Notas iniciais
Volteii!!! Peoples depois de tanto tempo, de tantas reescritas, tentativas ...enfim, consegui postar minha segunda história. Eba!
Quero agradecer de coração toda a galera que me mandou mensagens de carinho e conforto eu já estou muito melhor gente, ainda me recuperando, mas comparado ao que eu estive, to no lucro e agora digitando com ambas as mãos.
Espero que vocês gostem dessa nova história, é bem diferente da primeira em relação a enredo, mas com os mesmos ingridientes: muita emoção, drama, romance e agora com muito hot também, a coisa vai ficar mais picante (hummm).
To torcendo para vocês curtirem porque eu to escrevendo com muito carinho para vocês.
Boa Leitura!

Pedro. Pedro. Pedro.

Beatriz esta gritando no meu ouvido juntamente com uma multidão que grita incansavelmente pelo nome dele. Minha cabeça esta estourando e eu tenho vontade de estrangular minha melhor amiga para ela parar com esses gritos histéricos. Coloco a mão na minha cabeça e então recebo um olhar de conforto e um aperto de mão de Zach, que esta sentado ao meu lado direito. Apesar de tudo ele esta encarando tudo isso com um sorrisinho no rosto, afinal foi ele quem conseguiu esses ingressos para a primeira fila de cadeiras do camarote, ao lado do palco, após tatuar durante os últimos quatro anos seis tatuagens nesse cantor.

Conforme a gritaria aumenta começo a me perguntar por que mesmo eu aceitei vir aqui, há sim, minha melhor amiga e meu chefe e melhor amigo praticamente me obrigaram alegando que eu não tenho uma vida ou uma diversão, e então mesmo contrariada não pude dizer não, e agora estou sentada numa poltrona grudada no palco, grudada mesmo, tipo a uns três metros do baterista e sentada na mesma fileira onde famosos como Cláudia Raia, Isabeli Fontana, Di Ferrero, Luiza Possi, Lulu Santos e Rodrigo Faro, também aguardam ele entrar.

Chequei meu celular a espera de alguma distração, mas não achei nenhuma, apenas a lembrança de pagar contas no dia seguinte. Saco!

Um som de acordes de um violão invadiu a casa e todas as cabeças se direcionaram para o palco procurando o som, mas não aparecia nada, até que uma multidão ficou de pé do lado direito gritando, assoviando, tirando fotos e então todos entendemos que ele estava vindo de lá. O resto das oito mil pessoas sentadas ficaram em pé para recebê-lo e quando eu continuei sentada Bia me puxou pelo braço dizendo: — Prepara-se para a melhor visão da sua vida.

Quando a multidão abaixou um pouco o tom a voz dele preencheu o ambiente com A Thousand Years. Ele caminhava tocando seu violão e sorrindo para a platéia e obviamente os levando a loucura. Pedro Ramos é o astro da música brasileira, segundo Bia ele o brasileiro mais desejado do mundo, e ganhou sete vezes como o homem mais sexy do mundo, apesar de sempre ter dado de ombros para essas informações extras dela, começo a perceber o porquê de tudo isso quando ele abre um sorriso posando para uma selfie com uma senhora no corredor e estralando um beijo na bochecha dela. Uma coisa é certa: ele é um desgraçado galanteador.

Ao meu lado Bia pulava de felicidade quando ele começou a subir as escadas para o palco. Na escada ele parou de tocar e cantou a capela One step closer. A platéia foi à loucura e então ele voltou a dedilhar seu violão no coro e andando na direção do centro do palco.

- Te amo Pedro! – Bia gritou ao meu lado e então eu reparei nele.

- Para Bia. – eu a repreendo com medo dele escutar, já que estamos a poucos metros dele.

- Acorda Karina, será que só eu estou vendo a beleza e a masculinidade desse homem? Olhe para ele. – ela o aponta e eu rapidamente puxo o braço dela para baixo, envergonhada com a cena.

- Eu já o vi agora pare de escândalo.

- Diga. – ela fala com aquele maldito olhar.

- O que?

- Que ele é a coisa mais terrivelmente bela que você já viu.

- Ele não é tudo isso.

- Então você não olhou. – ela fala pegando no meu queixo e me forçando a olhá-lo. – Olhe! – ela ordena e sem saída meus olhos o percorrem de cima em baixo, e sim ele é definitivamente quente, dono de uma beleza impar.

