Auribus teneo lupum

18 Four Seasons (Winter)


Notas iniciais
Hey, gente. Dessa vez demorei um pouquinho mais do que previa porque apesar de o Corona não ter me pegado, a dengue pegou. Tava mal pra caralho essa semana, mas hoje melhorei o suficiente pra atualizar minhas fics. Espero que vocês gostem da história e já adianto que o próximo capítulo está no rumo e vai sair logo. Fiquem em casa se puderem, e cuidado com a dengue que tá em surto em vários locais. Fiquem de olho porque o Aedes faz delivery! Beijão e espero que tenham tido uma boa páscoa. Notas e links ao final.

"Tenha uma boa apresentação amanhã e lembre-se de descansar bem hoje a noite."

Byakuya falava ao telefone com Rukia, soando especialmente terno ao desejar-lhe um bom desempenho no congresso de psicologia no qual a menina apresentaria um artigo no dia seguinte.

Enquanto desligava o smartphone, o homem recostava-se melhor ao sofá da casa de Renji, torcendo para que Rukia permanecesse segura e comportada durante a viagem que fizera a Osaka para o tal congresso, junto a alguns colegas de seu curso.

Embora soubesse que a menina não corria qualquer risco e estaria de volta em cerca de três dias, a pontada de preocupação fraterna era inevitável, sobretudo por não ter ainda o costume de vê-la viajando sozinha por períodos prolongados.

— Relaxa, Byakuya. – Renji soltava casualmente enquanto sentava-se ao lado do namorado, estendendo-lhe uma xícara de chá verde recém preparado. – Ela vai ficar bem por lá. – Completava, segurando na outra mão o seu café, movendo-se devagar para que nada derramasse.

— Obrigado. – Respondeu, sorvendo o primeiro gole antes de prosseguir – Sei que ela não é mais uma criança, entretanto, ainda me preocupo…

— Ela é uma garota esperta. Vai se comportar direitinho e aposto que mesmo se ela aprontar vai usar camisinha. – Provocou, vendo os olhos de Byakuya se arregalarem diante de sua última frase.

— Renji! – O nome saiu uma oitava acima do tom habitual, em um misto de surpresa e indignação.

O ruivo respondeu com uma gargalhada, largando o copo na mesa de modo a abraçar um Byakuya ainda meio atônito, beijando-lhe o topo da cabeça enquanto falava:

— Você tem que se preparar pra essas coisas. – Logo ela vai estar namorando, se é que já não tem alguém… – Dizia, preocupado em lembrar logo ao Kuchiki de que sua irmãzinha estava crescendo e precisaria de certa liberdade. – Até me surpreendi de ela não ter te pedido para sair de casa assim que começou a faculdade – Comentou, referindo-se ao costume de os jovens japoneses irem morar sozinhos assim que passam no vestibular.

O moreno manteve-se em silêncio por mais alguns segundos, ainda meio preocupado com a hipótese de ter sobrinhos tão cedo.

Finalmente, deixou sua xícara na mesa de centro, ao lado da de Renji, e aninhou-se ao parceiro, apoiando o rosto em seu peitoral enquanto falava:

— Compreendo sua preocupação. Não pretendo ser superprotetor com ela e já lhe prometi a carteira de motorista como presente de aniversário, mas confesso que ainda não havia pensado na hipótese de ela sair de casa tão cedo. Nós nos aproximamos bastante recentemente.

— Eu sei… Mas mesmo se ela quiser alguma independência, não quer dizer que vocês vão se afastar. Nós até saímos juntos! – Lembrou, enfatizando o fato de terem amigos em comum com a garota. – Além disso, ela é muito carinhosa com você, tenho certeza que nada vai mudar nesse sentido.

— Hn… – Anuiu, aconchegando-se mais a ele – Vou deixá-la livre para escolher.

De olhos fechados, Byakuya passou a relembrar alguns dos acontecimentos recentes, desde sua aproximação com Rukia até o sucesso dos projetos da empresa, concluindo que tudo parecia ter se encaminhado em sua vida após o início do relacionamento com Renji.

Era cético demais para supor que o namorado lhe trouxera boa sorte, mas notava que o processo de abertura pelo qual fora forçado a passar em virtude do relacionamento o tornara praticamente uma nova pessoa.

