Até onde os Ventos Me Levarem
4 Capítulo 4
Notas iniciais
na verdade, eu terminei esse capitulo ontem, mas hoje fiquei modificando algumas coisas. Espero que gostem ' faz cara de perva'
como o capítulo ficou ENORMEE, peguei parte dele para postar no próximo.
A viagem foi tranquila, chegamos à Ilha ao meio-dia. Teríamos um longo dia pela frente.
Assim que saímos pela porta do aeroporto pegamos um Taxi e fomos até o endereço que Utau nos indicou.
Ficaríamos hospedados em um grande hotel no centro da cidade.
Ao adentrar o hotel falamos com a recepcionista, ela era muito educada e bonita. Ela informou que Utau já havia feito nossas reservas.
Um homem que trabalhava no hotel carregou nossas malas e guiou-nos até nossos quartos.
Rima e eu ficaríamos no mesmo quarto. Ele era bem grande, tinha duas camas de casal e um guarda roupas sobre um tapete enorme e escuro que cobria quase todo o quarto. Havia também um espelho grande na parede, um criado-mudo ao lado de cada cama e uma sacada. Uma porta dava entrada a um banheiro também muito espaçoso.
Ikuto já tinha ido para seu quarto. Desfiz minhas malas enquanto Rima tomava seu banho.
Deitei-me na cama à espera de Rima, ela estava demorando, ainda queria tomar meu banho depois dela.
-
Já era noite. Havíamos combinado de nos encontrar com Utau em alguns minutos em uma boate muito frequentada no centro da cidade.
Rima vestia um vestido preto até metade da coxa. Em sua cabeça usava uma tiara preta e usava uma sandália preta.
Eu estava vestindo um vestido xadrez vermelho e preto, com um cinto preto e um all star preto.
Ikuto bateu na porta no quarto e abriu-a em seguida. Ele estava com uma calça jeans preta, um cinto punk como ele costumava usar, uma blusa branca com algumas coisas pretas escritas e um casaco preto. Calçava um all star preto com alguns detalhes em branco.
- O motorista está nos esperando na frente do hotel. – disse, escorando-se na porta.
Ikuto estava realmente bonito. Seu rosto era de despreocupação e desanimo. Mas isso não importava muito, mal esperava para reencontrar Utau. Queria chegar a tal boate o quanto antes.
Descemos para o térreo e entramos em um elegante e espaçoso carro preto que estava à nossa espera. O motorista dirigiu até a entrada da boate. Ela era realmente grande e sofisticada, havia uma grande pista de dança com luzes piscantes, barzinhos, mesas e sofás.
A boate estava cheia, foi um tanto difícil encontrar Utau no meio de tantas pessoas. Quando a encontramos, ela estava sentada em um sofá com alguns amigos.
- IKUTOOOOOOOOO! – Gritou Utau ao avistar-nos, pulando em cima de Ikuto.
- Ei, pare com isso. – Disse Ikuto, virando a cara.
- Ah, Ikuto, como você é cruel – disse fazendo beiçinho.
- Errr... Acho que estamos sobrando aqui – disse Rima.
- Ah, oi Amu! Oi Rima! – falou sorridente. – Que bom que vieram.
Sentamos os quatro e começamos a conversar. Utau disse que amanha nos mostraria a cidade, ela já estava ali à mais de uma semana e conhecia pelo menos o centro e algumas praias.
Fomos para a pista de dança, a musica estava realmente alta, as luzes que piscavam me deixavam completamente fora de mim. Eu me deixava levar pelo som da batida. Podia ver somente a sombra das pessoas à minha volta. Meu corpo movia-se automaticamente conforme a musica.
Rima estava dançando ao meu lado e Utau estava se insinuando para Ikuto. Suas mãos percorriam o peito de Ikuto, que estava encostado em uma parede. Aquilo de certo modo me incomodava.