Começo entender o motivo da gritaria das mulheres e do jeito histérico de Bia com tudo que tem a ver com ele, não que eu nunca o tivesse visto, na verdade nunca tinha reparado, mas agora o analisando de tão perto, sim ele é uma bela paisagem. Tem os cabelos mais bagunçados e lindos que eu já vi e a vontade de enfiar a mão neles é grande, ele tem um sorriso bobo, de criança, mas um corpo de homem, um peitoral, uns braços fortes. Ele usa uma calça jeans azul e uma camiseta branca com os dizeres: Live a lot. Seus braços são tatuados e eu reconheço de longe o trabalho de Zach. Tudo nesse homem é quente e eu não percebo quando ele começa a cantar novamente, nem o que é que ele canta, eu apenas o olho, até que sua cabeça se inclina para onde estamos sentados e então eu engulo seco, mas não porque ele é definitivamente uma obra de arte, e sim ele é, mas porque ele esta olhando para mim, diretamente para mim.

Oh my God!

Engulo em seco novamente e então um sorriso de diversão passa por seus lábios e ele gira novamente sua cabeça para a platéia. Fico imóvel por não sei quanto tempo, mas até Bia gritar no meu ouvido: — Ele olhou para você desgraçada.

E sim ele olhou.

Quando a música chega ao fim, trazem uma garrafinha de água para ele enquanto ele fala com a platéia e então quando ele vira para tomar ele novamente olha para mim e pisca. Ele pis-ca.

Meu sangue ferve.

Meu coração se aperta.

Caramba, eu sou tímida.

Ele tem aquele ar de quem acha que tem tudo e todos aos seus pés e parece saber exatamente o que causa nas mulheres e na minha calcinha.

Maldito!

Quando ele volta sua atenção para a platéia ele fala: — Sabe galera se tem uma coisa que eu gosto de ver nos meus shows são a quantidade de mulheres bonitas, lindas, que ao vivo eu não poderia nem chegar perto, mas que curtem a minha música e que através disso me fazem um homem realizado. De verdade.

Canalha!

- E eu quero aproveitar a presença do meu parça, meu ídolo, meu mestre, meu professor Lulu Santos e cantar com vocês Toda Forma de Amor. Pra você mestre. – ele fala apontando para o ídolo sentado a quatro cadeiras da minha.

Depois de cantar várias músicas, de tocar bateria, tocar guitarra e tocar The Scientist no piano, levando todos as lágrimas com a emoção que ele transmitia ao cantar essa música, ele se sentou no piano e disse:

- Todos vocês sabem que eu sou um cara romântico, que gosto de agradar, de tirar sorrisos das pessoas e daqui a exatamente uma semana é dia do ser mais especial da face da Terra, porque eu acho que os homens vão concordar comigo que sem mulher não dava para viver não gente. – ele fala arrancando risadas do público. – Sério rapaziada, se não fosse as mulheres estávamos ferrados e eu fui ensinado desde cedo pela linda da minha mãe, um beijo dona Delma, ela não pode estar mas vou entregar meu beijo depois, a tratar com respeito e carinho todas as mulheres porque afinal sem vocês o mundo não seria tão belo e iluminado, de verdade e meus ajudantes vão estar passando pelos corredores agora e vão entregar rosas vermelhas, porque significam a sexualidade de vocês, a todas as mulheres presentes, como uma lembrança pelo dia de vocês. Como minha mãe e minha irmã, as mulheres da minha vida não estão presentes eu quero entregar a mina rosa a uma mulher e com esse gesto quero que todas vocês se sintam abraçadas por mim. – ele desce do piano e vai até um rapaz que segurava um boque de rosas vermelhas no braço e pega uma. – Desejo um delicioso dia das mulheres a todas vocês! – ele pega uma rosa, a beija e começa a andar, a andar na direção das poltronas ao lado do palco. Imagino que ele vá entregar a Claudia Raia, a Isabeli Fontana ou a Luiza Possi ou a alguma outra famosa, obviamente, mas então ele caminha na minha direção. Eu devo estar pirando. Isso não esta acontecendo.

Puta merda.

Meu sangue coagula todo, eu acho.

Ele para na minha frente e eu sinto meu coração bater numa velocidade absurda e engulo em seco quando ele pega na minha mão e eu me levanto, parando em sua frente e sentindo meu sangue parar todo no meu rosto.

Quem cora no século XXI? Eu.

Ele era tipo uns vinte e cinco centímetros mais alto que eu e nesse momento tendo meu rosto exatamente na altura do seu tórax eu me arrependo de ter escolhido uma sapatilha ao invés de um salto. Ele levanta meu queixo em sua direção e eu tremo. Sua mão direita coloca meu cabelo liso atrás da orelha e então ele abaixa seu rosto e deposita um beijo no canto da minha boca. Isso mesmo no canto da minha boca.

