia branca.
—Mãe... —Sussurrei.
—Eles estão bem. —Foi a única coisa que ela disse.
Em frente a eles um portal amarelo começou a se abrir, e conforme isso acontecia mais forte ficava a energia que passava pelos três e mais violento o vento ficava. Os três então abriram os olhos e pude notar que o corpo deles estava em pura energia, já que as cores dos seus olhos foram dominadas pela cor azul, amarelo e branco, igual suas energias.
—Eles não estão tomando choque! —T’Challa se aproximou de nós. —Eles estão doando a energia deles para abrir o portal!
É claro! Agora fazia um pouco mais de sentido. Então eles estavam escolhendo passar por aquilo. O vento todo parou quando o portal foi aberto por completo. O corpo dos três adolescentes caíram no chão, esgotados. Nós três corremos então até eles.
—Vocês estão bem? —Minha mãe perguntou.
—Estamos... —Azari disse.
—Olha isso! —Torunn exclamou e todos viramos imediatamente para o local onde ela apontava.
Ela apontava para os túmulos que lá haviam. Aquilo tudo era estranho. Aos poucos, surgia, em cima dos seus respectivos túmulos, os espíritos daqueles que estavam lá. Azari, Anthony e Torunn ficaram de pé, com um pouco de dificuldade, ambos os dois arrumaram a postura enquanto meu irmão dava uns passos para a frente. Todos os espíritos então olharam para os três e fizeram uma reverencia, em conjunto, com um sorriso nos lábios quando olharam para eles novamente. Azari sorriu, Torunn ficou surpresa e Tony soltou uma risada seguida de um enorme sorriso. De repente, todos viraram uma única luz azul que foi em velocidade para dentro do portal.
Outro vendaval surgiu, o que nos fez dar alguns passos para trás, enquanto tentávamos proteger nossos rostos. Uma luz amarela então começou a aumentar de dentro do portal. Levantei minha postura para poder ver quem era, quando notei que as três chaves já haviam feito o mesmo e olhavam boquiabertos para a figura que saia de lá de dentro. Quando a luz cessou e o vento parou, a figura ficou mais clara do que nunca. Um homem de cabelos loiros, com seu comprimento medindo um pouco mais abaixo das orelhas, surgiu. Ele era alto, mais alto que todos que estavam lá. Copo definido, musculoso. Vestia uma roupa preta, mas quando chegava nas pernas ficava vermelha. Uma capa estava presa em sua costa, uma capa com o exterior vermelho e com o interior amarelo. Em sua mão existia um báculo, com o que parecia ser um bico de águia com duas grandes asas do lado. Ele estava parado, com o resto erguido, o que fazia ele nos olhar de cima para baixo, passando certo ar de superioridade.
—Vo-Você é Adam Warlock? —Azari disse, pasmo.
O homem apenas concordou com a cabeça e levou seus olhos azuis, e frios, em direção ao Anthony. Ele arregalou um pouco os olhos e pude notar que imediatamente ele ficou pálido, ele se atordoou e caiu no chão, o que fez minha mãe levar as mãos em direção a ele. Ele mantinha os olhos fixos no homem a nossa frente.
—Anthony. Finalmente. Eu esperei muito para te conhecer. —O homem disse e eu vi meu irmão o olhar com certa desconfiança. O que estava acontecendo? —Você não é tão perfeito quanto acha, existe uma falha em você. Tem um pouco de verde no castanho dos seus olhos. —Meu irmão se levantou e encarou o homem, com um sorriso no canto dos lábios.
—Você não é o Adam, seu impostor! —A cor voltou como em um salto para o rosto do meu irmão. —Não adianta tentar fingir ser ele, sua presença me deu um nojo grande, quase botei o meu lanche para fora do estomago.
—Como? —Notei que o tal Adam ficou furioso com meu irmão.
—Adam já me conhece. Você não. Ele nunca diria: ‘’Você tem um pouco de verde no castanho dos seus olhos’’. —Tony disse, claramente irritando o homem. Ele tinha esse dom.
