Até Os Mais Fortes, Às Vezes Caem
15 Capítulo 15 - Tempo de Ciume
Notas iniciais
Nota da Autora: Um pequeno aviso, para os desavisados de plantão: Não é seguro ler no trabalho, ou na frente de outra pessoa que não gosta de leitura com conteúdo Slash... xD. Avisos para palavrões no decorrer do período.
Até os mais fortes, às vezes caem – Capitulo 15.
Autora: Karla Malfoy;
Beta: Moe Greenishrage;
Par/Personagem: Sherlock Holmes e John Watson;
Classificação: M (13+)
Tempo de Ciúme
O doutor subiu as escadas de forma frenética. Quando chegou à porta de seu quarto, fitou seu colchão e o viu reduzido a um monte qualquer de matéria enegrecida.
– John, eu posso explicar. – Disse Sherlock, parecendo muito culpado.
John sempre teve uma capacidade de autocontrole invejável. As pessoas o consideravam um homem calmo, gentil e controlado. Mas em alguns dias, ou melhor, situações, em que o outro lado de John, um que muitas pessoas não conheciam, vinha à tona. Essa face de sua personalidade que ele se esforçava por manter em rédea curta, que somente tinha sido vista nos tempos em que serviu no exército, lutando por sua vida.
- PORRA SHERLOCK, QUE MERDA É ESSA? – John sentia a raiva borbulhar em sua pele.
Sherlock olhava para seu amigo, sua expressão de culpa substituída por um olhar de pura curiosidade.
- Eu disse que posso explicar. – A voz do moreno era profunda, calma e serena, o que deixou John com mais raiva ainda.
- Meu colchão, Sherlock! MEU COLCHÃO! – O loiro deu um passo para dentro de seu quarto, Sherlock instintivamente deu um passo para trás. Os olhos de John sempre foram azuis e tranquilos, mas naquele momento, as pupilas dilatadas os deixavam escuros, refletindo toda a ira que o loiro sentia.
- Se você me deixar explicar...
- Isso não tem explicação. Como pôde fazer isso? Por que não queimou a SUA própria cama? – John estava cada vez mais alterado.
- Não seja obtuso, John. Por que eu faria isso com a minha cama? – Sherlock percebeu um segundo depois de fechar a boca que tinha sido a resposta errada a dar.
John perdeu o pouco controle que tinha e avançou sobre Sherlock, empurrando até que os dois desabaram no chão. O loiro puxou o moreno pela gola da camisa com uma mão, recuando a outra que estava fechada em punho.
- Me dê um motivo, um bom motivo para que eu não quebre a sua cara nesse segundo? – John exigiu, olhando para o moreno abaixo dele. Sherlock tinha perdido o ar de surpresa e tinha uma expressão neutra, quase blasé no rosto.
- Você está sendo irracional. – O detetive respondeu.
- Me desculpe. Como?
- Você está sendo irracional. E será que está ficando surdo também? – Sherlock o olhava bem nos olhos como que o desafiando a lhe socar. — Qualquer resposta que eu der você vai julgar como inapropriada. Minha resposta só servirá para satisfazer sua necessidade de uma desculpa para não sentir remorso depois de me bater.
- Você queimou o MEU COLCHÃO!!! É motivo suficiente para eu lhe dar uma bela surra!
- Vá em frente! Não estou te impedindo, estou?
John olhava para Sherlock, “Deus, qual o problema desse homem?” era o seu pensamento. O médico se levantou e se afastou de Sherlock, indo até a janela, passava as mãos pelo cabelo sem saber ao certo o que fazer. Sherlock continuou no chão com o tronco levemente levantado sustentado pelos cotovelos.
O loiro sabia que o amigo não se importava com dor física. Era provável que mesmo que ele o socasse até cansar, o moreno não aprenderia nada e na próxima oportunidade faria a mesma coisa ou algo pior. Então John pensou na única coisa que podia fazer Sherlock perder aquele ar de superioridade irritante. O moreno iria gritar, mas não de dor. John teria o prazer de fazer Sherlock implorar.
John era mais baixo que o moreno, mas era infinitamente mais forte, então foi em direção a ele, que ainda estava no chão, e o levantou, puxando pela frente de sua blusa. O moreno fez um som de surpresa quando o outro o empurrou contra a parede mais próxima, pressionando seus corpos juntos.
E sem esperar mais nenhum segundo, ele esmagou os lábios de Sherlock com os seus. John foi consumido por várias sensações no primeiro segundo que seus lábios tocaram os do detetive. Ele sentia que estava sentado em uma montanha russa completamente fora de controle. Talvez ele tenha escutado seu amigo fazer algum barulho, mas não dava para ter certeza, pois a única coisa que o loiro tinha certeza naquele momento era do calor do corpo de Sherlock junto ao seu. E ele só queria mais desse calor, queria mais dessa pressão.
