Notas iniciais
Demorou, eu sei... Mas eu finalmente escrevi o capitulo 6! Esse é o penúltimo capitulo da fic... Aii, que tristeza, tá acabando ToT

Aproveitem!

Dia 6 – Musica

- Bom dia!

Aaru entrou, acompanhada de Ayka e Nico, como todos os outros dias. Parecia totalmente recuperada do “incidente” do dia anterior.

Já era a sexta aula. Então, no dia seguinte, seria a despedida de todos. Apesar das confusões, tinha sido uma semana divertida. Mas ainda têm muito por vir...

- Música!

- Hã?

- Hoje vamos aprender música!

Ela segurava um instrumento estranho. Era um pedaço de madeira fino, com um fio de metal, e uma cabaça amarrada. Nico estava atrás dela carregando mais uns dez deles. Pareciam pesados... O menino mal conseguia se mexer.

- Este instrumento se chama berimbau. É um dos símbolos da capoeira! – começou ela a explicar animada.

- Espera ai!

Ela olhou para Killua, não parecendo incomodada com a interrupção.

- Sim? – perguntou.

- Você nunca disse que teríamos que aprender música!

Ela respirou fundo antes de responder.

- Eu não disse que a capoeira era disfarçada de dança? Você já viu dança sem música?

Alguns risinhos abafados rodearam o assassino.

- Mas nós estamos aprendendo uma luta, não uma dança!

- Kill-chan, não vá contra as tradições, ok?

- K..Kill-chan??

Gon começou a gargalhar, e tomou um soco no topo da cabeça de um Killua irritado.

- Onde eu parei mesmo? – falou Aaru com um sorriso bobo no rosto – Ah, sim! Este é um berimbau! Ele que rege o ritmo de uma roda de capoeira...

BAM!

Nico, não agüentando mais o peso, tombou no chão derrubando todos os instrumentos e fazendo um grande barulho.

- Nico maldito! O que vai acontecer se alguma cabaça quebrar?!

Ela correu para socorrer os instrumentos, deixando o garoto zonzo no chão.

- Parece que nada quebrou... – ela resmungou um pouco mais calma. – Ok, vamos continuar.

Voltou-se para os presentes, com aquele enorme e alegre sorriso no rosto.

- Bom, eu não conseguiria ensinar para todos vocês como tocar ao mesmo tempo, e ficaria rouca se tivesse que cantar todas as musicas. Então eu convidei algumas pessoas para me ajudar hoje...

- Ele já chegou? – perguntou Ayka em êxtase.

- Não sei... Vá dar uma olhada lá fora. – Ayka saiu da sala saltitante, como se fosse encontrar seu ídolo. – Enquanto eles não chegam, vou explicar sobre os instrumentos.

Nico, que já havia se recuperado do tombo, foi ate a porta da sala, e de lá trouxe mais três instrumentos: um atabaque, um agogô, e um pandeiro.

- O instrumento principal de uma roda é um berimbau. É constituído de um arco de madeira, de preferência de uma madeira chamada biriba, e um fio de aço preso às extremidades da vara. A cabaça amarrada nele funciona como um aparelho de ressonância. – explicou ela bem informada.

“Existem três tipos de berimbau. A diferença entre eles é o tamanho da cabaça – ela mostrou três deles enfileirado, cada qual com uma cabaça de tamanho diferente – O maior chama Gunga, comanda a roda e é normalmente tocado pelo mestre. O segundo é o berimbau médio, ou Berra, e serve de acompanhamento. E o terceiro é o Viola, que fica repicando o toque para deixar o som mais complexo e bonito.”

Aaru pegou o berimbau médio e começou a tocar. O som era simples, mas bem afinado e no ritmo certo.

“O berimbau é segurado com uma mão só. Com a mesma seguramos uma pedra ou uma moeda, chamada dobrão, e ao encostarmos ou tirarmos ela do fio de aço, conseguimos sons diferentes. Tocamos ele batendo no fio de aço com a baqueta.”

Aaru explicou animada que existiam vários toques diferentes para cada ritmo diferente de capoeira. Os toques tinham significados entre os escravos, que entendiam o que o mestre queria apenas com o som do berimbau. Foi mostrando cada um conforme a explicação.

- Para acompanhar o berimbau temos vários instrumentos. – ela foi apontando, primeiro para um tambor enorme – Aquele é o atabaque. Usamos também o pandeiro, e o agogô...

Ouviram um grito do lado de fora da sala. Era a voz de Ayka.

- Parece que eles chegaram – Aaru exclamou e correu para fora. Seguiu-se um barulho de pancadas, e ela voltou a entrar, arrastando Ayka e tentando contê-la. – Ayka-chan, pare com isso, vai assustar ele!

Ayka parou de se debater, e lançando um olhar aterrorizante para Aaru, foi se sentar ao fundo.

