AVALOR

ENCONTRO COM O DESCONHECIDO

BY : VITOR HUGO GODOI DE REZENDE


CIDADE DE LAUREN

Zoran

Na pequena taverna do velho Illien, havia um homem de aparência surrada e com roupas de linho bastante amassadas, seu nome era Zoran, que tomava calmamente seu rum enquanto lembrava da sua vida onde o que tinha, nada havia sido conquistado por ele. Logo o velho Illien perguntou:
— O que te afliges velho amigo.
— Já faz algum tempo desde a guerra vermelha, no qual foi a última guerra que lembramos; passamos por um bom tempo, um tempo de paz, um tempo de prosperidade, isso não te incomoda Illien? Disse Zoran com um semblante apreensivo.
— Prosperidade é meu negócio Zoran, quanto mais lucro as pessoas têm com seus negócios, mais eles vêm aqui festejar. Respondeu Illien sorrindo.
Pensativo, Zoran disse:
— Tempos bons geram pessoas fracas; e pessoas fracas geram tempos difíceis. As histórias que meu pai contava sobre elfos, magos e dragões se tornam cada vez mais distantes. Hoje eu mesmo duvido das palavras de meu pai, mais algo dentro de mim diz que o curso da vida está para mudar e não vai demorar.
— Zoran, tem 12 anos que você vem na minha taverna, te considero um amigo, e por isso te darei este conselho.
Gargalhando Illien diz:
— Pare de beber.
Zoran se levanta com um sorriso no rosto, termina de beber seu rum e mira a saída. Enquanto caminha para sair da taverna, uma pessoa entra, Sir Tronus, o chefe da guarda da cidade.
— Sabia que te encontraria aqui. Disse em alta voz Sir Tronus.
— Graças aos deuses por isso. Gargalhando disse Illien.
— O que o Sir Tronus quer com um mero cidadão? Disse Zoran.
— Vamos conversar em um lugar mais apropriado. Sussurrou Sir Tronus.
Sendo assim Zoran e Sir Tronus se retiraram da taverna e foram em direção a praça do sol ao centro de Lauren. Chegando se sentaram em um dos bancos da praça e percebendo a apreensão de Sir Tronus, logo se preocupou.
— Problemas? Perguntou Zoran.
Respondendo logo, Sir Tronus diz:
— Te conheço a muito tempo Zoran, meu avô lutou com seu avô na guerra vermelha, meu pai ajudou a manter a ordem junto com seu pai na nossa cidade, e hoje venho aqui pedir a sua ajuda, o Lorde Fallen recebeu uma previsão da clarividente que falava sobre uma guerra que se aproxima, mais não sabemos contra quem. Eu tenho contatos no exterior que dizem que os bárbaros estão preparando para invadir a nossa região pois estão ficando sem suprimentos no Oeste devido ao inverno rigoroso que estão passando a três anos. E você sabe que os métodos dos bárbaros não são apenas de povoar nossa terra, eles saquearão, matarão, estuprarão e destruirão nossas terras, temos que proteger nosso povo do centro até as campinas. Não sei o que está se passando no Sul e nem o tamanho real do exército dos bárbaros, mais isso me preocupa, e quero prevenir nosso povo. ME AJUDE A COMANDAR A GUARDA DA CIDADE!
Zoran perguntou:
— Está foi a visão da clarividente? Nosso problema realmente são os bárbaros, ou isto seria uma suposição?
— Não é evidente? Os bárbaros se movimentando em direção ao Oeste. Um povo que tem vivido estagnado desde a guerra vermelha, se mover não é algo normal, e quanto mais pensamos, menos tempo temos. Responde Sir Tronus.
— Antes de te dar uma resposta gostaria de me reunir com o Lorde Fallen e com a Clarividente para que eu possa me posicionar de acordo com a situação. Disse Zoran se levantando e se retirando da presença de Sir Tronus.
À noite, naquele mesmo dia, Zoran retorna a Taverna de Illien, com a cabeça baixa e pensativo sobre o que realmente estaria acontecendo quando Illien lhe pergunta.
— Novamente você com essa cara de bosta Zoran?
