Notas iniciais
Genteeeee!! Primeira fic. To super nervosa. Antes de começar a diversão preciso fazer agradecimentos aqui: À minha besty linda, que betou toda a fic milhões de vezes. Toda vez q eu escrevia um parágrafo, ela ia lá e via se tava tudo ok, ela que fez tbm a capa maravilhosa. TempGirl, te amo foREVer. Ao Avenged Sevenfold, por ter criado essa música muito inspiradora e "dumal". Anyway, depois de noites e mais noites sem dormir, ficando surda ouvindo "Scream", enlouquecendo sozinha na frente do notebook de madrugada, o resultado é esse aí. Enjoy it. ;) (E eu espero q o site não me sacaneie)

Caught up in this madness, too blind to see

(Preso em meio a essa loucura, cego demais para ver)

Woke animal feelings in me

(Sentimentos animalescos despertam em mim)

Took over my sense and I lost control

(Dominam meus sentidos e eu perco o controle)

I'll taste your blood tonight

(Vou provar do seu sangue esta noite)

A sombra andava despreocupada pela viela escura, assoviando uma canção desconhecida para aquele país estranho. Não era o clima ao qual a sombra estava acostumada, mas não se importava. O frio estranho não era o que estava em sua mente naquele momento. Com as mãos vestidas com luvas grossas dentro dos bolsos do casaco, encostou-se em um muro na parte mais escura do beco, defronte à rua principal, observando o movimento. Sentia um tremor incomum, mas que conhecia bem, enquanto se concentrava nos pensamentos que lhe rodeavam.

Ele sentia aquela mesma vontade de meses atrás, quando estava naquele outro país do qual teve que fugir. Agora ele estava na Iugoslávia. O idioma não era problema, a sombra era versada em várias línguas e naquele pequeno país ele podia se virar com o inglês. A sombra recordou-se das garotas loiras, as gêmeas Patterson, que lhe despertaram o mesmo sentimento obscuro e vicioso das outras vezes. Aquele sentimento vil e amargo. Aquele desejo de matar.

You know I make you wanna scream

(Você sabe que eu te faço querer gritar)

You know I make you wanna run from me, baby

(Você sabe que eu te faço querer fugir de mim, querida)

But know it's too late, you've wasted all your time

(Mas sabe que é tarde demais, você desperdiçou todo o seu tempo)

Tirou um cigarro do bolso do casaco e o acendeu, apreciou a nicotina preenchendo suas vias respiratórias, misturando-se a respiração pesada e expirou, observando a fumaça branca se dissipar em meio aos flocos finos de neve. Resolveu que tinha que saciar seu desejo de morte e iria procurar alguém para satisfazê-lo.

Saiu da viela escura e se juntou ao emaranhado de gente que havia nas calçadas, em frente às lojas, pessoas que iam para casa, para suas famílias, para o trabalho ou ficariam por ali mesmo. Naquele dia, Dave não queria chamar atenção, pois pretendia ficar um pouco mais de tempo naquele país, então selecionou cuidadosamente quatro garotas que bebiam e compartilhavam um cigarro de maconha perto do cais. Garotas que trabalhavam na noite, ele sabia, então não faria muita diferença se não fossem mais vistas, exceto pelos clientes que poderiam sentir sua falta. Aproximou-se delas e fingiu ser mais um turista perdido, perguntando onde poderia conseguir um táxi àquelas tantas horas. A garota loira levantou e mediu Dave de cima a baixo:

— Você pode conseguir se andar mais algumas quadras lá para baixo. — disse mascando o chiclete, — Posso te acompanhar se quiser — e piscou.

Dave sorriu para a loira, foi fácil demais:

— Não, obrigado. — agradeceu e sorriu ainda mais ao ver sua cara de desapontamento. — Tenho certeza de que nos veremos novamente em breve. — E virou na direção que a loira apontara.

"E você não vai querer descobrir como", pensou ironicamente.

