Notas iniciais
8D chamam esse capitulo de 6.5. Esse era o final original do capitulo anterior, com POV do Rivaille.

–Eu te amo. – sussurro. Mas já era tarde.

A porta se fechou antes que Erwin pudesse me ouvir. Busco apoio no chão e deixo as lágrimas caírem com violência. Soluçando alto, meu peito doía e a única coisa que conseguia fazer era pensar nos dois juntos. E por que? Por que ela!? Eu não o odiava, odiava o que ele tinha me feito.

Fico um bom tempo deitado no chão, encolhido como um feto, chorando a míngua. Eu ainda precisava dele... Eu ainda o amava, o queria junto de mim.

Mas que droga, Erwin!

–Idiota... – sussurro entre meus soluços. – Estupido, traidor, mentiroso...

Procuro por meu celular e ligo para Hanji, ela demora a me atender. Por um lado foi bom, tente deixar minha voz mais calma.

Rivaille?

–Você pode vir aqui? – uma pena ela não ter saído do jeito que desejei.

O que houve? Você esta bem?

–Não...! – chorei.

Ele foi te ver, não é? – minha resposta foi um soluço alto, tremulo. – Chego em quinze minutos.

–Rápido...

Ok, eu... – ouço-a gritar com alguém – Já estou a caminho.

Hanji demorou exatos dez minutos para chegar. Foi o tempo de me arrastar para o quarto e me encolher mais ainda nos travesseiros dele. Minha mente me mandava imagens deles juntos; de Erwin a beijando, a tocando, a abraçando. Amando.

Eu ainda chorava quando ela abriu a porta e veio correndo até meu quarto. O que ela via? Um homem adulto chorando por ter perdido a pessoa que mais amava, mesmo que essa pessoa o tivesse traído.

–Rivaille? – ela se aproxima se senta ao meu lado, eu a olho por entre os travesseiros, limpando as lágrimas eu me sento, juntando os joelhos contra o peito. – O que houve? — olho minhas próprias mãos apertando meus joelhos, se eu fechasse os olhos ainda conseguia sentir a sensação dos fios de cabelo de Erwin. – Ele veio aqui, não é? – assenti, sentido as lágrimas voltando. – O que ele disse?

–Acabou Hanji...! – falei – Erwin me traio! Ele... Ele queria que eu o perdoasse por isso! – as lágrimas já não eram de dor, eram de raiva.

–Hey, vai ficar tudo bem. – ela me abraçou, protetora. – Você vai superar isso.

–Podia ser qualquer um... – chorei sentindo-a afagar meu cabelo, tentando me acalmar – Menos ela!

–Vai ficar tudo bem, Rivaille. – ela me ninava, a gola de sua camisa já estava molhada do meu choro. – Se eu soubesse que ele poderia fazer isso com você, eu jamais teria insistido tanto em apresenta-lo pra você.

Lembro-me do dia em que Hanji saltitava pelo apartamento recém alugado, dizendo que não ficaria bem dormindo naquela cama enorme sozinho. Três semanas depois conheci Erwin. Mas logo a lembrança se foi, dando lugar as imagens dele com Mary.

–Você vai superar isso. – falou erguendo meu rosto – Rivaille você não precisa dele para ser feliz.

Eu preciso sim.

–O que ele te fez... – Hanji procurou palavras, mas prefere não dizer – Ele foi muito estupido por ter feito isso com você.

–Eu ainda o amo Hanji... – chorei.

–Eu sei. – disse me abraçando novamente. – Você vai encontrar alguém melhor que ele, e esse alguém não vai te machucar.

Não sei por quanto tempo fiquei ali chorando em seu peito, ouvindo palavras de superação. Só sei que quando acordei já era noite.

Olho rapidamente ao redor, lembrando de ter me arrastado até meu quarto depois que Erwin foi embora. Não foi só um sonho ruim. Levanto-me devagar e procuro por Hanji, ela dormia na sala, roncando baixo e babando. A visão quase me fes rir. Procuro algo para comer, mas nada nos armários ou na geladeira abre meu apetite; então simplesmente volto para o quarto com um único pensamento em mente.

Eu manteria apenas as lembranças boas de Erwin. Eu manteria minha promessa. Iria esquecer.

Mesmo que ainda o amasse, mesmo que fingisse não sentir nada por ele eu o faria.

Eu iria superar.

Notas finais
prometo p00tarias no proximo