— Illien me responda sinceramente, se você soubesse que uma guerra se aproxima e fosse chamado para compor a guarda da cidade, o que você faria?
— Ficaria com essa mesma cara de bosta que você está. Disse Illien sorrindo.
Nesta noite Zoran bebeu como nunca havia bebido em toda sua vida.
Na manhã seguinte, Zoran se encaminha ao Salão Estelar no Palácio da Lua, para uma reunião do conselho de guerra. Chegando lá, se encontra com Sir Tronus que o Leva ao Salão Estelar e começam as apresentações do novo conselho de guerra.
Lorde Fallen inicia a reunião:
— Bem-vindos a primeira reunião do alto conselho de guerra, que não havia sido necessária desde a guerra vermelha. Compondo nosso conselho estão, Sir Tronus, da Guarda da cidade, ganhou o cargo a 15 anos e vem prestando um ótimo serviço. Sir Magna, responsável pela moeda, todas nossas economias passam por esse homem que vem nos fazendo prosperar ano após ano, mais não se engane pois foi um guerreiro exemplar enquanto fazia parte da guarda na sua mocidade. Sir Willy, conselheiro e braço direito do Lorde. Zoran a pedido de Sir Tronus participara da reunião. A clarividente Vivian que veio de Austar fora da zona habitada. Sendo feito as apresentações iremos começar a reunião.
Antes do início da pauta da reunião Zoran questiona.
— Onde está Dyfed?
— Este é um conselho de guerra, os magos foram proibidos de participar de guerras desde a guerra vermelha. Respondeu Sir Willy, porem Zoran retruca.
— Não estamos indo a um passeio, estamos indo para uma guerra, temos que utilizar tudo o que temos, não podemos nos dar ao luxo de esconder uma arma como essa.
— Não usaremos magia. Responde em alta voz Sir Willy.
— No amor e na guerra vale tudo Sir. Diz inconformado Zoran.
— LUTAREMOS COM HONRA. Diz Sir Willy.
— PERDEREMOS COM HONRA. Diz Zoran.
Numa tentativa de amenizar os ânimos, Lorde Fallen questiona:
— Sir Tronus, quantos soldados temos e qual a distribuição?
— Temos cerca de dez mil soldados, sendo que mais ou menos mil são arqueiros, temos quatro mega balistas em volta da muralha. Responder Sir Tronus.
Lorde Fallen questiona Sir Magna.
— Temos estoque de comida e armamento para quanto tempo caso realmente se estoure uma guerra?
— Nos manteremos cerca de uma semana firmes, após isso todos em Lauren vão começar a sentir as consequências da guerra, já para guerra conseguiríamos manter até vinte dias. Respondeu Sir Magna.
Novamente Lorde Fallen questiona.
— Sir Willy, de acordo com seus informantes, qual o tamanho do exército dos bárbaros?
— Entre setenta e oitenta mil. Responde Willy apreensivo.
Todos na sala ficaram pasmos na sala. Então Lorde Fallen pergunta.
— Sir Tronus, você trouxe Zoran como convidado; qual é a utilidade deste cidadão nesta reunião?
Sir Tronus esboça um sorriso e diz.
— Cresci com Zoran ele não tem habilidades com espada nem é forte mas garanto, Zoran é um gênio e poderá ser um diferencial.
Lorde Fallen então pergunta a Zoran.
— O que você me diz sobre isto Zoran?
Então Zoran se aproxima da mesa ao centro e começa uma explicação.
— Temos uma cidade com aproximadamente cento e cinquenta mil habitantes e um exército de dez mil, os bárbaros tem noventa mil habitantes e oitenta mil são guerreiros. Bárbaros já nascem para lutar, desde homens e mulheres, porem são em sua maior parte números, bárbaros não tem organização em ataque, bárbaros só conhecem o ataque, tanto que eles não usam escudo pois acreditam que o escudo os atrasam. Olaf, é o chefe desta tribo selvagem, não temos nenhuma informação sobre ele confirmada apenas boatos que ele tem mais de cem anos e é imortal. Não temos chances de derrotar eles longe de nossos muros, o melhor a se fazer é aguardar a movimentação deles.

