Notas iniciais
Olá meninas como vão?????? Antes de mais nada, gostaria de agradecer pela maravilhosa recomendação da Lili Swan, muito obrigada mesmo. Obrigada tbm pelos recados deixados, como eu sempre digo, eles são muito importantes, espero que gostem deste capítulo. Bem se eu não conseguir postar novamente esta semana, desejo a todas um bom carnaval, se cuidem, pq vcs sabem que nesta época muitas pessoas criam asas, rsrsrrs., e att semana que vem. PS: Por favor fantasmas comentem, pois não vai cair os dedos, att

[RECAPITULANDO]

E foi quando ele percebeu o aro dourado no chão ao lado dela. A bolsa no meio da cama de Georgiana. A pequena caixa preta. Disse a si mesmo que estava deixando a imaginação correr solta. Inclinou-se sobre ela, alcançou o bolso do corpete e tirou o relógio — o mesmo que vira no retrato. E então olhou com mais atenção para a pequena caixa preta. Um controle remoto com aparência estranha que parecia a caixa que a inventora segurava no retrato.

— Ela perguntou em que ano estávamos. Disse que avançou — murmurou ele. E mentalmente lembrou-se do que o corretor e os livros contaram sobre a gênia cientista que morara aqui. Que ela anunciara ter inventado uma viagem no tempo… E então desapareceu.

— Mas não pode ser…

— Papai?

Ele levantou e virou-se para a filha.

— Podemos ficar com ela?

***

Darcy firmou as mãos na cabeceira da cama enquanto tentava retomar a respiração. A mulher era leve e delicada. Levá-la para a cama não foi uma tarefa difícil. E quem quer que fosse poderia tomar um banho, se depilar e vestir uma muda de roupas limpas.

Nada disso era da sua conta. Tudo que tinha a fazer era descer, ligar para a polícia para levar essa intrusa para a cadeia.

Contudo, não fizera essa ligação ainda. E não tinha pressa para fazê-lo por algum motivo.

— Papai, ela está doente?

— Não sei… Provavelmente. É melhor ir lavar as mãos, Georgiana. Pode ser contagioso.

Georgiana não foi.

— Às vezes ela não está doente, papai. Pode estar machucada.

— Você deve ter morrido de medo.

— Não. Primeiro achei que ela realmente fosse a minha mãe. Que ela tinha voltado de alguma forma, mesmo sabendo que é impossível. O jeito com que estava me abraçando e tudo mais. Foi bom.

O coração de Darcy se apertou. Hora de mudar de assunto.

— Como ela chegou aqui, querida?

— Teve uma luz forte, bem no meio do quarto. Redonda. Como se fosse um túnel de trem, mas claro em vez de escuro. Muito claro. Meus olhos até doeram. Então a luz sumiu e ela ficou deitada no chão.

— Deitada no chão — disse ele automaticamente, os olhos grudados na mulher.

— Foi isso que eu disse. Papai, você acha que ela é uma fantasma?

— Não acho que ela seja uma fantasma. E não pensei que você acreditasse em algo tão não-científico como isso.

— Não acredito. Mas e…?

— Vamos lá — disse ele, sentindo-se desconfortável por um momento. — Vamos chamar a polícia.

— Papai, não podemos! Ela precisa de ajuda! Está doente ou machucada ou alguma coisa assim! Não pode mandar prendê-la!

— Querida, ela invadiu a nossa casa…

— Ela é minha amiga! — Georgiana cruzou os braços e o lábio inferior cobria o superior.

— Como pode ser sua amiga? Você nem a conhece!

— Ela me abraçou. E disse que me amava. E não vou deixar você colocá-la na cadeia.

— Georgiana Darcy, não podemos simplesmente ficar com ela.

— Por que não? Ela poderia me ensinar a cozinhar, e assim a gente poderia brincar de casinha. Quando estiver melhor, quero dizer. Seria genial. E poderíamos…

— Por tudo que sabemos, Georgiana, essa mulher pode ser uma criminosa perigosa. Não podemos deixá-la ficar. Ela pode ser… — Olhou para os enormes olhos verdes da filha. —Georgiana…

— Por favor, papai? Pelo menos temos de descobrir quem ela é, de onde veio. O que foi aquela luz. Acho que ela precisa de ajuda.

— Vou pensar.

Georgiana sorriu. Depois bocejou e cocou os olhos.

— Vamos lá, é melhor você dormir agora. Em meu quarto, ok?