Um atraente garoto apareceu à minha frente, não o enxergava muito bem por causa das luzes. Começara a dançar junto à mim, chegando cada vez mais perto, passou suas mãos sobre minha cintura. Ikuto estava do outro lado do salão ainda com Utau. Resolvi parar de pensar nele e me divertir. Continuei a dançar com tal garoto, nossos corpos estavam colados, percebi seus olhares com segundas intenções. Não queria passar dos limites, apenas me divertir, e isso não queria dizer que eu ficaria com ele. Até porque eu jamais ficaria com um qualquer.
Tentava soltar-me, mas era em vão. Ele era mais forte e devia estar bêbado. Procurei Utau e os outros com os olhos, mas não enxerguei nenhum deles. Aquele homem nojento estava me agarrando e eu não conseguia reagir. Estava desesperada, estava com medo. Senti repúdio quando seus lábios tocaram os meus.
Suas mãos percorriam meu corpo, fechei os olhos com força e comecei a bater minhas mãos em seu peito tentando me desprender, mas era inútil.
Senti algo puxar-me para longe daquele homem desprezível. Acalmei-me um pouco ao saber que suas mãos não mais estavam junto ao meu corpo, e sua boca nojenta não mais encostava-se à minha.
Ao abrir os olhos o vi caído no chão, com uma das mãos levadas ao rosto. Percebi então que ao meu lado estava Ikuto.
Seu olhar me dava medo. Nunca antes tinha visto aquele olhar raivoso nos olhos de Ikuto, não daquele jeito.
Ikuto pegou em minha mão, levou-me até um canto mais vazio do salão e encostou-me na parede. Pôs sua perna entre as minhas, apoiou uma mão na parede e a outra mão colocou em minha cintura.
- O que pensa que está fazendo, beijando aquele cara? – Perguntou furioso, olhando diretamente para mim, seu rosto estava muito próximo ao meu.
Eu tinha sido agarrada a força por aquele cara, e Ikuto não sabia disso, mas mesmo assim...
- Por que, não posso? – perguntei desafiando-o.
A musica da boate ainda estava muito alta. Luzes coloridas piscavam à nossa volta.
- Não me desafie... Amu. – Falou com uma voz sexy, aproximando-se mais de mim. Sua mão ainda sobre minha cintura puxava-me para mais perto de si. Eu estava completamente sem fala.
A tentação tomou conta de mim, eu queria Ikuto, queria poder beijá-lo, queria tê-lo para mim.
Pus minhas mãos em sua nuca, puxando-o mais para perto de mim. Eu estava ofegante, sentia sua respiração na minha. Não podia negar meu nervosismo, mas meu desejo era maior.
Ikuto deu um de seus típicos sorrisos pervertidos e aproximou sua boca da minha, envolvendo meus lábios em um beijo ardente, nossas línguas entrelaçavam-se, movimentando-se constantemente. Senti meu corpo ferver, a musica alta deixava-me ainda mais desnorteada e impulsiva. Aproveitava aquele momento ao máximo. Meu coração estava acelerado a ponto de disparar. As mãos de Ikuto percorriam minhas costas, desejando-me. Sua perna ainda encontrava-se entre as minhas. O doce gosto de seu beijo deixava-me ainda mais excitada.
Não podia negar tamanho prazer que Ikuto me proporcionava.
Suas mãos desceram para minhas pernas, acariciando-as. Desci uma de minhas mãos para sua cintura, segurando sua camisa, enquanto que com a outra, acariciava sua nuca, descabelando-o.
Ikuto ainda prensando meu corpo contra a parede separou seus lábios dos meus e começou a beijar meu pescoço, foi subindo ao alto de meu pescoço com seus beijos, mordeu o lóbulo de minha orelha e voltou a beijar minha boca.
Eu queria mais, muito mais. Se dependesse de mim eu poderia ficar ali pra sempre.
Ikuto separou sua boca da minha e começou a falar.
- Esse... foi o seu castigo por me desafiar. – Terminou, lambendo o canto de meus lábios e virando as costas, desaparecendo no meio da multidão que dançava na pista.
Fiquei parada, sem ação. Apenas olhando reto, não mais podia enxergar Ikuto, ele saíra de meu campo de visão.