Seu “eu” de agora era menos retraído e um pouco mais relaxado, mais capaz de expressar o que sentia sem o temor de se machucar depois ou a constante preocupação com as aparências. Diminuíra até as formalidades em seu modo de falar com as pessoas mais íntimas…

Talvez o Abarai nem imaginasse o efeito que fizera em sua vida, mas o Kuchiki já tinha consciência do quanto o relacionamento dos dois era precioso e de como vinha descobrindo novos sentimentos todos os dias.

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— Já disse que as duas podem ir sem mim. Não vejo problema em ir para casa agora.

A voz de Hitsugaya soava um pouco estridente, oscilando conforme o jovem tentava se soltar dos braços de Matsumoto.

— Ora, vamos, Toushirou... – A loira retrucava, aproximando-se novamente de seu interlocutor – Um banho quente de vez em quando não vai te matar, não é Momo? – Buscava o apoio da amiga, dirigindo-lhe momentaneamente o olhar enquanto falava – Por favorzinho, hm?

Hinamori sorriu diante dos olhos pidões de Rangiku, aproximando-se dos dois enquanto falava em sua voz suave:

— É muito relaxante, principalmente quando estamos trabalhando muito como ultimamente. Sem falar que é bom manter as tradições. – Argumentava, finalmente virando o rosto para a casa de banhos do outro lado da rua.

Da calçada onde estavam parados discutindo, o rapaz olhava de um lado para o outro, tentando descobrir algum modo de sair daquela situação

— Por isso que só tem velhos em Sentõs, ainda mais um Konyoku! – A resposta veio em tom igualmente mais alto, soltando os fatos como se a proposta das amigas fosse um sacrilégio.

— Deixe de timidez e vamos logo! – Matsumoto deu o ultimato, dessa vez puxando o Hitsugaya pelo braço para atravessarem a rua – Você nunca vai ser um indivíduo completo se não socializar com seus amigos no banho. – Falava, repetindo o pensamento de muitos japoneses mais tradicionais, preocupados com o declínio da popularidade das casas de banho. – Eu já vim nessa algumas vezes e todo mundo segue os protocolos. – Acrescentou quando finalmente alcançaram as cortinas que enfeitavam a entrada do estabelecimento.

Uma tradição secular típica do Japão, as casas de banho eram largamente utilizadas pela população até meados do século XX, quando muitas das residências não possuíam locais próprios para banho. O costume dos banhos coletivos nunca foi imbuído de malícia, servindo, ao contrário, como um momento de socialização íntimo e relaxante para amigos e familiares, em um local onde a nudez, momentaneamente, deixava de ser um tabu.

Embora Matsumoto absolutamente não fosse uma mulher conservadora, era particularmente afeita à Sentõs e Onsens, considerando-os uma forma muito agradável de relaxar e aproveitar a companhia dos amigos.

Não obstante a maior parte das casas de banho serem separadas por gênero, os Konyokus, com banhos mistos, são igualmente antigos e possuem a mesma filosofia dos Sentõs, a despeito de terem sofrido críticas desde a abertura japonesa em virtude do olhar estrangeiro mais negativo.

Claro, por vezes Ragiku se irritava com indivíduos descumprindo os códigos de conduta, sobretudo turistas que não se davam ao trabalho de perguntar ou simplesmente insistiam em olhar a partir das próprias concepções as tradições de outros países, mas podia dizer que tais incidentes eram isolados, em geral tendo memórias bem divertidas dos banhos com os amigos.

Depois de comprarem os xampus e sabonetes em uma máquina na recepção, os três alugaram toalhas fornecidas pela casa, despindo-se e guardando as roupas nos armários específicos para isso.

Hitsugaya seguia meio constrangido, encolhendo-se e tentando conter a vontade de sair correndo enquanto se sentavam diante dos chuveiros para tomar banho.

Como usual em locais assim, todos deveriam banhar-se antes de entrar na água, e o banho sempre deveria ser tomado sentando-se em banquinhos em frente ao chuveiro, não em pé.

Toushirou conhecia essas regras de etiqueta e não estava preocupado em cometer nenhuma gafe, mas era o tipo que detesta calor, portanto, um banho quente era o contrário de sua definição de relaxamento.

Admitia que a timidez também o afastava desse tipo de "socialização", mas agora, depois de ser arrastado por Matsumoto, já não tinha como voltar atrás… Sobretudo, Hinamori parecia igualmente empolgada com a ideia, e isso fora o principal motivo de ceder no final das contas.