Dyfed

A dificuldade de uma guerra, não se trata apenas de batalhas corpo a corpo e táticas de guerra, muito mais está envolvido nisto. O que um mago pode fazer em uma cidade onde a magia é proibida? Viver uma vida pacata? Aparentemente é o que todos fazem, e não é algo ruim, o problema é com quem Dyfed se envolveu. Lorde Fallen. Em uma cidade onde é proibido usar magia a maior autoridade da cidade se envolve com uma maga.
Enquanto Lorde Fallen estava na reunião do conselho, Dyfed em sua casa pensava se algum dia ela poderia ser uma maga novamente, pois não era proibido aprender sobre as artes místicas, o proibido era utiliza-las.
Na guerra vermelha um mago de sangue chamado Sacrier, realizou o ritual do pacto com a morte e ofereceu a vida de mil soldados, para ganhar o poder destrutivo de conjurar um Elemental Demoníaco, o que poderia ter mudado a história da guerra, porem nessa mesma hora o Paladino Tar Elendil rompeu o selo divino depositado nele mesmo pagando com sua vida e encarnando o Arcanjo Miguel, colocou um ponto final nessa magia insana e banindo Sacrier para uma ruptura temporal. Desde então não se é autorizado a conjurar magias de nenhum tipo perante a Lei de Tar, a única brecha com precedentes para o uso de magia na lei é quando se for atacado por magia.
Estando gravida de três meses Dyfed sentia fortes dores em seu ventre e após a reunião do conselho Dyfed foi de encontro de Vivian e a pediu para ver se ela conseguia ver algo no futuro do filho dela. Em sua visão ela vê um menino com uma aura muito poderosa e destrutiva, um mago que supera todos os limites da magia já vista, e alguém o chamando. Então Dyfed pergunta.
— Qual o nome que chamavam?
— Leroy ... Leroy Merlin.
Dyfed se espantou, pois, o nome que Vivian mencionou era o nome que ela colocaria em seu filho e não havia mencionado a ninguém, o que a fez acreditar ainda mais nas visões de Vivian. Nesse momento Vivian desmaia, e Dyfed tenta ajuda-la. Vivian agarra fortemente Dyfed e diz já perdendo o ar.
— Leroy, Sting, Hawk, Musachi, Zac e Olaf. Junte-os.
Acabando suas últimas palavras seu corpo começa a se desfazer. Vivian morria ali deixando sua filha Viviana de apenas seis anos de idade. Sem saber o que está acontecendo Dyfed entra em choque e não tem reação, tudo o que se passa em sua cabeça são as últimas palavras que lhe foram ditas.

Sir Willy

Pouco tempo antes da morte de Vivian, Sir Willy ia de encontro ao Lorde Fallen para lhe fazer uma proposta.
— Milorde, você sabe que tenho certa influência na cidade celestial, por favor me deixe ir até lá conseguir ajuda, eles têm uma tropa incrível de paladinos e como qualquer outra cidade eles precisam de recursos, podemos negociar com eles, o que me diz?
Lorde Fallen respondeu de imediato.
— O que Zoran disse não sai da minha cabeça, não temos força ofensiva contra um inimigo tão poderoso. Vá e volte o mais rápido possível e traga uma tropa que nos faça pintar o Sul com o sangue daqueles bárbaros.
— Gostaria que Sir magna fosse a Cidade Celestial comigo, ele pessoalmente poderia tratar das negociações. Disse Sir Willy.
— Não sei se devo liberar dois conselheiros meus para uma viagem, é um bom tempo fora da cidade. Disse Lorde Fallen.
— Você me permitiu ir a Cidade Celestial, agora peço reconsidere Sir Magna para ir junto. Será necessário como um sinal de respeito o próprio tesoureiro da cidade fazer uma negociação em outra cidade.
Pensativo Fallen acena com a cabeça em sinal de concordância e diz:
— Vá mais volte o mais rápido possível.
Então Sir magna e Sir Willy vão para a cidade celestial. Ao quarto dia na estrada, sempre parando as noites para dormir em alguma pousada, eles param na Pousada Canta Pedra, e encontraram o estabelecimento cheio. Eles caminham até a dona da pousada e perguntam o que está acontecendo, ela diz que também não sabe mais que tem umas duas semanas que está acontecendo este fluxo e que tudo o que lhes falam é que estão em busca de novos ares. Sir Magna estranha a movimentação pois aparentemente aquele vilarejo era um lugar pacato. Como não havia vagas, pediram um lugar no estabulo apenas para passar a noite, e assim passaram a noite no estabulo.
De manhã Sir Magna pergunta a Sir Willy:
— Sir Willy, você acha que algo está acontecendo na Cidade Celestial?
— Acho que não, um lugar cheio de paz e tão bonito que se assemelha ao paraíso. A cidade que mais prosperou após a guerra vermelha. Responde Sir Willy.
— E por que as pessoas estariam saindo dessa cidade?
— Vamos chegar a cidade e vamos descobrir. Responde Sir Willy.
Naquela mesma tarde eles chegam na Cidade Celestial e são recebidos pela guarda dourada, e Sir Magna questiona:
— Onde está Lorde Morgalis? Esperava ser recebido por ele.
— Nós o levaremos até ele por questões de segurança.