Relax while you're closing your eyes to me

(Relaxe enquanto você fecha seus olhos para mim)

So warm as I'm setting you free

(Tão quente enquanto estou te libertando)

With your arms by your side there's no struggling

(Com os braços inertes não há luta)

Pleasure's all mine this time

(O prazer é todo meu desta vez)

Passadas poucas horas desde que falara com as prostitutas, Dave decidiu que já era hora de começar. Com outro cigarro preso entre os dentes e uma arma carregada no cós da calça, ele saiu do galpão abandonado, indo de encontro a sua primeira futura prisioneira. Não estava nervoso enquanto dirigia o carro alugado — do qual havia escondido a placa original —, fumava seu cigarro e mal olhava para as ruas, pensando no que iria fazer com as quatro garotas. Primeiro as amedrontaria, depois era só começar a tortura. Quem sabe até transaria com alguma delas.

Encostou o carro ao lado de uma ruiva alta que andava pela calçada. A garota olhou na esperança de que fosse algum cliente. Enorme foi a sua surpresa ao ver o cara que havia pedido informações lhe apontando uma arma preta. Virou-se para ver se havia alguém a quem pudesse pedir ajuda e assim não percebeu a aproximação de Dave, somente sentiu um tecido sendo pressionado contra seu nariz e perdeu os sentidos em questão de segundos. Não foi difícil para Dave carregá-la até o porta-malas, a moça era leve e esguia, seu tipo preferido, só lamentava não ser loira. Então lembrou-se da garota que havia se oferecido para ele e pensou que seria com ela que iria realmente se satisfazer antes de matá-la. Levou a garota ruiva para o galpão, deixou-a devidamente acorrentada e sedada e partiu para buscar mais uma.

Dentro do carro, Dave checava o cartucho da arma semi-automática e o encaixe do silenciador, embebeu o lenço branco em clorofórmio mais uma vez e esperou até que mais uma das garotas aparecesse. Em poucas horas, sua meta para aquela noite estava cumprida — ele havia sequestrado as garotas com quem se divertiria no dia seguinte.

You know I make you wanna scream

(Você sabe que eu te faço querer gritar)

You know I make you wanna run from me, baby

(Você sabe que eu te faço querer fugir de mim, querida)

But know it's too late, you've wasted all your time

(Mas sabe que é tarde demais, você desperdiçou todo o seu tempo)

No outro dia, quatro garotas acordaram em um lugar mal iluminado e frio, uma dor de cabeça fulminante as acompanhava. Entretanto, não foi isso que prendeu sua atenção e sim o fato de estarem todas acorrentadas e seminuas, com exceção da loira, que estava completamente despida e sentia dores em sua intimidade. Ela olhou para baixo, notou uma pequena mancha roxa no seio esquerdo, outra na linha abaixo da cintura e pela primeira vez sentiu medo de ter sido abusada sexualmente.

Passos foram ouvidos do lado de fora da porta que ficava no lado oposto de onde elas estavam. As prostitutas se entreolharam assustadas, elas lembravam agora da última pessoa que viram antes de desmaiarem. Uma delas, a morena mais alta, começou a chorar copiosamente, beirando o desespero. Dave abriu a porta com um barulho estrondoso ao ouvir o choro de uma das "suas garotas" — como ele gostava de chamá-las. Não gostava quando elas choravam, na verdade odiava, era uma das coisas que o deixavam ainda mais insano e sedento por sofrimento alheio. Ele aproximou-se dela com a expressão enfurecida, desferindo-lhe um tapa com a costa da mão na face esquerda, deixando uma bela marca avermelhada no local. O desespero da morena só aumentou quando o viu tirar uma faca de dois gumes do bolso da calça jeans, sua imaginação limitada pelo medo somente lhe permitia achar que Dave iria matá-la, então começou a implorar.

— O que você vai fazer? Por favor, não me mate... Por favor! — ela chorava enquanto Dave contemplava o brilho da luz fraca na lâmina.

Ele aproximou a faca do rosto da garota e, sem fazer muita força, abriu um corte profundo na altura da maçã do rosto. A prostituta gritava. Dave se deliciava com som de seus gritos, com o escorrer do sangue na face pálida da morena e ria.

