Notas iniciais
Olá meu povo, aqui estou eu de novo. Obrigada pela mensagem de todas vcs. Elas são muito importantes para a minha pessoa. E mais uma vez, gostaria de pedir aos leitores fantasmas, que por favor enviem uma mensagem dizendo o que estão achando sobre a história, não cai a mão de ninguém e não custa nada.

[RECAPITULANDO]

Darcy virou e encarou Lizzie, mas Georgiana já estava dando informações detalhadas sobre como chegar ao consultório do médico. Não poderia adiar mais. Tinha de conversar com Lizzie, contar por que ela não podia continuar com isso. E tinha de fazer isso logo. Hoje à noite, depois que Georgiana fosse dormir.

—--------------------------------------------------------------

Naquele final de tarde, Georgiana apareceu no quarto de Lizzie com um vestido em mãos, vestido esse que Darcy havia achado por acaso em suas coisas, deveria ser de sua irmã, que veio parar por engano nas suas coisas. Ele só esperava que servisse.

— Papai pediu para que você provasse esse vestido para ver se ele se te serve. Já que não pode aparecer no shopping com o seu.

— Obrigada querida.

— Vou trocar de roupa.

Lizzie pegou das mãos de Georgiana e ficou admirando a roupa que trousse. De tato, era um bonito vestido e muito diferente daquele que usava. Não custava nada provar e ver como iria ficar em seu corpo.

Ao se trocar olhou-se no espelho e gostou do que viu. E estava ansiosa em conhecer o shopping, ficava imaginando como aquele lugar seria. Estava perdida em conjecturas quando Georgiana voltou para o seu quarto e ficou olhando para ela.

— Uau, ficou muito bem em você Lizzie.

— Que bom que gostou.

— E eu? Fiquei bonita com essa roupa? — perguntou a menina girando entre si para mostrar a roupa que usava.

— Você está parecendo uma princesa.

Georgiana sorriu encantada.

— Você poderia fazer esse penteado em mim? — Perguntou Georgiana apontando para o cabelo dela. — Acho tão bonito esse penteado. Papai não sabe fazer isso não.

— Sério?

— Sim, acho que não tem paciência para isso.

Lizzie sorriu para a menina e estendeu a mão.

— Claro, venha aqui.

Ela foi de bom grado para perto de Lizzie e se sentou na cadeira e esperou paciente enquanto seu cabelo era penteado. Georgiana gostou muito da sensação porque seu pai nunca tinha feito aquilo para ela antes e por pouco não chorou de felicidade.

Assim que terminou o penteado, Georgiana quase pulou de alegria e deu um forte abraço em Lizzie.

— Eu amei.

Darcy entrou no quarto naquele exato e estacou com a cena.

— Estou interrompendo alguma coisa?

As duas se separaram e Georgiana deu um sorriso radiante para ele.

— Claro que não papai. Olha só o que Lizzie fez em mim? Não ficou bonito?

As duas o olhavam com expectativa.

— Ficou lindo filha. Obrigada Lizzie. — Ela deu um pequeno sorriso e alisou o vestido. — Ficou muito bonito essa roupa em você.

— Que bom.

— Vamos? Se não vai ficar muito tarde para voltarmos.

Antes de sair de casa, Darcy deu um suspiro e pediu secretamente que tudo desse certo naquela noite.

Durante todo o caminho que os levou ao shopping, Darcy preferiu ficar em silencio e discretamente observava a conversa entre Georgiana e Lizzie que estavam muito animadas com as possíveis descobertas.

Como previsto, desde que estacionou até a hora em que entrou no shopping, Lizzie não conseguia disfarçar a cara de surpresa, e se ele tivesse sido um pouco mais esperto, teria evitado tudo aquilo se ao invés de terem ido até ali, ele mesmo tivesse comprar alguma coisa para ela. Mas enfim, não tinha mais volta.

— Então é aqui o shopping? — Perguntou Lizzie para Georgiana.

— Sim, sim, aqui tem um monte de coisas legais, que você vai adorar, não é verdade papai?

— Sim querida, Elizabeth, haverá um monte de coisas novas das quais você nunca viu antes, teria como eu te pedir que se contenha só para você não chame a atenção das outras pessoas?

Elizabeth parou e ficou olhando para ele sem entender.

— Tais coisas como?

— Aqui tem elevadores, escada rolante e mais uma porção de coisas.

Como resposta ela somente levantou a sobrancelha, sem entender realmente o que ele queria dizer.

— Bem deixa para lá, você vai ver por si mesma.

