Avatar: A Lenda de Suan Livro 1: Escolhas
11 Capítulo 11: O Encontro
Capítulo 11: O Encontro
Ao chegarmos no hotel, Yumi e eu preparamos nossas coisa para sair, decidimos passar despercebidos, mesmo sabendo que a notícia do Avatar estar desaparecido poderia criar um caos. Conversando achamos melhor ir para um o Templo do Ar do Norte, onde conseguiria dar sequência no meu treinamento, pela boa localização do Templo estávamos perto da Nação do Fogo e da República da Terra, casa algo ameaçasse a segurança das pessoas e uma intervenção fosse necessária.
– Não acredito que estamos fugindo – digo para Yumi – Eu sou o Avatar, eu deveria impedi-los, ambos.
– Suan, não há o que fazer nesse momento, o melhor é crescer como Avatar, pensando no futuro, deste modo, vai poder acabar com esse problema de uma vez por todas – de um certo modo Yumi sempre sabia o que me falar.
Mesmo desanimado e sabendo que ela estava certa deixamos o hotel saltando até o prédio ao lado, como outrora mais cedo. O dia está começando a clarear, para nos misturarmos conseguimos pegar no hotel algumas roupas comuns da República da Terra, a maior parte da roupa sendo verde, estávamos bem camuflados, o que impedia de eu ser reconhecido.
Precisamos achar algo que nos leve até o Templo do Norte, por sorte, no dia anterior Yumi viu no jornal que os Nômades do Ar realizam excursões para os Templos convidando as pessoas que se interessarem a tornar-se acólitos do ar, para com isso manter a tradição dos dobradores de Ar. Nós nos juntamos a um grupo, a viagem era realizadas de bisão, o que nos proporcionou uma experiência única, era incrível voar pelos céus desse modo.
Em pouco tempo chegamos ao Templo do Norte, o Templo mais moderno, por assim dizer, ele foi reconstruídos no tempo da Avatar Korra. Fomos recepcionados por muito acólitos, mas apenas um dobrador, um senhor em idade avançada, o qual começou a falar.
– Bem-vindos ao Templo do Ar do Norte, meu nome é Rohan, neto do Avatar Aang – disse o senhor – eu sou o líder espiritual dos Nômades do Ar, consagro e passo nossas tradições adiante, logo mais os outros dobradores se reunirão conosco, no momento estão em sua meditação matinal.
– É ele, digo, tem que ser ele o meu professor de dobra de ar – digo a Yumi que concorda assentindo com a cabeça.
Fico à espera de uma brecha, onde eu possa conversar com Rohan, mas todos o enchem de perguntar, sempre cercado. Outros dobradores de ar aparecem, eles vem de um jardim construído atrás do Templo onde há muito espaço para iniciar seus voos com planadores, fico admirado com as habilidades que eles demonstram em manobras.
– Agora eu me despeço de vocês, tenho algumas questões internas a tratar – diz Rohan entrando novamente – mas os acólitos continuarão com você para falar um pouco mais da nossa cultura e estilo de vida.
– Yumi, é a minha chance, vamos segui-lo.
Quando todos voltaram novamente a sua atenção aos dobradores em seus planadores Yumi e eu saímos bem devagar do meio da multidão e fomos em direção onde foi Rohan. Abrimos a porta e demos de cara com ele tomando um chá, numa mesa com três cadeiras e mais duas xícaras vazia.
– Eu estava à sua espera, Avatar – diz Rohan.
– Como você sabe quem sou? – Digo de imediato.
– Dois dias atrás, durante a meditação, eu vi duas pessoas, mais precisamente vocês dois, eu soube nesse momento que se tratava do Avatar e você tem uma missão e tanto em mãos.
– Se você sabe disso deve saber também que preciso de alguém que me ensine a dobra de ar.
– Estou ciente disso, mas não sou eu quem foi escolhido para essa missão, o meu tempo de ensinar já passou, alguém da sua geração está destinado a ajudá-lo, ele está nesse momento no deserto da República da Terra, próximo ao Oasis das Palmeiras Nebulosas.
– Você não entende – digo desesperadamente – eu preciso que você me treine, eu tenho que acabar com essa guerra que está se formando.
– Quando você chegar lá você entenderá.
– Quem é a pessoa que devo encontrar? – Pergunto.
– Um velho amigo seu...
No outro dia Yumi e eu partimos para o Oasis das Palmeiras Nebulosas, junto ao bisão e provisões para alguns dias, tinha um mapa com a localização do deserto, do Oasis e de uma rocha próxima. Após horas de viajem chegamos ao local demarcado, haviam dobradores de areia por todos os lados.
– Para onde agora Suan? – Pergunta-me Yumi.
– Tem uma seta que indica para uma rocha, no meio do deserto, provavelmente o encontraremos lá – entramos numa espécie de taverna.
– É uma viagem muito perigosa, ir até aquela rocha no centro do deserto – diz um homem que chega de surpresa atrás de nós.
– Muito obrigado pela preocupação, mas nós estamos bem – digo vendo se ele se toca e vai embora e ele sai de perto de nós indo para outra mesa – talvez ele tenha razão – falo a Yumi — você fica nessa hospedagem do outro lado da rua enquanto eu vou procurá-lo.
– Não, você não pode ir sozinho Suan, eu vou com você.
– Não se preocupe, tudo estará sobre controle – repito para acalmá-la.
– De forma alguma, eu vou – ela insiste.
– Yumi fique aqui, Rohan teve uma visão, tudo ficará bem comigo.
Depois de muita argumentação Yumi finalmente aceita e eu parto na manhã seguinte. No outro dia sigo em direção a rocha central do deserto, montado no bisão. Não demoro a avistá-la, ela é enorme, ao chegar mais perto vejo alguém sentado nela, o bisão pousa ao lado, pulo dele e quando vou fazer uma pergunta ele me interrompe.
– Eu estava a sua espera – dá para notar pela voz que trata-se de um homem de muita idade, ele estava muito concentrado, devia estar meditando. Mesmo parecendo ser bem velho o seu corpo estava em uma forma impressionante.
– Sente-se, iniciaremos nossa jornada agora, você precisa compreender os seus poderes, essa foi uma missão deixada a mim, pela Avatar Korra.
– Como é seu nome? – Pergunto muito curioso.
– Meu nome eu já deixei para trás a muito tempo, mas essa não é a questão, eu passei anos aprendendo sobre os chakras e a purificação espiritual. Para começarmos sente-se em posição de Lótus e então iremos meditar.
Sento-me e sigo seus movimentos, ele fecha os olhos e fala.
– Agora sinta o universo, esqueça todas as coisas mundanas, apenas foque sua mente.
Passam-se alguns minutos e pensamentos circulam minha mente, mas não consigo focar em nada.
– Eu nunca meditei, não entendo como funciona – digo decepcionado.
– Foque-se! Conecte-se com o mundo – ele muda o tom de voz e continua — feche os olhos e não abra – começo a sentir um calor insuportável, quando não estou mais aguentando decido abrir os olhos, estou envolto a chamas e ele me acerta um soco no estômago, caio deitado para o lado, então tudo fica escuro.
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