Como se respira mesmo?

Minhas pernas ficam trêmulas e o perfume inebriante dele invade minhas narinas e eu tremo, tremo pela proximidade, pelo contato, mais ainda mais pela situação da minha calcinha, e pelo olhar que ele ostenta em seu rosto, como se soubesse exatamente o estado da minha peça intima. Ele leva a rosa à boca e beija sem tirar seus belos olhos castanhos de mim.

Pego a rosa e viro meu pé, no meu clássico sinal de nervosismo. Ele pega minha mão livre e leva a boca, a beija e faz um carinho com o polegar, então pisca novamente para mim e começa a se afastar para o centro do palco andando de costas, sem tirar os olhos de mim.

Ouço múrmuros como: Sortuda do caramba. Privilegiada. Desgraçada. Maldita. Devia ter sido para mim.

Mas minha atenção só se aplica a ele, que pega seu violão e começa a cantar Talking To The Moon.

- Sua desgraçada! – Bia fala, me olhando incrédula. – Ele deu a rosa para você, beijou seu rosto, sua mão e ainda piscou para você.

- É. – eu falo olhando perdida para rosa.

- Sorte heim amora. – Zach fala me dando uma piscadela.

Putz devem ter tirado um monte de fotos disso, filmado isso e estou vestida num simples vestido azul clarinho tomara que caia que deixa minha tatuagem de borboleta no ombro à mostra, com uma sapatilha prata e um colar com o desenho de uma luva de boxe que eu ganhei do meu pai. Um par de brincos de bolinhas pink completam minha simples produção, mas fazer o que, eu vim arrastada para esse lugar e não pretendia ganhar piscadelas, uma rosa e muito menos um beijo, no canto da boca, do ídolo da música brasileira, mas...aconteceu.

- Partiu casa amoras? – Zach pergunta após conseguir uma foto com Lulu Santos e Bia fazer selfies com a Claudia Raia, o Lulu Santos e o Di Ferrero, eu no entanto no tirei fotos com ninguém, apenas olhava para minha rosa, inebriada pelo cheiro dela e pela lembrança daquelas mãos calejadas tocando meu rosto e do seu cheiro ao beijar-me — Ok. – eu digo me levantando e seguindo meu amigo, enquanto uma Bia saltitante conferia suas fotos com a alegria típica da Clarinha quando eu dou presentes a ela.

- Senhorita com licença. – um homem para na minha frente. – Pode me acompanhar, por favor? – ele pergunta.

- Por quê?

- Pedro Ramos quer vê-la.

What?

- Desculpe, mais eu já to indo embora.

- Não, ela não ta. – Bia fala me lançando um olhar de repreensão. – Ela vai acompanhá-lo moço. — ela me empurra para o grandalhão.

- Não...

- Vai baby, te esperamos no carro. — Zach diz.

- Não precisa esperá-la, nós cuidaremos para que ela chegue segura em casa. Pode me seguir agora senhorita?

- Vocês me pagam. – resmungo, ao vê-los me darem tchauzinhos e irem. Respiro fundo e sigo o grandalhão na minha frente.

Passamos por um corredor e chegamos a uma sala cuja porta ostentava os dizeres: — Não entre.

- Esteja a vontade, o Pedro virá dentre alguns minutos. Com licença. – ele fala educadamente e se retira. Vou em direção a grande janela e começo a entender onde eu me meti, eu estou esperando um cara que obviamente é um cafajeste de quinta grandeza depois do que fez comigo no show e pelo que ouço Bia falar dele, e agora eu vou ficar sozinha com ele?

Karina cadê seu juízo, seu senso de certo e errado. Minha mente martela meus pensamentos, afinal eu não fico sozinha com nenhum homem que me olhe daquela forma que ele olhou, como se fosse transar comigo pelo olhar, desde Jason, meu ex-noivo que dormiu com sua melhor amiga na nossa cama no dia do nosso casamento, mas tudo bem, isso já foi a dois anos e eu preciso superar.

Olho nervosamente para minhas mãos segurando a rosa e meu celular e decido cair fora antes que seja tarde, eu não sei o que esse playboy quer falar comigo, mas uma coisa é certa, não é bom.

Quando me encaminho em direção a porta da sala, ela se abre diante de mim, revelando um Pedro de cabelo molhado e trocado de roupas.