TRIBO GAALUN

Tribo Gaalun situada no oeste do continente de Bri já a algum tempo, começava a sentir falta de mantimentos em sua terra. Por não ser um povo sedentário, usavam da caça e da pesca para sobreviver, o plantio não era de costume da tribo. Olaf, chefe de uma tribo que só crescia, e que na sua última contagem passavam de cem mil irmãos em sua tribo. Olaf é um antigo viking que lutou na guerra vermelha, e levou um golpe que o partiu na junta do pescoço até a barriga, porem continuou vivo. Ao fim da guerra vermelha, em meio a vários corpos ele se levantou e o ferimento terrível que havia recebido tinha se tornado apenas uma cicatriz. Então se levantou e saiu apenas com o intuito de unir a maior quantidade de povos e nações que conseguisse. Sentindo tudo o que estava por vir, convocou os líderes da tribo para uma reunião pois ele falaria sobre tudo o que aconteceu com ele no passado, e o motivo de ele ter reunido tanta gente em uma tribo.
— Chamei a todos pois esclarecerei o que aconteceu na Guerra vermelha, o motivo que eu estou vivo até hoje, o que está por vir e qualquer duvidas que tiverem. Quando eu tinha trinta e cinco anos morava na antiga cidade de Praglands, composta por várias raças e uma que vivia em bastante harmonia, até que a praga obsidiana chegou a cidade. Nós ouvimos falar na época mais não nos importamos, achávamos que não nos afetaria, mais estávamos completamente enganados, essa praga chegou tão rápido que não tivemos chance. Não posso falar para vocês o que originou a praga pois não tenho conhecimento disso, mais minha parte na história começou com esse ataque a Praglands. Nós fomos dizimados, nunca havia visto algo como aquilo, foi um extermínio, obviamente não estávamos preparados. No meio do ataque a cidade consegui fugir com alguns colegas, fugimos para a vila Cesamos, mais devíamos agir o mais rápido possível pois sabíamos que ali era o próximo alvo. Naquele momento foram cedidos três cavalos para irmos para Cidade Celestial para dizer o que estava acontecendo e para preparar o povo para guerra. Eu, Tar Elendil e Barak. Me enviaram por ter uma estatura forte como normalmente todos os vikings são, Tar Elendil era um paladino famoso que estava em expedição em Ashara, uma cidade fora de Bri, e Barak o único arqueiro magico que vi em toda minha vida. Quando estávamos a uma certa distância de Cesamos, vi a vila arder nas chamas de um dragão. Quando chegamos a Cidade Celestial, imediatamente cada um foi para um lado para alinharmos uma defesa, foi então que vi qual era a real força da Cidade Celestial. Nunca vi nada tão incrível, não parecia que eles batalhavam, foi uma das poucas coisas em uma guerra que me fascinou. Cada um sabia exatamente o que deveria fazer. Ao topo das 3 torres centrais da cidade estava Barak, o Elfo da luz, que lançava flechas onde quanto mais longe a flecha fosse, maior ficava. Quando o dragão sobrevoou pela primeira vez a cidade, Barak já focalizou os pontos para derruba-lo. Na segunda vez que o dragão veio sobre a cidade Barak lançou duas flechas, uma acertou embaixo da asa do dragão e a outra no centro de seu crânio fazendo o cair. Tar estava na vanguarda com o maior escudo que já vi, ele não usava espada, ele usava um martelo com o nome de Kuurth. Nunca vi significado em colocar o nome em uma arma, mais respeitei aquele martelo quando Tar o levantou, e martelou o chão criando uma onda terrestre e estraçalhando milhares com apenas um movimento. Foi então que Sacrier usou sua magia de sangue sugando a vida e o material obsidiana de mil homens para a criação de um Elemental de Obsidiana puro, o Elemental caiu sobre nós como um meteoro destruindo a torre onde Barak estava, Barak tinha observado o meteoro um pouco antes, mais tentou salvar algumas vidas ao invés da própria, ele morreu de forma honrada. Quando