Eles estavam sentados ao chão, dispostos em um círculo. O fogo queimava a madeira, produzindo alguns estalos no ar, e, vez ou outra, pequenos pedaços da madeira queimada subiam no ar, em pequenos foguinhos.

— É engraçado como isso me faz lembrar a comida da minha mãe — Eddie disse, lambendo os polegares.

— Eu pensei que você não se lembrasse muito de sua mãe, já que faz tanto tempo que ela morreu — Gisela disse e todos os olhares se viraram para ela, irritados — Que foi? — perguntou, parecendo não entender o que havia dito de errado.

— Eu me lembro dos meus pais — disse Lissa. Ela estava enrolada em um cobertor bege, mesmo estando muito perto do fogo parecia sentir mais frio do que deveria. A tosse havia diminuído e também a febre, o suficiente para que todos assumissem que ela estava bem melhor. — Papai costumava cantar para mim e André quando íamos dormir. Do meu quarto, dava para ouvir ele e mamãe falando sobre o que faríamos no dia seguinte. Eu não me recordo muito do rosto dela, mas lembro bem de como ela sempre arrancava as cascas do meu pão e dizia que eu me parecia com a ela quando era mais jovem — enquanto falava, os olhos verde-jade estavam distantes, sonhadores.

— Bem, você ao menos os conheceu — Gisela disse secamente — Desde que eu me lembro, sempre estive sozinha, até conhecer Eddie e então vocês... não me lembro dos meus pais. Lembro da minha tia. Elise. Ela me contava histórias sobre minha família, mas era apenas isso. Histórias...

Eles ficaram um tempo em silêncio, e não tardou para que Gisela olhasse rosto por rosto com uma expressão fria e grosseira, como se quisesse dizer que negava qualquer sentimento de solidariedade que eles pudessem estar tendo para com ela.

— E você, Dimitri? — Eddie perguntou, desviando os olhos de Gisela antes que ela ralhasse com ele. — Como é a sua história?

Antes, quando conversavam, nunca falavam sobre suas famílias ou o passado. Às vezes escapavam alguns fatos soltos sobre o que havia acontecido, mas nunca falavam realmente sobre o que aconteceu.

— Eu não me lembro dos detalhes — ele disse, parecendo não querer muito falar sobre aquilo — Minha família estava envolvida no meio da política. Eram contra o governo. Eu e meu pai planejávamos voltar para a Rússia, mas se tornava cada vez mais difícil sair daqui. Qualquer um que fosse contra o sistema era preso. Meu pai foi um desses. Eu nunca vi mais ninguém que fosse da minha família quando o levaram. — disse por fim, parando a conversa abruptamente, deixando claro que não entraria em mais detalhes ou prosseguiria.

A maior parte daquela história havia sido omitida, como o fato de que antes, quando líderes políticos e o exército alemão haviam encontrado com seu pai pela primeira vez, haviam o torturado bem à sua frente, enquanto pareciam exigir uma coisa que Dimitri nem sequer sabia do que se tratava. Mas ainda assim, ele fez uma débil tentativa de defender seu pai naquela ocasião. Ele ainda carregava algumas marcas pelo corpo.

Quando perceberam que ele não diria mais nada, os olhos se viraram para Rose. Apenas Dimitri sabia sobre sua história, mas apenas parte dela. A parte que havia presenciado, quase oito anos atrás.

— Eu vou colocar mais sopa, alguém quer? — perguntou ela, levantando-se.

Falar sobre seu passado a assombrava. Lembrar-se de que havia visto a mãe morrer, bem à sua frente, era o mesmo que reviver tudo aquilo. E ela não queria. Principalmente, porque ainda questionava sobre seu pai. Se ele havia ido embora quando percebeu que elas não chegariam...

— Não, obrigada — Lissa respondeu em um tom aveludado quando ninguém disse nada e Rose se foi, com Dimitri acompanhando seus passos com os olhos. Logo em seguida ele também se levantou a seguindo.

— E você, Eddie? — Gisela perguntou enquanto mordia em um naco de carne — Como sua vidinha com ovelhas ficou movimentada?

Eddie a fitou, questionando-se se ela falava sério ou realmente não estava interessada.

Na cozinha, Rose estava abraçada a Dimitri, que tinha o queixo apoiado no topo de sua cabeça. Ficou um tempo assim, em silêncio. Dimitri sabia no que ela estava pensando, assim como sabia que ela odiava falar sobre coisas que não gostava de pensar. E principalmente, aquelas coisas.

— Não fique pensando nisso— Dimitri sussurrou, esfregando as mãos em suas costas — Um dia isso tudo vai ser apenas uma lembrança ruim.

Rose suspirou.

— Eu só penso no meu pai. As vezes parece que tudo aconteceu a décadas atrás. Será que ele ainda nos procura? Que ao menos está vivo ou sabe do que houve com minha mãe?