Quando finalmente se sentaram em uma das grandes banheiras, o garoto pôde relaxar um pouco por estar coberto pela água e por notar que o lugar estava relativamente vazio. As muretas um pouquinho mais altas separando as banheiras conferiam certa sensação de privacidade a cada grupo de pessoas, e os três estavam à uma banheira de distância do grupo de senhores que já se encontrava lá quando chegaram, discutindo política enquanto aproveitavam o banho quente.

— Ah, isso que é vida! – Rangiku exclamava, apoiando as costas em uma das muretas – A água está tão boa! – Exclamou, com certa ênfase, sorrindo para os amigos.

— A sensação é mesmo legal. Fazia um tempo que eu não vinha, já tinha me esquecido como é relaxante. – Hinamori comentava suavemente, movimentando um pouco uma das mãos e vendo a água quente formas pequenas ondas entre seus dedos. – Na primeira vez que a Rangiku me trouxe aqui eu também estranhei. – Contou, dirigindo-se ao rapaz meio encolhido à sua frente – Mas agora acho bem legal.

— Ela ficou toda corada da primeira vez. – Matsumoto comentou, rindo quando Momo voltava à enrubescer.. – Estava tão envergonhada que parecia você, Toushirou.

— Eu não estou com vergonha! – Mentiu, fazendo uma espécie de bico enquanto se encolhia. – Só estou vermelho porque está quente demais. – Justificou-se, virando um pouco o rosto e voltando à expressão séria habitual.

Aham... – Rangiku fingiu concordar, dando um tempo com as piadas e mudando de assunto. – Mas vamos às novidades. O melhor daqui é fofocar sem se preocupar com o limite de tempo. – Adicionou, referindo-se ao fato de a maior parte dos restaurantes e lanchonetes japoneses terem um limite de tempo utilizando as mesas.

Apesar da estranheza inicial, os três engataram uma conversa divertida antes que o Hitsugaya se desse conta, tratando das fofocas do escritório, das mais recentes histórias de cada um e até das teorias da conspiração de Matsumoto.

A loira explicou que tinha certeza de que Grimmjow estava Interessado em Ichigo, sugerindo um bolão de apostas entre os amigos sobre quando os dois começariam um namoro.

Hitsugaya não acreditou muito nessa possibilidade, mas admitia que Ichigo parecia, de seu lado, ser mesmo muito interessado em Grimmjow. No fim das contas, fizeram suas apostas e terminaram com a promessa de Matsumoto de estender o bolão aos demais amigos, pegando a opinião de todos os mais íntimos do "casal".

Após mais de duas horas de banho, Htsugaya já esquecera completamente o receio quanto ao detalhe da nudez, mas começava a se sentir muito incomodado com o calor excessivo, obrigando-os a deixar o local antes que o garoto passasse mal de verdade.

As duas mulheres caminhavam pela calçada, cada uma com um dos braços de Hitsugaya sobre os ombros, sob a alegação de auxiliá-lo a andar, a despeito dos protestos do jovem sobre estar bem e não precisar disso.

A diferença de altura no lado de Rangiku, criava uma cena engraçada, chamando a atenção de quem observava o trio e dando a impressão de que estavam todos bêbados quando, na verdade, estavam simplesmente felizes, aproveitando a companhia um do outro.

Não haviam andado muito quando a visão de uma careca conhecida fez Matsumoto apressar o passo e gritar por Ikkaku, encarando a expressão naturalmente agressiva do homem tornar-se branda quando os reconheceu.

Como o apartamento onde ele morava com Yumichika ficava na região, o grupo acabou dando continuidade a noite por lá, aproveitando uma rara oportunidade de beberem em conjunto já que nos últimos tempos o Madarame andava meio ausente, sempre ocupado com o trabalho na Gotei.

Estava feliz e, pelo que os amigos sabiam através de Yumichika, estava limpo desde que começara a trabalhar por lá, surpreendentemente, ao ponto que, apesar da ilegalidade do serviço, os amigos já não se preocupavam tanto. Só não faziam muitas perguntas e torciam para que tudo continuasse bem.

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Em uma das ruas mais movimentadas da cidade de Karakura, o Logotipo da “Karakura Heroes” se destacava dentre os demais sinais dos prédios comerciais, com suas letras coloridas e fonte irreverente chamando a atenção para a Editora responsável pela publicação de alguns dos periódicos de maior circulação na cidade.