Georgiana agarrou a mão de Lizzie e de seu pai ficando entre os dois ao mesmo tempo e resolveu ignorar a cara zangada dele.

— Vamos logo papai. — Ela praticamente arrastou os dois para dentro do shopping.

Seria trágico se a situação não fosse um tanto como engraçada. Tudo o que Darcy havia pedido para que Elizabeth fosse discreta, foi por água a baixo a partir do momento em que resolveu mostrar todo o estabelecimento para ela antes de ir as compras propriamente dita. Elizabeth parecia uma criança na manhã de natal quando estava preste a abrir os presentes.

Enquanto mostravam o shopping a ela, Darcy percebia que Elizabeth estava se sentindo mortificada por causa das roupas que muitas mulheres usavam, para ser mais especifico, com relação ao cumprimento de algumas saias e shorts.

— Então é assim que as mulheres dessa época se vestem? — ela perguntou apontando discretamente para algumas mulheres vestidas um tanto como extravagantes demais para o gosto dele. Além de estarem com as saias curtas demais, tinha uma delas que o decote da blusinha chegava ao umbigo.

— Devo dizer que nem todas se vestem deste jeito. Eu particularmente prefiro que se vistam com um pouco mais de pano, pois aí da para ficar se imaginando o conteúdo.

— Imaginando o conteúdo? Como assim?

Darcy soube que havia tocado em um assunto um tanto quanto delicado, ainda mais tendo sua filha ali prestando atenção em tudo o que dizia.

— Eu como sendo um homem, quando converso com uma mulher atraente vou querer prestar atenção nela e não em seus atributos se eles estiverem expostos. Como por exemplo aquela moça ali — ele apontou discretamente a mulher que estava com um decote profundo. — Por mais que ela seja bonita, se eu por acaso puxasse assunto minha atenção estaria em um determinado local e não no rosto dela. Entenderam o que eu quero dizer?

Ambas balançaram a cabeça em sinal de concordância e continuaram a andar. E Elizabeth teve que concordar com a observação de Darcy. Era difícil manter uma conversa coerente se os olhos da outra pessoa estivessem em seu decote.

Ao terminar de fazer o tour, Elizabeth empacou em frente à escada rolante criando um pequeno tumulto atrás deles, fascinada com o seu funcionamento e se ele pudesse ler pensamentos, apostaria tudo o que tinha e o que não tinha, que os dedos dela coçavam a fim de poder desmontar e ver como funcionava.

E a coisa piorava ainda mais quando Georgiana praticamente gritava que era para Elizabeth não ter medo de subir porque a escada era inofensiva.

— Pode subir no degrau sem medo, você não vai cair.

— Tem certeza?

— Claro que eu tenho, venha me dê a sua mão. — Finalmente criando coragem, Elizabeth estendeu a mão a entregou a Georgiana. — Isso agora com a outra, você segura no corrimão.

Fazendo o que lhe foi pedido, Elizabeth a acompanhou Georgiana e Darcy pode ouvir atrás dela que um pequeno fascinante, enquanto subiam. Em um momento de distração, Lizzie que conversava distraída com sua filha, deu um passo para traz e se desequilibrou. Ela teria caído e descido a escada rolando se Darcy não estivesse prestando atenção mesmo que a contra gosto a forma sinuante da mulher a sua frente, e se ele fosse esperto mesmo, como achava que era, não ficaria se perguntando como ela era sem aquele vestido. Quando deu por si, Lizzie estava caindo em cima dele, que rapidamente a segurou firme pela cintura e só voltou a soltá-la quando alcançaram o piso novamente.

— Você se machucou? — Perguntou Darcy, notando um rastro de suor em sua testa e vendo o quão pálida ela ficou.

— Oh céus, eu tive uma vertigem e pensei que eu fosse cair, obrigada Fitzwilliam. Eu só me assustei — Elizabeth pousou a mão no coração e constatou que ele estava disparado pelo susto que tomara. Não queria ficar imaginando aquele braço forte em volta de si. — Essa escada se mostrou mais perigosa do que eu havia imaginado.

— Você ainda está se sentindo tonta? Não acha melhor irmos embora?

Ela poderia mentir dizendo que estava tudo bem, mas Darcy logo descobriria que mentia, e para falar a verdade aquela tontura estava diminuindo e ela não queria voltar para casa ainda.

—Ainda estou, mas já está passando.

— Vamos nos sentar ali na frente.

— Tudo bem.

Tomado de preocupação, Darcy a segurou e a levou para se sentar em um banco próximo.

