Auror

12 Diagnóstico


Notas iniciais
Olá, pessoal! Obrigado a todos que estão acompanhando a história até aqui :)

Aquilo tudo era extremamente bizarro para mim.

Durante muitos anos fiz questão de exaltar a pureza do meu sangue, bem como todos os bens materiais que minha família havia cultivado ao longo de todos esses anos. Não somente isso, mas também fiz questão de me impor como superior a todo e qualquer Weasley que cruzasse o meu caminho. Não suportava o modo como viviam. Agora, nada daquilo parecia fazer muita diferença.

Pelo menos pra mim.

Dizem por aí que “quem bate, esquece. Quem apanha, não”. E, sinceramente, eu precisava contar com que esse ditado popular estivesse equivocado. Nessa ocasião, a ruiva era a minha única esperança de conseguir salvar a minha mãe.

Levantei-me da cama e dei alguns passos na direção da sala, por onde Gina havia acabado de passar. Passei a mão pelo rosto e dei um longo e profundo suspiro. A qualquer momento, ela poderia aparecer com a ajuda ou com mais um esquadrão de aurores prontos para levar-nos à Azkaban.

Um frio súbito deslizou por toda a minha espinha, fazendo com que todos os pelos do meu corpo se eriçassem. Aquele arrepio era uma demonstração física de toda a preocupação que tinha naquele momento. Num movimento rápido, retirei a varinha do bolso e gesticulei com ela na direção da lareira, fazendo com que o fogo ficasse maior.

Percebi que Harry havia saído do quarto e se posicionava a alguns passos atrás de mim e me observava de maneira cautelosa.

— Você precisa aprender a confiar nas pessoas – disse, se aproximando aos poucos.

Virei-me para ele, sem olhá-lo nos olhos, e guardei a varinha no bolso.

— Você sabe que eu nunca fui muito disso – afirmei, ainda tentando evitar contato visual direto.

— Eu também acho que você já não pode mais ficar se escondendo atrás de tudo que aconteceu com você e tentar desviar a sua culpa por isso – as esmeraldas fitavam me fixamente, deixando-me desconfortável. – Você passou metade da sua vida fingindo que não precisava de ninguém. Agora você sabe que não tem como segurar essa imagem.

— Potter, isso é mais do que fingir – coloquei as mãos na cabeça e caminhei numa direção qualquer, enquanto pensava nas palavras adequadas. – O mundo no qual cresci era movido apenas pelo interesse. Nunca tive pessoas nas quais pudesse confiar de verdade. Nem no meu próprio pai.

Ele estava certo. Em partes.

Eu havia realmente passado muitos anos da minha vida escondendo todo e qualquer possível sinal de vulnerabilidade. Fraqueza não era algo digno de um Malfoy. Eu cresci escutando esse tipo de coisa. Não havia possibilidade para questionamento. Não se pode culpar uma criança e um adolescente por reproduzir os comportamentos que aprendeu ao longo de toda a sua formação.

O problema é que agora os motivos eram outros. Eu não era mais uma criança ou um adolescente, eu era um homem. Um homem foragido. Um homem procurado pelo Ministério da Magia. Um homem ex-comensal da morte.

— Há menos de uma semana vocês dois estavam atrás de mim para me prender – prossegui — não acha que tenho o direito de ficar preocupado?

Ele assentiu, condescendente.

— Eu já te disse isso – ele se aproximou – se eu fosse te entregar para o Ministério já o teria feito. Eu já tive essa oportunidade.

— É – dei de ombros – mas ela está tendo a oportunidade dela agora. Eu entendo que você confie na sua namorada e tudo mais, mas eu ainda fico tenso com tudo isso.

— Ela não é mais minha namorada – disse pacientemente – mas ainda confio muito na pessoa que ela é. Eu não teria ido procura-la se não tivesse certeza que ela estaria tão disposta quanto eu. Para que você tenha uma ideia, eu não procurei nem a Hermione.

