Aurora Goldwin and The Rise of Night
7 Meu Treinamento Começa
Notas iniciais
Percy suspirou e deixou que a água abaixasse, nos levando para a terra. Ele parecia cansado, mas eu ainda estava um pouco nervosa.
– Bom trabalho. — ele me olhou sorrindo — Você realmente canta muito bem. Uma boa junção dos talentos de Apolo e Morfeu. — senti meu rosto enrubescer — Ah, e falando nisso — ele continuou — seus olhos brilham em roxo quando você canta.
Percy, Nico e eu caminhamos por entre os campistas, que nos encaravam com admiração.
– Deixe eu me apresentar formalmente dessa vez. Sou Percy Jackson, filho de Poseidon. Vamos falar com Quíron... Krakens deveriam ser Nórdicos.
*****
Eu caminhei com Nico e Percy até a Casa Grande, mas antes paramos em nossos chalés para trocar nossas roupas encharcadas por roupas secas. Quando chegamos na Casa, parei um momento para olhar seu tamanho; Percy olhava para ela como se tivesse várias lembranças.
– Ei, pessoal, o que houve? — me surpreendi levemente ao ver Richard na varanda.
– Viemos falar com Quíron. — disse Nico.
– E eu cantei para um Kraken e ele dormiu. — falei casualmente.
– Sério, Rory? Bom trabalho. Joe não costuma voltar a dormir tão rapidamente. — meu padrasto sorriu — Então, quem passou da boia?
Ergui minha mão silenciosamente.
– Não se preocupe, Rory, você não sabia. E Joe é muito territorialista. Um dedo que você passe ele acorda. — disse Richard.
– Joe, o Kraken? — perguntou Percy.
– Sim.
– Tudo bem, essa não é a coisa mais estranha que já ouvi.
– Mas os Krakens são Nórdicos. Isso que viemos falar. — Nico assumiu a conversa.
– Percepção. — disse Richard — Apolo e Ártemis não herdaram o lugar de Helio e Selene, assumindo o sol e a lua?
– Sim.
– Isso foi porque a maioria dos mortais escolheram acreditar neles. Mais ou menos o mesmo principio aconteceu com o Kraken. — explicava Richard — Se vocês forem para a rua e perguntarem as pessoas de que mitologia os Krakens são, a maioria dirá que eles são da grega.
– Acho que entendi. — falei, e Nico e Percy assentiram.
Richard bagunçou meus cabelos levemente e entrou para dentro da Casa Grande.
Um sino se ouviu ao longe.
– Hora do almoço. — Percy sorriu.
*****
Já havia terminado meu almoço quando Nico apareceu na minha frente, na mesa de Apolo.
– O que vamos fazer agora? — sorri para ele.
– Podemos praticar arquearia, já que você é filha de Apolo. — ele devolveu o sorriso.
– Ah, vamos! — eu me pus de pé em um salto — Eu só atirei de arco e flecha uma vez, há uns dois anos...
Caminhamos até onde o alvos ficavam, mas ali estava vazio... acho que muito provavelmente só os campistas de me chalé iam ali treinar. Só havia um arco e flecha ali, dourado, que brilhava a luz do sol. Achei estranho e o coloquei nas costas.
– Acho que esse arco era mesmo para você. — Nico parou ao meu lado.
– Você acha? — perguntei.
– Sim. — ele sorriu.
Segurei o arco distante de mim e armei a flecha; mirei sem muita preocupação e soltei. Atingiu o centro do alvo perfeitamente.
– Incrível. — disse Nico — Mas já sabia que iria acertar.
– Já usou um arco e flechas? — perguntei o olhando.
– Não, prefiro minha espada. — ele tocou o cabo de sua espada escura.
– Gostaria de lutar a espada... — comentei pensativa.
– Vamos até a arena. — ele me deu as costas e começou a andar — Eu posso te ensinar.
Nós caminhamos juntos até a arena. Quando entramos lá, eu notei uma figura grande, com pelagem negra, avançando em nossa direção. Um cão infernal.
– Não! — gritei me pondo na frente de Nico.
Meus instintos me dominaram e uma coisa estranha aconteceu. Ergi minha mão; eu não sabia o como isso me ajudaria mas sabia que iria funcionar. Meus dedos se iluminaram com uma luz roxa e o cão começou a parar atordoado, até cair no chão.
– Você pôs a cadela do Percy para dormir! — Nico exclamou.
– Aquela coisa era do Percy? — engasguei.
– Sim, aquela é Sra. O'Leary. — ele estava me observando com atenção — Por que você não está cansada?
– O que?
– Quando uso meus poderes, geralmente me canso, mas você parece bem. — ele ainda me avaliava — E você usou o poder que veio da benção de Morfeu, não o de Apolo.
– Na verdade, me sinto como se tivesse mais forte, não como se tivesse perdido minhas energias... — isso era verdade.
– Então quando você usa os poderes de Morfeu, você toma a energia das pessoas, por isso elas caem no sono e você se sente mais forte. — Nico raciocinou — É engraçado... é raro meios-sangues receberem bençãos assim, quando nem sabiam que eram meios-sangues...
– Ok, — por algum motivo achei que seria melhor mudar de assunto — podemos treinar esgrima agora?
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