Aurora Luz - O Comandante

1 O levantar das poeiras de um planeta.


Notas iniciais
Oie! Fico feliz com a chance que está dando a história. Quero muito que conheçam o final disso para entenderem por que estou fazendo meu protagonista passar por isso. Fiquem com o inicio de tudo... Há milhares de anos em um futuro:

A atmosfera do planeta 49-OS ganhou uma vibração caótica instantânea, como se fosse profanada por diversos cometas vivos, barulhentos e maliciosos, dispostos a mudar tudo. Era uma invasão súbita.

Assim que Joaquim chegou a uma sala de controle, no setor Sul do complexo de mineração terrestre, encontrou apenas corpos sem vida, jogados no chão e atacados por algo desconhecido. A frieza do ambiente ia além do clima natural do subterrâneo. Por um momento, parou imóvel, sem respostas para as diversas perguntas que criou para aquelas pessoas. Ninguém poderia ajudar a ele e aos dois tripulantes do cargueiro comercial sob seu comando, que sobreviveram por pouco quando a nave deles foi destruída no início do ataque hostil, dentro do Hangar Principal daquela área quilométrica.

Como capitão de seu pequeno grupo, Joaquim voltou a si e para a situação perturbadora, indo direto ao rádio para tentar enviar um pedido de ajuda para a Estação Central Espacial. Mas os aparelhos da sala no subsolo estavam enlouquecidos: algumas telas haviam queimado, outras piscavam instáveis, e alguns aparelhos tinham buracos irreparáveis criados por alguma arma. Com a porta fechada, era perceptível que os dutos de ventilação mal funcionavam. Apenas chiava e roncava de tempos em tempos, criando um ar parado, cheirando a metal aquecido e ornamentado por uma sutil neblina de fumaça que ardia nos olhos. Ao mexer nos controles do rádio, um som agudo e alto atingiu os ouvidos de todos vindo de alto-falantes, ocultando até mesmo os sons da batalha que acontecia na superfície. Os botões não funcionaram quando ele tentou desligar, então precisou puxar um cabo debaixo do painel para trazer um pouco de paz aos seus pensamentos, desligando o equipamento.

Na superfície seca, amarelada e rochosa do pequeno planeta de mineração, o ataque surpresa de inimigos desconhecidos se intensificava. Mesmo a dezenas de metros abaixo das estruturas externas da base terráquea, os três homens na sala de controle ainda ouviam e sentiam as explosões abafadas e distantes, misturadas com o som de vozes que ecoavam de alto-falantes ou das telas que ainda recebiam as transmissões dos outros setores do complexo de extração.

— Não podemos ficar aqui, o colapso de energia e essas avarias de ataque estragaram quase tudo!

Joaquim avisou seus dois companheiros, observando os rostos de pessoas que surgiam nas telas cheias de chuviscos e quando essas não piscavam. Tanta interferência e defeito dificultavam compreender melhor a situação caótica instalada. Ele penteou os cabelos castanhos, mesclados com poucos fios grisalhos, para trás. Sua mente trabalhava rápido, enquanto seus olhos focados e azulados passavam pelas telas em busca de informações. Era urgente definir um plano para sobreviverem.

— Se a Estação Central não sabe o que está acontecendo, precisamos ajudar os sobreviventes a resistir. Bóreas, consegue descobrir qual é a situação dos outros setores?

O jovem navegador deixou o terceiro companheiro ferido encostado na parede e caminhou rápido para um dos monitores que funcionava. Sentou-se na cadeira e, conhecendo diferentes níveis dos avanços da tecnologia, facilmente acessou alguns vídeos de comunicação enviados das salas de controle. Organizou a tela com os quatro vídeos rodando simultaneamente, incluindo imagens do Sul.

— Esses são os relatos mais recentes — informou, enquanto seus dedos tremiam parados sobre o teclado, não pela velocidade de digitação anterior, mas pela angústia crescente de estar vivendo aquele filme de terror sem aviso prévio.

Joaquim aproximou-se por trás e assistiu. Seus músculos permaneciam em alerta e um suor escorria em silêncio pelo seu rosto por causa do esforço físico e mental durante aquelas poucas dezenas de minutos.