Apesar do nome divertido, a Empresa possuía trabalhos variados, indo desde mangás e revistas sobre o cotidiano da cidade até jornais bastante sérios, atendendo à demanda de um mercado bastante heterogêneo.

O fato de aquele dia 25 de outubro ser um domingo não diminuía em nada o entra-e-sai na portaria do prédio, com funcionários indo e vindo para as mais variadas salas.

O amplo hall de entrada possuía espaço para identificação e elevadores sempre abarrotados de pessoas de terno e trabalhadores exaustos, cujos prazos provavelmente os privaram de sono àquela altura do mês, afinal, além de o domingo ser o último dia para o fechamento das revistas semanais, o final do mês era o prazo para grande parte das publicações mensais, o que, somado aos jornais e boletins diários, criava uma avalanche de trabalho que atingia dos funcionários mais altos aos estagiários recém-chegados.

Em uma das salas da empresa, Hisagi encarava a tela de seu computador, levando uma das mãos à nuca em um movimento nervoso, movendo-a até apoiar o rosto na palma e depois voltando à posição inicial, somente para repetir o ciclo de gestos poucos segundos depois.

O e-mail aberto trazia, junto do texto, algumas imagens, parte integrante de uma matéria a ser publicada na edição da manhã seguinte, em uma das colunas de “novidades” da revista “Karakura News”, à qual Shuuhei, enquanto redator-chefe, deveria validar.

Já pensara muito sobre o que fazer com relação àquela matéria, mas considerando a falta de tempo, decidiu que seria melhor tomar logo alguma iniciativa para alterá-la antes que a situação se tornasse irremediável.

Com isso em mente, afastou algumas pastas e livros da mesa abarrotada, puxando o gancho do telefone com o cuidado de desviar dos três copos de café vazios ao lado do aparelho. Puxou o ar longamente antes de ligar, tentando esconder de seu interlocutor a exaustão após uma semana cheia no trabalho e organizando mentalmente o modo como daria aquela notícia.

Fala, Hisagi. – A voz conhecida do outro lado da linha o cumprimentou casualmente, em um tom rouco de quem acordara para atender o telefone.

– Hey, Renji. – Iniciou, decidindo ir direto ao assunto. – Desculpe ligar tão cedo, mas precisava discutir algo com você e o Kuchiki, de preferência. Ele está na sua casa?

Está. O que aconteceu?— O tom do ruivo ficou imediatamente tenso, deixando clara a preocupação com o que viria a seguir.

— Certo. Eu não preciso que você me responda agora, mas vou precisar que me dê um retorno sobre isso até o meio dia de hoje. Escute bem o que eu vou dizer, converse com o Kuchiki e decidam o que querem fazer.

Certo…— A palavra saiu baixa, num sussurro que lembrou Shuuhei do quanto aquilo tudo poderia se complicar.

— Em resumo... – Começou, limpando a garganta por um instante. – Eu recebi uma matéria de um colaborador para a edição de amanhã da revista de fofocas daqui da editora. É basicamente uma matéria com várias fotos suas e do Kuchiki juntos. Em algumas vocês dois estão bem próximos, então estão especulando se vocês têm ou não um relacionamento. – Tomou ar por um instante antes de terminar de jogar aquela bomba. – Eu fiz algumas pesquisas assim que recebi e percebi que a matéria foi baseada em boatos que começaram na internet. Já tem alguns sites questionando o fato de o Kuchiki não ter sido visto com nenhuma mulher em tantos anos e enfim… A coisa está crescendo, e pela experiência que eu tenho é só questão de tempo até ter se espalhado.

Renji ficou mudo do outro lado da linha, ainda processando a avalanche de informação que acabara de receber. Shuuhei não esperava uma reação diferente, então prosseguiu antes mesmo de receber alguma resposta.

– Eu poderia simplesmente barrar essa matéria pra vocês, mas se não for publicada na nossa revista, provavelmente vai sair em alguma outra já que a Kuchiki Co. é o assunto do momento no Japão todo.

Eu nem sei o que dizer, Hisagi. – O Abarai soava desconsolado, provavelmente em um misto de emoções difícil de digerir.

– Eu imagino... Essa situação toda é uma merda e eu sei como vai ser difícil pra vocês… Mas o que eu pensei foi que a empresa está em um momento muito bom e o Byakuya está bem popular, então talvez vocês consigam reverter as coisas.

Como assim?