Então, a figura do Adam se transformou em uma mulher azul furiosa por ter sido descoberta por um adolescente de 13 anos. Meu irmão então olhou em direção aos amigos e foi andando a alguns passos para trás. Ele estava tão distraído que nem notou as garras que surgiram na mão da mulher azul, que foram em direção ao rosto dele, causando assim um corte na bochecha. Teria sido algo feio se minha mãe não tivesse puxado ele para trás e o derrubado no chão. Azari e Torunn pularam para cima da moça e iniciaram uma luta corpo a corpo, o que foi suficiente para distrair a figura azul. Minha mãe vestiu a armadura resgate rapidamente e bateu com força o metal da armadura contra a cabeça da figura feminina, que caiu desacordada no chão.
—Você está bem? —Disse, ajudando meu irmão a se levantar.
—Eu estou. Só me responda uma coisa, esse corte me deixou feio? —Ele disse e eu apenas o empurrei de leve.
—Você é louco!? —Minha mãe gritou, histérica, enquanto segurava meu irmão pelo ombro. Ela segurou o queixo dele e virou o rosto do mesmo, para ver o corte. Se sentiu aliviada quando notou que não era nada grave, apenas um dos inúmeros cortes que ele já tinha feito ao longo da vida.
—Eu estou bem, mãe. Não esquente. —Ele sorriu, um belo sorriso. Extremamente parecido com meu pai.
—Como assim você conhece o Adam? —T’Challa perguntou, se aproximando do meu irmão.
—Eu não conheço, era somente porque algo me dizia que essa mulher não era o Adam. —Mentira. Seu tom de voz havia o denunciado. Ele me olhou, como se pudesse ler meus pensamentos. Seus olhos diziam: ‘’Depois conversamos. ‘’
—Quem é essa? —Torunn dizia, enquanto cutucava com os pés a figura azul.
—Não faço ideia...
—Vocês não precisam se preocupar com ela. —Fomos interrompidos por uma voz extremamente grossa e conhecida. Quando nos viramos, lá estava uma outra figura do Adam.
—Como vamos saber se esse daí é o verdadeiro? —Perguntei.
—Ele é. —Meu irmão disse e sorriu.
—Anthony. —O homem loiro acenou com a cabeça e sorriu, levemente. —O que fazem aqui?
—Nós viemos em uma missão. —Torunn disse.
—Missão?
—Queremos o pai do Anthony de volta. Queremos Tony Stark! —Ela disse a ultima parte como se estivesse em um show. Se deixassem, ela iria ficar repetindo: queremos Tony Stark, varias e varias vezes.
—E o que eu ganho em troca, mocinha? As coisas no mundo das almas não funcionam dessa forma.
—Nós já te demos algo em troca. —Tony começou. —Todas as almas dos panteras que estavam aqui. Além disso, um amigo deve fazer um favor para outro amigo.
Adam então parou para pensar enquanto olhava para Anthony. Um favor de amigo para amigo. O que o Anthony estava aprontando?
—Tudo bem. Mas você irá me dever um favor. E você sabe que...
—Os seus favores são grandes. Sim, eu sei.
Adam então concordou com a cabeça e sumiu para dentro do portal. Anthony ficou parado por alguns segundos e então se virou, afastando-se de nós e indo se sentar. Ele sentou no chão, apoiando as costas em uma rocha. Azari e Torunn fizeram a mesma coisa. T’Challa permaneceu em pé, conversando com o filho que estava sentado. Minha mãe se aproximou de Anthony e deitou sua cabeça no ombro do meu irmão. Eu apenas fiquei de pé, esperando por seja lá o que fosse acontecer.
[...]
Demorou cerca de 15 minutos para que o Adam voltasse. Ele surgiu por entre o portal e todos se levantaram para o receber.
—Anthony, você sabe que nossa amizade é algo que eu considero. —Meu irmão concordou. —Por isso fiz isso por você.
Uma silhueta começou a caminhar para fora do portal. Não era possível... era... era ele. Minha mãe levou as mãos até a boca em sinal de surpresa. Podia ver as lagrimas já caindo pelo rosto dela, mas eu não estava tão longe, já que sentia o meu rosto ficando todo molhado. Era meu pai. Ele saiu do portal e olhou para todos nós.
—Pep? —Ele disse e desceu correndo de onde estava em direção da minha mãe, que correu até ele. Naquele momento ela já havia tirado a armadura.