— E eu te agradeço por isso. Ela é uma das pessoas que mais gostaria da minha cabeça servida numa bandeja de prata. E eu não a julgo por isso, dadas as coisas que falei para ela quando estávamos em Hogwarts e a posição que ela ocupa atualmente no D.E.L.M.

Olhei pela porta entreaberta que Potter havia deixado quando saiu do quarto. Minha mãe respirava de forma muito leve, mostrando dificuldade.

Sentei no sofá da sala, apoiando os cotovelos nos joelhos e debruçando a cabeça sobre as mãos. Minhas têmporas latejavam de preocupação.

O tempo estava correndo.

Senti o estofado do lugar ao lado do meu afundar. O moreno havia sentado do meu lado. Ele não disse nada. Ficou alguns segundos parado, talvez pensando no que fazer a seguir.

Num possível gesto de solidariedade, ele estendeu seu braço direito e descansou a mão nas minhas costas, fazendo uma espécie de carinho, como se dissesse com aquilo que “tudo ficaria bem”. Era notável seu esforço para tentar deixar aquilo o mais natural, esforçando-se para não demonstrar os movimentos mecanismos gerados pela sua musculatura completamente tensa. Certamente, ele não sabia se contato físico seria a forma adequada de me consolar naquele momento, mas provavelmente pareceu melhor do que qualquer coisa que ele tivesse para dizer. Eu também não disse nada.

Vários flashbacks passaram pela minha mente. O dia em que nos conhecemos. As diversas brigas que tivemos ao longo de todos os anos em Hogwarts. A batalha na minha casa. O momento que Bellatrix me pediu para reconhece-lo. A batalha de Hogwarts. Muitas coisas aconteceram desde 1991, quando ele apareceu pela primeira vez. Agora estávamos sentados num sofá velho e empoeirado de uma cabana velha, em frente à lareira, e ele acariciava minhas costas em sinal de consolo. Ele era o mais próximo que eu tinha de um amigo àquela altura.

— Já que você insiste tanto nessa coisa de confiança, preciso fazer uma coisa – iniciei, quebrando o silêncio que já se instaurava ali por alguns poucos minutos.

— O que?

— Eu preciso te pedir desculpas por todas as vezes que te ofendi, ou ofendi à sua família, ou seus amigos – tirei o rosto das mãos e virei-o na sua direção, olhando-o.

Ele parecia ter ficado surpreso com as minhas palavras. Decerto, ele não esperava que eu falasse algo assim naquela situação.

— Você me desculpa, Potter?

— Malfoy – ele deu de ombros – éramos crianças, adolescentes, sei lá. Nem pensava mais nessas coisas. – Sem graça, retirou a mão das minhas costas.

— Você ainda não me respondeu – insisti.

— Eu te perdoo, Malfoy – ele levantou, ainda constrangido, e parou na frente da janela da sala – agora precisamos nos focar na sua mãe.

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Não sei exatamente quanto tempo levou para escutar o barulho de alguém batendo na porta da velha cabana. Era agora. Provavelmente Gina havia chegado com a ajuda... ou com mais aurores e todo o exército bruxo na retaguarda para garantir que não conseguíssemos fugir.

Levantei-me do sofá e alcancei a varinha no bolso da minha calça. Caminhei na direção da porta e, quando toquei na maçaneta, percebi que involuntariamente meu braço já estava puxando a madeira de pilriteiro. Potter me encarava como se dissesse que alguma coisa estava errada naquela cena.

Assenti. A “história da confiança”.

Precisava abaixar a minha guarda. Era o que ele queria. Mesmo que fosse contra os meus instintos, aquilo parecia ser o certo a se fazer. Empurrei de volta o objeto mágico o meu bolso e soltei-o.

Girei a maçaneta e a primeira coisa que vi foram os brilhantes cabelos ruivos à minha frente. Sua expressão parecia rígida, ainda tensa por estar lidando comigo dessa forma.

Sinalizei para que ela entrasse e, logo atrás dela, percebi que havia outra pessoa.