- Bom, pessoal... – falou Aaru olhando desconfiada para a amiga – Nossos convidados chegaram! Deixe eu apresentá-los.

Entraram na sala cinco pessoas. Dois meninos mais ou menos da mesma altura, um com cabelo rosa chiclete, outro segurando um coelhinho de pelúcia, vieram alegres na frente, acompanhados com um homem de cabelos loiros com uma cara aborrecia. Logo atrás entraram uma menina, também loira e cheia de cachinhos, e um garoto de cabelo preto comprido preso com uma fita.

- Oi Aaru-chan! – falou o menino com o coelho.

- Olá Ryuu-chan, Shuu-chan! – respondeu ela animada para dos dois meninos. – Porque o Yuki-san está bravo?

- Ele não queria vir... – falou o de cabelo cor de rosa.

- Eeh? – ela lançou para ele um olhar de provocação. – Bem, pessoal, esses são Shuichi Shindou e Ryuuichi Sakuma. Eles são cantores.

- E ai pessoal! – falou Shuichi animado.

- Digam oi pro Kumagoro! – Ryuuichi fez o coelhinho acenar para as pessoas na sala.

- Quantos anos ele tem...? – Sasuke resmungou olhando de esguio para o coelho.

- Oi Kumagoro! – Falou Rukia com os olhos grudados na pelúcia.

- O que ela...? – Ed encostou em Ichigo.

- A Rukia adora coelhos... – o shinigami substituto parecia meio desconcertado.

- E este aqui é Eiri Yuki! Ele é um famoso escritor de romances! – Aaru apontou para o loiro carrancudo.

- Por que um escritor está aqui? – foi a vez se Sanozuke perguntar.

- Porque ele veio acompanhar o na-mo-ra-do! – falou Shuichi todo meloso, agarrando o braço de Yuki.

- Aargh! São gays! – alguém gritou ao fundo.

- Só podia ser... Por qual outro motivo a Aaru chamaria eles?

Yuki lançou um olhar assassino para Shuichi, que fez todos na sala gelarem. Depois, sem dar uma palavra, andou para o canto da sala oposto onde Ayka estava, e sentou no chão.

- Então... – Aaru tentou quebrar o gelo – Esta é a Mitsuki-chan, conhecida pelo nome artístico Full Moon. Ela também é uma cantora!

Alguns garotos começaram a babar para a linda mocinha com ar inocente. Percebendo isso, o menino de cabelo preto fez uma careta irritada, e passou a mão pela cintura da cantora.

- E este é o Takuto-kun! Ele já foi vocalista de uma banda muito famosa... Mas agora está trabalhando como shinigami!

- Shinigami?!

Rukia, Ichigo, Matsumoto e Hitsugaia olharam-no curiosos.

- Taichou... Ele não é da nossa divisão, não? – perguntou Matsumoto.

- Não... Na verdade eu nunca vi ele na Soul Society... Deve ser de um posto de baixo escalão.

- As roupas dele são estranhas...

- Ele está usando o mesmo uniforme que você! – gritou Ichigo com Rukia. Nos últimos dias ele estava meio estressado.

- Verdade... – Rukia respondeu simplesmente.

- Ei! Eu estou ouvindo! – Takuto gritou irritado.

Ayka lançou um olhar cobiçoso para Takuto, o que fez o jovem tremer. Ela provavelmente tinha atacado o ídolo antes dele entrar na sala...

- Pessoal... Pessoal! – Aaru tentava controlar a algazarra na sala. – Prestem atenção! Vou ensiná-los como tocar o berimbau e os outros instrumentos. Os convidados também vão ajudar...

Yuki lançou mais um olhar gelado para ela.

- Er... Tirando o Yuki-san, que não está disposto... Bom, vamos lá!

Os convidados se dividiram para ensinar a tocar os instrumentos. Ryuuichi tocava animado o pandeiro com o coelhinho preso em um dos braços. Takuto ficava afastando todos os meninos que tentavam chagar perto da Mitsuki para tentar aprender a tocar o atabaque, e de vez em quando olhava preocupado para Ayka, que ainda estava sentada num canto. Shuichi e Aaru tocavam o berimbau, animados.

Foi uma aula divertida. A música sempre anima as pessoas, claro. E capoeira sem música não tem sentido.

Depois de todos aprenderem os instrumentos, Aaru os chamou para fazer uma roda.

- Certo, pessoal! Já aprenderam a tocar, não? Agora vou ensiná-los a cantar. Ryuu-chan? – Ryuuichi balançou o pandeiro animado. – Ryuu-chan vai cantar uma música, prestem atenção!

O cantor esperou Aaru fazer a introdução com o berimbau, e então abriu a boca respirando fundo. Sua expressão doce mudou para um olhar agressivo.