—Tony! —Ela disse, emocionada, ao abraçar meu pai. —Ah, Tony. Como senti a sua falta! —Ela disse e beijou meu pai, apaixonada.
—E eu mais ainda! —Meu irmão mantinha os olhos fixos neles, mas ele não esboçava nenhuma emoção, provavelmente estava confuso. —Você está tão linda...
—E você tão velho. —Minha mãe riu, mexendo nos cabelos brancos que surgiram no meu pai. Acredito que Adam o fez envelhecer os anos que esteve longe.
—Ora... —Meu pai fingiu estar bravo, mas ele apenas puxou minha mãe para mais um abraço. —Cadê a Maguna? Quero enche-la de beijos!
—Me chamou? —Disse, me aproximando dele, com os olhos marejados.
—Maguna? —Meu pai ficou boquiaberto enquanto me olhava. —Olha só você! Tão, tão, tão linda! —Ele me puxou para um abraço apertado.
—Cuidado! —Azari gritou e, quando me virei, notei que a figura azul se aproximava para cima de nós com uma espada? Sim, aquilo era uma espada que saia de suas mãos.
—Morgan! —Por pouco ela não acertou aquilo contra nós. Meu irmão havia a segurado com força e a puxado contra seu corpo. —Tira eles daqui!
Concordei com a cabeça e segurei meus pais pelas mãos, puxando eles de onde estávamos. Minha mãe estava longe da armadura, então resolvi esconder eles atrás de uma rocha. Foi quando senti meu corpo paralisar e, ao olhar para T’Challa, vi que o mesmo havia acontecido com ele.
—Vocês três! Ela está nos controlando! —T’Challa gritou.
—O que!? —Os três disseram, em único som.
—É nós por nós! —Torunn disse, chamando a espada para sua mão.
Azari atacou a mulher com uma energia pura que saiu de suas mãos. Após isso, ela foi surpreendida pela espada de Torunn sendo arremessada em sua distancia, mas ela se esquivou com facilidade. Então meu irmão saltou sobre ela, acertando em cheio o rosto da mesma com seu joelho. Ele tocou os pés no chão e levantou o direito, levando em direção a barriga dela. A mulher cambaleou um pouco para trás, mas logo voltou a atacar eles. Com uma força que não daria para ela, ela segurou meu irmão pela roupa e o jogou para longe, mas ele foi rápido em usar os propulsores para se controlar no ar. Enquanto isso Azari e Torunn desferiam vários golpes contra ela em vão.
—O portal! —Adam se manifestou e eu olhei desesperada para meu irmão.
Eles pareceram entender. Azari segurou então um braço da mulher e Torunn o outro, esticando-os. Tony usou seus propulsores e voou até eles, segurando a mulher por baixo dos braços e indo em direção ao portal. Ao chegar na ponta, Tony soltou-a, mas ela segurou ele e começou a puxa-lo para dentro do portal. Foi quando, em uma velocidade tão grande, nosso pai apareceu atrás dele e o segurou, puxando com força de dentro do portal. Eles se desequilibraram, assim caindo no chão. Senti meu corpo voltar ao normal. Minha mãe correu as pressas até os dois e se abaixou ao lado deles.
—Vocês estão bem? —Ela disse e eles concordaram.
—Essa foi por pouco, garoto. —Meu pai disse, sorrindo de leve. —Alias quem é você?
—Tony... —Minha mãe começou. —Esse é o Anthony, nosso filho.
—Filho? —Meu pai olhou para o meu irmão, que olhava confuso e a espera de aprovação para ele.
—Acho melhor conversarem em outro lugar. —T’Challa disse. —É bom ter você de volta, Tony. Mas precisamos ir. —Ele apontou para o lado e pude ver uma Torunn desmaiada nos braços de Azari.
—Torunn! —Tonico se levantou as pressas, soltando-se dos braços do nosso pai e correndo até os amigos.
—Claro, é uma boa. —Meu pai disse e se levantou. Quando estávamos quase todos próximos a nave, a voz de Adam nos parou.
—Anthony! —Ele chamou e meu pai e irmão se viraram. —Meu amigo. Foi bom te ver. Cuidado, e boa sorte. Você vai precisar.
Ele disse, e meu irmão apenas concordou com a cabeça, sério.
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