- Desculpa ter te feito esperar, não foi educado da minha parte, mas eu precisava tomar um banho. – ele fala passando as mãos em seu cabelo. Balanço um ok com a cabeça e ele se aproxima de mim, instintivamente dou dois passos para trás e ele abre um sorriso sacana e continua a vir em minha direção, não percebo o motivo de seu sorriso e insistência até sentir a parede atrás das minhas costas. Ele me encurralou.

Bastardo miserável.

Ele coloca ambas as mãos ao lado da minha cabeça, não me deixando saída.

- Seu nome. – ele resmunga me olhando fixamente.

Seu cheiro de erva doce pós banho esta me consumindo e perceber a grandeza do seu peitoral na minha frente me desconcentra.

- Vou precisar arrancar isso de você querida? – ele pergunta diminuindo ainda mais a distância e deixando seu rosto impotente acima do meu de maneira ameaçadora.

- Ka – rina. – minha voz sai gaga. – Karina. – concerto respirando fundo.

- Karina. Karina do que? – ele fala meu nome como se tivesse o saboreando.

Começo a perder o sentindo quando ele roça seu queixo na minha testa.

- Diga seu sobrenome baby.

- Hum, Duarte. – eu consigo falar.

Ele desgruda seu queixo da minha testa e me olha com os olhos brilhando.

- Prazer Karina Duarte, eu sou Pedro Ramos. – seus olhos piscam. – E eu vou te beijar agora. – minha mente não assimila essa informação até que seus lábios encostam-se aos meus. Seu hálito de menta bate contra meu rosto e então ele puxa meus lábios contra os seus e começa a me beijar, com carinho, com doçura. Por algum descuido da parte racional do meu cérebro minha boca se abre para receber sua língua quando ele pede passagem. Um de seus braços descem da parede e me puxam para o seu corpo. Ele é duro como caralho. Uma parede de músculos. E meu pequeno corpo some debaixo do seu. Ele não deixa meus lábios em momento algum e enlaça ambos os braços na minha cintura. Para não amassar a rosa eu passo minha mão por seu pescoço e então ele separa nossos lábios em busca do ar que se extingue dos nossos pulmões. Não consigo abrir os olhos, mas o sinto beijar meu nariz, minha testa e passar sua mão esquerda em meu rosto. Abro meus olhos com o carinho.

- Eu quis fazer isso desde o momento que eu passei meus olhos sobre você e minha mente gritou dangerous.

A parte racional do meu cérebro que estava em obras, retorna as atividades e eu percebo estar nos braços de um dos homens mais sexy do planeta e isso não pode ser certo. Eu não posso estar me atracando com um estranho. Isso é errado.

- Desculpa. – falo me soltando dos seus braços e olhando ao redor, estamos numa sala com um sofá, frigobar, um piano, um camarim na verdade.

- Ta tudo bem? – sua voz rouca preenche o ambiente e preciso respirar fundo.

- Eu tenho que ir. – falo me encaminhando a porta.

— Não. – ele para na minha frente. – O que houve? Eu fiz algo de errado?

- Eu apenas preciso ir.

- Porque Karina? – ele pergunta e céus como ele fala meu nome de um jeito sexy.

- Nós somos estranhos. – eu digo.

- A esse é problema? – ele respira aliviado. – Eu só conheço uma forma de deixarmos de ser e não é com você indo embora. Que tal um jantar?

- Não...

- Por favor. – sua mão se aproxima novamente da minha cintura. – Prometo que vai ser divertido.

- Obrigado, mas...

- Deus como você é difícil, se bem que com toda essa beleza eu não podia esperar outra coisa. – ele abre um sorriso matador. – Vamos, eu prometo me comportar, não te toco pelo resto da noite. – ele fala deixando a mão de minha cintura. – Eu só quero te conhecer.

- Eu preciso estar em casa no máximo as duas, amanhã eu trabalho cedo.

- Ok Cinderela sua carruagem estará em seu portão cinco minutos antes do relógio bater. – ele sorri para mim e pega em minha mão, me dirigindo a porta.

Sim, definitivamente eu to muito, mas muito ferrada.

Se comporta Karina, se comporta, ele é apenas o Pedro Ramos. – minha mente tenta me confortar, mas o tiro sai pela culatra.

Um jantar com Pedro Ramos? E sozinha? Me ferrei!

Notas finais
E aí gostaram, não gostaram, ficou legal, não ficou?
Comentem, deem a opinião de vocês, falem comigo, eu quero contar com a ajuda de vocês para que fique algo bem legal de se ler.
Bjocas amores!
Nós encontramos nos próximos dias...