- “Oh, merda.” — John pensou em meio ao tornado de sensações que sentia. Aquilo era só um beijo, sua mente traiçoeira o levou para vários outros cenários, se Sherlock tinha conseguido arrancar seu chão com apenas um beijo, o que aconteceria se isso fosse mais longe? Ele queria ir mais longe? Será que ele queria dar esse passo? E se ele fosse rejeitado?
Ele não queria pensar, naquele momento só necessitava de forma urgente com todas as forças do seu ser, tocar em todos os lugares daquele corpo que gemia junto a sua boca, sentir todo o gosto de Sherlock, cada diferente gosto e cada textura daquele corpo que roubava-lhe o sono e a razão. Ele não conseguia lembrar de se sentir tão excitado em toda a sua vida adulta, nunca. Sentia sensações inebriantes percorrendo seu corpo, fazendo-o sentir incrivelmente vivo como não se sentia em anos.
John moveu suas mãos para a cintura de Sherlock e o empurrou mais contra parede, pressionando sua ereção contra o corpo do moreno. Sim, ele já estava duro, Sherlock deu um gemido profundo, John aprofundou mais o beijo, tonto de desejo pressionando firmemente e se esfregando contra Sherlock. Tirando as mãos da cintura do moreno e as levou para a bunda do detetive.
John ouviu um som, que poderia ser traduzido com um: “Oh” vindo da garganta de Sherlock.
- Oh, porra!– John se afastou um pouco para respirar, ele podia senti-lo, Sherlock estava completamente duro, contra ele. O moreno tremia e puxou John pela nuca, buscando os lábios do loiro e o forçando a abrir a boca, quando John deu passagem.
– “ Oh Deus, tão... tão bom”. – Ele pensou.
Vários segundos depois, Sherlock se afastou buscando ar, e ele olhava para John como se o estivesse dissecando, o observando pelo seu microscópio, como quem busca algo e não sabia o que procurar. O moreno abriu a boca para dizer algo, mas foi impedido pelos lábios de John que foram para a sua garganta, lambendo e sugando. O moreno disse o nome do loiro num tom estrangulado.
- Johnnnn... — Ele gemia sob seus lábios.
- “Oh, o inferno sangrento...”. – John pensava.
- John... a por...por.. porta. – Sherlock parecia derreter sobre suas mãos e boca.
O loiro ignorava o que Sherlock dizia, mas mesmo envolto na névoa de puro prazer, ele sentiu o moreno ficar tenso entre seus braços. John se forçou a parar, olhou para o detetive consultor e viu que o mesmo estava uma bagunça total, assim como ele. Então se forçou a perguntar:
- O que.. o que foi?
- A por... – Sherlock limpou a garganta. – A porta. – Sua estava voz mais rouca e profunda do que o normal, o que injetou mais ondas de excitação no corpo do loiro.
- O que tem a porcaria da porta? – John perguntou, impaciente.
Sherlock levantou as duas mãos que estavam pousadas nas costas de John e levou em direção ao rosto do loiro, segurou e o virou em direção à porta do quarto. Quando seus olhos passaram por lá, todo o calor do seu corpo sumiu e o sangue que estava na parte inferior do seu corpo subiu para inundar seu rosto.
Lestrade estava parado à porta com um extintor de incêndio nas mãos e os olhos mais esbugalhados que John tinha visto em sua vida. E quando o pobre homem recuperou a fala, disse em uma voz que lembrava muito uma gralha.
- Eu... eu ... acho que o incêndio está sob controle. Oh Deus. Eu vou esperar lá embaixo.
–X-
Lestrade desceu as escadas como se todos os demônios estivessem em seu encalço, então John se afastou de Sherlock. Ele se sentia mortificado de vergonha, sem saber para onde olhar viu as próprias roupas, a camisa tinha saído de dentro da calça e seu pulôver estava em um estado lastimável.
- Eu acho que... – John hesitou.
- Sim, eu acho que você deve. – Sherlock disse, sua voz soando muito mais rouca que o habitual.
John levantou os olhos e observou seu amigo. Os lábios estavam inchados e mais vermelhos que o normal, o loiro pôde ver pequenas marcas, que mais tarde ficariam roxas no pescoço de Sherlock, seus cachos eram uma confusão total. John fechou os olhos e gemeu de frustração. Devia ter alguém lá em cima que o odiava profundamente ou que tinha um senso de humor muito deturpado para que ele continuasse se envolvendo nesse tipo de situação.
O loiro não sabia o que fazer ou dizer, Sherlock o olhava. Um observador mais atento perceberia o brilho em seus olhos. E o loiro viu um pequeno sorriso que se formava em seus lábios. Sherlock parecia se divertir com a situação e John precisava urgentemente socar alguma coisa.
- Hum... – John limpou a garganta. – Eu devia ... eu devia – John na verdade não sabia.
- Sim, você já disse isso, John. Mas para o caso de você não saber o que fazer: ir ao banheiro para se livrar dessa ereção seria conveniente antes de se juntar a Lestrade e a mim na sala. – John o olhava, descrente. – Banheiro seria minha sugestão nesse momento. – Sherlock se desencostou da parede, ainda o olhava.