Cherishing, those feelings pleasuring

(Apreciando, esses sentimentos prazerosos)

Cover me, unwanted clemency

(Me envolve, clemência indesejada)

Scream 'till there's silence

(Grite até que haja silêncio)

Scream while there's life left, vanishing

(Grite enquanto resta alguma vida, se esvaindo)

Scream from the pleasure, unmask your desire perishing

(Grite de prazer, revele seu desejo enquanto morre)

As prostitutas se encaravam completamente apavoradas, imaginando o que poderia acontecer com elas; jamais imaginaram que passariam por algo assim. Duas delas já até foram estupradas, mas nada se comparava àquilo.

Dave deixou a morena de lado por um momento e se voltou para a loira. Com um sorriso sádico nos lábios, ele perguntou:

— Como você está, minha pequena? Se divertiu ontem? Nossa noite foi maravilhosa.

A loira se encolheu ao percebê-lo sussurrando no canto da sua orelha, ela tremia da cabeça aos pés.

— Eu fiz uma pergunta. Você gostou das coisas que eu fiz com você?

Ele a encarava, esperando alguma resposta que não veio.

— EU ESTOU FALANDO COM VOCÊ! Responde, vagabunda! — Dave gritou.

A prostituta agitou-se, de tanto que se assustara com a repentina explosão, tentou balbuciar algo coerente, mas não encontrou a própria voz. Lágrimas escorriam livremente pelo rosto suado.

— P–por favor. Não faça nada comigo. Deixa a gente ir embora. — ela implorou num fio de voz.

— Ir embora? — Dave deu um sorriso de escárnio enquanto acariciava o rosto da loira. — Vocês não vão sair daqui. Não vivas.

Ele andou até uma mesa que continha alguns objetos, impossíveis de serem identificados pelas garotas pois estavam presas ao chão e que poderiam ser classificados como perigosos. Algumas seringas com um liquido de cor estranha, bisturis, facas de todos o tamanhos, alicates, uma tesoura enferrujada e a arma de fogo que ele gostava. O rapaz pegou uma das seringas e foi até a outra garota morena. Ela tentava se afastar a cada passo que ele dava para mais perto, mas não conseguia sair do lugar, tentou puxar as correntes que estavam em seus pulsos e tornozelos e nada adiantava.

We've all had a time where we've lost control

(Todos tivemos um momento que perdemos o controle)

We've all had our time to grow

(Todos tivemos nossa oportunidade de crescer)

I'm hoping I'm wrong, but I know I'm right

(Espero estar errado, mas sei que estou certo)

I'll hunt again one night

(Vou caçar de novo uma outra noite)

— Não... Por favor! FIQUE LONGE DE MIM! — a morena gritava, desesperada, e chorava.

— O que você vai fazer com ela?! — a loira manifestou-se, também tentando se livrar das correntes.

— Só vou libertá-la mais cedo que vocês. — Dave respondeu e voltou-se para a garota apavorada a sua frente. — Isso pode doer um pouquinho e talvez você implore para lhe dar um... tiro de misericórdia. — ele segurou o rosto dela, que tentava inutilmente desviar-se dele, e beijou-a à força. — Nos vemos no inferno.

Dave segurou o braço dela e injetou o liquido esverdeado vagarosamente na veia, regozijando-se nos gritos de dor da vítima. E então o show começou. Com gritos sufocados misturados ao choro de dor, a garota se contorcia estranhamente no chão do galpão, engasgando no próprio sangue que escorria pela boca e pelo nariz; já não podia respirar, somente lutava para manter seu coração batendo. Os olhos revirando nas órbitas e mordendo a própria língua, a morena estava convulsionando há longos cinco minutos e ele adorava ver todo esse sofrimento.

As outras prostitutas assistiam a tudo horrorizadas e imaginavam quem seria a próxima; apesar de se conhecerem há anos e serem amigas, nenhuma queria ser a eleita.

A mente de Dave trabalhava a mil por hora, ele não queria desperdiçar mais tempo. Seus sentidos estavam mais do que aguçados e ele precisava de algo para descarregar a energia. Acendeu um cigarro enquanto escolhia outra arma. Foi o momento em que a garota morena que ele havia esbofeteado começou a gritar.

— SOCORRO!! Socorro!! Alguém nos ajude! Por favor! Socorro!