— Papai quer que eu compre uma garrafa de água para ela?

— Pode ser, toma — disse ele sacando da carteira uma nota de cinco Libras para a filha. — Por favor, não demore.

— Volto já. — Georgiana praticamente correu para buscar a garrafa de água.

Darcy percebeu que Elizabeth estava um pouco pálida e ficou se perguntando se ela estava realmente bem.

— Será que essa vertigem tem a ver com a viagem no tempo?

— Pode ser que sim, os efeitos colaterais ainda não acabaram.

— E por que você não me avisou que não estava totalmente bem? Se eu soubesse não teria nem te trazido aqui hoje.

— E estragar essa grande chance de conhecer esse lugar?

— Mulheres. Sempre querendo ser fortes.

Como resposta, Elizabeth apenas deu um sorriso e ficaram ambos esperando em silêncio até que Georgiana voltasse com a garrafa d’água.

— Obrigada filha.

Elizabeth pegou a garrafa e bebeu aos poucos, só esperava que não voltasse a ficar mal de novo, e percebeu que não estava mais sentindo tontura. Aquilo só podia ser o efeito colateral.

— Já estou me sentindo bem melhor.

— Tem certeza?

Elizabeth fez que sim com a cabeça e os três se dirigiram para uma grande loja de departamento.

Georgiana agarrou a mão dela e a levou de um canto ao outro querendo mostrar tudo ao mesmo tempo, Darcy tentava conter a empolgação da menina a todo custo.

— Filha, se nós quisermos sair daqui ainda hoje, vamos com calma, por favor.

— Mas papai, tem tanta coisa aqui para ela ver.

— Eu sei, mas vamos com calma.

— Tudo bem. Aonde vamos primeiro?

A única coisa que Lizzie pôde fazer era rir daquela situação toda, era empolgante ver a animação da menina.

— Vamos primeiro ver as roupas, depois a gente vê o resto, o que você acha Lizzie?

— Pode ser.

Ele a levou até a área feminina e Elizabeth se sentiu um tanto quanto perdida no meio daquelas roupas todas. E teve que pedira ajuda a Darcy.

— Não sei o que escolher.

Darcy a princípio pensou que ela estava brincando, mas ao observar o rosto dela, viu realmente que ela falava a verdade.

— Calma, porque você não começa a escolher os vestidos? Gerigiana fica aqui te ajudando enquanto isso eu vou ali escolher algumas calças e camisetas. Depois que você terminar, leve ela até o provador. Acho que assim vai ser mais rápido.

— Tudo bem.

Darcy teve que admitir que foi até que divertido ficar ali escolhendo roupas para Lizzie. Nunca antes teve que fazer aquilo, e para uma primeira vez até que se saiu bem. Só esperava que as roupas ficassem bem nela. E teve que admitir quer realmente ficaram ótimas, se era possível Elizabeth Bennet ficar bonita nas roupas do século XVIII, ela ficou maravilhosa nas roupas do século XXI. Ao final daquela primeira etapa, foram escolhidos quatro vestidos, meio que a contragosto três calças jeans, quatro camisetas e dois pares de sapatos. A parte mais difícil daquela noite foi constatar que Elizabeth precisava de roupas íntimas, se fosse possível, Darcy preferia deixar passar, mas como sabia que ela tinha que usar calcinha e sutiã. Até sentia o suor escorrendo só de imaginar aquela mulher com roupas íntimas.

— Venham por aqui. — Ele pediu enquanto as levavam ao setor de calcinha e sutiã. E não pode deixar de admirar o rosto avermelhado de Elizabeth quando ela foi até um balcão contendo calcinhas dos mais variados tamanhos e cores.

— Uau, além das roupas curtas, as peças íntimas ficaram pequenas também? — Mais vermelha do que a calcinha fio dental que segurava, Elizabeth não pôde deixar de analisar a pequena peça com mais atenção. — Como as mulheres conseguem usar uma coisa desta?

Darcy deu um sorriso sem graça e obrigou o seu cérebro a não imaginá-la usando uma daquela.

— Sim, as calcinhas diminuíram consideravelmente, e as mulheres usam esse tipo de calcinha sim.

— Nossa papai, por que vocês dois estão vermelhos?

Antes que se enfiasse em uma situação mais constrangedora ainda, Darcy agarrou a minúscula calcinha da mão de Elizabeth e a enfiou de volta ao balcão.

— Por nada querida. Elizabeth sei que você vai precisar dessas peças. Então vamos procurar.

Notas finais
E ai o que acharam?