John olhou para o que sobrou de seu colchão e sua cama. A raiva voltou, o loiro deu as costas para Sherlock e foi em direção ao banheiro batendo a porta ao entrar com mais força que o necessário.
Chegando ao box, John ligou o chuveiro e entrou com roupa e tudo. Ficou parado por vários minutos, sentido a água fria molhar seu corpo, queria muito que ela lavasse também a raiva e a vergonha. Se não bastasse a cena que tinha dado no hospital quando estava levemente drogado, agora tinha mais essa situação constrangedora para incluir em suas façanhas. Como iria olhar para Lestrade novamente sem se sentir morto de vergonha? Como?
- MERDA! – John gritou e socou a parede com a mão esquerda. Agora a raiva era superada pela dor que sentia na mão. O loiro mexeu com os dedos e a dor se tornou mais forte, mas pelo menos não parecia ter quebrado os dedos ou torcido o pulso.
John tirou a roupa molhada e se ensaboou, quando sua mão passou pelo seu ombro esquerdo, ele sentiu dor. A tensão dos últimos dias estava cobrando seu preço em seu ombro. O loiro suspirou, cansado, e deixou os braços caírem ao lado do corpo, pousando sua testa na parede, fechou os olhos. Sua vida estava tão errada de tantas formas que ele nem conseguia enumerar. Seu peito doía, John engoliu em seco, tentado afastar o nó que tinha se formado em sua garganta. Ele se sentia tão cansado.
John amava Sherlock com todas as suas forças, morreria por ele se a oportunidade se fizesse presente. Mas a forma que o moreno o tratava doía. Ele não sabia até quando suportaria esse amor não correspondido. John só esperava não se ver em cima de uma ponte querendo pular para acabar com seu sofrimento, como Mycroft disse que podia acontecer.
Sherlock era uma criatura curiosa por natureza, John sabia disso. Todas essas situações embaraçosas só podiam ser experiências que Sherlock fazia para testá-lo. Para ver as reações dele, só podia ser isso. O moreno não demonstrava o menor interesse. Sentimental, é claro, pois o detetive consultor parecia muito “animado” quando John o prensou contra a parede, o que prova que ele não é indiferente aos toques, pelo menos aos de John.
Seu amigo era um ser humano ímpar. É inteligente ao extremo, perspicaz, mas, ao que tudo indicava, era incapaz de se conectar a outro ser humano. John prezava muito a amizade de Sherlock, mas será que estava colocando em risco o que tinham por esse sentimento ainda confuso? Esse amor que queimava em seu peito podia estragar o mínimo de relação que eles construíram? Será que ele devia mesmo forçar uma aproximação e ver até onde isso o levaria? E se Sherlock se afastasse, se o mandasse embora? Valeria o risco?
John gemeu ao sentir os músculos do seu ombro doerem. Quando abriu os olhos, tinha tomado sua decisão.
Alguns minutos depois, ele estava descendo as escadas quando ouviu Lestrade discutir com Sherlock. Ao perceberem sua presença, pararam a conversa, John sentiu que o fizeram por sua causa.
- Sherlock, você não pode reter informações! – Lestrade reclamou. – Você não é da polícia!
- Chato. – Sherlock foi em direção ao sofá e se jogou nele.
- Fala para ele, John! – Lestrade olhou para John, indicando Sherlock com as mãos.
- Não me envolva na briga de vocês. Chá, Lestrade? – John se dirigiu para a cozinha.
Ambos, Lestrade e Sherlock, olharam para John com espanto. O loiro fingiu não ver e continuou seu caminho para a cozinha. Quando chegou, colocou a água para ferver e voltou para a sala.
- Temos chá verde, camomila e Earl Grey. – John disse, cruzando os braços sobre o peito e se encostando no batente da porta.
- John, me ajude aqui! – O tom de Lestrade era quase de súplica.
- O que te faz pensar que tenho alguma influência sobre Sherlock? – John se afastou e voltou para a cozinha, a água estava fervendo.
- O que você fez para ele, Sherlock? – Lestrade se voltou para o moreno. – Se for sobre o que vi lá em cima, não quero saber. – Ele emendou em seguida, Sherlock já estava com a boca aberta para responder, mas fechou com a resposta do inspetor.
- Ele só fez o favor de queimar meu colchão. – John respondeu, ele estava com uma bandeja nas mãos e a colocou na mesinha de centro da sala. – Como ninguém respondeu, eu fiz chá de Earl Grey. – O loiro encheu três canecas, colocou uma colher de açúcar na caneca de Lestrade, duas colheres de açúcar na caneca para Sherlock e as entregou.
Lestrade sentou em uma cadeira qualquer, parecendo infeliz. Sherlock bebia seu chá esparramado no sofá, sustentando um ar aborrecido. John olhou para o dois e suspirou cansado. Ele estava cansado, realmente cansado, daquilo tudo. Das correrias, das noites mal dormidas, das infinitas brigas com Sherlock, das coisas não ditas e da maldita tensão entre ambos. John sentia que estava dando murro em ponta de faca. Mycroft tinha razão.