Estava diferente do que eu vagamente me lembrava de Hogwats. Sua postura era diferente. Anteriormente ela parecia algo descontraída e despojada, agora parecia um pouco mais séria e adulta. As vestes eram uma calça de linho cinza. Visivelmente costurada à mão. Na parte de cima, trajava uma blusa azul marinho de seda. Os longos e ondulados cabelos loiros estavam em um curto corte de cabelo no estilo Chanel. Carregava em uma das mãos uma maleta médica de couro de dragão, muito bonita, por sinal. Por cima de toda a roupa, um jaleco branco impecavelmente limpo. No lado esquerdo do peito, havia a sua identificação.

Dra. Luna Lovegood, Medibruxa.

Assim que nossos olhares se encontraram, um sorriso com um imenso ar de gentileza se formou no seu rosto. De maneira involuntária, correspondi.

— Malfoy, Harry – iniciou Gina, intercalando o olhar entre nós – está aqui a nossa melhor chance de conseguir ajudar Narcissa.

— Harry! – exclamou Luna, deixando a maleta no chão e indo apressadamente em sua direção e envolvendo-lhe num saudoso abraço.

— Luna! – respondeu o rapaz de óculos, apertando-a contra seu peito.

— Gina apareceu no meio do meu plantão do St. Mungus dizendo que tinha uma “emergência de auror” e que precisava de mim. Ela não me disse do que se tratava. Precisei deixar todos os pacientes de que estava tratando devidamente encaminhados com os enfermeiros enquanto estivesse fora.

Gina fez um sorriso amarelo.

— Acho melhor que eles te expliquem o que está acontecendo – ela apontou para Potter e mim – nem eu mesma sei te dizer direito o que é.

Lovegood se afastou de Potter e olhava para nós dois, a espera de alguma explicação. Ele sinalizou com a cabeça para que eu mostrasse a verdadeira situação para a médica.

— Me acompanhe, por favor – solicitei.

Levei- até o quarto onde minha mãe estava ainda deitada. Não havia movido um músculo sequer desde a última vez que fora verificar se ainda respirava.

No primeiro momento, a loira se assustou com o que viu. De maneira delicada, aproximou-se da cama e sentou-se ao lado de minha mãe. Olhou-a de cima à baixo com atenção e, então, virou-se para mim.

— Parece sério. O que aconteceu com ela?

Me aproximei da cama e comecei a contar-lhe como e quando os sintomas começaram a se manifestar e tudo o que havia acontecido até aquele minuto em que estávamos no quarto.

Enquanto isso, Potter e Weasley estavam na sala, sentados no sofá, esperando que a medibruxa tentasse descobrir o que minha mãe tinha enquanto eu narrava todos os acontecimentos.

— Harry – chamou Gina, tentando obter a atenção do bruxo que tinha o olhar perdido naquele momento.

— Oi – respondeu, voltando-se para ela.

— Eu não sei como tudo isso aconteceu, mas temos um problema sério aqui. E não falo da Narcissa agora.

— Eu te devo uma explicação – assentiu.

— Sim, acho que agora eu mereço entender como paramos aqui ajudando nosso foragido.

— Bem... Quando Draco me trouxa para cá, ele não sabia que eu era eu. Ainda estava sob efeito da poção polissuco. Segundo ele, ficou com medo de que eu fosse morto e por isso me trouxe aqui. – A bruxa olhava-o com atenção – Quando a poção perdeu o efeito, ele viu quem eu realmente era. Me segurou aqui por uns dois dias, não me lembro bem, talvez pensando no que faria comigo. Narcissa piorou e eu acho que ele se desesperou. Pensou que talvez eu fosse a única oportunidade de ajuda. Ele não sabe o que ela tem. Ele comprava o destilado de veneno de fada mordente para fazer um tipo de poção revitalizadora para ajuda-la a se recuperar. Por isso ia ao bar a cada dois ou três dias.

Ela ouviu tudo com atenção e parecia digerir toda aquela informação com alguma dificuldade.

— E como fica nossa missão? – indagou.