O Setor Norte foi explodido em meio à sua transmissão. O do Leste foi invadido, com muita fumaça, tiros, sombras indefinidas e grunhidos de criaturas não humanas. Porém, enquanto isso, a sala de controle do Setor Oeste sobrevivia e seu vídeo fluía sem interrupções:

—... Direcionamos a maior parte da nossa energia para a barreira externa, como foi pedido. Estamos com o mínimo para manter tudo funcionando, mas todos ganhamos algum tempo antes de sermos completamente invadidos.

Outra pessoa da sala interrompeu o homem de camisa e óculos, que não era um soldado, mas sabia do que estava falando. Depois, ele continuou:

— Conseguimos enviar o sinal de socorro à Estação Central desde o primeiro momento de ataque, mas não tivemos resposta... No momento, não temos esperança de sermos salvos, então vamos lutar por nós mesmos. Estamos reunindo soldados e combatentes que ficaram dentro do escudo para elaborar um plano minimamente eficaz nessa situação.

De repente, o mensageiro inclinou-se para o lado, dando espaço para o rosto de um homem mais sério, de quase sessenta anos, vestido com uniforme e líder militar da sala de controle do Oeste, que se debruçou sobre o ombro dele e depois se aproximou da câmera com irritação:

— Eu relatei há meses que tinha algo suspeito acontecendo. A aproximação súbita desses seres, o interesse do governo nesse planeta e a ganância dos líderes da humanidade resultaram nisso... Espero que os Generais Brancos que participaram daquela reunião estejam agora desesperados com essa invasão. — Sorriu de leve, sarcástico, mas logo se entristeceu. — E sinto muito pelos inocentes que enfrentam essa batalha. Aqui é só um posto pacífico de mineração, sem ameaça alguma... Nem temos equipamentos decentes para nos defendermos além da barreira de energia externa...

Ao fundo, seus companheiros iam de um lado para o outro em meio a tremores e chacoalhões dos aparelhos. Na sequência, o vídeo foi cortado subitamente, restando apenas uma tela cinza e chuviscada.

— Que péssima hora para nós, capitão... Por que viemos para esse planeta justo agora? — murmurou Bóreas, curvando as sobrancelhas e puxando as partes laterais do capuz, que tampavam suas orelhas, para encobrir por completo seus cabelos, como se tentasse se esconder do caos. Ecoava em sua cabeça o pensamento de que, se tivesse chegado uma hora antes e descarregado, os três teriam ido embora antes daquele ataque surpresa e do caos assustador os engolir.

Quando as naves inimigas surgiram, atirando em tudo que se movia, pousando e descarregando um batalhão de alienígenas hostis, a evacuação de emergência foi iniciada com sirenes e uma mensagem de aviso ecoando em todos os cômodos. Com esse sinal, a pequena tripulação do cargueiro de Joaquim correu para o hangar de serviço, onde a nave deles estava sendo descarregada dos mantimentos e novas peças de tecnologia. Mas o lugar foi destruído em uma explosão quente e ensurdecedora, invadindo o corredor de acesso em que os três estavam com uma implosão de ar cheia de detritos afiados e pó. Bóreas teve sorte de sair apenas com um corte no ombro e arranhões, em comparação com outros trabalhadores e ao seu colega Muvick, que naquele momento estava escorado na parede da sala de controle Sul.

— Devemos ser os únicos aqui, no Sul — refletiu Joaquim, lembrando que não haviam encontrado ninguém no caminho até ali, apenas os mortos fardados da sala. — Ajudaria se soubéssemos mais do plano do Setor Oeste depois disso.

Muvick tossiu úmido e alto de repente. Bóreas se encolheu com o som e o encarou em seguida, suspirando com nervosismo e atento a outros sinais de sofrimento. O engenheiro era seu exemplo de homem com físico musculoso e saudável, sempre soltando frases motivacionais que indicavam sua filosofia de que o corpo humano é uma máquina que pode ser aperfeiçoada. Mas ele estava gravemente ferido por um pedaço de metal inesperado, cravado junto às suas costelas desde o túnel de acesso ao hangar explodido. Sem uma razão clara, o homem se afastou da parede. Seus passos eram vagarosos e esforçados em direção aos dois colegas.