- Qual o problema, Lestrade? – John sabia que ia se arrepender, mas o pobre inspetor não tinha culpa de seus problemas.
- John está com raiva. – Sherlock comentou do sofá.
- Ele tem razão de estar, Sherlock. – Lestrade comentou. – Eu teria te dado um tiro se você tivesse queimado o meu colchão. John é quase um santo. – Sherlock revirou os olhos ao ouvir o comentário do homem mais velho.
- O problema do John é justamente esse. – Sherlock se levantou do sofá, pisou na da mesa de centro, evitando a bandeja, e foi em direção à cozinha. John olhou para o moreno e levantou, seguindo.
Lestrade gemeu e se levantou, sabia que aquilo não iria acabar bem, seguiu os dois homens.
- O que você quis dizer com aquilo, Sherlock? – John perguntou, tentando controlar o tom de voz.
- Eu não quis dizer, eu disse. – Sherlock abriu a geladeira e pegou qualquer coisa que estava dentro de um pote verde que tinha uma etiqueta preta com uma caveira desenhada.
- Esclareça, eu não entendi qual é o MEU problema. – John parou na frente de Sherlock quando percebeu que o moreno parecia não escutar.
- John, você está no caminho. – O moreno estreitou os olhos.
- Responda.
- Quando você fizer um pergunta coerente, eu respondo. – Sherlock deu um passo na direção de John, seus corpos quase se tocando.
- Eu quero saber qual é a PORRA do MEU problema! – John sentia seu corpo tremer de raiva.
- Se o problema é SEU, por que eu é que devo lhe dizer? – Sherlock se afastou e deu a volta na mesa, indo em direção ao seu microscópio.
John olhou para Sherlock, sua mão tremia. Quando ele se moveu, sentiu Lestrade tocar em seu braço.
- Venha, John! – O inspetor usou uma voz de comando que fez o soldado dentro de John obedecer.
–X-
Quando John percebeu, eles estavam fora do apartamento, caminhando pela calçada. O loiro não sabia para onde estavam indo, na verdade, não se importava. Os dois homens caminharam por um tempo que John não fez questão de contar e sem trocar uma palavra sequer, e o loiro se sentia muito grato por isso. Afinal, ele não estava em condições de falar nada, sequer de pensar.
Assim que seus pensamentos estavam menos obscurecidos pela raiva, John observou que estavam no parque Hyde, no centro de Londres. Lestrade conduziu o loiro até um banco que ficava na frente de uma árvore cujos galhos pendiam de encontro ao chão, formando uma espécie de cabana de galhos. Era muito bonito, John a teria apreciado se estivesse em outra situação, sem queimar de raiva e de vergonha.
Eles se sentaram, John perdeu vários minutos olhando para o céu. Logo iria escurecer, pensou consigo mesmo. Já começava a sentir um pouco de frio e lembrou-se tardiamente que tinha saído sem seu casaco.
- Então, quer conversar agora? – Lestrade perguntou, cauteloso.
- Não tem o que conversar, Lestrade. — O loiro respondeu, sentindo seu coração ficar menor a cada batida.
- Você gosta dele, não é? – Lestrade olhava para cima, assim como John tinha feito minutos atrás.
O loiro olhou para o homem ao seu lado.
- É tão obvio assim? – John perguntou em um fio de voz.
- Bom... – O inspetor parecia tentar encontrar as palavras certas para abordar o assunto. – Acho que a cena que você fez no hospital somada à cena em que você e Sherlock se agarraram no seu quarto me deram uma dica. – Ele riu do próprio comentário. Quando percebeu que John não o acompanhou, parou e limpou a garganta. – Desculpe.
- Tudo bem, eu merecia ouvir isso. – John comentou, amargo.
- Não, John, não merecia. Olha, eu conheço Sherlock a mais de cinco anos e ele nunca tinha deixado ninguém se aproximar como você se aproximou dele. Ele me conhece durante esse tempo todo e nem sequer sabe meu primeiro nome, nunca se interessou.
- Greg, não precisa tentar me animar, até mesmo porque não está funcionando. – John olhava para Lestrade, podia ver preocupação em seus olhos.
- Não estou tentando te animar, John. Eu não sei o que aconteceu e não sei em que pé está o seu relacionamento com ele...
- Não tem relacionamento nenhum, Greg. – John disse, suspirou e seu ombro reclamou mais uma vez.
- Não tem? – Lestrade parecia um pouco confuso.
- Somos só amigos. Bom, eu sou amigo de Sherlock, mas não sei se ele me considera da mesma forma. Vamos mudar de assunto?
- Você pode não acreditar, mas Sherlock se importa muito com você, John.
- Difícil de acreditar. Sou só um colega de quarto e um assistente, no máximo. – John fez menção de se levantar, mas Lestrade segurou seu braço.