Como podia ter me deixado levar por tais provocações? Fiquei completamente fora de mim ao sentir Ikuto tão perto, ao sentir seu perfume, ao sentir sua respiração, que acabei agindo por impulso.
Saí à procura de Rima e Utau. Adentrei a grande pista de dança, olhando para todos os lados, a luz piscava muito, não podia ver muita coisa além de sombras.
Finalmente havia conseguido encontrar Rima, ela estava dançando com Utau no meio da pista.
- Amu, onde você estava? Você sumiu. – Perguntou Rima com uma cara de incompreensão.
- Eu fui pegar uma bebida. – balancei o copo com um coquetel de frutas que peguei enquanto procurava as garotas.
- Ah sim! – Falou Rima, ainda dançando.
- Alguma de vocês viu o Ikuto? – perguntei com ar de quem não quer nada.
- Está ali sentado! –Falou Utau apontando para o sofá em que Ikuto estava sentado, dando uma acenada para ele em seguida.
Ikuto fitava-me enquanto bebia um coquetel. Fiz de conta que não vi e continuei a dançar.
Ele realmente tinha passado dos limites. “Esse... foi o seu castigo por me desafiar” senti meu rosto corar ao lembrar-me de suas palavras.
Ikuto deve ter se divertido ao ver minha reação à aquilo. Que vergonha, de onde eu tirei coragem para provocá-lo daquela maneira?
Flashback
A tentação tomou conta de mim, eu queria Ikuto, queria poder beijá-lo, queria tê-lo para mim.
Pus minhas mãos em sua nuca, puxando-o mais para perto de mim. Eu estava ofegante, sentia sua respiração na minha. Não podia negar meu nervosismo, mas meu desejo era maior.
Ikuto deu um de seus típicos sorrisos pervertidos e aproximou sua boca da minha, envolvendo meus lábios em um beijo ardente.
Flashback off
Balancei a cabeça ao lembrar de tal cena. Aquela fora apenas mais umas de suas provocações, apenas parte de seu jogo. Eu devia continuar agindo normalmente.
Rima e Utau ainda dançavam animadamente, eu já estava um pouco cansada. Não sei de onde elas tiravam tanta energia.
Virei-me para o sofá onde Ikuto estava, tomei um gole do coquetel que estava em minhas mãos, respirei fundo e segui em frente.
Sentei-me ao seu lado no sofá e deixei meu coquetel em cima da mesa.
- Só vai ficar aí sentado a festa inteira? – perguntei puxando um assunto.
Ikuto começou a rir. Não entendi o motivo da risada.
- Hunn... isso é uma indireta de quem está querendo outro beijo? – Sondou com um sorriso pervertido.
- N-não seja idiota! – Falei, levantando-me. – Eu quis dizer se você não vai dançar. – falei virando a cara.
- Me convidando pra dançar? – perguntou com o mesmo sorriso. – Ora, por que não disse antes? – Falou ele irônico como sempre. Puxando-me pela mão para o meio da pista.
- E-espera, eu... – Já era tarde, estávamos no meio da pista.
Ikuto estava realmente atraente, dançava com suas mãos em minha cintura. Minhas mãos sobre seu peitoral. Estávamos muito próximos novamente, era bom dançar com Ikuto, estava me divertindo bastante. Às vezes ele sussurrava coisas fúteis e pervertidas ao pé de meu ouvido, o que me fazia corar, ou rir.
As musicas eletrônicas que tocavam estavam cada vez melhores. Ficamos dançando até minhas pernas não aguentar mais.
Quase tombei, mas Ikuto me segurou.
- Ei Amu, você está bem? – Perguntou, ainda segurando meu braço. Começei a rir e Ikuto estranhou. – Por um acaso aquele coquetel que você estava bebendo tinha álcool?
- Não! – Falei, rindo de sua pergunta idiota. É obvio que eu não bebia em festas. – Só estou cansada. Espera aqui, eu já volto. – Falei, indo até o balcão e pedindo ao barman um coquetel.
