Avatar: A Lenda de Suan Livro 1: Escolhas
7 Capítulo 07: Espírito em Chamas
Capítulo 07: Espírito em Chamas
Depois que Yumi e eu descemos do vulcão não conseguia parar de pensar no que estava nele, por mais que ela ache que eu estava louco, eu sei o que vi, era um espírito. Passamos o resto da manhã treinando, agora que eu finalmente “desbloqueei” a minha dobra de fogo poderia começar a aprender de verdade.
Logo após o almoço resolvi dormir um pouco, deitei na minha cama e logo peguei no sono, foi quando no meio dele o mesmo espírito apareceu em minha mente.
– É você, o Avatar, eu preciso da sua ajuda, na verdade a cidade inteira precisa.
– O que está acontecendo? – Respondo surpreendido, a cidade inteira, o que pode ser tão ruim a esse ponto?
– Para entender o que haverá, vou contar a minha história, amanhã completará mil anos da minha morte, no meu tempo o Povo do Sol sacrificava a cada ano um de seus jovens no vulcão, era um agrado ao sol, por nos dar a dominação e a vida, no entanto, quando chegou a minha vez, a cerimônia era feita da seguinte forma, o sacrifício é jogado dentro do vulcão, após ser lançada dentro dele fui consumida pelo calor, ao ver o meu sofrimento um espírito com o formato de uma fênix em chamas saiu do vulcão, ele dizia que estava cansado da maldade, ele amaldiçoou o vulcãom a cada quinhentos anos uma erupção iria destruir tudo o que havia por perto, todos os que estavam na cerimônia morreram consumidos pela lava que saia do vulcão, o mesmo se repetiu quando passou-se o primeiro meio milênio e agora, está para acontecer, só você pode acalmar o espírito, Avatar, ajude a todos, para que não tenham o mesmo destino que o meu.
– Suan acorde, já são três horas da tarde – desperto com Yumi me sacodindo.
– Não pode ser, o espírito estava conversando comigo no sonho, o espírito do vulcão, ele entrará em erupção, precisamos avisar a todos.
– Era só um sonho Suan, o calor do vulcão te fez ver algo que não existia e ficar pensando nisso só está fazendo você parecer mais doido, quer saber, vamos pegar a tarde de folga, você está precisando.
Não era um sonho, penso comigo mesmo enquanto Yumi sai do meu quarto, eu sei que foi além, foi uma visão, eu preciso falar com a Korra, mas como? Talvez seja melhor começar indo até o vulcão, mesmo Yumi não acreditando ela será útil.
Depois de meia hora para convencê-la, subimos até o topo do vulcão, a lava continua baixa assim como estava de manhã, apesar de não falar nada noto o olhar de “eu te disse” de Yumi, deve haver algo aqui para provar meu ponto de vista, começo a dar uma volta entorno da borda, ficamos lá até o pôr-do-sol.
– Vamos Suan, não há nada aqui, já está escurecendo.
Assim que Yumi termina de dizer isso a terra começa a tremer, seria o despertar do espírito que acontece a cada quinhentos anos? Um brilho estranho e muito forte aparece no meio lava, aos poucos algo sai do meio, mas com a visão ofuscada não dá pra reconhecer, até notar que a coisa que é o brilho, essa coisa é uma fênix, a sua luz é tão intensa que não podemos olhar diretamente por muito tempo.
– Espírito Fênix, seja lá como for seu nome, espere, não ataque essas pessoas, elas são inocentes, não fazem mais sacrifícios – digo quase gritando para ver se chamo sua atenção. Infelizmente consigo.
A Fênix lança chamas da sua boca em minha direção, Yumi bloqueia o ataque, o que faz com que o Espírito fique ainda mais irado, ele sobe na borda do vulcão ao nosso lado esquerdo.
– Como vocês ousam me enfrentar, Kasai, o Espírito das Chamas – diz vanglorioso.
– Kasai, grande Espírito das Chamas, estou aqui para pedir perdão pelos erros dos humanos a muitos anos atrás, os erros deles os condenaram e a quem vivia aqui a quinhentos anos atrás, essas pessoas não tem culpa, peço que as deixe em paz, lhe imploro que as poupe – digo esperando uma resposta positiva.
– Você tem coragem de desafiar minhas palavras? Como você saberia de algo, seu humano, eu vivi mais de 1000 vezes o que você já viveu e viverei muito mais, nada do que você disser poderá mudar o que irá acontecer.
Viro-me em direção de Yumi cochicho baixinho.
– Desça e avise a todos para fugirem o mais rápido o possível, irei atrasá-lo o quanto possível.
– Não – Yumi questiona a minha ordem – você não tem chance sozinho, apenas começou a aprender a dominação de fogo, precisa de mim.
– Todos que estão na cidade precisam mais, vá! – Ela olha desconfiada e então agora grito – Vá Yumi.
– Vocês humanos acham que os deixarei ir e avisar os outros, não se iludam mortais – a fênix lança chamas da sua boca novamente, ergo uma parede de terra com a minha dominação bloqueando o ataque, enquanto isso Yumi começa a descer o vulcão.
Quando noto o espírito já está sobrevoando-me e cospe fogo mais uma vez esquivo-me pulando pro lado.
– É a única coisa que sabe fazer? – Digo em tom de deboche, o que não foi uma boa ideia, Kasai, que já estava bravo ficou ainda mais furioso, ele começa a sacodir suas asas com tanta força que o vento me faz balançar, come medo de perder o equilíbrio e cair do vulcão abaixo-me e afundo os pés e os braços na terra, assim o vento não me derrubará.
Com grande velocidade o espírito voa rasante e me agarra com os seus pés, arranca-me do chão e sobrevoa o vulcão, se ele me jogar lá estarei perdido e é bem isso que ele faz, estou a vinte metros da lava, a quinze, a dez, a cinco, então tudo se apaga, a única coisa que vejo é um brilho, então Korra aparece.
– Não se preocupe Suan, você está bem, está no Estado Avatar, você acordará em breve, Kasai não atormentará mais ninguém, usamos a dobra de espírito nele, ele foi purificado, a cidade não está mais em perigo, por enquanto, tenho algo perturbador pra te dizer, o relógio está correndo, cada vez mais, o mundo precisa de você, mas não aqui, você deve voltar para Republic City, agora como Avatar, mas tome cuidado, há vários perigos o esperando.
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