- Pare com isso, não se menospreze desse jeito. Sherlock se tornou uma pessoa muito melhor depois que te conheceu, John. Agora eu até acredito que ele é quase humano. – Lestrade gracejou.
John olhou para o inspetor com um ar cansado.
- Estou cansado, Greg. Cansado de procurar algo em um lugar que não tem nada, procurar sentimentos onde não existem. Não quero passar o resto da minha vida procurando por um duplo sentindo em todas as frases que saem da boca dele. – John colocou os cotovelos nos joelhos e escondeu o rosto nas mãos.
- John? – Lestrade colocou a mão no ombro do médico, ele nunca o tinha visto tão abatido. – Sherlock é um filho da puta na maioria das vezes, mas não é má pessoa. Ele só não... só não.. bom... só não sabe como demonstrar o que sente. – John riu de forma amarga.
- Você realmente acredita nisso, Greg? – O loiro encarou Lestrade, que desviou o olhar. Antes que se virasse, John viu uma expressão incerta em seu rosto.
- John... – Lestrade voltou a olhar para o médico, não parecia feliz com o que ia dizer. – Tem cinco anos que conheço aquele homem. Já o vi em um estado que não gostaria de ver nunca mais. Sherlock pode ser um homem brilhante, mas algo aconteceu com ele... antes e ... – Lestrade parou o que estava dizendo, pois o celular em seu bolso tocou. – Hum, desculpe, preciso atender. – Ele disse, sem graça.
O inspetor se afastou para atender a ligação, John ficou observando o homem se afastar e começou a pensar sobre o que ele tinha dito sobre Sherlock, o que será que tinha acontecido com seu amigo? Ele sabia das drogas que ele tinha usado quando era mais jovem. Qual parte da história do moreno ele ainda não sabia? Provavelmente havia muitas, o que era injusto, John pensou, já que Sherlock sabia tudo sobre ele. Havia descoberto tudo no instante em que seus olhos perspicazes pousaram sobre o loiro.
Lestrade desligou o celular, seus lábios eram uma linha fina, ele era o aborrecimento em pessoa.
- Tenho que voltar para a Scotland Yard, estão precisando de mim.
- Tudo bem, Greg. Vou ficar bem... eu sempre fico. – John encostou-se no banco e ficou olhando para o céu que se fechava em tons de chumbo, iria chover com certeza.
- John... eu sei que você não está bem com Sherlock, mas eu preciso de um favor. – O loiro olhou para Lestrade, o inspetor estava escondendo algo, John podia dizer pela sua postura. Viver com o moreno tinha suas vantagens, como Sherlock sempre dizia, ele tinha parado de ver e começado a observar.
- Qual o problema? – John nunca tinha gostado de deixar um amigo na mão.
- Sherlock. – Lestrade umedeceu os lábios.
- Você precisa ser um pouco mais especifico, Greg. – John balançou os pés.
- Sobre o caso do “homem bomba”, eu acredito que Sherlock descobriu algo, só que não quer passar as informações para a polícia.
- Como assim? – Lestrade tinha conseguido tirar o loiro do torpor que sentia.
- Aparentemente, Sherlock tem uma rede de informações que está muito além do alcance da Scotland Yard.
- A rede dos sem teto! – John disse.
- Precisamente. É óbvio que Sherlock descobriu alguma coisa, só que não quer contar, então insiste em negar que encontrou algo. Mas o fato de vocês terem sido “quase sequestrados” por aquele taxista diz muita coisa. Ele te contou algo?
John se lembrou das mensagens que tinha trocado com Sherlock no outro dia, dele pegando seu computador, querendo lhe mostrar algo sem que deixasse. O loiro sentiu uma pequena sensação de desconforto, o detetive queria lhe contar o que tinha descoberto sobre os assassinatos e ele simplesmente tinha ignorado, bom, ignorado não era bem a palavra.
- Oh, merda! – O loiro xingou.
- O que foi? – Lestrade se sentou ao lado do loiro no banco.
- Sherlock tentou me contar algo no outro dia, mas eu estava trabalhando e depois eu... Mycroft me sequestrou.
- Sequestrou? Como assim, John? Mycroft? Mycroft Holmes? O irmão mais velho de Sherlock te sequestrou?
John sentiu o rosto queimar, lembrar de Mycroft trazia certo desconforto.
- Isso não vem ao caso. – John disse, incerto. – Depois que voltamos para casa...
- Voltaram para casa?
- É que eu demorei para voltar e Sherlock ... foi me buscar... – O loiro começou a gaguejar.
- Sherlock foi te buscar? – Lestrade tinha um pequeno sorriso no rosto.
- Não é o que está pensando. – John se mexeu desconfortável em seu lugar.
- Deixa ver se entendi. Você estava voltando para casa, quando Mycroft Holmes te levou para um lugar qualquer...
- Para o Diógenes. – O loiro esclareceu.