Voltei com um copo na mão. Ikuto apenas fitava-me com uma expressão estranha. Já havia tomado metade de meu coquetel.
- Está com um gosto estranho. – falei balançando o copo.
- Deixa eu ver. – Disse, pegando o copo de minha mão e levando-o à boca. – Idiota! Você esqueceu de pedir sem álcool?
É verdade, eu estava tão distraída que acabei esquecendo de pedir sem álcool.
- Ah, é verdade. – comecei a sentir meu corpo esquentar. Eu não era acostumada a beber, qualquer pouca quantidade de álcool que eu ingerisse faria efeito. Comecei a cambalear e falar coisas fúteis.
Ikuto me segurou pelo braço para que não caísse.
- Está bêbada! – falou furioso.
Levou-me até o sofá que estávamos antes e me deixou sentada ali. – Espere aqui. Eu já volto. – disse, entrando na pista de dança. Alguns minutos depois ele voltou. – Vamos embora, avisei para Utau e Rima que você está cansada e vai voltar comigo agora.
Ikuto chamou um Taxi para voltarmos ao hotel. Chegando à frente do hotel, Ikuto ajudou-me a sair do carro. Pagou o Taxista e entrou no hotel comigo, a recepcionista ficou olhando-nos como se fossemos dois bêbados voltando de uma festa. Eu de fato estava bêbada, mas Ikuto não. Minha maquiagem estava um pouco borrada e Ikuto estava com a mão direita envolta à minha cintura, para me segurar caso eu resolvesse cair.
- A chave do quarto 301, por favor. – Pediu Ikuto à recepcionista.
A mulher entregou-lhe a chave e subimos para meu quarto. Ele abriu a porta, entramos e eu fechei a porta em seguida, trancando-a.
- O que está fazendo? – perguntou fitando-me.
Fiquei parada olhando para Ikuto, ele fitava-me com curiosidade. O puxei pela sua blusa e escorei-o na porta violentamente. Ikuto fitava-me surpreso. Passei meu dedo em seu peito delicadamente, subindo para seu rosto e parando em sua boca.
Ikuto fitava-me ainda sem ação, surpreendido com minhas atitudes. Passei minhas mãos lentamente por seus cabelos, descabelando-o. Retirei seu casaco em seguida, jogando-o ao chão. Pus-me à beijá-lo. Com uma das mãos agarrava seu cabelos, e com a outra arranhava seu peito. Ikuto correspondia aos meus beijos, enquanto mantinha suas mãos fixas à minha cintura.
Prensava seu corpo contra a porta, dessa vez, eu teria o comando da situação.
Sentei-o sobre a cama, sentando-me em seu colo. Beijava-o freneticamente enquanto retirava sua camisa. Sorri pervertidamente ao ver seu peito nu, mordendo meu lábio em seguida.
Vendo isso, Ikuto deitou-me na cama, ficando por cima de mim. Seu olhar era profundo, começou a beijar-me novamente, dessa vez com mais ardência e desejo.
Minhas mãos apertavam e arranhavam suas costas nuas. Ikuto começou a abrir o zíper de meu vestido, mas parou de repente. Voltando a sentar-se à cama, com uma das mãos levadas à cabeça.
- Não posso perder meu controle com você. – sussurrou, em tom de desaprovação. — Vou deixar você descansar, boa noite. – disse, depositando um leve beijo em minha testa e levantando-se da cama.
Ikuto estava vestindo sua camisa. Não queria que ele fosse embora.
Virou-se ao perceber que minha mão segurava a sua.
- Não vá... fique comigo, pelo menos essa noite. – pedi, olhando profundamente para seus olhos.
- Você está bêbada, vai acabar fazendo coisas que se arrependerá depois. – Falou com um tom baixo. – É melhor você descansar agora.
- Não vou fazer nada, prometo. Só quero que fique aqui comigo. – supliquei. – Por favor.
Ikuto não respondeu, apenas deitou-se na cama junto à mim, abraçando-me. Ao menos o resto daquela noite foi tranquila, senti-me aquecida com Ikuto ao meu lado.
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