— Eu não sei – arfou – eu acho que precisamos dar um jeito de inocentá-los. Você sabe... Eles nos ajudaram.

Ela não respondeu e apenas encarou a lareira por alguns segundos.

— Você sabe que precisa contar isso para a Hermione, não é?

— Gina, ela é ministra...

— Não, Harry. Eu não quis dizer a ministra Hermione Granger. Eu quis dizer Hermione Granger, sua melhor amiga.

— Eu não sei se seria justo com ela submete-la a uma decisão ética tão séria quanto a que nós estamos envolvidos agora.

— E você achou justo me submeter a esse tipo de situação?

Ele não disse nada. Não tinha nada a dizer. A moça estava certa. Ele não pensou nas consequências que traria para a vida de sua parceira ao pedir sua ajuda numa situação como aquela.

— Gina! – chamou a loirinha.

Harry havia sido salvo pelo gongo. Pude vê-lo respirar aliviado pela porta.

— Preciso que pegue a minha maleta que deixei no chão da sala – pediu Lovegood à ruiva – você será minha enfermeira e minha farmacêutica enquanto não pudermos leva-la ao hospital.

Weasley concordou sem falar nada e prontamente foi em busca da maleta médica.

— Primeiro, vou fazer alguns exames para verificar como está a parte física dela e, posteriormente, partimos para o seu núcleo mágico. Enquanto isso, Gina estará na cozinha preparando uma poção revitalizadora para mim... Sem, literalmente, esse veneno que você estava dando para aula. Obviamente, ela não ficará tão disposta quanto com uma dose de Vitalum Vitalis, mas pelo menos os efeitos durarão um pouco mais e a diminuição do efeito será menos abrupta.

Todos ouvimos com atenção o que a medibruxa explicava.

Enquanto ela percorria o corpo da minha mãe com a varinha realizando movimentos complexos e pronunciando palavras que eu não conhecia, a outra estava na cozinha, utilizando o caldeirão velho que eu previamente usara para preparar as poções para a minha mãe.

Eu estava sentado na mesa da sala, juntamente com Potter, observando Luna exercer sua profissão com maestria. Não imaginava que aquela garota perdida que havia conhecido há cerca de 15 anos poderia chegar tão longe e ser uma médica tão boa.

Em algum momento, meus olhos encontraram o testa rachada. Na verdade, não sei ainda me sentia confortável em chama-lo assim. Aquele era um apelido que havia dado há muitos anos como uma maneira de acentuar o meu desdém por tudo que ele havia passado e agora não me sentia mais nesse direito. Percebi que suas artérias do pescoço, um pouco escondidas sob a barba já grande, pulsavam intensamente. Ele estava nervoso. Definitivamente, estava quase tão preocupado quanto eu com os resultados do que quer que Lovegood estivesse fazendo naquele quarto. Seus olhos estavam atentos e ele parecia fazer algum esforço para extrair alguma informação dali.

Por um breve momento, toda a ansiedade que tomava conta de mim foi amenizada. Sua preocupação começou a me encantar. Eu achava aquilo bonito. Pensei sobre o quanto minha vida poderia ter sido diferente se o tivesse permitido fazer parte dela. Eu fiz questão de enxotá-lo para fora, assim como todos os outros que agora estavam ao meu lado, me auxiliando na fase possivelmente mais difícil de todas que já havia passado.

— Potter...

Ele virou os olhos para mim com alguma relutância, tentando não perder um segundo do que estava acontecendo no outro cômodo. Ele apenas murmurou em resposta.

— Eu queria te agradecer por isso.

Agora seus olhos verdes estavam fixos em mim. Mais uma vez, eu parecia surpreende-lo apenas com as minhas palavras.

— Não precisa – ele tentou novamente disfarçar o desconforto como mais cedo, desviando novamente o olhar – nem sabemos ainda se a ajuda foi válida.

— Potter, gostaria que você me olhasse quando falo com você. Isso já é suficientemente difícil de fazer – esbravejei, tentando não demonstrar a arrogância natural do meu jeito de falar.

