Até onde os Ventos Me Levarem
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Por isso resolvi marcar um dia para postar . Estou pensando em postar toda sexta.
Me digam o que acham '-' OIAHSOIAHO'
bgs
A leve garoa começara a ficar mais intensa, porém, não nos afetava por estarmos ainda sobre o banco abaixo da grande árvore que ali se encontrava. Sentia a respiração de Ikuto em meu pescoço. Meu coração batia mais rápido quando estava perto dele. Começara a ficar frio, afaguei meu rosto em seu casaco tentando me esquentar.
- Está com frio? – perguntou
- Um pouco. – menti, estava REALMENTE com frio.
- Aqui. – disse ao me soltar, tirando o casaco e em seguida entregando-me.
- Obrigada. – Vesti o casaco, não estava em condições de negar.
Ikuto agora ficara com uma blusa de mangas compridas preta.
- Vamos embora antes que a chuva fique mais forte. – Falou, levantando-se do banco.
- Hum. – concordei. Levantando-me também.
Ikuto passou os braços por volta de meus ombros enquanto corríamos na chuva. Logo chegamos ao Hotel, ambos fomos para o quarto de Ikuto. Dessa vez, Rima havia ficado com a chave, ao invés de deixá-la na recepção. Ou seja, ficaria no quarto de Ikuto até que Rima voltasse. O que provavelmente demoraria um pouco.
Ao adentrarmos o quarto Ikuto trancou a porta. O quarto era grande, como o meu e de Rima, mas havia somente uma cama de casal.
Meus all star estavam encharcados. Minhas roupas também.
Olhei para Ikuto e vi que ele estava no mesmo estado que eu, talvez até pior. Suas roupas estavam completamente molhadas, grudadas ao corpo. Ele estava remexendo no guarda-roupas, pegando algumas coisas.
- Pode ir tomar banho primeiro, pegue uma toalha no banheiro e vista isso. – Disse alcançando-me uma camiseta comprida.
Espere, nos encontrávamos na mesma situação de algum tempo atrás. A chuva, o quarto, enfim... mas isso não importava.
- Não. – disse, firme. – vá você primeiro. Está mais molhado que eu.
- Eu... – foi interrompido.
- Eu estava com o seu casaco, me molhei só um pouco. Vai logo. – Falei. Empurrando-o para o banheiro e fechando a porta.
Ouvi o barulho do chuveiro ligando e sentei-me no chão para esperar Ikuto. Não demorou muito para que ele saísse, Ikuto vestia uma calça e blusa pretas. Sentou-se à beira da cama e entrei no banheiro, fechando a porta. Tomei meu banho, vesti minhas roupas íntimas, que não chegaram a ficar molhadas, e a camiseta que Ikuto me emprestou. Ela era cinza e alcançava até metade da coxa.
Ao abrir a porta do banheiro, observei Ikuto sentado à beira da cama, com os braços apoiados às penas, fitando o chão.
Dei um passo para frente, hesitante. Ikuto desfez sua posição anterior e passou a fitar-me. Avancei em sua direção, não mais hesitava. Precisava me abrir com Ikuto, falar o que tanto me afligia, falar o que estava sentindo. Ele tinha o direito de saber, afinal.
Lentamente, coloquei meus joelhos um de cada lado de suas pernas, sobre a cama. Sentando-me em seu colo.
Ikuto fitava-me surpreso, porém, calmo. Inclinei meu corpo sobre o seu, abraçando-o. Ikuto correspondeu o abraço, envolvendo seus braços em minha cintura
- Eu... não consigo...mais... ficar...longe de você. – sussurrei entre suspiros ao pé de seu ouvido.
Meu coração estava a ponto de disparar pela boca. Tamanha ansiedade em ouvir sua resposta. O abracei mais fortemente, afagando meu rosto em seu pescoço.
- Não fique. – falou, mordendo o lóbulo de minha orelha levemente. – você foi feita... para ficar comigo.
Levei minhas mãos á sua nuca, meu rosto aproximou-se do seu. Ikuto apertou mais suas mãos em minha cintura. Como que numa tentativa de se controlar.
- Não precisa se controlar comigo. – falei entre suspiros, apenas a alguns centímetros de sua boca.
- Não me peça para perder o controle com você. – falou, com um sorriso pervertido no rosto. Envolvendo meus lábios em um beijo ardente, porém, suave e romântico.
Ikuto deitou-me na cama, ficando ao meu lado. Passava a mão suavemente em meus cabelos enquanto eu me aconchegava em seu peito.
Assim permanecemos, perdi completamente a noção do tempo.