Dimitri não tinha todas as respostas, então apenas continuou a abraçando. Não podia prometer que ela veria o pai novamente quando nem ao menos sabia se viveriam até o final daquela guerra.

Rose afastou sua cabeça do peito de Dimitri, o fitando e ele entendeu o que ela queria apenas pela forma como ela olhava em seus olhos e sua boca. Não demorou para que colasse seus lábios aos dela, de forma gentil e amorosa. Rose já estava se acostumando com a forma como seu corpo reagia com o contato e ela gostava de como ele a fazia se sentir amada naquele turbilhão de coisas ruins a sua volta.

Quando ambos voltaram para o resto do grupo, ninguém pareceu perceber as mãos juntas ou a forma como Rose tentava disfarçar que estava o olhando. Mas certamente notaram quando Dimitri se sentou ao lado dela e pegou em sua mão, puxando Rose até que ela estivesse escorada contra o seu corpo e com a cabeça em seu ombro.

— O que você acha, Dimitri? — Lissa perguntou, ele a olhou indagador. — Eddie disse que Ele tem um plano para tudo isso.

Eles sabiam o que era o isso. Durante todo o tempo, evitavam dizer realmente quem eles eram. Eddie e Lissa pensavam que aquilo poderia atraí-los, como uma coisa agourenta. Não sabiam, exatamente, como agiam, mas de uma forma estranha, quando cobriam qualquer coisa que pudesse chamar a atenção, pensavam que eles poderiam estar à espreita.

Não foi Dimitri quem respondeu, — ele parecia ainda pensar no que Lissa havia perguntado e em uma resposta apropriada. E também não foi Eddie ou Gisela que deram sua opinião.

— Que plano? — Rose questionou, olhando para o amigo — Eddie, eles matam crianças. Inocentes! Que tipo de Deus sádico é esse?!

Dimitri apertou sua mão e ela o fitou. "Não fale assim." — era o que seus olhos lhe diziam.

— Não é culpa do nosso Deus, Rose — Eddie disse polidamente — Se quer saber o motivo disso tudo, pergunte a quem fez isso! A culpa é de quem pratica a guerra! A culpa é de quem matou nossa família a sangue frio ou que levou os nossos para longe. A guerra não perdoa ninguém, Rose — sussurrou Eddie no final.

Rose terminou a refeição e começou a recolher as coisas, não querendo participar das explicações de Eddie e Liss sobre aquilo ser parte de um plano maior. Gisela parecia partilhar dos pensamentos de Rose, então a ajudou quando Rose desceu para o porão para fazer uma checagem do estoque de comida e cobertores.

— Eddie é um bobalhão — Gisela disse, mas Rose não estava prestando muita atenção — Ele é assim desde que o conheci, então não acho que ele tenha que se esforçar muito para ser assim. Você sabe, não parece difícil para ele.

Rose lhe de um olhar enviesado enquanto separava os cobertores que precisavam ser lavados dos que ainda estava em uso.

— Você gosta dele, Bonichi — declarou e Gisela arregalou os olhos — Não precisa negar. Lissa, Dimitri e eu até fizemos uma aposta de quanto tempo levaria até Eddie perceber, mas ele é bem lento.

Gisela a encarava boquiaberta, mas logo ficou irritada percebendo ser uma brincadeira. De olhos semicerrados, ela colocou as mãos na cintura.

— Bem, Lissa e eu também apostamos quanto tempo você e o russo ficariam se comendo com os olhos antes de alguém atacar o outro primeiro.

Rose sabia que ela também estava brincando, mas ainda sim corou. Não partilhara com ninguém o que aconteceu, mas a forma como ela corou e desviou seus olhos para longe de Gisela entregou tudo.

— Eu não acredito nisso — Gisela caçoou — quando você diria algo para mim ou Lissa?

Rose quase se sentia como uma adolescente normal.

— Não foi nada demais — ela murmurou, finalmente deixando os cobertores de lado e olhando para Gisela, feliz em poder compartilhar com alguém sobre aquilo — Nós nos beijamos algumas vezes.

— Bem, — Gisela começou, mas foi interrompida quando Eddie desceu as escadas, dizendo que Lissa a estava chamando para se deitar. O olhar que a mais nova deu a Rose deixou claro que ela não escaparia dos questionamentos no dia seguinte.

Rose continuou o trabalho de separar as cobertores e roupas e então guardando as limpas e amontoando as que precisariam ser lavadas no rio no dia seguinte.

Ela tinha certeza de que estava tarde da noite quando ergueu os braços, se espreguiçando.

— Você foge bem quando Eddie fala sobre Deus — Dimitri disse, entrando no porão e tendo que abaixar a cabeça quando passou por uma viga devido a sua altura.

Rose olhou em volta sendo pega de surpresa e em seguida deu de ombros.