Ele tornou os olhos de volta na minha direção.

— Você teve uma escolha muito difícil. No começo, eu nem sabia que era você e... Bem, me pareceu que seria a minha última oportunidade de tentar salvar a vida da minha mãe quando vi que você era você.

Ele abriu um pequeno sorriso sem-graça.

— Algo dentro de mim me dizia que você não me entregaria pra eles – abaixei a cabeça, encarando a marca negra queimada no meu braço – você é uma pessoa muito boa e eu sabia que poderia contar com você. Você sabe que tudo isso que está acontecendo comigo e minha mãe é muito injusto.

— No começo achei que pudesse ser algum truque seu – ele comentou – mas depois vi que você está falando sério. Não poderia deixar a sua mãe morrer desse jeito.

— Por isso eu te agradeço. Você tinha outra opção.

— E me tornar indiretamente um assassino? Acho que isso nunca foi realmente uma opção para mim. – Ele apontou para as duas meninas – acho que realmente nunca foi uma opção para ninguém.

Nós dois sorrimos de maneira tímida e nos encaramos por alguns segundos. Algo me dizia que, de alguma maneira, estávamos começando a nos conhecer de verdade.

— Draco! – chamou Luna do quarto, interrompendo o nosso pequeno momento de ternura.

Levantamos de maneira rápida e entramos no cômodo.

— Preciso que me reforce algumas informações – ela disse, com um semblante preocupado, sem tirar os olhos da paciente.

— Tudo bem – respondi.

— Quando foi mais ou menos que você disse que esses sintomas começaram?

Tentei forçar a minha memória para ser o mais exato possível.

— Acho que algo próximo de 2 anos, ou um ano e meio...

— E você disse que isso coincidiu com a época que seu pai foi preso, não é mesmo?

— Sim.

Ela levantou, com as mãos na cintura e caminhou até a janela do quarto, olhando para as plantas balançando do lado de fora com o vento. Ela se virou novamente para mim, antes de prosseguir.

— Draco, vou precisar que você me conte com o máximo de detalhes possíveis tudo que aconteceu até seu pai ser preso. Eu tenho uma hipótese diagnóstica, mas só vou investiga-la se houver motivo para isso.

— O que tem demais nisso? – perguntou Potter, impaciente.

— Se eu estiver certa... A resposta para o que a Narcissa tem está Azkaban.

Senti como se nitrogênio líquido estivesse percorrendo cada vaso sanguíneo do meu corpo. Precisei me sentar sobre a outra cama. Eu fiz tudo o que podia para ficar longe daquele homem. Ele estragou a minha vida e agora teria feito a minha mãe ficar doente? Mas como? Já fazia muitos meses que sequer tínhamos contato. Como ele poderia ainda estar envenenando minha mãe ou algo do tipo?

— Você acha que meu pai fez isso com ela? – perguntei, incrédulo.

— Diante de tudo que você me contou, é o que me parece mais provável.

Gina se aproximou com uma caneca contendo um líquido borbulhante de cor meio ocre.

— Ele está em Azkaban há quase dois anos. Não poderia ainda estar envenenando-a, se fosse o caso – disse a ruiva – seria algum tipo de azaração? Encantamento?

— Digamos que sim – respondeu Luna, pegando a caneca da mão de Gina – e isso aqui poderia mata-la se ela tiver o que eu acho que ela tem. Draco, preciso que você comece a me contar o que se lembra agora.

Respirei fundo e procurei viajar vários meses atrás. Precisava me lembrar com o máximo de detalhes tudo o que acontecera até meu pai ir preso.

Notas finais
Bom, para aqueles que chutaram na Luna, acertaram em cheio! :P Temos uma medibruxa para ajudar nosso ship com essa treta infinita aí. Agora, quero que vocês usem MUITO a criatividade de vocês para adivinhar o que é que que Narcissa tem. Luna já disse que não se trata de doença. É algo que envolve a magia... Alguma ideia do que possa ser? Comentem com o que vocês acham!