-
Levantei-me, fiquei de joelhos sobre a cama, curvando-me até Ikuto. Coloquei minhas mãos uma de cada lado de seu peito. Ikuto estava com as mãos atrás da cabeça.
- O que foi? — perguntou curioso.
- Ne, Ikuto, você quer me namorar? – perguntei fazendo beicinho.
Ikuto começou a rir.
- Tsc... Idiota, essa pergunta era minha. – disse olhando para o lado, emburrado. – mas já que perguntou primeiro, eu não tenho escolha a não ser aceitar. – Terminou, sorrindo.
Começamos a rir, tínhamos feito tudo ao contrário, mas viva o lado alternativo da vida õ/
Abaixei-me até Ikuto, depositando leves beijos na parte superior de seus lábios. Ikuto não mais tinha suas mãos na nuca, agora elas seguravam meu rosto.
Ouvi batidas na porta e fui atender. Esqueci-me completamente que estava no quarto do Ikuto. E que aparentemente eu estava somente com uma camiseta comprida.
- Ha...i – Terminei surpresa, ao ver Rima parada em frente a porta.
- Errr... Amu? – Rima estava surpresa – vim falar exatamente sobre você, mas já que está aqui, acho que posso falar depois ‘-’. Sayonaraa! – Disse, com o rosto corado e saiu correndo.
Fechei a porta e olhei para Ikuto com os olhos arregalados. Que começou a rir.
- Provavelmente ela está pensando besteiras de você agora. – Disse Ikuto, ainda rindo.
- De mim não, de nós. – Terminei, estreitando meus olhos para Ikuto.
- De fato. – Falou, suspirando em seguida. — Quer ir falar com ela? – perguntou, sentando-se na cama.
- Agora não. – Respondi, voltando à cama.
- Amu, vem cá então. – Ikuto chamou-me. Hesitei um pouco. – Eu não mordo... muito. – Terminou a frase com um sorriso no rosto.
Comecei a rir, Ikuto era tão carinhoso, mas ao mesmo tempo, tão... Ikuto. Não existiam palavras para descrevê-lo. Aquele seu jeito pervertido, protetor, carinhoso e todas as outras coisas era tão... único.
Fui engatinhando até ele, sobre e cama. Quando cheguei até Ikuto, escorei minhas mãos em seu peito. Ao fitar seus olhos diretamente, percebi o quanto eles eram penetrantes. Ikuto acariciava minha cintura com as mãos, enquanto mordia meu pescoço, lentamente, suavemente.
- V- você disse que não mordia. – falei irônica, entre gemidos.
- Disse apenas que não mordia muito. – completou, com um sorriso pervertido. Voltando seus lábios agora, para minha boca. Beijava-me ardentemente. Agora suas mãos, geladas, desceram para minhas coxas, acariciando-as com certa força. Ao passar de suas mãos, minha blusa foi sendo levada para cima. Deixando minhas pernas totalmente à mostra.
Ikuto parou de beijar-me por um momento, voltando seu olhar para minhas pernas e dando um sorriso pervertido à seguir. Fazendo-me corar.
Pegou-me pela cintura e sentou-me em seu colo. Minhas pernas enlaçaram sua cintura. As carícias foram aumentando. Ikuto passava as mãos em minhas costas, por baixo da minha blusa. Retirei sua camiseta, passando minhas mãos por seu peito sem seguida.
Gemi alto e arranhei suas costas intensamente ao sentir um volume entre minhas pernas. Ikuto continuava a beijar-me intensamente. Subi minhas mãos para seus cabelos, puxando-os levemente. Seu rosto expressava uma doce sensação de prazer.
Afastei-me lentamente de seus lábios, parando com o movimento de minhas mãos em seus cabelos. Ikuto pousou suas mãos em minha cintura, parando também com suas caricias.
- O que foi? – perguntou confuso.
- Vamos parar por aqui, Ikuto. – falei, desviando o olhar. – não quero fazer nada que seja errado.
- Calma, eu não ia fazer nada assim com você. – falou-me com um sorriso pervertido. – a não ser que você quisesse. – brincou.
Sentei-me mais para trás, nas pernas de Ikuto.
Pus minhas mãos sobre suas coxas e olhei para baixo, corada e sem graça. Vi que Ikuto percebeu para onde eu estava olhando, óbvio.
Ikuto sorriu de leve e pegou em meu rosto.
- Sua pervertida! — falou, encostando seus lábios de leve nos meus e afastando-se em seguida.
Levantei o olhar rapidamente.
- Acho que não sou a única pervertida aqui. – Falei sinicamente.