A onda rolou na praia
E voltou correndo ao mar
Capoeira balançou
No rolê voltou a jogar
Capoeira balançou
No rolê voltou a jogar

Meia-lua cortou o vento
Rasteira foi lá buscar
Capoeira balançou
No rolê voltou a jogar
Capoeira balançou
No rolê voltou a jogar

Segura seu moço
Deixa o corpo balançar
No toque do berimbau
Capoeira vai ter que rolar
Na cadência do atabaque
Quero ver nego pular

- Uou, que voz potente...

— A cara dele tá me assustando...

— Cadê aquele crianção alegre...? – falou Naruto confuso.

— Sakuma-san muda de personalidade quando começa a cantar. – respondeu Shuichi animado. – Ah, agora é a minha vez!

Logo que Ryuuichi parou de cantar, Shuichi tomou o lugar dele.

Sabia cantou no pé da laranjeira

Vou tocar meu berimbau e vou jogar capoeira

Sabia cantou ao som do berimbau

Vou fazer jogo de Angola e tambem Regional

Sabia cantou ao som de uma viola

Vou fazer jogo de dentro e fazer jogo de fora

Sabia cantou e è bonito de se ver

Vou jogar a capoeira e bater maculelé

- Esse ai também canta bem...

— É mesmo.

— Psiiu! A gracinha vai cantar junto com aquele moleque carrancudo! – falou Lavi sem desgrudar os olhos da Mistuki-chan

Takuto e Mistuki começaram a cantar juntos.

Era uma noite sem lua,
Era uma noite sem lua,
Era uma noite sem lua

Era uma noite sem lua e eu tava sozinho
Fazendo do meu caminhar o meu próprio caminho
Sentindo o aroma das rosas e a dor dos espinhos

De repente apesar do escuro eu pude saber
Que havia alguém me espreitando sem que nem porque
Era hora de luta e de morte, é matar ou morrer

A navalha passou me cortando era quase um carinho
Meu sangue misturou-se ao pó e as pedras do caminho
Era hora de pedir o axé do meu Orixá
E partir para o jogo da morte é perder ou ganhar

Dei o bote certeiro da cobra alguém me guiou
Meia lua bem dada é a morte
E a luta acabou

Eu segui pela noite sem lua
Hostórias na algibeira
Não é fácil acabar com a sorte de um bom capoeira

Se você não acredita me espere num outro caminho
E prepara bem sua navalha
Eu não ando sozinho

Eles terminaram de cantar o dueto. O berimbau tocou mais uma vez sozinho, deixando ecoar suas batidas ritmadas. Entao foi a vez de Aaru cantar.

Olha pega a beriba e começa a tocar

Pandeiro, atabaque não pode faltar

No jogo ligeiro que lá na Bahia

Aprendi a jogar

Meia-lua, rasteira, martelo e pisão

Solta a mandinga conforme a razão

Na reza cantada pede proteção

E hoje tem capoeira

No toque da viola chega pra roda

E vamos jogar

O meu mestre foi Bimba

Negro mandingueiro com quem esta arte

Aprendi a jogar

Já joguei na ribeira

No pé da ladeira na beira do mar

Pula daqui, joga pra lá

Discípulo de Bimba

Chegou pra jogar

E hoje tem capoeira

No toque da viola chega pra roda

E vamos jogar

Olha pega a beriba e começa a tocar

Pandeiro, atabaque não pode faltar

No jogo ligeiro que lá na Bahia

Aprendi a jogar

E hoje tem capoeira

No toque da viola chega pra roda

E vamos jogar

Ela cantou colocando emoção em cada palavra, com a voz delicada e um pouco aguda, sem desafinar. Terminou, e tocou o berimbau ainda mais rapido, depois parou com este também.

— Incrível, Aaru-chan! – disse Fay quando ela terminou.

— Sim, foi demais! Demaaaais!!! – gritavam Naruto e Lavi.

Todos riam com a empolgação dos meninos. Estavam alegres depois de uma aula tão divertida. Aaru sorriu, e fez uma pose de Nice Guy, fazendo todos cairem na gargalhada.

— Esse é o poder da juventude! – gritava ela fazendo eles rirem mais ainda. Ela mesma não conseguia parar de dar risada. Tentou se recompor – Gente, agora peço um pouco da sua atenção.

Aos poucos eles se acalmaram, para a olhar a expressão dela um pouco melancólica.

— Amanhã vai ser a nossa ultima aula... – ela disse tristonha. – Mas não desanimem! Vai ser a hora de por tudo que vocês aprenderam essa semana em prática!

Ela deu um tapa de leve no rosto, e voltou a sorrir.

— Amanhã faremos uma roda de capoeira!

Notas finais
Não sei quando vou colocar o último capitulo, mas agora que estou de férias acho que não vai demorar muito...
E não fiquem triste porque está acabando, pretendo escrever uns extras também...
Bom, deixem reviews, ok? =3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.