O navegador arregalou os olhos, assistindo às suas expressões doloridas a cada passo vencido. Bóreas não queria que ele se movesse, então nem mesmo reagiu para ir ajudá-lo. Logo, o amargo da angústia contaminou sua boca e ele murmurou baixo para o amigo, em um pensamento que escapava:

— Não faça isso...

Porém, o engenheiro robusto nem percebeu seu sussurro. Estava imerso no esforço para manter seu corpo funcionando e chegar até os colegas para ajudá-los. Sua respiração era barulhenta e vibrante no peito, num ritmo estranho. Suava mais do que quando fazia seus treinos cotidianos. Seu corpo perdia sangue para dentro e para fora, de um corte profundo no pé que deixava um rastro vermelho fresco. Seu corpo perfeito estava em colapso. E mesmo vendo o rosto do pequeno Bóreas clamando para que parasse de andar, com suas sobrancelhas arqueadas e franzidas e lábios inquietos, ignorou sua aflição e os alcançou:

— Eu posso... — tossiu uma segunda vez, enrugando o rosto pela pontada momentânea e aguda de dor do seu acessório sangrento. Bóreas tremeu e soltou um gemido baixo no mesmo instante do som, sentindo a dor alheia só por observá-lo. — Posso tentar estabelecer uma comunicação...

A mão pesada de Muvick pousou sobre o ombro do colega de apenas vinte e três anos, transmitindo uma mensagem. Bóreas entendeu e se levantou, deixando aquela central de mídia e controles para o homem trabalhar. Rapidamente, digitando códigos e pedindo que os outros dois mudassem alguns plugs de outros painéis eletrônicos da sala, ele restabeleceu o contato com o Setor Oeste.

A maior tela diante dos três exibiu a frase "Aguardando resposta" e ficou piscando por longos segundos. De repente, um homem surgiu encarando-os sério e confuso, arcado sobre a bancada onde estaria a câmera transmissora. Vestia-se com o uniforme reforçado de um soldado, colete protetor e armas. Parecia pronto para batalhar, assim como outras pessoas no fundo da sala.

— Aqui é da central de controle Oeste... — falou como um hábito e parou, franzindo entre as sobrancelhas e agitando o olhar nos três homens que via. — Espera! Quem são vocês?

— Senhor, estamos no setor Sul. Somos tripulantes de um cargueiro comercial. Viemos apenas entregar materiais e acabamos no meio disso. Não há ninguém aqui e nossa nave foi destruída. Precisamos de uma saída — explicou Joaquim.

O oficial os analisou com seriedade, pensando que, mesmo sendo trabalhadores externos, estavam igualmente encurralados dentro da proteção do escudo de energia do complexo. Além disso, a maior parte do grupo de seguranças internos foi para a superfície lutar e não havia muitos para enfrentar os inimigos que conseguiram invadir o subsolo por lugares que eles nem conseguiam imaginar.

Com um suspiro forte e de lamento, o homem informou:

— A situação é crítica. A evacuação de todos falhou. Perdemos praticamente todos os hangares-garagens e os de caças. Os inimigos surgiram de repente, mas estavam planejados. Atordoaram todos os procedimentos de contra-ataque e nos isolaram...

Ele puxou um papel que estava sobre a mesa, lendo algumas informações:

— O grupo de segurança externo lutou contra os invasores até que o escudo de energia fosse levantado completamente. Há inimigos dentro do subsolo que estão atacando todos que encontram, setor por setor. Não sabemos quantos civis ou soldados sobreviveram. Mas precisamos agir e há uma pequena chance para nós.

O homem fez uma pausa, analisando os três em sua tela atentamente e uma segunda vez.

— Mesmo uma tripulação de um cargueiro espacial deve ter recebido o mínimo de treinamento militar e de emergência para obter a licença, não é?

Joaquim sabia que foi olhado pelos dois colegas antes de responder e concordou com um gesto de cabeça.

— Precisamos disso. Vocês devem se juntar a nós — intimou.

Ele explicou alguns detalhes rasos de um plano de contra-ataque que envolvia o "Bolsão", uma gigantesca caverna subterrânea de mineração, com poucos pontos de luz e áreas perigosas, onde alguns inimigos provavelmente já haviam se infiltrado.