— Vocês dois tinham muito o que conversar — ela suspirou, fechando os olhos por um momento e levando uma das mãos até a nuca. O dia havia sido cansativo.

Sentiu quando às mãos de Dimitri apertaram seus ombros, fazendo uma leve pressão no local, massageando e Rose deu um pequeno sorriso, aproveitando a sensação. Ela levou uma das mãos até seu ombro, a colocando por cima da de Dimitri, que parou os movimentos.

Devagar, Rose se virou para ele, notando a expressão séria em seu rosto.

— O que houve? — ela perguntou, colocando a palma de sua mão em seu rosto.

— Estive pensando na nossa relação — Dimitri começou. A última palavra pareceu ter saído com dificuldade por seus lábios — Não é justo com você. Quer dizer. Nós temos sido o mais próximo de uma família que seja possível e talvez estejamos confundindo as coisas.

Rose franziu o cenho, olhando nos olhos de Dimitri e não encontrando as respostas que procurava.

— É por isso que acha que eu lhe beijei todas aquelas vezes? Por não entender o que eu realmente queria? — ela esperou que Dimitri respondesse, mas ele somente desviou seus olhos dos dela — Eu sei que você me vê como uma irmã, mas eu não sou. Eu sou grata por tudo o que você fez, protegendo a mim em tantas situações e eu tentei me agarrar a todas as vezes que eu pensei que o que eu sentisse por você fosse apenas carinho mas agora... — as palavras foram fugindo de Rose e ela teve que respirar fundo para continuar a dizer o que queria — Agora eu tenho certeza que gosto de você mais do que de qualquer outra pessoa e que... e meu coração acelera quando você me toca e... e que tudo de ruim some quando você me beija.

As palavras apenas saiam sem que Rose pudesse organizá-las em sua mente e coloca-las em ordem. Aquilo pareceu suficiente para Dimitri vencer o pouco de espaço que sobrava em eles e a tomar em seus braços. Rose não resistiu quando ele a beijou. A sensação dos seus lábios juntos fazia a esquecer qualquer problema que os assolava do lado de fora da pequena casa.

O beijo que havia começado calmo e tranquilo, ganhou intensidade e Rose se viu ofegante quando sentiu as mãos de Dimitri subirem até seu cabelo, o soltando do grampo que o prendia no topo. Ele se afastou minimamente, notando a face corada, os lábios entreabertos para controlar a respiração e o cabelo volumoso e quase negro emoldurando seu rosto. Linda foi a palavra que Dimitri pensou, mas sabia não ser um adjetivo a altura da beleza de Rose.

Ele a beijou suavemente nos lábios novamente, e então descendo pelo seu pescoço. Sentia as mãos tremulas de Rose indo até a blusa de tuíde que usava e então serpenteando por baixo dela, fazendo carinho em sua pele quente.

Ela soltou um gemido baixo quando Dimitri mordiscou de leve a pele exposta em seu pescoço e agradeceu por ele não poder ver seu rosto naquele momento.

— Acho melhor irmos dormir — Dimitri disse, ainda sem se afastar e ainda desejando poder colar seus lábios em Rose e ficar junto a ela. Em sua mente só conseguia se lembrar do quão jovem ela era e que de nunca teria certeza se Rose ainda o amaria se tivesse conhecido a outras pessoas, se pudesse ter outras escolhas.

Rose arrumou o cabelo, o jogando para trás em suas costas, antes de levar as mãos até a frente do vestido azul que usava e começar a abrir os botões, um por vez, sem desviar seus olhos dos de Dimitri que encarava cada parte da pele que era exposta a cada botão aberto do vestido.

Ela não sabia ao certo como funcionava, mas sabia que queria experimentar todas as sensações que tivesse direito com Dimitri. Rose ainda se sentia envergonhada e as pernas tremulas, mas se lembrava das palavras de Dimitri “eu quase perdi você”. E ela não queria mais perder tempo quando não sabia por mais quanto aquilo duraria.

Ignorando a timidez e ainda encarando o russo a sua frente, Rose abriu o sexto e último botão que ficava praticamente no rumo de seu umbigo. Ela não deu tempo para que Dimitri fosse para longe quando segurou sua mão o fazendo tocar a pele quente. Rose era perfeita, foi a definição que Dimitri encontrou quando ela continuou guiando sua mão até que ela a colocasse sob seu seio direito enquanto mordia o lábio inferior.

Sentiu algo explodir dentro de si quando Dimitri a ergueu, colocando suas pernas ao redor de sua cintura e a colocando sobre a mesa, sentada bem na ponta e a beijando com força, apertando e sentindo cada milímetro do seu corpo. Rose soltou um gemido quando Dimitri acariciou seus seios. Ele desceu uma das mãos para suas coxas, as livrando do vestido e sentindo a pele macia.