- Diógenes? O clube mais caro de Londres? E Sherlock foi te resgatar como se você fosse uma donzela em perigo? – Lestrade não conseguia mais disfarçar o riso.
- Ah, cala a boca! – John disse carrancudo. Mas um pequeno sorriso pairava sobre seus lábios.
- Ok, muita informação desnecessária. Mas só digo que você atrai homens com personalidades estranhas.
- Nem me fale. – O loiro passou a mão pelos cabelos.
- John, preciso que converse com Sherlock e faça que ele conte seja lá o que ele tenha descoberto para a policia.
- Vou ver o que posso fazer. Não prometo nada.
- Tudo bem. Preciso ir. – Lestrade se levantou e foi embora.
John observou o outro homem se afastar a passos largos, o loiro olhou novamente para o céu, já estava escuro agora e um vento frio circulava. John esfregou as mãos nos braços para esquentar, o médico suspirou cansado e sentindo o ombro doer. Ele precisaria de um analgésico para conseguir dormir essa noite.
- “Dormir?” – John pensou com desgosto, onde iria dormir se nem cama ou colchão ele tinha? O loiro viu uma cena se formar em sua cabeça e balançou para afastar a ideia.
Ele se levantou e sentiu o celular vibrar, o pegou do bolso e viu que tinha recebido uma mensagem de número não identificado.
“ Quem poderia deixar de amar o próprio coração? Olhe para janela quando chegar. – Um amigo”
–X-
Como sua vida foi ficar tão complicada? John apagou a mensagem e foi pra casa. Quando chegou a calçada em frente ao número 221 B, olhou para cima, em direção à janela de seu apartamento, viu a cortina da janela se mexer, alguém o estava observando. John semicerrou os olhos e foi até a porta, entrou, subiu os degraus, não tinha ninguém à janela.
John olhou pela sala toda, vários jornais estavam espalhados pelo chão, não havia nenhum sinal de Sherlock. O loiro foi em direção a cozinha e viu o moreno sentado em uma cadeira, observando seu microscópio. O moreno não fez nenhum movimento que indicasse que tinha percebido a presença de John, o loiro suspirou e disse em uma voz cansada.
- Estou indo tomar banho e dormir. – O loiro pensou um pouco e disse logo em seguida. – Na sua cama. Já que você fez o favor de queimar a minha, vou ficar no seu quarto até que VOCÊ compre uma nova para mim. – O moreno não deu sinal de escutar. – Sherlock, você escutou? – O detetive fez um som com a boca e mexeu com a mão como quem espanta um inseto indesejado.
John balançou a cabeça e foi até seu quarto para tomar banho e pegar seu pijama. Enquanto tomava banho, sentindo a água cair sobre o seu corpo, algo em sua mente brilhou e ele riu sozinho. Durante a conversa com Sherlock na cozinha, o moreno estava ao microscópio, mas só agora John registrou o que tinha visto, seu amigo estava em seu equipamento, mas o mesmo estava sem uma placa Petri.
O loiro terminou seu banho, vestiu seu pijama, foi para a cozinha, fez um pouco de chá e, logo em seguida, foi ao quarto de Sherlock, John bateu a porta e entrou, seu amigo não estava lá, o quarto estava mergulhado na penumbra.
John acendeu a luz e olhou o quarto. Arrumado e sóbrio. O loiro trocou os lençóis e ficou vários segundos parado ao lado da cama sem saber o que fazer. Ele estava muito cansado, mas a perspectiva de dormir na cama de Sherlock não estava fazendo muito bem à sua imaginação, ele havia trocado os lençóis na esperança de não sentir o cheiro do amigo ali.
Mas quando o cansaço venceu, ele se deitou e, ao pousar a cabeça no travesseiro, o cheiro inebriante do amigo encheu suas narinas. John fechou os olhos, aspirando o perfume tão peculiar e tão dele.
John abriu os olhos e ficou encarando o teto. O sono tinha desaparecido. Inferno. Por sorte, o loiro tinha trazido um romance com ele, pegou o livro e se envolveu na leitura, só saindo quando ouviu a porta do banheiro do quarto do amigo abrir.
John abaixou o livro que estava lendo ao ver Sherlock entrar no quarto só com uma toalha presa na cintura. O loiro colocou o livro sobre o rosto para se impedir de olhar para o corpo do amigo.
Depois de alguns minutos, John não tinha conseguido passar da página 55 do livro que estava lendo.
- Você está na mesma página, está tentando decorar o livro? — John escutou aquela voz e sentiu o colchão afundar com o peso do outro.
- O que está fazendo? – John abaixou o livro e viu Sherlock entrar debaixo das cobertas, se posicionando do lado esquerdo da cama.
- Indo dormir. – Sherlock se virou e pegou outro livro que estava na cabeceira da cama.
- Dormir? Você não dorme enquanto resolve um caso. – John se viu dizendo.
Sherlock o olhou e tinha uma expressão estranha em seu rosto. Ele abaixou o livro que estava lendo.