You know I make you wanna scream

(Você sabe que eu te faço querer gritar)

You know I make you wanna run from me baby

(Você sabe que eu te faço querer fugir de mim, querida)

But know it's too late, you've wasted all your time

(Mas sabe que é tarde demais, você desperdiçou todo o seu tempo)

— Cala a boca, vadia!

Dave perdeu o que lhe restava da paciência com aquela garota em especial. Sem dar nenhum aviso, sacou da arma e com um tiro na região entre os supercílios, silenciou a prostituta.

— É realmente uma pena. Só posso me divertir com vocês duas agora. — disse para as garotas que restaram.

Uma ruiva que chorava e rezava, clamando por uma ajuda que naquele momento não viria, e uma loira que somente o encarava, desejando ser forte o suficiente para sair dali e vingar a morte das amigas, mas sabia que não teria a menor chance.

— Então... Quem quer ser a próxima?

Dave pegou uma faca com uma lâmina de, aproximadamente, 15 centímetros e olhou para suas prisioneiras.

— Vá se foder, seu cretino. — a loira disparou.

— Só depois que eu foder com vocês, minha pequena. — retrucou Dave e se aproximou dela, encostando a faca nos lábios da garota. — Eu podia acabar com você agora, mas eu gosto de você e eu sempre deixo o melhor para o final. — dizendo isso, levantou-se e foi até a garota ruiva, que estava de olhos fechados, esperando que nada daquilo fosse real. — Abra os olhos, vadia. É a sua vez.

Ajoelhando-se ao lado dela, Dave rapidamente abriu um corte por todo o comprimento do antebraço da ruiva. Ela gritou.

Cherishing, those feelings pleasuring

(Apreciando, esses sentimentos prazerosos)

Cover me, unwanted clemency

(Me envolve, clemência indesejada)

Scream 'till there's silence

(Grite até que haja silêncio)

Scream while there's life left, vanishing

(Grite enquanto resta alguma vida, se esvaindo)

Scream from the pleasure, unmask your desire perishing

(Grite de prazer, revele seu desejo enquanto morre)

Desta vez, ele não tinha pressa em matá-la, somente apreciava. Mais um corte acima do seio direito. Mais gritos desesperados. Mais cortes por todo o corpo. Dave estava adorando ver a ruiva completamente a sua mercê, banhada com o próprio sangue, sem poder reagir, sem poder se defender. Após longos minutos de tortura, já não se ouviam mais gritos, nem o som da respiração extremamente fraca e entrecortada da garota.

— Esta aqui é bem resistente. — comentou enquanto abria dois cortes nos pulsos da garota, um de cada lado, e assistia o jorrar do sangue mais uma vez.

Ele colou o ouvido no peito da garota e escutou as suaves batidas de um coração que morria.

Some live repressing their instictive feelings

(Alguns vivem reprimindo seus instintos)

Protest the way we're built, don't point the blame on me

(Proteste contra a maneira como fomos criados, não jogue a culpa em mim)

A garota loira olhava para os corpos das amigas no galpão e não conseguia parar de pensar em como aquilo pode acontecer. Em um momento elas estavam trabalhando e quando acordaram estavam acorrentadas; horas depois somente uma restava, a loira, que sempre fora a mais persistente dentre elas, aquela que sempre dizia que tudo iria melhorar, que elas sairiam daquela vida, que não precisariam mais vender o próprio corpo e que dariam um jeito. Elas queriam restaurar sua dignidade.

Mas sua chance lhes foi roubada, tirada a força por alguém que somente queria satisfazer seu desejo por sangue. Alguém que não ligava para a vida e pouco se importava com o depois. Alguém que não poderia possuir sentimentos bons. Um psicopata. Um maníaco que não dava a mínima para as vida que tirava. Matava e não tinha problemas com consciência pesada.

— Por que você está fazendo isso? Por que matar todas nós? — ela sussurrou em meio às lágrimas.

— Você fala demais. — Dave resmungou enquanto dirigia-se até a mesa e pegava uma toalha branca para se limpar. — Respondendo à sua pergunta, mato porque gosto. Tiro vidas porque sinto prazer. Faço isso para me sentir bem; não me reprimo ou escondo meus desejos.