— Ok. — Com um sorriso aberto, Georgiana correu pelo corredor e se jogou na cama do pai.

Darcy olhou para a mulher que dormia na cama da filha. E claro que não havia como deixá-la ficar. Só teria de esperar Georgiana dormir para chamar o corretor. Arrumaria um jeito de explicar depois. Por enquanto, não tiraria os olhos dessa sujeita. Se ela lançar um olhar em direção a Georgiana…

Pegou o taco de beisebol e puxou uma cadeira. Daria quinze minutos para Georgiana dormir. Depois faria a ligação.

***

Lizzie acordou no quarto escuro. O quarto da filha, é claro. Devia estar muito cansada do trabalho e pegou no sono enquanto lia para a menina, imaginava por que Jane não a sacudira para continuar a história, como sempre fazia.

Mas onde estava Jane?

Fechou os olhos, balançou a cabeça. Claro. Jane ainda estava visitando a tia em Hampshire. Como pôde esquecer?

Já que estava acordada, deveria voltar ao trabalho.

Lizzie colocou a mão no rosto para tirar o cabelo do rosto. Esticou o braço na direção da mesa de cabeceira procurando da vela e do fosforo, mas não devia ter deixado lá. Teria de se guiar pela luz da lua que atravessava a janela enquanto procurava o candelabro.

Mas o que era isso?

Tinha um homem inacreditavelmente lindo dormindo em uma cadeira de madeira do lado da cama. Ele vestia apenas uma calça escura, e com o peito musculoso de fora. A cabeça estava caída para o lado, descansando nos ombros. E os cabelos um pouco compridos caíam em ondas de cetim castanho escuro. Nossa, era lindo. Nunca antes havia visto um homem tão em forma em sua vida, e a visão daquele homem a deixou com o rosto adendo.

Mas o que estava fazendo aqui? Como…

Lentamente, Lizzie lembrou de seus excêntricos tios Crhistian e Eli, e das manias que os dois tinham de arrumar marido para ela, das mais variadas formas. Vinham implicando porque trabalhava muito, não tinha vida, a não ser para a filha e o trabalho. Já estava passando da idade de arrumar um marido, e se não se apressasse ficaria para sempre sozinha. Desde que se envolveu com um homem impróprio que morava em outro condado, preferiu ficar reclusa. Arrumar um matrimônio não estava na sua lista de prioridades e atualmente dedicava todo seu tempo para o experimento atual. Aquele que mudaria o mundo, se conseguisse realizá-lo.

Uma vez, aqueles dois palhaços sugeriram que ela estava há tanto tempo sem se mostrar na sociedade que se caso um homem a pedisse em casamento, ela não saberia o que fazer se um aparecesse em sua cama.

Então eles decidiram contratar alguém para provar seu ponto de vista, não é?

Nossa, ele era realmente lindo. Infelizmente, não estava tão desesperada para provar a teoria dos dois para que se arriscar a pegar uma doença. Preferia escolher seu próprio marido, quando tudo se resolvesse.

Ela suspirou. Sem dúvida ela relataria para aqueles dois traquinas infantis que ele fracassara em mostrar algum interesse pelo charme dela.

Bem, poderia pelo menos evitar a zombaria que teria de aturar.

Saindo da cama, imaginou por que se sentia tão fraca e um pouco tonta, foi andando na ponta dos pés até a cadeira em que ele estava dormindo e quase tropeçou no taco estranho que a filha deve ter deixado jogado no chão. Tirou-o do caminho com o pé e chegou mais perto do homem, tocou aquele cabelo sedoso e roçou entre os dedos. Suave como uma penugem. Inclinou-se ligeiramente, sentiu seu cheiro e sorriu.

Ah, eles foram longe demais. Devem ter pago extra por um homem limpo e bonito. Ele parecia tão másculo, e tinha um cheiro ainda melhor.

Enquanto ainda estava inclinado sobre o homem, ele suspirou e se mexeu. Os lábios se abriram quando a cabeça caiu para trás. E Lizzie percebeu há quanto tempo não beijava um homem. E tirando a gripe comum, talvez, não tinha medo de beijar esse homem.