- Só quando ele é particularmente difícil. – O moreno voltou para sua leitura.
- E esse caso, não é? Várias mortes e você ainda não sabe quem é o assassino. – John queria morder a língua assim que fez o comentário.
Sherlock o encarou com os olhos semicerrados, colocou o livro na cabeceira da cama e se levantou. John seguiu o moreno com os olhos.
- O que o faz pensar que não sei quem, ou como? Ou quando? – Sherlock foi em direção a uma cadeira, parou em frente a ela e em seguida começou a tirar a camisa do seu pijama. John sentiu a garganta seca e seguiu com os olhos os movimentos daqueles dedos longos.
Assim que terminou de tirar a camisa, colocou-a em cima da cadeira e voltou para a cama. Quando John sentiu o peso do amigo sobre o colchão, virou o rosto, tentando colocar os pensamentos em ordem.
- Você disse que sabe quem é o assassino? – O loiro perguntou, tentando fazer com que sua voz soasse firme.
- Eu já lhe disse isso, John. Não seja cansativo. Eu sei quem é e outras tantas coisas... mas ainda não sei o motivo! – A voz do moreno era irritada. – Minha cabeça dói. – Sherlock reclamou, passando a mão pelos cachos, que ainda estavam úmidos.
John ficou olhando para o homem ao seu lado, enquanto ele bagunçava o cabelo e franzia a testa. O moreno fez um longo barulho com a garganta e deixou o corpo tombar para o lado, sua cabeça pousando sem cuidado no colo de John.
- Ouu Sherlock, tá doido? – O loiro reclamou. O mais alto não disse nada, só ficou gemendo, deitado no colo de John.
- Você é uma distração, John. – Sherlock gemeu.
- Eu? Uma distração? Oh, me desculpe! – John riu.
E sem perceber, John levou sua mão aos cachos negros do amigo e começou a fazer pequenos círculos com os dedos nas partes que precisavam ser pressionadas, assim como tinha feito na cela, quando tinham sido presos.
John sentia o calor que emanava do corpo do outro, era tão reconfortante e convidativo. Quando percebeu, já estava dormindo com o homem deitado em seu colo.
Quando acordou, a primeira coisa que se deu conta foi de que estava deitado em cima de Sherlock, envolto em seus longos membros, seu rosto pressionado contra seu pescoço.
John tentou não entrar em pânico. Ficou alguns minutos tentando manter sua respiração normal, mas quando sentiu que estava excitado e que sua ereção estava encostando na coxa do moreno, um som estrangulado saiu de sua garganta.
- Por quanto tempo vai fingir que está dormindo, John? – O moreno movimentou a perna, pressionando mais seu corpo ao do loiro.
- Oh Deus! – John tentou se afastar, mas um braço forte o manteve no lugar. – Sherlock, eu...
A campainha da porta tocou duas vezes e o som foi longo. John levantou a cabeça. Ambos se olharam e disseram ao mesmo tempo.
- Lestrade!
–X-
Os homens da Scotland Yard haviam encontrado mais um corpo e, pelos exames preliminares, a morte tinha acontecido há pouco tempo. Detetive e médico foram para a cena do crime, Sherlock olhavam em todos os lugares, John tinha examinado o corpo poucos minutos atrás e ainda anotava suas observações em um pequeno caderno, para não se esquecer de nenhum detalhe.
John andava pela calçada próxima a cena do crime, escrevendo algo em seu caderno, sem prestar muita atenção no caminho que percorria, quando sentiu algo colidir contra seu corpo. Devido à força do impacto, o loiro caiu no chão.
- Hei, olhe por onde anda! – John reclamou. Mas a pessoa não tinha parado e nem o ajudado a se levantar. – Desculpe por trombar em você! Seja você quem for. – Ele gritou, carrancudo, mas quem quer que fosse não estava mais próximo a ele.
- John? – O loiro escutou a voz do amigo próximo a si e viu aquela mão de longos dedos o puxando do chão.
- Obrigado! Nem todo mundo nessa cidade é educado. – John tentou tirar a sujeira da roupa, quando viu que seu amigo o olhava de forma estranha. – Sherlock? – John perguntou de forma incerta.
O moreno se aproximou mais de John e o pegou pelos ombros, o trazendo para mais perto. Sherlock aproximou-se do pescoço do loiro e o cheirou, depois cheirou seu ombro.
- Sherlock, o que está fazendo? As pessoas estão olhando... – John comentou, constrangido.
O moreno tirou as mãos dos ombros de John e colocou-as em seu rosto.
- John! Você viu quem trombou em você? – Sherlock perguntou e, pelo tom de voz, estava muito agitado.
- Não... não sei, Sherlock. Eu não vi... não vi, por que?
- Você acabou de tropeçar, literalmente, no assassino.
Continua...
