Aurora Weasley- A não mágica
2 A Carta que não veio
Aurora
Quando a carta não chegou, nada machucou mais do que o olhar de pena que eu recebia de todos. Pobrezinha da Aurora, um aborto quem diria. No primeiro momento quis, sumir e fugir de tudo e todos. Como se não bastasse toda a comoção de pena que vinha recebendo da minha família, que simplesmente não sabia como agir perto de mim tudo ficou pior com o jornalismo retrógado do profeta diário.
Acho que eu me lembro exatamente do título destrutivo daquela matéria.
Vergonha e vexame e humilhação parece que nem a família weasley está imune a maldições, é mais que confirmado o primeiro caso de aborto na família weasley.
O martírio da família weasley começou quando, a jovem Aurora Weasley filha de Ronald e Hermione Weasley dois dos grandes heróis do mundo bruxo, não demonstrou ter magia suficiente para ser aceita na renomada escola de magia e bruxaria Hogwarts. Deixando assim todos em choques e surpresos a final, ninguém jamais poderia se quer imaginar que a filha da provavelmente futura ministra da magia. (Leia mais sobre na pág. 23)
Seria incapaz de produzir magia, afinal a caçulinha do casal sempre foi cotada a realizar grandes feitos assim como seus pais e quem sabe irmãos. Porém tragicamente todas a esperança, foi para o ralo, afinal o que se pode esperar de uma pobre coitada que nem se quer pode realizar o mais simples feitiço nem que fosse para salvar sua própria vida. Fatalmente aos 11 anos Aurora acabou de se tornar nada mais do que um pequeno peso morto para sua família.
Afinal que grandes coisas um Aborto em toda sua inutilidade poderia fazer.
Não importa para qual lado eu olha-se, apenas uma coisa se repetia. Incapaz, inútil, aberração da natureza, maldição entre outras coisas.
É claro que meus pais, não aceitaram nada disso e alguns jornalistas de meia tigela tiveram muitos problemas, e perderam o direito de exerce a profissão.
O único problema é que isso apenas fez o que eu não queria chamar ainda mais atenção, para mim e toda essa situação para o meu desespero esse ano passou de forma extremamente lenta.
Meus pais acharam que seria melhor se mudar para o mundo trouxa, onde eu poderia ter uma vida mais normal. E bem isso nos trouxe a o atual momento, Rose não está muito animada com tudo isso e bem ela não faz a mínima questão de tentar esconder.
E isso me deixa ainda pior, de certa forma isso é tudo culpa minha claro que eu nunca me candidatei para isso. Mas mesmo assim é impossível não sentir culpa.
— Você ainda não começou a arrumar as suas coisas? Meu bem.
Olhei para minha mãe encostada no batente da porta, sorri pra ela e fiz sinal para que ela se sentasse do meu lado.
— Conversei com o tio Victor – soltei prendendo a respiração esperando uma reação da mesma.
Victor Hugo é o irmão caçula da minha mãe, ele é um dos meus tios favoritos e eu tenho muitos ele só perde para o tio Jorge atualmente ele mora em San Diego. Ele é realmente ótimo, eu conversei com ele disse que ia amar que eu fosse morar com ele e bem eu também.
Só tem um problema a minha mãe.
— Sobre o que exatamente?
— Sobre eu ir morar com ele, mãe antes que você negue eu quero que você entenda o meu lado. Eu não pertenço a esse mundo, mas vocês sim eu não estou dizendo que quero me afasta de todos vocês e nunca mais velos. Eu preciso disso, e você sabe.
Ela me olhou magoada e com os olhos marejados.
— Mãe não quero me senti culpada, por fazer todos mudarem quando a mudança pode ser apenas minha. A vida de vocês estão aqui eu amo essa casa, mas eu não posso mais está aqui todos esses olhares de pena está me matando, eu preciso me sentir útil de novo. – disse segurando suas mãos.
— Você não tem que fazer isso sozinha.
— Não tenho, mas eu quero.
— Vou conversa com seu pai, e claro com o cabeçudo do seu tio.
— Por favor, não briga com ele.
— Jamais faria isso com ele, muito embora ele tenha agido pelas minhas costas.
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