— Você tem certeza? — Dimitri sussurrou ao seu ouvido e então se afastando apenas para olhar em seus olhos. Precisava ter certeza antes de prosseguir.

Rose apenas assentiu, tocando o cabelo de Dimitri e o colocando atrás de sua orelha. Observou quando ele se afastou e então foi até as cobertas que Rose havia dobrado e guardando com tanto cuidado. Ela aceitou a mão que Dimitri estendia, caminhando até a cama improvisada e fez sinal para ir até as duas lamparinas que iluminavam o porão, mas Dimitri a deteve.

— Eu quero olhar para você.

Ela apenas assentiu, se voltando para ele e enrolando seu corpo ao dele e sentindo cada parte sua reagindo a Dimitri. As línguas seguiam um ritmo frenético conforme as peças de roupa saíam. Primeiro a blusa de Dimitri, e então suas calças, e então o vestido de Rose escorregando pelo corpo curvilíneo e finalmente as roupas intimas.

Dimitri foi paciente, esperando por Rose, experimentando junto a ela cada toque novo, cada nova descoberta de sensações. O ato havia começado devagar enquanto ele controlava seus instintos e tinha que se esforçar para segurar seus movimentos, mas ele quase perdeu o controle quando Rose mordeu seus lábios e arranhou suas costas com força. Ambos não sabiam mais como controlar os gemidos e por mais que não tivesse como ficarem mais juntos do que já estavam, continuavam movendo os corpos no mesmo ritmo, ansiando mais ainda um do outro.

Quando acabaram, Rose ainda sentia a sensação de estar fora de si. O corpo todo formigava enquanto tentava acalmar a respiração. Podia jurar que por um momento havia saído de seu corpo e então retornado. O seu cabelo cobria os seios enquanto Dimitri fazia um carinho em seus braços, subindo e descendo, fazendo Rose se arrepiar. Ela queria olhá-lo, dizer que o amava desde quando ele a salvou de morrer afogada no lago quando nem ele próprio sabia nadar, alguns anos antes. Mas ao invés disso se calou, apenas aproveitando a sensação de ter Dimitri ali tão próximo, com os corpos ainda nus.

A lua que entrava pela pequena janela do porão iluminava superficialmente o ambiente quando Dimitri despertou. Ele olhou para Rose, que ainda estava deitada em seu peito com uma coberta sobre eles. A sensação do momento de prazer e amor que compartilharam ainda viva em sua mente.

Escutou um barulho que de algo caindo no chão e olhou em volta. Havia sido o mesmo barulho que o despertara. Suspirou, pensando que poderia ser Eddie o procurando quando percebeu que ele não havia ido para a cama

— Roza — ele sussurrou, a balançando devagar pelos ombros — Rose, acorda. Alguém pode nos pegar aqui.

Rose resmungou, abrindo devagar os olhos. Ela piscou, notando que ainda estavam no portão e então se sentou rapidamente, quando percebeu que ainda estava nua. Dimitri não se incomodou, mas ainda assim, estendeu para ela o vestido que havia ficado jogado no chão e ela o vestiu rapidamente, não prendendo os botões na ordem correta. Passou uma mão pelo cabelo tentando ajeitá-lo.

Ela observou quando Dimitri começou a vestir a própria roupa rapidamente, não evitando de corar quando notou as marcas vermelhas nas costas de Dimitri que ela própria fizera com suas unhas horas antes. Havia sido real.

Ele caminhou até Rose e a beijou rapidamente, sabendo que se demorasse muito iria novamente arrancar suas roupas e a tomá-la novamente, mas não queria que nenhum dos amigos os visse naquela situação.

— Você está bem? — Dimitri perguntou erguendo o queixo de Rose para fitá-lo. Ela apenas assentiu, ignorando o corpo meio dolorido pelo ato.

Ouviram novamente o barulho de algo caindo e Dimitri suspirou, segurando a mão de Rose e a levando para fora do porão.

— Eddie deve estar acordado — ele sussurrou, fechando a porta atrás deles — Ele vai saber que há algo de errado.

— Ou de muito certo — Rose murmurou e Dimitri sorriu, levando a mão dela até seus lábios e depositando um beijo ali. Ela se lembrou da conversa que tivera de Gisela. Sobre todos eles esperarem que os dois ficassem juntos — O que diremos a eles que somos agora?

No entanto, no momento em que a pergunta cruzou os lábios de Rose, ele não teve tempo de responder. Havia cerca de doze soldados nazistas ali, três deles segurando Eddie, Lissa e uma enfurecida Gisela.

O rosto de Dimitri e Rose foram iluminados com uma lanterna. Haviam os encontrado, afinal.



Notas finais
Esse capítulo... enquanto eu escrevia, e reescrevia e editava eu ficava dividida entre o amor dos dois e então pelo final tragico. Espero que tenha gostado