PDV da autora

Esme percebe que o marido quer dizer alguma coisa:

— Carlisle, o que foi?

— Estou preocupado com o que vamos dizer aos nossos filhos? Será que eles devem saber?

— Por enquanto é melhor não. Não vamos arriscar – Esme parece ter entrado no jogo do marido ou apenas resolveu não deixá-lo ainda mais nervoso.

— Sim, é melhor não contarmos nada para eles ainda.

Mal sabem os dois que Alice já viu a irmãzinha. Carol não é como a sobrinha que não podia ver.

— Vamos ficar afastados mais alguns meses para que não coloquemos em risco caso os Volturi descubram nossa filha.

— Acho justo, não quero envolvê-los novamente em uma confusão. Acabamos de passar por um mal-entendido, não quero que tenham que enfrentar outra vez os Volturi. Nós assumiremos sozinhos se tivermos que assumir a responsabilidade.

— Oh Carlisle! Quer dizer que você vai ficar comigo?

— Vou sim, meu amor. Vamos ficar juntos. Nós três.

Carlisle abraça a esposa e a filha recém-nascida.

— Isso não vai ser como foi com nossa neta, querido. Tenha fé.

— Tomara. Eu espero que não precise tomar nenhuma medida extrema.

— Creio que não terá.

Carlisle afaga com ternura o rosto da esposa. Parece que Esme tem mais fé do que o marido. Mas o destino lhes reserva uma surpresa. Ela estará certa. Ele deveria ter mais esperança.

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PDV da autora

O entusiasmo de Carlisle com o nascimento da filha logo foi diminuindo. Ele sabia que tinha que ser assim caso precisasse fazer o que poderia precisar. Ele tinha que se distanciar emocionalmente de Carol caso precisasse matá-la. Esme percebeu esse resfriamento mas não disse nada. Carlisle não acreditava que a menina iria crescer. Sim, ele tinha esperança, mas não podia permitir que essa esperança o impedisse de se preparar para fazer o que talvez precisaria. Claro que no fundo Carlisle queria que não fosse necessário tomar essa medida extrema. Ele sabe que a esposa ficaria muito abalada e ele muito triste também.

Não deveria ter sido assim. Se Esme e Caroline tivessem pedido para ele, teria feito com satisfação. Mas não desse jeito, agora não dá. Sete meses é o tempo em que pode esperar para ver como a bebê reagirá. Só Deus sabe o que vai acontecer.

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