— E, principalmente, precisamos de pessoas que consigam fazer cálculos certeiros e tomar decisões sob pressão. Infelizmente, nosso único engenheiro experiente teve um fim mundano justo agora... — o oficial no vídeo olhou para um colega ao lado, de pele pálida, cabelos brancos e caído sobre um painel. — Os cálculos vão ajudar a finalizar o plano para que ele seja o mais eficaz e nos dê alguma vantagem. Da forma que a situação está indo, com a quantidade de combatentes que resta, não teremos outra chance ou sobreviventes. Vou enviar a rota de saída desse setor que deve deixá-los próximos de nós.

Um mapa com linhas coloridas e brilhantes surgiu na tela. Joaquim rabiscou uma cópia em um pedaço de papel enquanto o soldado do Oeste explicava o percurso. Subitamente, a transmissão foi cortada e a sala ficou completamente escura e silenciosa. A queda de energia durou um longo minuto mudo e perdido no tempo. O breu profundo pressionou ao redor deles, apertando seus corações e acelerando suas respirações enquanto não sabiam quando a eletricidade iria voltar. Foi um alívio simplório o momento em que as lâmpadas verdes de emergência acenderam e sinais sonoros distantes voltaram a ecoar.

Os três homens na sala de controle Sul ficaram encarando a grande tela apagada, sem se moverem ou falarem. Cada um pensando profundamente no papel particular que teriam que assumir em meio ao caos e à batalha que desmoronava sobre eles e seus instintos de sobrevivência.

Bóreas, o mais jovem, sabia que os outros analisavam o plano e buscavam prever como usariam suas habilidades e experiências de vida para ajudar na ação de contra-ataque, as quais ele desesperadamente não queria imaginar. Então olhou para Joaquim, desejando que seu líder soubesse encontrar uma alternativa mais pacífica do que caminharem pela base desconhecida e se arriscarem a encontrar com monstros.

— Eles precisam de combatentes. Querem ajuda para tentar salvar algumas pessoas desse planeta...

— Mas, Capitão! — Bóreas se agitou, franzindo entre as sobrancelhas enquanto o encarava com intensidade, protestando contra a ideia de irem lutar por pessoas desconhecidas que nem mesmo sabiam se ainda existiam.

— Um dos sobreviventes pode ser um de nós, Bóreas — respondeu Joaquim com firmeza, sem medo de olhá-lo de volta. — Temos que fazer algo!

O homem encarou os olhos azul-pálido do jovem navegador por um tempo, dava para ver seu tremor constante e piscar rápido. Quando enfim Bóreas desviou o olhar para o chão, submisso, um pesar atingiu Joaquim e seu apego por ele como um peso extra no peito.

Seu tripulante mais novato fugia de brigas e conflitos, muitas vezes dando vitória ao seu opositor mesmo que tivesse razão. Sua forma de se entregar verdadeiramente às emoções e expô-las aos amigos costumava ser intensa e pura, brilhando de forma única em meio a homens velhos maliciosos e nas sombras de uma rotina de trabalho adulta, cheia de regras, responsabilidades e carregada de procedimentos meticulosos para viajar pelo espaço com segurança.

Bóreas nitidamente não havia tido contato com os obstáculos injustos e cruéis de uma Terra governada por uma elite egocêntrica. Talvez, quando o rapaz tinha vinte anos e se conheceram, o navegador tivesse escolhido viver em uma espaçonave por se cansar de ser protegido e realmente estivesse disposto a entregar sua vida por esse objetivo. Mas, naquela situação caótica e sem naves, a única saída era enfrentar o que estava acontecendo com uma sequência de decisões difíceis.

Por aquele momento, Joaquim deixou de pensar na guerra que os rodeava desde a superfície do planeta de mineração. Lembrando-se de cenas de quando conheceu o rapaz em um ancoradouro qualquer. Muvick sempre apoiou a entrada dele na tripulação porque ele tinha um nome verdadeiro estranho e, até certo ponto, era ingênuo, o que divertiu os dois por semanas até o jovem navegador aprender a entender assuntos implícitos. Entre diversos apelidos que provocavam o humor do navegador novato e testavam sua paciência, um deles se encaixou perfeitamente com algumas de suas características. Bóreas tinha raros cabelos platinados que ele insistia em esconder por completo sob o gorro que usava o tempo todo, e seu pai se chamava Astreu, como o da mitologia grega.