o meteoro caiu Tar sozinho recua, vai a Zendrish que era o líder da infantaria magica e diz que o controle da guerra a partir daquele momento era dele. Então toma impulso e dá um pulo sobre a muralha da cidade, no ar ele começa a brilhar ganhando asas e se transformando em um arcanjo, o meteoro começou a se destroçar e um Elemental duas vezes maior que as muralhas se ergue e Tar o enfrenta sozinho. Ao tomar controle da guerra Zendrish ordena que os magos da destruição se juntem e conjurem a magia do Impacto Escarlate, só que neste momento eu perdi a visão do que estava acontecendo pois tomei uma investida de um dos comandantes da frota inimiga, o Minotauro Obsidiana, após a investida eu desmaiei por alguns segundos, e quando eu levantei meio tonto o Minotauro me acertou uma machadada me atravessando quase me despedaçando, ao cair e meus olhos fecharem Tar apareceu em uma visão me dizendo:
— Olaf, sua guerra não é agora, mais você será encarregado de acabar com esta guerra. A partir deste momento te concedo a benção do juramento, enquanto houver material obsidiana corrompido em algum ser vivo, você não poderá morrer, mais não se esqueça, tudo tem seu preço.
— Não consegui ver o final da guerra, apenas corpos, enquanto alguns soldados da Cidade Celestial ainda continuavam vivos mesmo que agonizando, moradores tentavam ajudar com os ferimentos, eu fugi e me escondi, fiquei com medo não sabia realmente o que havia acontecido, fui ao Oeste, ao máximo que pude, na divisa com o Monte da dor, aí descobri um vilarejo, Awstir foi o vilarejo que decidi passar um tempo e pensar em tudo o que aconteceu. Após dez anos tentaram me matar para roubar o pouco que tinha, tomei uma facada no coração e cai, algumas horas depois levantei e a ferida havia cicatrizado. Foi a partir deste momento que decidi tomar o que Tar me falou e comecei a organizar um exército pois eu sei que o pior está por vir, mais neste exército falta pilares, sei que posso contar com muitos que estão na minha tribo, mais falta o diferencial.
— Neste tempo em que estava juntando a tribo, consegui bastante conhecimento, analisei boatos entre outros e descobri que o minério obsidiana é um minério comum que com atrito facilmente se adquiri chamas, mais descobri que o que nos atacou foi o minério obsidiana corrompido, o minério foi concedido através de experimentos feitos no minério obsidiana. E só que tinha poder e conhecimento o suficiente para fazer esses experimentos na época era a Cidade Celestial. Eles mesmos criaram o monstro que está vindo engolir a vida na terra. O minério obsidiana corrompido ao contato com algum material vivo expõe o que de pior o ser tem, e trazendo o poder mais obscuro escondido no interior de cada um, é o que falam, O PODER CORROMPE. O exército obsidiana sobrevive deste jeito, ao dizimar uma cidade, os cidadãos com maior potencial de maldade, são guardados e expostos ao minério perdendo a sanidade e passando para o exército obsidiana. Normalmente uma pessoa ou animal que é tomado pelo minério mostra marcas de linhas verdes no corpo de acordo com o nível de insanidade, aqueles que conseguem controlar o minério conseguem ficar sem nenhuma marcação.
— Enquanto a benção do juramento? Bem o que posso dizer, vi três esposas, quatro filhos e sete netos meus morrerem, já cansei de pedir pra morrer no lugar deles, isso seria uma benção ou uma maldição, tudo o que eu tinha que ver eu já vi, não preciso continuar nesse mundo, só quero a paz pro meu corpo cansado e a terra em boas condições pra que a próxima geração possa viver. Minha esposa está gravida novamente e desta vez não quero que ele vá antes de mim.
— Eu irei a Lauren, tentarei alertá-los do perigo que se aproxima, não posso deixar que o exército obsidiana aumente ainda mais.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.