Nota da autora: Oie pessoal! \\o\\... Esse é o décimo quinto capitulo da fic, espero que tenham gostado... Coloquei o aviso no inicio do capitulo, porque alguém comentou comigo que estava lendo a fic e TADAAAAAA quase teve um ataque cardíaco... xD E sorry pela demora.. X___X E se o texto ficou com algum erro na formatação pe culpa do Nyah.. ele está desconfigurando a formatação do texto na hora que a gente cola o texto na caixa.. U__U tentei postar duas vezes no domingo e duas hoje... tive que formatar na "munheca" SHIT....
Enquanto isso no na sala de justiça...
Karla: Mycroft não apareceu nesse capitulo.. ç__ç gosto quando ele aparece.
Mycroft: Estava em uma reunião no oriente médio, evitando outra guerra. *suspira*
Sherlock: Chato.
Mycroft: *levantando a sobrancelha* Chato? Pode me dizer por que evitar uma guerra é chato, querido irmão?
Sherlock: Você podia ter feito isso por telefone. Então me pergunto onde esteve... *Sherlock colocou os dedos sobre os lábios*
Karla: O_o
John: Não tente entender, você vai ficar maluca!
Karla: Ownn John!! *abraça e aperta*
Mycroft e Sherlock: *olhar assassino*
Karla: Ô__O# *largando o loiro*
John: *caindo no chão*
Karla: Sorry... *saindo de fininho*
Gostaria de agradecer as reviews que eu recebi do capítulo 14: Lia Collins, Lara, Piper, Mylena, Naty, Nathlia, Gabby, Dilikilol, Moe, Aurora, Chrizes, Victoria, Paulinha, Mell, Livia, Iza, Gina, Ana Paula e Maria Luiza.
Se eu esqueci de alguém, forgive me!
Leitores amados, eu ainda toh respondendo as reviews que recebi. Entao se a sua review ainda não foi respondida, não se desespere.. já chego em você! ^__^ E as reviews sem login eu vou responder no capitulo 16 que já está quase pronto. Mon cherrir.. \\o/
Mesmo com a Betagem da Moe Greenishrage se por acaso sobraram alguns erros, lembrem-se eles são todos meus.
Agradecimentos pelas recomendações no Nyah Fanfiction:
Lara: Linda, muito obrigada pelas palavras tão lindas para descrever a fic. Quem sabe o Moffat me contrata para roteirista? xD Muito obrigada mesmo, suas palavras me encorajam sempre mais. *aperta e morde*
Lia Collins: Minha fic é de longe a melhor fic de Sherlock em português, mas obrigada por ler e sentir que ela é tão boa assim. Eu fico sentada pensando no que escrever, no que John ou Sherlock fariam em determinadas situações. Eu me coloco dentro do personagem. E a cada review linda que recebo como as suas, o amor que sinto pelos personagens e pela escrita só aumenta. Muito obrigada pelas palavras doces e sinto que são de coração. Obrigada pela recomendação.
Contatos: Para quem quiser entrar em contato comigo, fique a vontade e me adicionarem no Twitter: karlamalfoy, MSN: karlamalfoy Hotmail. com ou pelo e-mail: karlamalfoyyahoo . com . br . Serão todos muito bem vindos!
OBS: Esse capitulo foi editado, pois uma leitora muito prestativa a: @ehehehiddleston no twitter, me informou que uma parte desse capitulo era igual a uma fic em inglês e para minha profunda e total vergonha era mesmo. Eu leio várias fics e várias delas me dão inspiração para eu escrever. E tenho por habito traduzir algumas que gosto, e ao fazer a tradução eu colei a parte na fic. Plágio é crime eu como escritora mais do que ninguém sei disso e me envergonho muito do meu erro. Agora acertei a fic com a parte que eu tinha escrito.
A fic que eu me inspirei para um pedaço desse capitulo é a The Great Sex Olympics of 221B capitulo 10 lá no AO3, não vou colocar o link, pois aqui não dá.. X__X mas é só digitar o nome que vocês acham fácil. Ao lerem irão ver a semelhança na cena que o John beija o Sherlock. Essa é uma grande fic Slash, fantástica na minha opinião. Agora com a devida correção, espero que me perdoem pelo erro horrível da minha parte.
Mortalmente envergonhada,
Karla Malfoy
Atualização no dia – 28/10/2012. *sai correndo*
Próximo capitulo: Nossos amigos vão sair para dançar.. ok, não necessariamente nessa ordem.
Cenas do próximo capítulo:
A musica estava muito alta, o local cheio como se todas as pessoas de Londres estivesse em um só lugar. John se perguntava como ele tinha sido convencido a ir a um lugar daqueles.
Vários casais dançam e outros se agarravam em locais escuros, John suspirou segurando seu copo de cerveja. O loiro estava no balcão bebendo e tentado não ser pisoteado pela quantidade de pessoas ao seu redor.
Sua paciência se esgotou quando sentiu uma mão em sua bunda.
– Oh, mais que merda é essa! – O loiro xingou.
– John? John Watson? – A voz tinha um tom surpresa e divertida.
– Oh merda.
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