Muvick respirou fundo com um som gorgolejante, interrompendo o momento de distração de Joaquim.

— Tudo bem... — disse ele, pressionando a mão em volta do acessório ensanguentado e cravado em seu corpo com mais força, de onde sentia uma crescente dor permanente. — Vocês devem ir. Vou tentar ajudá-los daqui.

Bóreas não queria abandonar o velho engenheiro tão facilmente. Segurou sua respiração e fechou os punhos, enquanto seu corpo ficou mais tenso e imóvel, ansioso pelo significado daquela fala e pelos sinais de estado crítico de Muvick. Queria ajudá-lo imediatamente, mas não tinha como. Qualquer que fosse sua reação, deixar sua voz embargada sair, o corpo tremer ou chacoalhar o colega para livrá-lo dessa ideia, seria inútil. Então apenas se submergiu no choque e na empatia com as sensações doloridas do ferido. Aqueles dois homens eram os melhores amigos que já teve na vida. Perder qualquer um seria rasgar uma parte curada e sólida de si mesmo.

Joaquim não poderia concordar com isso, o rapaz pensou, ele devia ter argumentos infalíveis e força para dizer. Mas, ao olhar para o Capitão, soube que ele havia aceitado aquele destino para Muvick, afinal, duas pessoas como eles não poderiam carregar o grande homem e, se fossem atacados de surpresa, ficariam todos vulneráveis.

— Jamais nos esqueceremos de você, Muvinck. Obrigado por tudo, amigo. — Joaquim apertou levemente o ombro dele em despedida, lembrando-se de vários momentos da amizade entre eles. Embora estivessem juntos por muitos anos, parecia que sabiam que esse dia chegaria e aproveitaram a convivência para não terem arrependimentos. Mesmo afetado, seguiria firme para honrá-lo e salvar quem pudesse.

— M-mas... Vamos precisar de um engenheiro! — exclamou Bóreas em um engasgo, quase chorando. Seu corpo tremia e ele parecia ter descoberto o argumento só naquele momento.

Muvick riu, fraco:

— Ah, que garotinho chorão... Foque no — e tossiu, seguido de um grunhido de dor.

— Foque no objetivo principal e depois honre os mortos e heróis — completou Joaquim, sabendo a frase de xadrez que ele usava, mas agora encaixada na realidade de forma cruel.

— Capitão... — Bóreas choramingou para seu líder, com o queixo tremendo e os olhos cheios de lágrimas prestes a derramar, permanecendo a uma distância deles.

— Novato... ele será o engenheiro que você vai levar — disse Muvinck, indicando Joaquim com um gesto de cabeça. — Para ser o comandante... ele também teve que estudar como um engenheiro, em algum momento... Você deve protegê-lo... para ajudar no plano.

Uma luz vermelha no teto se acendeu abruptamente e ficou girando, alarmada.

— Não temos mais tempo — agitou-se Joaquim. — Vamos, Bóreas. Temos que achar alguma arma.

Puxou o braço do rapaz em direção aos corpos dos soldados e rapidamente investigaram toda a sala. Equiparam-se com munição, duas pistolas básicas e facas. Despediram-se com um último olhar para o amigo acomodado na cadeira da sala de controle do Sul. Trancaram a porta ao saírem com pressa e em silêncio, caminhando com cautela sob as luzes alaranjadas do corredor e rumo ao desconhecido.

Notas finais
Ainda não acabou... Estou doida para ver como esses dois personagens vão se sair (ou se vão mesmo). Como estou no começo, me ajudem a divulgar a historia! por favor! Prometo que sou do tipo que concluí. Tenho toda a estrutura do enredo pronta, então eu sei para onde estamos indo, e volta e meia deixo pistas de coisas nos capítulos. Ainda vamos ter muita intriga, desenvolvimento, arcos/atos e mais detalhes sobre o universo dessa história. Deixe seu comentário! Acompanhe. siga no instagram: @morello.eliza Tiktok: elizamon (Veja trailers). Obrigado por ler!