Até Mais!
1 Nove
Mariana bateu a porta do armário. Ofegava e o vapor se condensava a sua frente. Os olhos arregalados lacrimejavam, seu rosto queimava. Andava de um lado para o outro com as mãos na cabeça, ainda sentia o sangue quente verter no lado direito, mal conseguia pensar.
O barulho de alguém tentando abrir a porta do vestiário a assustou. Precisava sair dali.
— Mariana, sou eu. Deixe-me entrar, preciso ver seu ferimento, querida — a voz velutina da treinadora.
Tomou impulso numa das cadeiras e alcançou a janela no alto da parede. Segundos depois a porta era aberta, mas o vestiário estava vazio.
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