Aurora
13 Epílogo II
Notas iniciais
Fazia cinco anos desde o dia da derrota de Lorde Voldemort, e o mundo bruxo vivia em paz e harmonia. O mesmo servia para o mundo trouxa, onde apenas as questões políticas e econômicas mudavam o quadro, mas não interferia muito na vida de Harry Potter.
O auror resolvera pegar o metrô para ir ao Ministério naquela manhã de verão, em parte porque aparatação não era seu meio de transporte favorito, mas também porquê ele achava que andar de metrô o ajudava a pensar.
Ele estava de pé se apoiando na porta enquanto o vagão balançava, os cabelos negros estavam menos bagunçados, porém ainda espetavam no alto da cabeça, os olhos continuavam absurdamente verdes, agora tinha uma barba rala crescendo envolta do rosto e a cicatriz em forma de raio ainda chamava atenção em sua testa. Continuava usando óculos de aros redondos e estava mais alto.
Perdido em pensamentos sobre a reunião que teria naquele dia com Kingsley Shacklebolt, o Ministro da Mágia, acerca das novas implantações na Seção de Aurores, ele focalizou os olhos na porta da frente sem perceber realmente para onde estava olhando, estava relaxado, ainda faltava algumas estações para desembarcar.
O metrô foi diminuindo a velocidade até parar na estação seguinte, e a porta para qual ele estava olhando se abriu, como de costume. Então seus olhos entraram em foco de novo, e ele reparou nas pessoas paradas na plataforma. O vagão não estava cheio, mas a maioria gostava de aguardar mais um pouco para poder irem sentadas.
Metade das pessoas entraram, e outra metade continuou a espera. Dentre as pessoas que ficaram, ele reparou numa mulher de estatura mais baixa, de cabelos castanhos curtos repicados e olhos cor de mel. Ela era muito bonita, estava bem vestida e segurava a mão de uma garotinha de mais ou menos uns quatro anos; ela era loira e tinha os olhos iguais aos da mulher, que Harry supôs que fosse a mãe.
Ela disse alguma coisa para a filha e sorriu, e ao olhar de relance para dentro do vagão, os olhos deles se encontraram. O sorriso dela não se desfez, e era um sorriso bonito e aconchegante. Alguma coisa despertou em Harry, não na forma de atração, não romanticamente falando, porquê a única mulher que ele amava no mundo era Ginny Weasley, mas alguma coisa fez ele pensar que já tinha visto aquele sorriso antes.
A porta do metrô se fechou, mas os olhos deles não se desviaram, e através do vidro, Harry assistiu quando uma expressão de reconhecimento surgiu no rosto dela, e sua mão pequena cobriu a boca, como se estivesse surpresa.
Ele não compreendeu, não se lembrava de já ter a encontrado antes nem por um acaso.
A viagem seguiu sem maiores emoções, e o rosto da mulher ficou voltando a mente dele por um longo tempo depois, mas, eventualmente, ele se esqueceu. Outra vez.
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