O mar está calmo. Os icebergs que rodeiam a belonave do príncipe Zuko não assustam a tripulação. Todos no pequeno navio de ferro dobram o fogo. Iroh, o tio de Zuko, está tomando chá e jogando Pai Sho. A manhã está fria. Há dias que Zuko está procurando aldeias da tribo da água. Três tribos foram averiguadas. Nenhuma tinha um dobrador de água sequer.

Uma luz forte desponta-se a sul. A luz é viva e ergue-se até onde os olhos conseguem contemplar. Zuko está surpreso pelo brilho ofuscante.

– Finalmente... Percebeu o que significa aquilo tio? – Zuko aborda o tio, tirando-lhe a concentração.

– Que eu não vou terminar o meu jogo. – Iroh fala indiferente.

– Significa que minha busca está para chegara ao fim. – Profere Zuko.

Iroh sabe que Zuko o fará perder toda a concentração. Zuko está decidido a ir até o local do brilho.

– Aquela luz veio de uma fonte incrivelmente poderosa. Tem que ser ele – Zuko brada.

– Ou são apenas luzes celestiais. – Fala iroh enquanto tenta continuar seu jogo. – Nós já fomos por aí antes, príncipe Zuko. Eu não quero que fique tão agitado por nada. Sente-se. – Fala olhando para Zuko, enfim. – Por que não toma uma xícara de um calmante chá de jasmin?

Zuko fica fora de si. Vira-se para Iroh e grita:

– Eu não preciso de chá de jasmin. Eu preciso capturar o Avatar. Timoneiro, acerte o curso para a luz.

Iroh tenta voltar-se para as peças de Pai Sho. Com o rosto sereno ele olha para o tabuleiro e sente um vento diferente transpassando o navio.

– Eu vou dormir agora – Iroh bocejou. – Eh, um homem precisa descansar — A investida não dera certo, então ele foi direto. – Príncipe
Zuko, você precisa dormir. Mesmo que esteja certo e o Avatar esteja vivo, você não vai encontrá-lo. O seu pai, o seu avó, o seu bisavó tentaram e falharam.

– Porque a honra deles não depende da captura do Avatar. A minha sim — Zuko falava iradamente, mas abrandou – Os cem anos desse covarde acabaram.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.