E foi isso que fez. Com uma certa ousadia, que nem ela sabia que tinha, abaixou-se, levantou o queixo dele com a ponta do indicador e encaixou suas bocas. Os lábios dele eram quentes, úmidos e doces, e se ajustavam bem aos seus. Ainda melhor quando deixaram escapar um suspiro gentil, que ela inspirou. Afastou aqueles lábios suaves para sentir mais dele, e eles se abriram desejosos. Ele estava começando a acordar agora. Começando a responder, a beijá-la também. Mesmo sonolento ela o pegou pela cintura, o fez ficar de pé e a aproximou de seu peito enquanto intensificava o beijo. Sua resposta sonolenta despertou nela sensações que há muito esquecera. Sensações que achara que não teria mais. A paixão incendiava suas veias, o corpo dele mais perto do seu, a cabeça mais inclinada e os lábios abertos para sua língua. As mãos dele arrastavam pelas suas costas, apertando seus ombros, fazendo seu coração disparar no peito. Não, nenhuma experiência com o sexo oposto que teve, e foram bem poucas, provocara tal resposta nela.

Desde George…

E então um forte impulso fez com que se afastasse, surpresa demais para sequer pensar por que estava tão fraca que um simples vento conseguia fazê-la voar.

Ele ficou ali, ofegante, o encarando.

— Já chega — resmungou ele. — Eu estava pensando em pegar leve com a senhora, mas já foi longe demais.

— Leve ou pesado — disse ela. — Não importa. Não estou interessada em fazer coisas indecentes com o senhor, então pode pegar seu caminho. — E claro que era uma mentira. Ela estava muito interessada em conhecê-lo melhor.

— Não está… Interessada… Coisas indecentes? — Ele piscou em choque.

— Ah, não, querido. — Ela sorriu, levantou a mão para acariciar lhe o peito sem que ele visse. Ele ficou lá, parado, muito chocado para se mover. — Na verdade, não fico tão tentada há muito tempo. O senhor é lindo. Mas não quero me expor a… Bem, você entende.

Ele balançou a cabeça.

— Não, não entendo e acho que não quero entender. Olha aqui, você é uma louca de carteirinha. Vou levá-la para baixo agora mesmo e chamar a polícia. Mas não precisa esperar ela chegar. Pode ir embora.

Ela franziu a testa:

— O que disse?

— Disse para ir embora. — Ele estava rangendo os dentes, e os punhos fechados tremiam. — Saia da minha casa. Agora.

— Minha vez — disse ela. — O senhor realmente deveria pensar em seguir carreira no teatro. Não faço ideia do que está falando, querido, mas esta casa é minha, e é o senhor quem deve sair.

Ele piscou. A raiva estava sumindo rapidamente. Era medo que ela via tomando conta dos olhos dele.

— Desculpe — disse ela, pensando que ele poderia fazer qualquer coisa contra ela se soubessem que fracassou. Quase reconsiderou sua posição de abster-se. Talvez fazer coisas indecente com esse homem impetuoso devia ser uma experiência e tanto. — E se eu deixar você ficar umas duas horas, hein? Será suficiente para convencê-los de que nos divertimos bastante?

Inesperadamente a mão dele veio em direção ao seu corpete, e ela não teve tempo de esquivar-se. Ela ficou realmente assustada quando ele deu um bom safanão que fez com que perdesse o equilíbrio. Caiu na cama, olhando para ele.

Céus, por que estava tão fraca? Tão tonta? Estivera doente recentemente?”

— Vá embora — ordenou ele. — Antes que eu cometa a sandice de te dar umas boas palmadas.

— Chega — disse ela com calma, ainda frustrada por seu estado físico. — o senhor está doido? Tenho de provar que esta casa é minha? Terei de chamar o corretor para tirá-lo daqui? É o que deseja? — Ela balançou a cabeça, levantou a mão e apontou em direção à mesa perto da janela, sua forma visível na escuridão. — Ali tem uma escrivaninha. Não a principal, claro, mas deixo uma aqui no quarto de Jane. Alguns de meus experimentos estão lá. Minhas ferramentas. Minhas anotações. É claro que elas são secretas, mas um homem como você pode olhar que não vai entender mesmo. Pode olhar. Tem a lareira e no console tem dois lampiões e fósforos. Acenda um para que possa ver onde está, homem. E depois, vá embora, sem criar problemas. Tenho de trabalhar.

O homem apenas a encarava, completamente confuso. E então, lentamente, ele foi até a parede. Tocou em algo, e o quarto de repente se encheu de luz. Elizabeth quase caiu para trás de susto.

Notas finais
PS: Para aquelas que estão acompanhando Uma mãe para o meu bebê, eu ia postar esta semana, mas me bateu uma ideia, que vou ter que incluir na fic, então eu acho que não vai dar, bjs