Pus minhas mãos em seu pescoço e comecei a acariciar sua nuca.
- Tenho que ir agora. – passei a mão em seu rosto. – Ainda tenho que falar com Rima.
- OK, mas não se esquece de voltar à noite. – Soltou, sorrindo.
- Acha mesmo que eu iria me esquecer? – entrei na brincadeira. – Não mesmo!
Depositei breves beijos e leves mordidas em seus lábios. Ao tentar levantar-me, Ikuto puxou-me novamente para seu colo. Beijando minha boca antes de deixar-me ir.
Afaguei minhas mãos em seus cabelos, beijando-o mais uma vez. Levantei-me da cama e adentrei o banheiro. Minhas roupas ainda estavam molhadas, então continuei com a camiseta do Ikuto e carreguei-as comigo.
- Não vai trocar de roupa? – perguntou Ikuto.
- Não, ainda estão molhadas. Vou levá-las na mão mesmo. – respondi apressada, correndo até a porta, depositando um beijo suave nos lábios de Ikuto e saindo pela porta.
Voltei correndo até Ikuto.
- Se importa se eu ficar com isso por enquanto? – Perguntei, puxando a barra da blusa.
- Não. – Respondeu com um ar de sono.
Corri até a porta de meu quarto, que ficava no outro lado do corredor. Rima abriu a porta pra mim. Assim que entrei, coloquei minhas roupas para secar e sentei-me na cama.
Agradeci mentalmente por ninguém ter-me visto naquele estado no corredor.
- Err... Rima, eu sei que deve estar pensando um monte de besteiras em relação à mim e Ikuto... Mas deixe-me explicar que não aconteceu nada do que você está pensando. Eu e Ikuto tivemos o acaso de nos encontrar e acabamos pegando uma chuva... então como eu não tinha a chave, tomei um banho lá e... coloquei uma roupa dele. – Falei rapidamente, atropelando as palavras.
- Calma Amu. – falou, com o olhar arregalado. – Eu não sou seu marido nem coisa do tipo.
É verdade, por que eu estava me explicando tanto para Rima?
- Então, o que foi fazer no quarto do Ikuto? – sondei curiosa.
- Eu ia perguntar de você. – respondeu, sentando-se na cama. – Você saiu e acabou não voltando mais, então fiquei preocupada e fui perguntar se ele sabia de você.
- E Utau?
- Foi embora. Ela tinha que terminar os preparativos para o show com a equipe dela. – disse Rima.
- Ah sim! – sorri.
-
A noite começara a cair. Fui até a sacada de meu quarto, cuja foi onde apoiei meus braços. A lua estava realmente brilhante e grande.
Tantas coisas aconteceram nos últimos dias que, chega a ficar meio difícil acreditar. Principalmente no começo de meu namoro com Ikuto.
- Ah, Ikuto. – Fechei os olhos e sussurrei, sorrindo para a lua.
- Ikuto? – uma voz ecoou atrás de mim.
Virei-me rapidamente para traz. Rima estava parada, escorada na porta que ia para a sacada.
Virei para frente novamente, sem dizer uma palavra. Rima veio andando até meu lado, escorando-se na sacada junto a mim.
- Então, já fez sua escolha. – Falou, sorrindo para mim.
- Rima?
- Sobre Ikuto. – voltou seu olhar para a lua. – Ele gosta muito de você, da pra ver no olhar dele.
- O-o que quer dizer com isso? – me fiz de desentendida.
- Pare de tentar me enganar. – Rima me olhava impaciente. – Quer me contar? – esboçou um sorriso malicioso.
- Rima!
Rima começou a rir. Olhei para o lado, envergonhada.
- E-estamos namorando.
- Já? – Rima estava surpresa. – as coisas aconteceram mais rápidas do que imaginei. – Rima virou-se para mim e me deu um abraço. – Parabéns.
- O que está fazendo? – me envergonhei mais ainda. – Assim você faz parecer que vou me casar.
Rima começou a rir alto.
- Queria ver sua reação. – soltou-me e entrou no quarto. – Mas agora, falando sério... desejo felicidades pra vocês. – falou enquanto deitava-se na cama.
- Obrigada. – falei baixinho, voltando à olhar a lua.
Agora Rima sabia de tudo, mas ela não era uma pessoa da qual eu gostaria de esconder as coisas. Fiquei ali por um bom tempo. Quando voltei para o quarto, Rima já estava dormindo.
Deitei-me em minha cama e fiquei ali até adormecer.
Notas finais
espero que tenham gostado. se tiverem criticas e sugestoes por favor avisem para que eu possa melhorar
Bgs!
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