— Seu doente. Monstro. Não tem medo de que finalmente peguem você? De que alguém finalmente descubra as coisas que você faz e acabe com a sua vida? — ela ainda perguntava. — Vou ter o prazer de debochar da sua cara quando te encontrar no inferno.

— Então prepare um lugar especial para nós dois por lá, pequena, porque você vai antes de mim. — Dave zombou e pegou uma outra faca, maior e mais afiada.

Scream! Scream! Scream the way you would if I ravaged your body

(Grite! Grite! Grite do jeito que você faria se eu estraçalhasse seu corpo)

Scream! Scream! Scream the way you would if I ravaged your mind

(Grite! Grite! Grite do jeito que você faria se eu devastasse a sua mente)

Ajoelhou-se em cima da loira e começou a deslizar a faca pela cintura dela, provocativamente; ela se debatia, mas não era difícil contê-la.

— Por que não acaba logo com isso e me mata de uma vez? — ela perguntou. — Ou então me deixa ir embora.

— Não posso deixá-la ir. Me desculpe. — respondeu com um sorriso que era irônico e sedutor ao mesmo tempo, de uma forma perversa e quase desleal.

Erguendo as duas mão juntas em punho, não hesitou em dar a primeira apunhalada no abdome da loira. Foi certeiro, mas ainda não era para matar. Um grito perfurador de alma, agoniado, ecoou por todo o ambiente silencioso. Os dois eram os únicos vivos ali, o que só deixava o momento ainda mais excitante para Dave. Retirando a faca, contemplou o rosto da garota contrair-se com a dor e depois a apunhalou novamente. Outro grito. Em profunda desesperança, pensava que nunca sentira tanta dor na vida, nem quando dera à luz o filho que morreu ainda recém nascido.

Lorey não queria, mas começou a implorar pela própria vida. Pedia insistente e incoerentemente para que ele tivesse misericórdia e parasse, todavia isso só o atiçava mais e mais. A cada grito e pedido de clemência, ele a apunhalava mais fundo — chegou até a girar a faca dentro dela uma vez, deixando-a com uma enorme ferida na região pélvica, era o local que mais sangrava.

Pouco tempo depois, assim como a outra garota torturada, Lorey já não tinha reação. Estava como morta, se sentia quase assim, mas seu coração batia fracamente. Ela não conseguia concentrar-se nem nos próprios pensamentos, estava tudo ficando muito escuro. Por um momento permitiu-se sentir desapontada. A morte não chegava do jeito que era contado, não havia um filme da sua vida passando em frente aos seus olhos, não havia sentimento de paz e ela quase sentiu vontade de rir quando percebeu que também não havia luz branca e morna.

Havia somente trevas em um abismo. Sombras. Escuridão. Lorey já não enxergava um palmo à sua frente. O gosto do sangue era latente em sua garganta. Se ainda sentia as dores das facadas, já não se importava, porque sabia que logo iria cessar.

Cherishing, those feelings pleasuring

(Apreciando, esses sentimentos prazerosos)

Cover me, unwanted clemency

(Me envolve, clemência indesejada)

Scream 'till there's silence

(Grite até que haja silêncio)

Scream while there's life left, vanishing

(Grite enquanto resta alguma vida, se esvaindo)

Scream from the pleasure, unmask your desire perishing

(Grite de prazer, revele seu desejo enquanto morre)

Um último golpe, uma facada na altura do coração, e a vida de mais uma garota se desprendia das amarras terrestres.

Era possível sentir o cheiro da Morte amiga naquele galpão, e era adoravelmente doce. Um alívio para todas as inquietações de Dave. Sentia-se realizado. Podia ser impossível, para alguém de fora, acreditar que existisse um ser capaz de tais atrocidades, mas ele não se importava. Ele gostava do que fazia, gostava da adrenalina, ficava extasiado toda vez que presenciava o parar de um coração. Essa era a sua vida e o seu nirvana. Dave era somente mais um criminoso desconhecido. Estava curado, não sentia mais nenhum desejo obscuro. Não iria procurar vitimas, já tivera o bastante.

Por enquanto.

Notas finais
Enfim, é isso. Realmente espero que gostem da fic. Vou responder todos os reviews e também vou adorar recomendações.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!