– Tudo depende de como você dá uma notícia, sabe? Se vocês decidirem não negar esses boatos, eu posso tentar fazer a matéria de um outro jeito. Apresentar o Kuchiki como um possível grande empresário gay, como quando falam do Ishikawa no parlamento. – Explicou, referindo-se ao primeiro político abertamente gay eleito para o parlamento nacional. – Eu sei que ainda não vai resolver, mas talvez essa abordagem pelo menos atenue as coisas.

Eu não sei… Acho que o Kuchiki-san vai preferir só negar a história toda, mas a longo prazo isso me assusta.— Admitiu, após alguns segundos de ponderação.

– Bom, vocês vão precisar conversar sobre isso, então vou estar aqui disponível pra fazer o que vocês decidirem. – Tentou encerrar, dando algum tempo para o casal discutir – Depois você me liga.

Shuuhei ouviu os agradecimentos de Renji antes de retornar o telefone ao gancho, imaginando o quão abalado ele devia estar com toda essa história. Mantinha uma expressão preocupada, a cabeça rodando como se os problemas dos amigos fossem dele próprio.

Apesar de toda a evolução recente do casal, Hisagi entendia que um escândalo como esse certamente poderia abalar o relacionamento dos dois, principalmente tendo em conta como a questão LGBT ainda é um tabu no Japão. Sabia o quanto o Abarai era apaixonado, e justamente por isso sentira um aperto no coração graças à matéria. Se Byakuya decidisse terminar o namoro para evitar riscos em relação a Empresa isso certamente seria um golpe duro demais para Renji...

Não tendo muito mais a fazer além de aguardar a resposta do casal, Shuuhei decidiu adiantar todos os outros trabalhos quanto àquela publicação, garantindo que teria tempo suficiente para revisar a matéria e finalizar os detalhes necessários antes do horário designado para a impressão dos exemplares, decidindo que aquele dia definitivamente exigiria muito mais copos de café.

Notas finais
E nesse capítulo vamos de Vivaldi, com o inverno das quatro estações: https://www.youtube.com/watch?v=nGdFHJXciAQ Sobre os costumes dos jovens japoneses: Em geral, eles são bem independentes, e é comum saírem de casa quando vão começar a faculdade. Como a autoescola é meio cara, a carteira de motorista muitas vezes é um presente de aniversário que os pais dão antes dos filhos irem embora de casa. Sentõs são as casas de banho japonesas, como mencionado na fic, elas têm uma história secular e são um espaço onde a nudez não era vista como tabu como no ocidente. Vale lembrar que não há nada de sexual no costume de usar essas casas de banho, e tentar sexualizar tradições de outros países por não estarmos acostumados com eles é mera intolerância. As casas de banho ainda existem hoje em dia, apesar de estarem bem menos populares, e a entrada geralmente tem panos com um símbolo específico para facilitar reconhecer. Konyokus funcionam da mesma forma que os Sentõs comuns, mas não separam os clientes por gênero (homens e mulheres tomam banho juntos). Geralmente pessoas tatuadas não podem entrar em Sentõs, mas as Konyokus costumam aceitar pessoas com tatuagens. Onsens seguem a mesma linha das casas de banho, mas são as fontes termais naturais. Nas Onsens muitas vezes se toma banho usando uma toalha enrolada no corpo, enquanto nos sentõs/Knyokus em geral não se pode entrar de toalha. Todas essas casas de banho têm regras que devem ser respeitadas, inclusive a óbvia proibição de ficar encarando os outros. Tentei detalhar o máximo possível a parte do banho e o funcionamento e espero que tenha ficado claro ^^ Sobre o limite de tempo: Em geral, não é educado ocupar mesas de restaurantes e cafés japoneses por muito tempo. Os estabelecimentos costumam ter um limite de uso das mesas de uma ou duas horas, especialmente em dias de pico. Questão LGBT: O Japão ainda é um país bem fechado quanto à isso, e não possui políticas de proteção voltagas para o público LGBT+. O político que eu mencionei foi o primeiro abertamente gay eleito para o parlamento nacional, o que foi um marco importante. Fica o link pra quem quiser saber mais sobre o assunto: https://blyme-yaoi.com/2018/2019/07/23/japao-elege-primeiro-politico-abertamente-gay-para-o-parlamento-nacional/ Ufa, muitas notas. O capítulo não ficou muito grande, mas espero que gostem. Chego em breve com o próximo. Um xero.